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A Bruxa

 

SSBW New Paladin aproximava-se da lua passando pelas patrulhas da República da Terra. Em um único olhar, Aur sabia que eram fragatas – pequenas naves espaciais com a capacidade de abrigar uma tripulação de 120 pessoas. Em comparação com os Encouraçados de Guerra, as Fragatas são menores, usadas como torpedeiros.

Durante o período de guerra contra os Avolianos. As nave da Terra eram menores e mais fracas tecnologicamente. Porém mesmo uma Encouraçado Avoliano caía quando era cercado e bombardeado por centenas de fragatas – tática que garantiu que a frota da terra não fosse esmagada pelo poder de fogo superior das naves de guerras Avolianas.

Na órbita da lua, estava posicionado quatro imensos canhões de prótons que tem o poder suficiente para derrubar uma fragata com um único disparo. A lua era uma base importante para a República da terra, aonde era localizado o estaleiro espacial que repara e cria novas naves de guerra.

“Avô, verdade que a lua era cinza?” Aur perguntou vendo as vastas florestas tropicais e os mares da lua. Ele já havia visto imagens da lua antiga no banco de dado da República da Terra, mesmo assim achava difícil acreditar que a humanidade havia transformando um mundo sem vida em um mundo habitável.

“Sim, até a humanidade terraformar a lua no ano 2488” Mário respondeu, lembrando-se da época em que a lua foi terraformada, transformando a lua em uma segunda terra.“Após o fim dos conflitos, a humanidade foi reconhecida pelo Magistrado Galáctico e nosso sistema foi colocado em seu banco de dados juntos a outras centenas de espécies inteligentes. Avolianos reconheceram que sua reação foi exagerada, como pedido de desculpas forneceu os melhores especialistas de seu império, nossas pesquisas que levavam décadas para alcançar resultados agora levava apenas meses com a tecnologia Avoliana, a terraformação foi apenas uma das tecnologias desenvolvidas. Houve vários avanços em diversos campos científicos e a mais importante delas……”

“A criação do Portal estelar” disse Aur interrompendo seu avô. Milhares de quilômetros da lua estava um enorme anel de aço. Cada portal estelar e conectado um com o outro, permitindo viajar instantaneamente milhares de anos-luz para os lugares mais distante da galáxia que tenha um portal estelar.“Graças a tecnologia do portal estelar podemos viajar para qualquer canto longínquo da galáxia.”

O intercomunicador estalou, saindo a voz do piloto da SSBW New Paladin.

“Recebemos permissão para atracar na Cidadela da Lua. Tempo estimado 5 minutos.”

Minutos mais tarde, SSBW New Paladin atracou no porto de embarque da cidadela lunar. A porta pressurizada do portão de carga sibilou, abriu-se, a rampa de embarque desceu. Pequeno Aur correu para a rampa de desembarque, vendo a imensa fortaleza de aço no horizonte rodeado por uma floresta tropical. Tinha se passado três meses desde que tinha deixado a Cidadela da Lua para conhecer seu avô na Terra.

No porto de desembarque estava um esquadrão de segurança da administração do centro de pesquisas Nova Éden-7.

“Pequeno, Aur” saudou um grandalhão equipado com uma armadura blindada com geradores de campo cinético e um fuzil de assalto padrão Slayer D-097 da República da Terra. Em seu rosto cheio de cicatrizes havia um sorriso sincero, e seus olhos escuros ao ver o Senador descendo da rampa de embarque, imediatamente fez uma reverência formal e se apresentou:“Senador, sou o chefe de segurança, Raniere. Meu esquadrão irá fazer sua escolta até o centro de pesquisas Nova Éden-7. Por favor nos acompanhe.”

