Magusgod: Vou mudar o nome do capítulo anterior para: Viagem Para a Cidade dos Aventureiros!
Esse capítulo promete bastante ação, espero que tenham uma boa leitura :)
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Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (2 Parte)

 

 

 

A estrada era larga, ladeado por alto carvalho, sombrios, elevando-se até encobrir o céu de nuvens cinzentas. Os olhos afiados de Milaine percorreu toda estrada, procurando por sobreviventes. Os cavalos que puxavam o comboio de carruagens estavam todos mortos, devorados, pelas feras lupinas, assim como os corpos de aventureiros e comerciantes trucidados pelos lobisomens.

Os lobisomens eram humanoides de corpos musculosos, peludos, com uma terrível cabeça de lobo feroz. Seus dentes de adaga e garras em forma de navalha eram afiados o suficiente para estraçalhar o peitoral de uma armadura de aço.

Quando perceberam aproximação dos dois, essas feras raivosas deixaram suas pressas. Jogaram suas cabeças para trás, soltando um uivo alto que ecoou por toda floresta, chamando atenção do resto da alcateia.

Mais de dez lobisomens correram loucamente até os dois.

―Já enfrentou um lobisomem antes? ― perguntou Milaine para Samson.

―Sim, uma vez meu esquadrão teve que eliminar uma aldeia infectada pela maldição da licantropia.

Originalmente, lobisomens eram humanos civilizados que foram contaminados pela maldição da licantropia, transformando-os em terríveis bestas vorazes. Uma antiga e terrível maldição que quase devastou Arcádia durante a era do caos.

―Então, você sabe que levar um único arranhão desses sarnetos, você será amaldiçoado. Nem preciso lhe dizer que vou mata-lo, caso seja contaminado. Seria ideal ter uma boa espada de prata….Mas, não temos uma, então que foda-se a espada de prata e vamos trucidar os sarnentos com força bruta!

Samson assentiu, apertando com firmeza o punho de sua espada bastarda, então esporeou seu corcel aumentando sua velocidade, saltando para cima do grupo de lobisomens.

Ele era um ex-cavaleiro da Ordem da Luz e tinha bastante experiência caçando monstros. Contudo, não gostava ter que enfrentar pessoas infectadas pela maldição da licantropia. Quando pensava que aquelas feras antigamente eram humanos, pessoas que viviam sua vida de forma honesta, não poderia evitar de sentir seu coração pesado.

Infelizmente apenas um Paragon tem o poder necessário para remover uma maldição desse nível e devolver a humanidade para essas feras, pensou Samson lembrando-se das histórias que cresceu ouvindo de sua família. No passado, antes do inicio da era do caos, esses poderosos magos classificados Paragon serviam como guardiões de Arcádia protegendo o mundo das forças das trevas. Infelizmente, todos morreram durante a era do caos, juntos com suas mortes toda civilização entrou em declínio. Não somos nada mais do que os resquícios de uma outrora gloriosa civilização.

Samson e Milaine se chocaram contra o grupo de lobisomens. Ele descreveu um arco largo com a espada bastarda, deixando no ar um rastro de luz prateada, golpeando o pescoço de um lobisomem próximo, decapitando-o, esguichando sangue para todo lado.

Apesar de parecer que Samson havia decapitado com facilidade o lobisomem, na verdade foi necessário uma grande força física. O pelo do lobisomem era como uma armadura natural, tão resistente como aço, e seus poderosos músculos funcionavam como uma segunda armadura interna. Se fosse o Samson antes de ter despertado habilidade inata Berserker, não teria sido capaz de realizar a mesma façanha tão facilmente.

Cavalos comuns entrariam em pânico na presença de um monstro, mas os cavalos que eles estavam montados, eram garanhões, treinados para lutar em guerras e contra monstros. O corcel preto de Samson, forte e ainda mais feroz do que os próprios lobisomens, galopando por entre o grupo de lobisomens.

Samson, canalizando sua energia interna na espada, fez lâmina da espada bastarda brilhar com uma luz sanguinolenta – tornando a lâmina mais afiada. Descreveu outro largo arco, decapitando-o outro lobisomem mais próximo. Feriu outro mais à direita, criando um largo corte sangrento no peito da fera lupina.

Milaine não ficou para trás, sua espada mágica língua de dragão desmembrava os lobisomens atacantes. Seu corcel, que parecia a encarnação de uma fera demoníaca, mordia os lobisomens, erguia-se sobre as patas traseiras, descendo seus cascos como martelos de guerra, esmagando o lobisomem até a morte.

Ela matava com uma alegria indisfarçada.

Em questão de minutos, o grupo de dez lobisomens havia sido completamente eliminados.

―Esses dois…..

Arthur não pode evitar de sentir seu estômago se revirando ao sentir o cheiro denso de sangue no ar.

