11 – Lado de fora (4)

(Nota: Houve uma mudança na narrativa, passou de primeira para terceira pessoa, desculpe o transtorno)

Luke acordou de manhã bem cedo com o raiar do sol, ele sentia uma câimbra pelo corpo inteiro, ele imaginou que fosse causado pelo fato de ter dormido no chão duro, mas ao levantar a cabeça um pouco descobriu o motivo.

Todas as meias Orquis estavam agarradas no corpo dele, cada uma delas tinha um tamanho superior ao dele próprio, seria difícil sair dali. Ele não queria acordar elas, mas não havia como sair, elas seguravam ele muito firme.

Após tentar um pouco ele suspirou e desistiu, ele então tentou voltar a dormir, mas nesta situação era bem complicado. Assim ele ficou ali um bom tempo, até que a irmã mais velha acordou. Ela viu que estava agarrada em Luke e pulou assustada.

– Desculpe por isso. – Ela disse.
– Tudo bem, mas você poderia me tirar daqui. – Luke já estava sofrendo.

– Ham?! Claro. – Ela então o puxou pelos braços, tirando ele do meio de suas irmãs .

– Obrigado, já estava ficando difícil respirar. – Luke então começou a testar seu corpo, pulando dando piruetas e socando o ar.

“Parece que minha força aumentou bastante” – ele pensou.

Agora estava na hora de definir um curso a se seguir, Luke precisava de mais informações que a Meia Orqui de cabelos rosas poderia oferecer, companhia que não fosse seus servos também seria boa.

– Vocês não tem um lugar para ir, que tal me seguirem? – Disse Luke.

– Segui-lo? – Ela não entendeu, porque elas seguiriam uma pessoa aleatória, suas roupas eram estranhas, mesmo sendo feitas de um bom material, ele parecia ser uma pessoa forte, mas neste mundo força individual só servia para isso, proteger a si mesmo. – Você é nobre de algum reino?

– Nobre… então existem outros reinos ao redor?  eu não sou um nobre, sou um mestre de masmorra. – Pelas informações do reino Orc, esse mundo estava em uma era medieval, ou até mesmo anterior na linha do tempo, depende muito os romanos existiram antes dos vikings e suas tecnologias eram mais avançadas.

– Mestre de masmorra? O que é um mestre de masmorra? – Era a primeira vez que a Meia Orqui ouvia esse termo.

– Então mestres da masmorra não são comuns? – Luke retirou da mente a possibilidade de que não existiam mestres da masmorra nesse mundo, provavelmente eles apenas estavam ocultos ou usavam outro nome. – Bem vocês tem alguma outra opção?
A Meia Orqui apenas ficou quieta.

– Viu… me diga seu nome? – Luke perguntou.

– Eu não tenho um nome… – Ela respondeu.

– Não tem um nome, então é melhor ainda.

– Como podemos confiar em você? – Ela ainda continuava desconfiada.
– Simples, eu eliminei todos os Orquis nesse lugar, se eu realmente quisesse obriga-las a me seguir já teria feito. – Luke falou isso sorrindo, a Meia Orqui tinha um olhar assustado, mas apenas podia concordar com isso.

– Está bem, eu aceito, mas você tem que jurar que realmente estaremos seguras nesse lugar e viveremos normalmente.

– viver normalmente… isso vai ser meio difícil, mas prometo que se vocês se esforçarem um pouco nunca mais terão que passar por dificuldades, claro se nada extrapolar o que eu posso combater. – A meia Orqui parou para pensar, do jeito que ele disse isso era quase um contrato de escravidão, mas não havia outra opção. – Outra coisa, se vocês quiserem ir embora, estarão livres para fazer o que desejarem.
Depois disse não havia motivos para ela não aceitar.