Mário acompanhou o chefe de segurança, Raniere, até um veículo militar blindado Viper-457 utilizado pela forças terrestre da República da Terra. Embarcaram no veículo blindado que flutuava poucos centímetros do solo. Movendo a 90 quilômetros por hora, passaram pelas enormes árvores da Lua e os gigantescos canhões anti-naves posicionados em pontos estratégicos ao redor da Cidadela da Lua.

“Caso os canhões orbitais sejam destruídos por uma frota inimiga” comentou Raniere para o Senador Mário e apontou para os gigantescos canhões terrestres.“Essa belezuras, vão explodir qualquer nave inimiga no espaço.”

“É se os canhões terrestres falharem?” perguntou o pequeno Aur.

“Então os bastardos vão ter que nos enfrentar” respondeu dando um tapinha amigável em seus fuzil de assalto.

“É se vocês falharem?”

“Então, usaremos a último e mais poderosa arma da Cidadela da Lua” respondeu com paciência.“Sua mãe” gargalhou e interrompeu o pequeno Aur já adivinhando a próxima pergunta.“Se sua mãe falhar, reze, por que estaremos todos perdidos.”

Chegaram Diante de duas imensas pesadas portas pressurizadas da Cidadela da Lua, Mário não pode deixar de ficar impressionado pela descomunal estrutura da Cidadela, qual mais parecia uma fortaleza de aço.

“Essa estrutura pode aguentar até os ganhões pesados de um Cruzador de Guerra Avoliano” Raniere falou com orgulho e depois acrescentou relutante:“Aguenta por 30 minutos.”

Mário não falou nada, e perguntou se o grandalhão não estava falando demais. Olhou mais uma vez para as duas pesadas portas pressurizadas e os guardas fortemente armados. Para o Senador é como se estivessem prontos para receber um ataque e retalhar no mesmo instante. É não tinha dúvidas pela seriedade no olhar de cada combatente que dariam suas própria vidas para proteger a Cidadela.

Raniere, confirmou sua identidade com os guardas na entrada da Cidadela, avançou pela cidade de arranhas-céus gigantescos e as diversos instalações de pesquisa científicas até chegar no maior e mais importante de todos eles: Nova Éden-7. Ao desembarcar, pequeno Aur, correu para dentro das instalações, desaparecendo da vista de seu avô.

“Não se preocupe com o garoto” disse Raniere num tom humorado.“O pequenino conhece Nova Éden-7 como a palma de sua mão.”

Seguiram pelos corredores do centro de pesquisas, passando por diversos pesquisadores das mais diversas áreas. Nova Éden-7 era um centro de pesquisa ultra secreto, qual mesmo o Senador, tinha um leve conhecimento superficial do proposito da Nova Éden-7. Pararam diante a porta de metal do escritório da chefe geral do centro de pesquisa protegida por dois soldados com um de veteranos de guerra.

“A Magistrada o aguarda em seu escritório. Por favor entre.”

Mário respirou fundo. Estava na hora de encarar sua nora, uma brilhante pesquisadora, Magistrada, é acima de tudo uma mulher de fibra e extremamente intimidadora.

Depois de hesitar por alguns segundos, Mário, entrou no escritório.

*********

O escritório da Magistrada era pequeno e simples com uma estação TPDA de dados. Pequeno Aur estava sentado no colo de sua mãe, narrando os três meses que passou na Terra. Não havia infantilidade em sua narração, o que fez soar como um relatório.

“Senador Mário, já faz um tempo” cumprimentou a Magistrada com um meio sorriso. A Magistrada era uma mulher pequena com aproximadamente 1, 60 de altura. Corpo esguio, coberto por um bio-traje preto, e um rosto feérico e orelhas longas e pontudas. Seus cabelos prata, cintilavam sob a iluminação artificial do escritório, e seus olhos vermelho sangue era enquadrado por longos cílios prata.

A Magistrada tinha a típica aparência de um Avoliano, que alguns humanos, chamavam de Elfos ou povo fada. Mas de fada nada tinha a mulher a sua frente, Mário conhecia uma palavra que define perfeitamente sua nora em todos sentidos: Bruxa.

