08 – Lado de fora (1)

O caldeirão só podia ser usado uma vez por dia, no caldeirão eu jogaria itens, com diferentes itens, diferentes monstros surgiriam, agora estava na hora de criar um monstro que realmente iria proteger a masmorra.

– Comprar Núcleo de Golem de platina.

[25.000DP serão gastos]

-Comprar 50Kg de Platina

[10.000DP serão gastos]

Jogando os dois itens dentro do caldeirão logo uma mensagem chegou.

[Novo monstro criado… Golem de Platina]

[Golem de Platina]

Nome: …

Raça: Golem de Platina

Rank: A

Nível: 100

Força: A

Velocidade: B-

Vigor: A

Inteligência F+

Espirito: D+

Mana: A

Golem o perfeito guardião, eram máquinas sem raciocínio, não poderiam ficar mais fortes, mas pelo lado bom sempre estavam em seu Auge, tinham uma defesa forte, além de magias defensivas muito boas, uma receita de Golem de Rank C+ poderia ser vendida por milhares de DP dentro do jogo.

-Proteja o núcleo. – Assim que disse essas palavras o Golem se tornou liquido e foi absorvido pelo chão, o chão abaixo do núcleo ganhou uma cor platinada mostrando a presença do golem ali.

O Golem de Platina tinha essa estranha habilidade de se tornar liquido, isso era bastante agradável, essa capacidade o fazia quase invulnerável a danos físicos e mágicos normais, apenas destruindo sua pedra de mana ou se livrando do seu corpo por inteiro seriam capazes de mata-lo.

Mesmo se todos os goblins da masmorra tentassem um ataque suicida contra o núcleo acredito que o golem conseguiria protege-lo facilmente, criando o golem me deu acesso as varias variações mais fracas deles que eu varia uso futuramente.

Rank: A Golem de platina 60.000DP

O núcleo da masmorra estava bem protegido, pelo menos por enquanto, estava na hora de sair daqui e olhar o que existe ao redor.

Eu me transporto diretamente para o primeiro andar onde Alva estava, levando ela de volta para a sala do trono começo minhas preparações, eu teria que aguardar até o amanhecer de qualquer forma.

Saindo da masmorra eu levei múltiplas coisas comigo, não existia equipamento de defesa melhor que o minhas roupas, eu tinha um arco e flecha, facas, uma espada, algumas bombas de fumaça, algumas poções de cura e outros itens.

– Vamos Alva! – Alva latiu para mim e seguiu ao meu lado de perto, iniciamos a caminhada pela floresta, durante o caminho vi alguns goblins, mas consegui sentir uma ligação com eles, então eram da masmorra, eu disse para o Green fazer o que ele quisesse do lado de fora, então passei por eles furtivamente.

A floresta era muito bonita, era verde para todos os lados, algo muito difícil de se ver, dentro do jogo os gráficos não tinham tanta qualidade quando a vida real, a melhor parte era respirar aquele ar puro.

Continuamos a caminhar, finalmente me deparei com o primeiro problema, goblins, eu não senti ligação alguma, eles também eram mais magros que os goblins da masmorra.

– Alva não faça nada, quero fazer um aquecimento. – Um Mestre da masmorra tinha a capacidade de utilizar todas as armas, claro eu nunca poderia ir muito longe no domínio delas, mas mesmo assim eu fui bem longe comparado a alguns outros.

Eu puxei o arco e a flecha, me abaixei, peguei uma boa posição, prendi a respiração, puxei a linha e soltei, a flecha acertou com precisão a cabeça de um dos goblins.

Eles estavam em um grupo de três, os outros dois ficaram surpresos com isso e não conseguiram reagir, eu rapidamente puxei mais duas flechas e com disparos rápidos matei rapidamente os outros dois.

Finalmente eu voltei a respirar, tudo havia se passado em questão de segundos, foi revigorante, indo na direção deles abri seus peitos e peguei suas pedras de mana, iria dá-las para o Green, poderia ser útil para ele.

No próximo grupo de goblins que encontrei decidi usar as facas de arremesso, houve o mesmo resultado, recolhi as pedras de mana e continuei a andar sem rumo, após duas horas finalmente senti algo.

Eu estava ultrapassando a área de 10Km ao redor da masmorra, agora era terreno desconhecido, respirei fundo e pisei para fora, eu ainda sentia minha ligação com o núcleo, não havia o que se preocupar.

Continuando meu caminho acabei encontrando um precipício, não era tão alto, mas a queda poderia matar um humano normal, o precipício me permitia ter uma boa visão do redor, a floresta se estendia até mais alguns Km, ao longe eu conseguia ver algum tipo de muro de madeira e fumaça.

– Uma vila! – Eu acabei gritando pela emoção, com essa vila eu poderia encontrar informações – Rápido Alva!

Eu comecei a correr em direção a vila, conforme ia me aproximando comecei a perceber que a fumaça estava cada vez mais escura, um cheiro de queimado também estava no ar, eu comecei a acelerar, minha velocidade já estava quebrando recordes.

Ao ver a entrada da vila eu descobri o que ocorreu, Orquis, monstros de dois metros de altura, tinham uma pele de cor rosa naturalmente, sua aparência poderia ser identificada de longe. pelas suas enormes cabeças de porco, se os goblins tinham os maiores desejos sexuais os Orquis estavam logo atrás, apenas sua fome era maior que seus desejos.

