05 – Caça (1)

Eu me levantei do trono e andei para a porta que levava ao primeiro andar, claro chamei Alva para vir comigo, os outros ficaram dormindo na sala do trono.

Eu poderia me mover instantaneamente para qualquer lugar da masmorra, mas decidi seguir o caminho normal, ao passar pelo portal eu me encontrei descendo uma escadaria de pedra em uma das vilas goblins, o mapa mostrava que eu estava na vila a esquerda do portão de entrada.

Eu descia tranquilamente,  mas era muito estranho ter uma escadaria no meio da vila, acho que terei de mudar o design da masmorra futuramente, por enquanto estava bom.

Os goblins abaixo pareciam assustados com a minha descida, alguns pegaram tacos de madeira, outros correram assustados.

No meio da multidão de goblins um ancião apareceu.

– Sumam daqui suas pestes, desculpa meu senhor – Ele era um dos xamãs goblins.

– Oh, você consegue falar muito bem – O goblin tinha uma capacidade de fala surpreendente, ele também parecia bem inteligente e educado.

– Obrigado mestre!

– Bem… me conte a situação aqui.

– Meu senhor estamos agraciados em poder viver aqui, mas é difícil controlar os outros, goblins tem apenas três desejos, Viver, Comer e se reproduzir.

– Compreendo… irei permitir que vocês saiam para caçar diariamente apartir de agora.

– Muito obrigado meu senhor!
O goblin era muito submisso, submisso demais, até parecia que para ele eu era um deus.

– Agora me conte sobre as vilas

– Sim senhor!

Depois disso ele me explicou a situação de cada vila e seu funcionamento, goblins eram seres muito proximos de animais, mas seus genes podiam se ligar a qualquer outra raça, eles eram a terceira raça que mais podia evoluir, só estavam atrás dos slimes e dragões
Como não havia como se alimentar os goblins partiram para segunda coisa que mais gostavam, se reproduzir a população de 1,500 pulou pra mais de 10,000, isso eu já tinha previsto, destes 10,000 cerca de 3,000 eram goblins selvagens.

Goblins selvagens eram como goblins comuns, mas seu lado besta era bem mais aflorado, sua inteligência estava abaixo da de um inseto, goblins assim eram expulsos das vilas e tinham que viver na floresta, isso já era pensado por mim antes, na verdade o plano principal era fazer destes goblins os Farms.

Ele contou que a população foi dividida entre as vilas, a maior parte vive na vila do meio.

– Traga os seus 10 goblins mais fortes, vamos para a próxima vila

– Si…m, sim senhor!

O goblin xamã saiu correndo e rapidamente trouxe 10 goblins, eles não pareciam muito diferentes dos outros, bem eu não esperava muito, logo partimos daquele local, seguimos a estrada de pedra subindo em direção a segunda vila, decide numerar as vilas de 1 a 6, seguindo o caminho, em 15 minutos de caminhada já deveríamos estar na metade do caminho, eu senti um movimento no mato.

– Alva não faça nada. – Estava na hora de aquecer um pouco.

Do mato ao meu lado um goblin pulou com algo parecido com um osso afiado na mão, eu levantei meu braço rapidamente e bati na direção do corpo do goblin, eu senti minhas unhas atravessarem a carne e até cortarem os ossos.

Minha mão atravessou o corpo do goblin e saiu do outro lado, entre meus dedos estava a pedra de mana dele e o coração ainda batendo, isso era um problema, aquele osso tinha sinais de mordidas, se eles começarem a se canibalizar tão cedo eu terei que recomeçar.

– Alva enquanto eu visito as vilas quero que você atravesse a floresta e mate todos os goblins selvagens, não mate demais por que seria um problema, elimine mais ou menos metade deles.

Alva me olhou e uivou parecendo feliz, ela colocou suas garras para fora e correu em direção ao mato, olhando os goblins que me seguiam todos tinham expressões de medo menos o xamã, seus olhos tinham um brilho estranho.

– Cof… vamos continuar – Eu continuei a andar, logo o cadáver do goblin iria ser absorvido pela masmorra, eu não utilizei minha autoridade em cima do goblin pois queria testar minha força, parece que esse corpo é muito hábito ao combate.

Continuei meu caminho pela masmorra, após alguns minutos já havia chegado a outra vila, encontrei a mesma situação nessa vila, como na primeira vila recrutei alguns goblins e parti após ir em todas as vilas fui com um grande grupo em direção a vila central.

A vila central era diferente das demais por uma grande características, havia uma cerca de madeira cercando todo o perímetro, em uma das 6 entradas da vila havia dois goblins com lanças na mão, isso era muito bom, se eles praticam deste cedo suas chances de evoluir são maiores no futuro.

Quando apareci com o grande grupo os dos goblins ficaram atentos e puxaram suas lanças de madeira, vendo os xamãs ao meu redor eles abaixaram um pouco a guarda, um deles entrou correndo na vila, alguns segundos depois ele voltou com o xamã.

– Mestre! Seja bem-vindo, abram caminho para o mestre.

Os goblins abriram caminho e eu entrei na vila, bem… por fora podia ter as cercas, mas por dentro a situação era a mesma das outras vilas

Eu olhei para o ancião e fiquei surpreso.

[Xamã Goblin]

Nivel: 100

Ele alcançou o nível 100 muito rápido.

– Venha cá, irei lhe dar um nome – Uma das maneiras de causar uma evolução em um monstro, era dar um nome para eles, monstros nomeados eram bem mais fortes que monstros normais, mas isso causava certos problemas.

Nomear um monstro era cansativo fisicamente e mentalmente para mim, quando mais forte o monstro mais cansado eu fico, meu máximo de nomeações deveria ser 3 por dia para monstros não muito mais forte que eu mesmo, a nomeação também tinha seus riscos, nomear um monstro fazia eles bem felizes e mais leais, mas isso também os permitia ir contra minha autoridade de mestre da masmorra, claro que nenhum monstro em sã consciência me causaria mal ou causaria mal a masmorra, mesmo assim ir contra minhas ordens era uma ocorrência comum.

O goblin parecia muito feliz com isso, seus olhos se enchiam de lagrimas, para monstros fracos ser nomeado era uma grande coisa, quando mais forte, menor é o desejo  em ser nomeado, alguns monstros até conseguem dar nomes a si mesmos.

– Seu nome será Green.

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