―Milaine é uma guerreira que ama lutar, euforia de uma batalha sangrenta, dos escudos partidos, das espadas quebras….― disse Liz completamente calma, como se tivesse presenciado o mesmo cenário inúmeras vezes. ―Ela mudou um pouco após dar a luz a você, parece mais tranquila e equilibrada. No passado ela teria entrado em frenesi e teria acabado com todos presentes.

Após descobrir mais sobre sua mãe, jurou que nunca a irritaria.

Melhor eu absorver logo as almas dessas feras, pensou Arthur, desenhando com o dedo um circulo mágico no ar. O círculo era complexo cheio de runas e formas geométricas sobrepostos.

Após terminar de desenhar o círculo mágico no ar, irradiou um brilho vermelho demoníaco, criando uma força de atração invisível. Arthur arregalou os olhos de surpresa, ao ver uma orbe de luz azulada deixando os cadáveres dos lobisomens, fluindo para o círculo mágico.

Ninguém ao seu lado parecia poder ver as orbe de luz azulada.

No mesmo instante que as dez orbe de luz foram absorvido pelo círculo mágico, um grande fluxo de energia demoníaca fluiu para seu corpo, circulando selvagemente por todo seu corpo, fazendo seu rosto empalidecer.

Arthur cerrou os dentes para evitar gritar de dor.

―Ei, garoto você está bem? ― perguntou Liz preocupada.

―Eu estou bem…― disse Arthur respirando profundamente, acalmando o grande fluxo de energia demoníaca que parecia que iria explodir seu corpo. ―Eu estou bem ― voltou a repetir, seu rosto havia recuperado um pouco de cor.

―Você está sentido dor? Posso aliviar sua dor com um feitiço de cura.

Arthur balançou a cabeça em negativa .

―Você parece bem preocupada comigo ― disse ele, desenhando um leve sorriso. ―Pode ser….Que minha fada, apaixonou-se por mim?

Para a provocação de Arthur, Liz apenas empinou o nariz para cima, o ignorando, e cavalgou para frente, lançando feitiços de recuperação de vigor nos dois.

Arthur permaneceu em seu lugar, controlando o fluxo de energia demoníaca em seu corpo. Eu acabei cometendo um terrível erro, pensou ele. Essas orbe azulada são as almas dessas feras lupinas, contendo uma vasta quantidade de energia mágica. Absorver as dez orbe alma de uma única vez sobrecarregou meus canais de energia….Ou seja eu comi mais do que meu próprio corpo aguentava….Felizmente, eu não explodi, e agora estou próximo de romper para o 4º nível do reino da demonificação!

Após recuperar-se completamente, Arthur cavalgou em direção de Milaine que estava analisando os restos mortais do cadáveres do comboio de carruagens.

―Bronze…Não, eram aventureiros classificados prata ― disse Milaine, analisando os cadáveres. Seus olhos varreram toda estrada e após um momento de silêncio falou: ―Foram atacada por uma alcateia de pelo menos entre 30 à 50 lobisomens. Pelos rastro na terra, três pessoas conseguiram escapar a cavalo e o restante da alcateia seguiu atrás deles.

Um sorriso cheio de vontade de batalha surgiu em seu rosto.

―Vamos em frente! ― gritou ela montando seu corcel. ―Os rastros são recentes, talvez ainda estejam vivos!

Os quadro esporearam seus corcéis, cavalgando a toda velocidade.

 

 

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Cercada por um grupo de 38 lobisomens. A jovem espadachim, Mei Yue, com seus grandes olhos verdes puxados, procurava uma formar de quebrar o cerco. Suas duas mãos segurava com firmeza o cabo da espada de lâmina curvada – katana -, embebida de sangue amaldiçoado. A espada era extremamente leve, mas após brandir ela tantas vezes, parecia pesar uma tonelada.

Apesar de estar extremamente cansada, seus olhos continuavam brilhando com uma força de vontade inabalável.

Mei Yue havia se tornado uma aventureira por conveniência – não havia outra profissão que permitia enfrentar poderosos monstros e viajar entre reinos sem restrições. Desde que deixou sua pátria, vagou por Arcádia com o único objetivo de aperfeiçoar sua técnica de esgrima.

Para tal propósito dedicou seu corpo e alma, forjando-os através de inúmeras batalhas.

Para se tornar mais forte, decidiu viajar para a cidade aonde os mais fortes guerreiros de Arcádia se reuniam: a cidade dos aventureiros, Al-Markhen.

Na Guilda dos Aventureiros da cidade de Phenyriver, aceitou uma missão para escolta um comboio de carruagem de uma empresa comercial até Al-Markhen. Mei Yue era uma espadachim solitária e normalmente teria feito a viagem sozinha, aperfeiçoando sua esgrima com os perigos que enfrentaria no percurso. Contudo, ela era uma simples mortal e como todo mortal, precisava de dinheiro para viver. Para fazer manutenção de seus equipamentos, pagar taxa da pousada entre outras necessidades básicas diárias.