“Magistrada, Adélia El Neth” cumprimentou de volta.“Já faz três anos, desde a morte do meu filho. Devo te agradecer, por permitir que Aur passasse esse tempo comigo na Terra.”

Pai de Aur, era um oficial da República da terra, Capitão de uma Encouraçado de Guerra e morreu heroicamente em serviço, enfrentando Renegados – bando de criminosos espaciais a escória da galáxia -, salvando uma pequena colonia.

“Não precisa me agradecer” disse com um sorriso frio.“Agradeça ao meu pequeno, ele desejava conhecer a parte inútil da família. Apenas espero que não tenha enchido a cabeça dele com venenos idealistas.”

Mário sentiu seu sangue esquentar. Precisou de alguns segundos para controlar suas emoções. Sua nora, sempre foi assim e não compreendia como seu filho foi se relacionar com a bruxa de idade, pois apesar de sua aparência jovem, era muito mais velha do que ele.Foi amor a primeira vista pai, disse lhe seu filho uma vez.Nossos olhos se encontraram, e soube que ela a mulher ideal para se casar. Mário foi contra com a união, conhecia os boatos sobre a Bruxa Adélia El Neth. Mas seu filho estúpido não o escutou e casou-se com a Bruxa, é o casamento de uma Bruxa fora do círculo social era algo raro. Apesar dos dois ter personalidades e ideais completamente opostos um do outro, contrariando todas expectativas, foram um casal feliz, muito feliz.

“Aur é um garoto muito esperto” falou com um sorriso orgulho.“É, com todo respeito, ele tem uma virtude qual você nunca vai ter: bom senso.”

A Bruxa limitou-se a desenhar um sorriso desagradável. Mário a encarou nos olhos, vermelhos sangues como a de um demônio selvagem. Mário não conhecia bem o mundo dos Magistrados, e talvez ninguém conheça além dos próprios membros, mas sabia que havia algo especial em seus olhos, um poder aterrador que o fazia sentir suas entranhas se revirar é um medo primitivo surgir em sua mente.

“O que vai acontecer, caso ele tenha o dom?” Mário perguntou.

“Depende de qual dom ele vai manifestar” disse após vários minutos de silêncio.“Para vocês, humanos, nós podemos controlar livremente a matéria e conjurar qualquer tipo de poder, ou como sua espécie ignorante gosta de dizer: magia. Cada Magistrado, tem uma certa porcentagem de compatibilidade de controlar algum tipo de elemento do universo. Em raros casos, um Magistrado apresenta uma compatibilidade com mais de um elemento, até três.”

“Se ele tornar um Bruxo, você vai o treinar?”

A Bruxa riu.

“Não existem Bruxos” disse ela após terminar de rir.“Nunca houve um Bruxo em toda história do Magistrado. Por algum motivo, qual desconhecemos, apenas mulheres manifestam o dom de transformar carga positiva em carga negativa, conjurando energia escura, o poder que nos torna uma bruxa.”

“Ah, eu quero ser um Bruxo!”protestou Aur.“Os poderes da mamãe são demais!”

A Bruxa riu gostosamente e despenteou os cabelo prata do pequeno Aur.

“Você pode não ser um Bruxo” disse num tom carinhoso.“Mas, existem dons igualmente poderosos, é você pode ser compatível com um deles, não seria legal ser tão forte como eu?” pequeno Aur assentiu maravilhado.“O que me faz lembrar, você completou cinco anos de idade! Parabéns meu pequeno doce!”

“Não me chame de doce!” protestou ele, quanto era impiedosamente abraçado por sua mãe.“Doce é apelido de garota!” e resmungou:“Eu não sou uma garota!”

“Ok” disse ela para o pequeno Aur.“Agora que tal fazemos o teste de aptidão?”

Nervosamente, pequeno Aur gritou um nervo sim.

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