Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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Boa noite galera, com vocês mais um capitulo de As Cronicas de Maya. A historia esta chegando em seu primeiro grande momento com o que ira revelar uma grande trama para o primeiro livro. Agradeço aqueles que estão lendo e convido aqueles que ainda não estão a começar. Não esqueçam de deixar um comentário dizendo o que estão achando. o/

Lamina Oculta

 

– Essas informações vão ser de grande ajuda – Ling falou entre uma mordida e outra no pão duro que tinha em mãos.

   Os alunos da classe A estavam reunidos em uma das longas mesas comendo do suprimento que Buco e os outros tinham encontrado. Uma mistura de pão dormido, algumas raízes e água.

   Wei tinha surpreendido a todos fazendo uma sopa, ou algo bem próximo a isso, com a água e as raízes comestíveis. No final eles estavam comendo um negocio pastoso de cor marrom bem forte que servia para amolecer o pão.

– Tudo graças a Tou – Xi inclinou a cabeça para o outro Bronze que devolveu o cumprimento – só conseguimos chegar tão rápido aqui e com tantos recursos graças as habilidades dele.

– Bem que eu gostaria que ele tivesse ido com o nosso grupo – Ling terminou seu pão deixando escapar um suspiro de satisfação – Teria nos poupado muito tempo na sala de armas.

– Encontraram mais algum golem no caminho?

-Graças ao criador não. Mesmo com as armas eu acho difícil derrotar um golem em uma luta direta.

   Xi assentiu, ele concordava plenamente com as palavras da bela Prata. Os golens eram máquinas imunes a dor e ao medo que lutariam até o fim seguindo as ordens de seu mestre. Fazer um grupo de alunos sem experiências de combate enfrentar tamanho desafio parecia até uma piada.

– Nossa melhor chance é encontrar a saída no último andar – ponderou Xi – mas para que lado fica o último andar?

– Mais importante – interrompeu Feng – como saímos desse andar?

   Xi e Ling se encararam em silêncio analisando a pergunta de Feng. A verdade era que eles não sabiam onde estavam. Em qual dos andares eles tinham despertado e se o último andar era descendo ou subindo. Eles não sabiam de nada e isso cobrava muito de suas decisões.

– Eu me lembro de ter visto escadas nos mapas – Swam que raspava seu prato com o pão comentou – não fica muito longe daqui.

– Uma escada? Subindo ou descendo? – questionou Feng com um franzir de testa.

– Isso eu não sei. Só indo lá para descobrir.

   O pequeno plebeu deu de ombros se concentrado em aproveitar o pão melado com a sopa de Wei.

– Não custa tentar – Ling disse por fim.

   Os alunos continuaram comendo e descansando comentando uns com os outros sobre o que viram no caminho até o refeitório.  Debateram um pouco sobre as informações que Tou conseguiu e depois dividiram entre si os itens que conseguiram. Praticamente todos ficaram devidamente vestidos, mas poucos ganharam elmos. No armamento, todos que não possuíam nenhuma arma ganharam da’mashas. As espada sem enerjom eram bem comuns entre aqueles com pouco dinheiro. Nobres que não podiam investir em seu poder marcial normalmente armavam suas tropas com da’mashas.

   Após a divisão do equipamento a jovem Ling deu permissão para que a classe A descansasse um pouco. Enquanto os alunos começavam a se deitar entre as mesas tentando encontrar uma posição boa para um rápido cochilo os Bronzes Xi e Feng se voluntariaram para ficar de guarda.

   Os dois Bronze ficaram observando os dois lados do corredor que dava acesso ao refeitório em um silêncio confortável enquanto seus companheiros começaram aos poucos a descansar. Quando tiveram certeza de que ninguém iria ouvir a conversa deles o jovem Xi começou tocar no desconfortável assunto que foi omitido durante a conversa na mesa.

– Vocês o viram?

– Não depois do encontro com o golem – respondeu Feng – mas alguns dos nossos disseram ter visto os lambe saco dele o carregando por um dos corredores em fuga.