O comboio de carruagem da empresa comercial era escoltada por três equipes de aventureiros, cada um com três integrantes, todos classificação prata. Ela era a única aventureira sem participar de uma equipe.

Era para ser uma viagem segura sem qualquer ameaça real. Assim foi até deixarem as Planícies dos Mil Heroís e entrarem na Floresta dos Sussurros, quando de repente foram atacados por uma grande alcateia de lobisomens.

Mei Yue e outros dois aventureiros conseguiram escapar do massacre, mas foram perseguidos até aquele ponto. Seus cavalos foram devorados e após um combate acirrado, os dois aventureiros que havia escapado com ela, também acabaram sendo mortos.

Aventureiros eram mais fortes do que pessoas normais, poderiam caçar monstros fortes formando equipes. Mas, perante uma grande alcateia de lobisomens não havia maneira de sobreviver, mesmo para Mei Yue uma aventureira classificado ouro não tinha muitas esperanças de escapar da situação com vida.

Eu não vou aguentar por muito mais tempo, pensou ela ofegante. O combate anterior drenou quase toda minha energia interna, e agora mal consigo segura minha espada. Não temo a morte, mas morrer sem transmitir meu legado, sem deixar minha marca no mundo. Devorada por um bando de feras…Essa será uma mancha em minha honra que levarei comigo na morte. Como terei cara de enfrentar meus antepassados?

Mei Yue não temia a morte em si, mas temia uma morte sem honra.

A floresta era preenchida pelo som dos rosnados dos lobisomens, até um uivo poderoso vindo entre os altos carvalhos sobrepor todos barulhos, silenciando todos lobisomens presente.

Mei Yue moveu a cabeça em direção ao som do uivo, vendo um grande lobisomem de pelo prateado com quase três metros de altura surgir entre os carvalhos. Diante aquele poderoso lobisomem exalando uma pressão sufocante, todos demais parecia menores e mais fracos.

―Ele deve ser o líder da alcateia ― murmurou para si. ―Pelo menos morrerei enfrentando um inimigo forte.

O lobisomem de pelo prateado andou até a jovem espadachim, parando poucos passos diante dela, observando a jovem mulher humana segurando a espada embebida de sangue dos membros de sua alcateia.

―Eu sou Isangrim, Senhor dos lobos do norte! ― anunciou ele, meio rosnando, meio uivando.

Por um momento foi surpreendida ao ouvir o Lobisomem de pelo prateado falando o idioma humano. Até onde sabia, todos aqueles que foram contaminados pela maldição da licantropia, perdem sua humanidade tornando-se bestas irracionais.

―Eu sou diferentes deles ― disse Isangrim, olhando com firmeza para ela. Seu olhar parecia poder ler seus pensamentos. ―Sou um puro sangue, descendente dos primeiros lobisomens verdadeiros. Mas, isso não faz diferença não é? ― rosnou. ―Para todos humanos somos apenas feras estúpidas!

―Não me importo o que você seja, minha única pergunta é por que ainda estou viva? ― questionou a jovem espadachim num tom frio, com olhos semicerrados, penetrantes sobre o lobo de pelo prateado. ―O que você deseja de mim, senhor dos lobos do norte?

―Vivemos em uma época perigosa, aonde somos caçados como feras perigosas ― disse ele formando o que parecia um sorriso zombeteiro. ―Como pode ver, não sou uma fera estúpida. Sou muito racional, falo seis idiomas diferentes e meu conhecimento supera de longe qualquer outro ser humano. Mas, como eu disse anteriormente: vivemos em uma época perigosa. Mesmo vivendo nos confins dessa floresta, junto com outros da minha espécie, somos caçados por vocês humanos! Aventureiros! Um atrás do outro invadem meu território, caçando meus irmãos! Não por que somos perigosos, mas por que pagam uma boa recompensa para cada lobisomem morto!

Mei Yue permaneceu calada sem dizer uma única palavra. Por ser uma aventureira que vagou por diversos reinos, sabia bem que não importa o lugar, a recompensa por abater um lobisomem era bastante alta – por que nenhum reino gostaria de ter uma epidemia de Lobisomens em seu território.

―Eu sei que mais cedo ou mais tarde minha raça será extinta por vocês, aventureiros ― continuou ele, calmamente. ―Então, para preservar minha própria vida e garantir que vocês, aventureiros, pensem duas vezes antes de invadir meu território, reuni todos lobisomens solitários que vagavam como animais por meu território em uma grande alcateia. Capturamos humanos, transformando-os em lobisomens, aumentando nossos números, fortalecendo a alcateia.

