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História da Humanidade

Ano 2518 do calendário Galáctico. Localização: República da Terra, estação Orbital Epsilion.

 

No porto espacial da estação orbital da terra, Epsilion. Um jovem garoto de cabelos prata olhava fascinado as inúmeras naves espaciais atracadas no porto. Se perguntava como as naves funcionava e se um dia poderia pilotar sua própria nave espacial. Então, seus olhos cintilaram de emoção ao ver o imenso Cruzador de Guerra Avoliano.

“Belo, não é?” falou o homem num tom afável. O homem de cabelos brancos e rosto duro, marcado pela passagem do tempo e das batalhas que travou, se aproximou do parapeito do porto. Afagou o cabelo do jovem garoto entretido na movimentação das naves espacial na docas da estação espacial Epsilion. Seu nome era Mário Muggulis, Senador da República da terra.

“Sim, vovô!” respondeu animadamente o pequeno garoto. Com um gesto de sua pequenina mão, acessou seu TPDA (Terminal Personal Database Access), surgindo uma tela semi transparente no ar, revelando dados do Cruzador de Guerra Avoliano.“É um Cruzador de Guerra Interestelar classe Colossus, canhões de fótons, Torpedos, geradores de gráviton, motores movidos a dark matter…”

Mário não pode evitar de desenhar um sorriso orgulhoso. Seu neto, Aur Muggulis El Neth, tinha apenas 5 anos de idade. Entre os jovens da mesma idade não havia um único que tivesse metade da inteligência e raciocínio rápido de seu neto.

“Aur, o que você está fazendo?” Mário franziu a testa, vendo as plantas, lista de oficiais á serviço do cruzador e outras informações sigilosas surgindo na tela do TPDA de seu neto.“Você….Não Hackeou o banco de dados do Cruzador Avoliano, certo? Céus, o que você está pensando Aur? Eu já não disse que Hackear bancos de dados Avoliano é um crime contra as leis galácticas!”

“Mamãe falou que só é crime, se for pego hackeando” pequeno Aur respondeu com um sorriso brilhante.“Além disso o firewall de defesa do Cruzador Interestelar é como uma cerca de madeira de dois metros. Pode ser alto, mas existe inúmeras maneiras fáceis de pular o muro. Talvez eu deva mandar um relatório para o departamento de inteligência galáctico.”

Mário soltou um longo suspiro. Hackear o banco de dados de um Cruzador de Guerra não é algo que uma criança de cinco anos poderia fazer. Todas navios de guerra do império Avoliano posue um sistema poderoso de firewall de proteção desenvolvido pelos melhores CyberCaster. Se os orgulhosos desenvolvedores da DIAV (department of intelligence and virtual defense Galactic), soubessem que seu mais poderoso firewall foi hackeado por uma criança terráquea de cinco anos, com certeza vomitaria sangue.

“Sua mãe é uma bruxa avoliana sem o menor respeito pelas leis!” Mário esbravejou.“Falam que os avolianos são os seres mais inteligentes da galáxia, mas, sua mãe é uma exceção! Qual mãe em perfeito juízo ensina seu filho a hackear e ainda fala que não é crime quando se não é pego? Quando chegamos a cidadela lunar vou ter uma séria conversar com aquela bruxa idiota!”

Mário estava enfurecido com sua nora. Por mais que ela fosse reconhecida como uma uma das pesquisadoras mais brilhante de toda galáxia. Para Mário, sua nora, era uma pessoa sem o menor pingo de bom senso, qual tinha prazer em quebrar as leis galácticas estabelecidas pelo Senado Galáctico.

“Me escuta, Aur” Mário disse com seriedade.“As leis galácticas existem para nos guiar e nos tornar pessoas civilizadas. É o dever de todo cidadão seguir as leis, por que sem elas não passaríamos de um bando de selvagens.”

“Mamãe falou que as leis galáctias são algemas impostas pelos poderosos para limitar nossa liberdade” falou Aur após ponderar as palavras de seu avô.“De acordo com as leis e normas estabelecidas pelo Senado Galáctico, todos somos pessoas livres. Mas, se somos livres, por que somos obrigados a obedecer leis e somos punidos quando não a cumprimos? Mamãe falou que o Magistrado Galático é um…” Aur olhou para todos lados e fez sinal para seu avô se abaixar, então sussurrou num tom baixo.“Mamãe disse que o Magistrado Galáctico é um bando de cães sem vergonha e que é seu maior prazer quebrar todas leis estabelecidas pelo Senado Galáctico que não são nada mais do que cachorrinhos dos Magistrados.”