– Quando acordar ele estará furioso – comentou Xi deixando escapar um sorriso cansado – No momento que o miserável faz algo que preste seus seguidores estragam o momento.

   Feng não pôde deixar de sorrir compreendo os pensamentos de Xi. Os dois continuaram a vigília por um pouco mais de uma hora antes de decidirem que já era hora de acordarem os outros pra procurem a saída para aquele teste.

*** 


  Xen estava muito animado, seus últimos dois anos no exército imperial tinham sido chatos e entediantes. Ele sabia que não era o melhor dos soldados, mas considerava um castigo o posto que tinha lhe sido atribuído.

   Ele ainda era jovem, mal tinha feito seu vigésimo segundo aniversário e era um dos quatro guardas responsáveis pela vigília de uma base militar abandonada.

   Dois anos de tédio se passaram em um piscar de olhos com nada que valesse nota acontecendo tanto na base abandonada quanto no terreno em volta, mas foi então, que nos últimos dias uma equipe vinda da Academia Imperial de Oficiais apareceu com um decreto avisando que usariam a base para um teste de seus alunos.

   Os dias seguintes foram bem movimentados com grandes andadores trazendo suprimentos que eram espalhados por todos os andares da base.

   Xen viu as equipes da Academia espalhando todos os tipos de armas pela base, armas que ele nem sonhava em possuir com o salário que recebia. Ele viu almashas e BEE além de uma boa quantidade de alfings. Outros itens eram mais comuns como da’mashas, facas de aço, escudos normais e os trajes dos exército.

   O velho Guty tinha resmungado que aquilo era um desperdício de equipamento.

– Tantos soldados precisando ser devidamente armados e a Academia usando bons equipamentos para brincar com algumas crianças.

   Xen não ligava para isso tanto quanto o velho Guty, para ele só o que importava era que agora algo estava acontecendo na base, algo para afastar o tédio. E quando uma pequena nave de transporte militar chegou com os golens a empolgação do jovem soldado foi as alturas.

   Ele nunca tinha visto um golem em sua vida, assim como a maioria das pessoas tudo o que ele tinha eram algumas história contadas por veteranos e algumas imagens ilustradas mostrando as máquinas humanoides em serviço.

   Dois dias após a chegada dos golens as naves chegaram com os alunos adormecidos, as equipes da Academia rapidamente levaram os alunos para as áreas iniciais pré planejadas para o início do teste. Xen e seus três companheiros observavam tudo da sala de vigia com dezenas de telas revelando os corredores da base e os alunos que despertavam para o mundo novo.

   Cinco grupos de alunos, ou melhor dizendo, classes de alunos estavam espalhadas pelos andares. Uma das classes teve o infortúnio de bater de frente com um golem assim que saíram de seu ponto de partida.

   Uma rápida troca de golpes seguida da ativação das armadilhas da sala onde estavam proporcionou a Xen o entretenimento que ele tanto queria. Os minutos se transformaram em horas conforme os alunos se dividiam e se encontravam descobrindo os tesouros que a Academia tinha deixado para eles.

– Alguns deles são até habilidosos – comentou o velho Guty a contragosto – mas a maioria é uma merda. Mal dariam para bons soldados de infantaria.

– Como se eles se importassem com a sua opinião sobre isso – murmurou Xen olhando avidamente para a tela – qualquer um deles quando se graduar estará acima de nós.

– Hum, acima de mim uma ova – Guty inclinou a cabeça para o lado cuspindo no chão – Espere, onde estão Faha e You?

– Faha disse que ia pegar algo para comermos e You tinha ido no banheiro se não me engano.

– Ninguém demora tanto para pegar uma ração pronta ou para dar uma cagada. Eles estão é fugindo do serviço. Aqueles merdinhas. Faça algo de útil e vá chama-los.

– Não fode comigo, velhote! – retorquiu Xen – É agora que as coisas estão ficando interessante aqui. Aquele grupo que confrontou o golem está chegando em uma das escadas…

– Como se eu desse a mínima – cortou Guty dando um tapa na mesa – Vá chamar os dois ou te mando para patrulhar as trilhas.