– Eu aceito, como devo chama-lo?
– Luke, meu nome é Luke.
A Meia Orqui se surpreendeu, era raro para raças do tipo monstro terem nomes. Olhando para o jovem na sua frente, ela parou para pensar, que raça ele era?. No começo ela achou que ele era um demônio, graças aos chifres, mas se aproximando, ela viu que as orelhas dele eram bem mais mais longas, como os elfos da floresta e tinham um formato que subia, como os elfos negros.

O sorriso dele que era o mais aterrorizante, seus dentes eram afiados, além de um par de caninos enormes, mas quando ele sorria os dentes se encaixavam perfeitamente, claro ainda era um sorriso que causava medo, mas ainda era belo
.
Ele tinha olhos de duas cores, normalmente homens besta, raças meio-sangue ou lobisomens que tinham esse traço. Ela achava que ele era um usuário de olhos mágicos, provavelmente um invocador ou domador, já que ele tinha aquele lobo, mas suas habilidades de combate também eram atrozes. Esse homem era muito estranho, outro coisa era seu tamanho.

“Porque ele é tão pequeno?” Ela pensou.

Não chegava no nivel dos anões, mas ela jurava que sua altura deveria ser uma das mais baixas entre os humanos comuns.

– O que foi tem algo de errado comigo? – Perguntou Luke ao ser encarado por ela.

– Não é nada, vou acordar minhas irmãs. – A Meia Orqui se virou e foi acordar suas irmãs.

Luke decidiu andar pela vila, ele encontrou caído no chão o que deveria ser o portão da vila, também havia uma estrada, não poderia ser considerado uma estrada de verdade, era mais como um caminho feito pela passagem de pessoas. No portão havia uma espécie de brasão, eram duas espadas cruzadas e outra grande espada na frente.

“Esse brasão não parece ser da vila, devo perguntar de onde ele veio.” Ele pensou.

– Alva! Estamos partindo! – Luke gritou, logo Alva pulou do meio da floresta, ela estava olhando as redondezas e lidando com qualquer inconveniente. – Vamos voltar para casa.

Alva latiu feliz, eles logo se encontraram com as Meias Orquis novamente, Luke pegou o núcleo do Orqui nobre e de alguns Orquis normais. A Meia Orqui de cabelos rosas ainda tentava convencer suas irmãs a partir.

Após muita conversa, elas aceitaram, então começaram a ir em direção a masmorra, o caminho da volta foi tranquilo, eles se moveram bem mais devagar desta vez, logo alcançaram a masmorra ao anoitecer.

– O que é está coisa?! – Gritou a Meia Orqui de cabelos rosa.

– Essa é minha casa, minha masmorra e eu sou seu mestre.

Alva já bocejava, enquanto entrava pelo portão completamente preto como um buraco negro e desaparecia diante dos olhos delas.

– O lobo sumiu! – Gritou uma das meias Orqui.

– Não se preocupem, vejam – Luke entrou pelo portão, alguns segundos depois ele colocou a cabeça para fora. – Vocês não vão vir?

As meias Orquis tomaram coragem e passaram juntas pelo portal, ao abrir os olhos do lado de dentro elas perceberam que existia uma floresta idêntica a que estava do lado de fora, uma mensagem surgiu na frente dos olhos dela.

[Masmorra: Sem nome.]

[1° andar: Cidadela dos goblins.]

[Encontre as escadas para subir para o próximo andar.]

[Monstros dentro da masmorra tão o dobro de experiência.]

[Monstros dentro da masmorra podem se tornar itens.]

[Monstros dentro da masmorra sempre terão pedra de mana.]

Essa foi a mensagem que surgiu para as meia Orquis, uma mensagem diferente surgiu para Luke.

[Invasores no 1° andar.]

[Teletransporte no 1° andar bloqueado.]

– Eu havia esquecido disso, teremos que andar. – Luke continuou andando, mas não sentiu as meia Orquis, ao olhar para trás ele as viu paralisadas. – O que foi?

– Você… é um Lorde demônio!?

“Lorde demônio, isso era uma coisa nova” Ele pensou.

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