Mário era um homem honrado, um dos senadores que representa a república da terra, e acreditava fielmente nas leis galácticas. As defendia com unhas e dentes por que acreditava que sem as leis não passariam de um bando de selvagens. Já sua nora acreditava que todas espécies da galáxia tem o direito de ir e vir como bem quiser e ter a liberdade para fazer o que desejar sem ser limitados por leis ou código de condutas morais.

“Chamamos a terra de: República da terra” continuou Aur voltando sua atenção para o Cruzador de Guerra Avoliano que estava desatracando do porto da estação espacial Epsilion. Civis, soldados, e comerciantes ia e viam pelo saguão da estação espacial. Não era a primeira vez de Aur na estação espacial Epsilion. Perdeu as contas de quantas vezes viajou entre as várias Repúblicas humanas do sistema solar.“Se a terra realmente é uma República, por que devemos obedecer o Magistrado Galáctico?”

Mário não sabia como responder a pergunta retórica de seu neto. Acreditava também que ele não esperava por uma. Apesar de Aur ser uma criança de cinco anos de idade, sua mente era como as presas afiadas de um leão.

No momento certo, Mário recebeu uma video chamada de Dimitre, capitão da nave Encouraçado de Guerra classe Destroyer. Aceitou a video chamada em seu TPDA, na tela pareceu um homem de meia idade, cabelos grisalhos e rosto sério e severo. Mário conhece Dimitre desde que assumiu o comando do Encouraçado de Guerra SSBW New Paladin.

“Senador, estamos prontos para partir” falou o Capitão Dimitre num tom formal.“Setor sul, doca 7.”

“Estaremos lá em dez minutos” Mário respondeu.

Encerrou a vídeo chamada e caminhou até o setor sul da estação espacial Epsilion. A estação espacial tem quatro setores. As docas do Setor Sul e Oeste são de uso exclusivo da frota militar. Docas do Setor Norte são de uso das naves de transportes e viagens planetárias e o Setor leste para naves comerciais. Pequeno Aur arregalava os olhos para cada Navio de Guerra ancorado nas docas formando um mar de metal.

“Vovô me conta mais uma vez como a terra se tornou uma República” pediu Aur enquanto embarcavam no SSBW New Paladin.

Toda vez que Mário encontrava com seu neto, Aur sempre pedia para contar sobre a história de como a Terra se tornou uma República. Por algum motivo que conhecia bem a história animava o garoto.

“Tudo bem” respondeu com um sorriso e começou a contar os eventos que levaram a Terra a tornar-se uma República:“Em 2370 a humanidade em seu auge tecnológico rompeu as fronteiras da terra se aventurando espaço sideral. Os pioneiros – como foram chamados -, iniciaram a exploração e busca de recursos minerais dos planetas e luas do sistema solar.”

Aur escutava com seriedade seu avô narrando a história da humanidade. Passaram pelos estreitos corredores da nave até sua cabine privativa. Os tribulantes da nave paravam seus trabalhos para fazer uma reverência formal ao senador.

“Na corrida da exploração espacial” continuou Mário.“As grandes potências da terra, dividiram a terra em três grandes Alianças: Aliança do Atlântico, Aliança da Eurásia e Aliança da Oceania. Em 2386 encontraram grandes depósitos de Hélio-3 – combustível usado nos motores das nave da aliança – na lua de Júpiter, Europa, o que culminou numa guerra entre as três grandes alianças. Que ficou conhecido como a primeira grande guerra do sistema solar, resultando na perda de centenas colonias e de bilhões de vidas humanas.”

Entraram na cabine privativa – um espaço grande o suficiente para acomodar vinte pessoas. O interior tinha uma decoração simples com móveis e poltronas confortáveis para aproveitar as longas viagens interestelares. A cabina privativa e um privilégio dado ao capitão da nave, mas como Mário era um Senador da República da terra, seria seu aposento durante a viagem.