   Xen resmungou, mas mesmo assim levantou-se e seguiu para a porta na intenção de chamar os outros dois vigias para o serviço.  Já tinha se passado um bom tempo que os dois tinham se ausentado. Será que aconteceu alguma coisa com You?  Algum mal de barriga?

   Xen tinha ouvido alguns veteranos falarem de doenças em campanhas que faziam um homem cagar sangue até morrer. Um calafrio lhe subiu a espinha quando imaginou You sentado no vazo coberto de sangue.

   Estava prestes a se apressar para ver o que tinha acontecido com o companheiro quando a porta deslizou para o lado dando passagem para You. Xen abriu um largo sorriso de alívio ao ver o companheiro bem, mas o sorriso morreu lentamente em seu rosto dando lugar a uma expressão de confusão. 

   You entrou na sala de vigia com uma faça de enerjom ativa na mão direita e uma misha na mão esquerda. O uniforme de You estava coberto de sangue na manga direita e com alguns respingo no peito.

– O que acon…

   Começou a dizer Xen preocupado com a visão ensanguentada de You, mas as palavras morreram em seus lábio quando a faca de enerjom foi enterrada no pescoço do jovem.

   A faca banhada em enerjom abriu o pescoço do jovem com facilidade fazendo o sangue jorrar com força. Xen cambaleou para trás surpreso e apavorado com a situação tentando tapar o sangramento com as mãos.

   O velho Guty se virou em sua cadeira nessa hora curioso com o barulho atrás dele. Na mesma hora que o velho se virou a mão esquerda de You se ergueu apontando a misha para a cabeça de Guty. O disparo naquela distância foi certeiro e mortal. A bala de enerjom acertou Guty na testa explodindo sua cabeça e banhando as telas atrás dele com sangue e pedaços do crânio e do cérebro.

– Que meleira – sussurrou You olhando para as telas, seu olhar então se desviou para o jovem Xen que ainda se contorcia no chão – ainda vivo Xen?   Você é mais durão do que eu pensava. Não me olhe assim. Não é nada pessoal.

   Enquanto falava com Xen o assassino ergueu a misha novamente e a apontou para o jovem. A misha era uma das armas de enerjom mais destrutivas a curta distância. Ela disparava enerjom como a alfings, mas seu tamanho era muito menor e seu cano por onde o enerjom passava era muito mais largo e grosso.

– Adeus, Xen. Diga ao velhote que foram só negócios.

   You atirou precisamente na cabeça do jovem explodindo seu rosto. Fazer isso iria servir também para dificultar ao exército em reconhecer os corpos.

– Aos negócios agora – murmurou o assassino indo até uma das mesas.

   Ele ativou um dos teclados digitais e começou a digitar observando na tela os comandos que eram escritos e apagados. Enquanto cumpria sua missão ele percebeu um movimento em uma das telas que mostrava as trilhas em volta da base.

– Minha parte está feita – disse You sorrindo e se espreguiçando quando terminou de digitar ele estão olhou para a tela e sussurrou – agora cumpram as suas.

***


  Os alunos da classe A se reuniram ao pé da escadaria que os levaria para o andar de cima, um pouco mais ao lado se encontrava outro lance de escada que levava para baixo.

– Então vamos subir? – perguntou Xi a direita de Ling.

– É a melhor opção – respondeu a Prata – se estivermos no subterrânea, subir será nossa única saída.

– E se não estivermos – completou Feng – subir também pode nos levar a um saída.

   Xi balançou a cabeça concordando com os dois. Ele entendia a linha de raciocínio dos dois nobres e também achava que era a melhor linha de ação a se tomar, mas ele não conseguiu deixar de olhar para o lance de escadas que descia se perguntando o que estaria lá em baixo.

– Então é melhor não perdermos mais tempo – disse Xi apertando com força o cabo de sua almasha – nos guie capitão.

   Ele sabia. Agora, tudo o que eles podiam fazer era seguir em frente e sobreviver ao que quer que o teste mandasse sobre eles.

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