Fazendo uma amiga?

 

 

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Pequeno Aur olhava espantado a barreira que estava ao redor da cidade, protegendo-os na profundidade do oceano. Podia ver cardumes de peixes exóticos e animais marinhos tão grandes, cem vezes maiores do que as baleias da terra, que fazia todos pelos de Aur se arrepiar.

Era tudo tão belo e ao mesmo tempo assustador.

– Parecem que eles tem medo de mim – comentou o pequeno Aur, observando discretamente os olhares inquietos dos discípulos do princípio da vida.

Estavam nervosos, falando baixinho uns com os outros e olhando para o pequeno Aur como estivessem olhando para seu maior medo.

A jovem Aquariana entendia o motivo de todos estarem apreensivos. Até mesmo ela, uma Sacerdotisa que manifestou três gotas de água com apenas dez anos de idade, sentia um medo quase natural do jovem de olhos vermelhos.

– Sua mestra nunca falou sobre como controlar sua aura? – perguntou a jovem.

– Sim – respondeu o pequeno Aur. – Foi uma das primeiras coisas que aprendi ao me tornar Bruxo por eu ter uma alta compatibilidade com a sextaessência.

A primeira coisa que Aur aprendeu ao se tornar um Bruxo era controlar sua mente e o fluxo de poder da sextaessência em seu corpo. Ela necessário para que evitasse ser possuído facilmente por entidades do princípio infernal.

Se não pudesse ter controle total sobre si mesmo, sua mestra nunca permitiria sair do planeta Effroi.

– Nós, Magistrados emitimos auras – explicou a jovem Aquariana. – Cada uma com seu próprio efeito, e da sextaessência inspira temor no coração das pessoas. Mesmo controlando sua aura, você deixa escapar muita energia da sextaessência, provocando um desconforto ligeiro no coração de cada Magistrado do templo das águas.

Pequeno Aur parou de andar, coçando seu pequeno queixo, enquanto olhava para a centena de discípulos do templo das águas. Então uma ideia surgiu em sua cabeça, estava curioso para saber o que aconteceria se libera-se toda sua aura sobre eles.

Um imenso sorriso surgiu nos lábios do pequeno Aur.

– Você…O que está tramando?! – a jovem Aquariana tinha um péssimo pressentimento ao ver o imenso sorriso do pequeno Aur.

– Me pergunto o que aconteceria se eu liberar toda minha aura? – respondeu ele com um imenso sorriso animado. – Só vou saber se eu fazer uma pequena experiência!

– Nem pense…

Antes que pudesse terminar de falar. Viu a aura do pequeno Aur surgir como uma onda de pura escuridão, uma tsunami de horror que poderia engolir o mundo todo. Gradualmente seu rosto perdeu toda cor, toda alegria, amor, esperança era roubado pela escuridão, deixando apenas medo e desesperança.

Mesmo longe, discípulos do templo das águas, sentiram medo sem fim brotar em seus corações enchendo suas mentes com um alarme de perigo, como estivessem preste a dar de cara com uma besta primordial vinda do próprio inferno.

Discípulos mais fracos mentalmente, caíram no chão com olhos brancos e babando uma espuma branca, como se tivessem enlouquecidos.

Pequeno Aur observava tudo com calma, cada reação, cada olhar de pavor. Eu liberei 50% da minha aura, pensou ele. Se eu tivesse liberado 100% da minha aura, todos poderiam estar mortos ou ter graves sequelas mentais.

Um brilho estranho surgiu em seu olhos. Eu usei apenas minha aura de maneira grosseira, pensou animadamente. Se eu afiar minha aura, como se afia uma espada, junto com poder dos meus olhos especiais posso atacar seus corações e alma, quebrando suas mentes com um único golpe.

A mãe do pequeno Aur ensinou muitas filosofias de vida, quais nenhuma criança de tal idade deveria saber. É a mestra do pequeno Aur apenas reforçou o mesmo conhecimento, mostrando-o formas diversas de aplica-las.

Uma das filosofia de vida ensinada por sua mãe e aprimorada por sua mestra, era a filosofia do terror.”O medo e melhor auto-defesa de um bruxo” dissera sua mestra e completou: “Uma vez que o medo e plantado em seus corações, serão inofensivos como cães castrados!”.

Enquanto o pequeno Aur divagava sobre as inúmeras aplicações de sua aura do terror. A jovem Aquariana, usava toda energia da primeiraessência para se livrar da aura do pequeno Aur. A primeira coisa que um discípulo do templo das águas aprende é a ter um coração e mente sereno.

Não importa a situação, aprendem a sempre manter-se inabalável.

No entanto a aura do pequeno Aur era como uma tsunami de terror infinito, abalando totalmente o coração de todos presentes. Suas vontades eram como uma pequena pedra diante uma imensa onda, submergindo todos em um estado de terror absoluto.

A jovem Aquariana, usando sua aura de tranquilidade, acalmou-se a si mesma e depois contra atacou com sua aura, formando a imagem de uma onda ilusória, confrontando a aura do pequeno Aur.

Anulando os efeitos negativos de sua aura, aliviando o coração de todos presentes.

Pequeno Aur já havia recolhido dados suficiente de seu teste e recuou sua aura.

Olhava com grande interesse para o jovem Aquariana.

– Você é incrível! – elogiou Aur com sinceridade. – Garota peixe, que tal sermos amigos?

– Quem você está chamando de garota peixe?! – guinchou a jovem Aquariana furiosa. – Ser seu amigo?! Está brincando comigo?! Depois de tudo que você fez…..

A jovem Aquariana parou de falar ao ver o imenso sorriso alegre do pequeno Aur. Era como um sol radiante, qual fez seu coração palpitar e esquecer de sua raiva.

– Vamos ser amigos, Rana – disse ele ainda sorrindo. Ao ser chamada por seu nome de forma repentina vez ela sentir seu rosto como estivesse pegando fogo. Sem esperar por uma resposta. Pequeno Aur entrelaçou o seu dedo mindinho com a da jovem Aquariana e falou: – Não importa o que aconteça, seremos amigos para sempre a partir de agora!

A jovem Aquariana esta enfeitiçada pelos olhos vermelhos e o sorriso alegre do pequeno Aur. Sua mente girava, não conseguia abrir a boca para dizer não e apenas assentiu em resposta.

– Ótimo! – exclamou pequeno Aur alegremente. – Agora que somos amigos – disse ele com um sorriso estranho. – É seremos amigos para sempre não importa o que aconteça – fechou os olhos e colocou suas mão sobre os ombros trêmulos de Rana que estava tendo um mal pressentimento. – Como amiga, me ajudará em alguns testes com meus feitiços….Hum…Por onde começamos….São tantos feitiços que aprendi….Talvez uma ilusão básica?

A jovem Aquariana voltou ao seus sentidos, tremeu, percebendo o grande erro que havia cometido.

– Nãaaaooooooooooooo!!!!! – gritou ela e virou-se, correndo com toda velocidade.

Pequeno Aur viu a jovem correndo e se perguntou:

– Será que ela quer brincar de pega-pega? – deu de ombros e começou a correr. – Aqui vou eu!

É assim duas crianças normais e saudáveis, fizeram amizade e começaram a brincar como duas crianças perfeitamente normais…..Tirando os sons de explosões que poderia ser ouvido de vez enquanto….

Esse era o início de uma longa e grande amizade entre Rana e Aur.

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