“Imagine enormes cruzadores voando acima do céu, fazendo chover fogo sem fim, dizimando colonias inteiras. Pela primeira vez, a humanidade descobriu o horror de uma guerra espacial. Em 2391 as três grandes aliança da terra, após cinco anos de guerra, assinaram uma série de tratados de não agressão e cooperação da exploração espacial, no que resultou na criação da primeira frota terrestre unida do planeta terra e mais tarde na República da Terra. Unidos como um República, a humanidade continuou explorando o imenso vácuo frio do espaço, indo para além do sistema solar, colonizando novos planetas entrando em uma era de ouro.”

Mário fez uma pausa para colocar seus pensamentos em ordem. Havia chegado no momento em que tudo mudaria para humanidade: o primeiro contado com os Avolianos.

“No ano 2458 do calendário galáctico atual, tivemos nosso primeiro encontro com o império Avoliano. Nossas frotas invadiram inadvertidamente o território do império Avoliano. Na época acreditaram que a frota humana era uma invasão e atacou, iniciando conflitos de pequena escala. Vários mal entendidos aconteceram e os conflitos irromperam numa guerra maior abrangendo inúmeras colonias humanas e Avolianos.”

Mário se lembra daqueles dias, quando tinha apenas 13 anos, e assistia os noticiários mostrando as temíveis naves de batalhas Avolianos. Naquela época, sua família vivia em bunkers das colonias próxima do conflito, temendo um ataque a qualquer momento, já que a derrota da frota da terra era certa.

Porém mal poderia acreditar no milagre que estava para acontecer.

“A intensa batalha entre as frotas humanas contra as frotas Avolianas chamou a atenção do Magistrado Galáctico. Para nossa sorte, os membros do Magistrado interveio no meio de uma grande batalha, usando apenas seus poderes…” Mário hesitou em falar a próxima palavra. Mesmo após 60 anos que se passaram desde o primeiro contado com os Avolianos, que por acaso era apenas uma espécie entre milhares de outras da galáxia, era estranho dizer a próxima palavra:“Poderes mágicos…”

O Magistrado Galáctico é composta por vários seres de espécies diferentes que nasceram com dom de controlar a matéria e converter no que desejarem. Em poucas palavras, os Magistrados são o que os livros de ficção humanos do século 21 chamava de magos. Para os humanos, eram deuses, para as espécies demais: Conjuradores. Esses seres poderosos tinham dois objetivos. O primeiro era desenvolver suas magias e pesquisar as ruínas de uma antiga civilização espalhada pela galáxia. O segundo objetivo era proteger e manter as leis da galáxia.

Como Mário faz parte do Senado Galáctico já encontrou alguns Magistrados, e as criaturas o faziam suar frio. Estar diante de um Magistrado era como estar diante de um leão feroz, que você sabe que se ele desejar pode de desintegrar em questão de segundos.

“Mamãe disse que eu tenho grandes chances de ter o dom de controlar a matéria” disse Aur para seu avô.

O Senador desconfiava que seu neto realmente havia herdado o dom da magia. Seu intelecto era anormal demais para uma criança de cinco anos de idade. É outra prova incontestável era seus cabelos pratas e os olhos vermelhos, os mesmo de sua nora, que além de ser uma das maiores pesquisadoras da galáxia, é também uma Magistrada, uma Bruxa.

O intercomunicador da nave estalou, interrompendo os pensamentos de Mário. Do alto-falante de bordo no teto, saiu a voz do piloto da SSBW New Paladin.

“Temos permissão para partir de Epsilion. Ativando núcleo propulsor. Tempo estimado até a Cidadela da Lua, 20 minutos.”

Da estação Epsilion até a cidadela da Lua era uma viagem rápida usando apenas os propulsores da nave. O ronco dos motores era baixo e se tornou alto a medita que se afastava de Epsilion. Mário e Aur não trocaram mais palavras, através de monitores, contemplaram a imensa estação espacial se tornar cada vez menor junto com o pequeno planeta azul lar da humanidade.


Magusgod: Como podem ter visto eu mudei o cenário da história da versão antiga do Arauto Negro. Nessa versão nova, a história do Aur vai ser contada a partir dos seus cinco anos de idade e mostrar seu treinamento e desenvolvimento de seus poderes ao decorrer de seu crescimento. A história poderá ser um pouco parada no início, mas, essa nova versão promete grandes batalhas e emoções.
Espero que tenham gostado, acompanhe o crescimento do pequeno Aur até se tornar o Aur vingativo e impiedoso da versão antiga.

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