A vila já estava quase que completamente destruída, eu já estava preparado para partir quando ouso gritos, ainda havia sobreviventes, isso era raro já que Orquis eram em sua maioria necrófilos.

Eu entrei correndo na vila, nesse momento fui visto por um dos Orquis, ele veio correndo na minha direção desarmado, sua altura era superior ao que eu me lembrava, ele parecia assustador enquanto bufava.

Ele ergueu um dos braços e jogou para baixo tentando me esmagar com seu punho, eu ergui o braço esquerdo e defendi seu ataque facilmente, ele parecia surpreso com isso e tentou forçar, mas eu não lhe dei chance.

Me agachei, virei um pouco meu tronco, juntando o braço esquerdo com o punho fechado, com a palma da minha mão direita, eu empurrei meu corpo para frente, meu cotovelo recebeu o peso do meu corpo inteiro.

O corpo do Orqui voou para trás, tudo isso ocorreu no tempo de duas respirações, pelo que senti havia quebrado algumas costelas dele, o maldito então começou a gritar por ajuda, rapidamente senti que seria cercado.

Eu puxei minha espada e rapidamente decapitei o primeiro Orqui.

[Subiu de nível]

Ao ver a mensagem fiquei um pouco feliz, já havia matado vários Goblins pelo caminho, mas não ganhei nada com isso, agora finalmente ganhei Exp.

Outro grupo de Orquis apareceu vindo na minha direção, ei guardei minha espada, eu trouxe uma Rapieira que não seria útil em combate contra muitos números.

(Nota- Rapieira é a espada normalmente usada em esgrima, existem tipos diferentes de Rapieira a do protagonista é um pouco mais grossa)

– Alva ataque! – Alva rosnou para os inimigos e correu para cima de um dos Orquis.

– Bem… irei usar isso para treinar meu combate corpo a corpo – Também corri na direção dos inimigos, um dos Orquis me socou , com um movimento ágil para o lado e os punhos em guarda eu desferi múltiplos socos no rosto dele, antes que ele pudesse revidar, pulei agarrando sua estranha cabeça, com toda minha força dei uma joelhada na face dele.

Ele caiu instantaneamente no chão, sua cabeça afundada.

[Subiu de nivel]

Essa sensação era revigorante, correndo na direção do próximo ele fez a mesma tentativa, desta vez, eu segurei seu braço, pulei e fiz um movimento que fez o braço dele ficar forçado contra a minha perna, aplicando força um som de quebra surgiu, o Orqui gritou de dor.

Soltando ele, ele ficou enfurecido e tentou uma carga em minha direção, desviando para o lado lhe dei um chute, ele gritou ainda mais, erguendo seu corpo e rugindo para os céus, isso apenas criou varias aberturas, girando meu tronco utilizei do impulso para um chute giratório acertando meu calcanhar na cabeça do Orqui e afundando ela no chão.

Comecei a correr na direção dos outros Orquis, matando um por um com meus punhos, Alva também estava fazendo um bom trabalho, o efeito de degeneração estava começando a surtir efeito, após dar um soco no rosto de um Orqui seu rosto começou a espumar e derreter como se houvesse ácido ali, as mensagens de subir de nível estavam se acumulando.

Depois de matar dezenas de Orquis eu me encontrei no centro da vila, no chão estavam corpos de varias mulheres mortas, mas também haviam 5 jovens presas no meio, suas cabeças ocultas por sacos, isso era estranho, só havia uma alternativa para Orquis deixarem mulheres vivas…

Correndo na direção desses Orquis utilizei vários movimentos, para acabar com eles, socos, chutes, golpes de judô até algumas artes marciais simples, o último Orqui estava de joelhos, eu segurava sua cabeça forçando para baixo.

[Conquista +5.000DP Sanguinário]

[Conquista +10.000DP Assassino de Orquis]

Depois de ler essa mensagem do sistema, eu me dei por mim, eu estava sobre efeito da habilidade Frenesi, na luta houve muitas partes desnecessárias em que eu causava dor no inimigo sem motivo.

Olhando para o Orqui, eu rapidamente quebrei seu pescoço, torturar os adversários em um combate era desnecessário.

Eu me aproximei das jovens, havia algo de estranho, a altura delas era muito grande e sua pele tinha uma coloração rosada, ao tirar a mascara minhas suspeitas estavam corretas, seus rostos eram similares a de humanas comuns, até mesmo bem mais bonitas que a média, seus caninos eram um pouco mais avantajados, sua pele tinha uma cor rosada, seus corpos tinham um tamanho maior que os dos humanos normais, além daquelas orelhas acima da cabeça que caiam para frente chegando próximo da testa.

– Meio-Orqui? – Isso era algo muito raro, tão raro que o sistema nem me permitiu escolher como raça Inicial, eu não sabia o que estava ocorrendo, não tinha a mínima ideia do que era essa situação, assim que retirei a mordaça da boca dela, ela gritou.

– Cuidado!

(Nota: Orquis são os Orcs orientais conhecidos em jogos de Rpg online, apenas mudei o nome deles para diferenciar da Raça Orc que são os ocidentais visto em de mesas de Rpg e filmes como senhor dos anéis, acredito que vocês saibam a diferença)

Caso queira ler capitulos adiantados dessa novel entre nesse link no meu perfil do wattpad:

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