―Você é bastante falante ― zombou a jovem espadachim, num tom frio. ―Como eu disse antes: não me importo. Não me importo se você é humano ou um monstro, suas razões, seus pensamentos, sentimentos. Para mim, uma seguidora do caminho da espada, tudo que importa é aperfeiçoar minha esgrima. Seja direto, Isangrim, Senhor dos lobos do norte, o que você deseja mim?

Isangrim permaneceu em silêncio por um longo tempo, até produzir uma risada baixa e profunda.

―Eu serei direto mulher humana: junte-se a alcateia!

―Posso recusar?

―Por qual razão?

―Uma vez que eu me unir a alcateia, terei uma forma lupina igual à você ― respondeu com um rosto inexpressivo. ―Me tornarei mais forte de certa maneira, mas não poderei empunhar mais minha katana. É para mim, Senhor dos lobos do norte, não poder empunhar minha katana, é o mesmo que morrer. Por essa razão eu me recusou a me unir a alcateia. Por que eu sou uma espadachim: viverei e morrerei pela espada!

Ao ouvir a recusa da jovem espadachim os lobisomens soltaram rosnados raivosos.

―É uma pena, admiro você por sua determinação e coragem para seguir aquilo que acredita, mesmo que esse caminho levará à sua morte ― disse Isangrim, balançando sua cabeça lupina em pesar. ―Mas, infelizmente, não posso permitir que retorne com vida.

Após suas palavras, sem olhar para trás, Isangrim despareceu entre os altos carvalhos, retornado para as profundezas da floresta.

Mei Yue soltou um longo suspiro de alivio, apesar que sua morte era certa, não acreditava mais que morrer pelas garras daquele lobisomens seria uma desgraça para sua honra. Apesar de Isangrim não ser um humano, após sua breve conversa com ele, sabia que ele era uma pessoa extraordinária que merecia seu respeito.

Todos lobisomens saltaram sobre Mei Yue ao mesmo tempo, atacando-a de todos lados, com suas bocas bem arreganhadas deixando expostos as fileiras de dentes afiados.

Mei Yue permaneceu imóvel como uma montanha, sentido o bafo fédio das feras em seu rosto. Não havia medo em seus olhos, apenas uma determinação implacável. Em uma única profunda respiração, derramou toda sua energia interna em sua katana. Em resposta a lâmina curvada manifestou uma corrente de energia elétrica, movendo-se ao longo da lâmina em ondas de energia fulgurante.

O som de crepitar de energia vindo da katana ecoava pela floresta.

―Antes de morrer, o mundo irá testemunhar uma última vez a técnica secreta do Clã Miu! ― sua voz fria ecoou por toda floresta, fazendo o coração da feras estremecerem. ―Kenjutsu, estilo espada divina, Conjunção dos Sete Círculos Celestiais!

(Magusgod: Kenjutsu literalmente significa técnica de espada. Ao longo da novel, espadachins dos reinos orientais em Arcádia vão aparecer usando técnicas da arte marcial japonesa, então haverá muitos termos japoneses.)

Ao olhos de Mei Yue o mudo parou, tornando-se um mundo de silêncio. Cinzento. Ela deu um passo à frente, criando uma pequena ondulação,ela girou, descrevendo um grande círculo fulgurante ao seu redor.

Esse movimento feito em menos de um segundo, trucidou cinco lobisomens à menos de um metro de distância, criando um círculo de morte ao redor de Mei Yue. Mesmo aqueles lobisomens fora do perímetro de ataque, ficaram imóveis por causa da onda de energia paralisante.

Mei Yue deu um segundo passo à frente, criando uma nova ondulação, descreveu com a katana um novo círculo fulgurante. Exterminando todo ser vivo em um raio de três metros de distância.

Terceiro passo….

Quarto passo….

Quinto passo….

Sexto passo…

Quando ela deu seu sétimo passo, todo seu corpo estava coberto por seu próprio sangue. Era audível o som de seus ossos se quebrando-se e seus músculos rasgando. Esse era a pressão causada pela técnica e por dar o sétimo passo – que retira todos limitadores naturais do corpo humano, usando em um instante todo poder do corpo humano.

Era a primeira vez que Mei Yue estava usando a técnica até o sétimo passo. Sabia que o sétimo passo traria grande danos ao seu corpo, deixando-a entre a beira da vida e morte. Se não estivesse encurralada nunca teria usado o sétimo passo.

O ar tremeu ao seu redor e seu longo cabelo preto vibrou para cima, seu corpo foi envolto por um névoa vermelha.

Em sua testa surgiu o caractere dourado trovão: 雷.

O sétimo passo criou uma cratera, acompanhado por um som trovejante, criando uma grande ondulação opressora. Descrevendo um grande circulo fulgurante, todos lobisomens restantes em um raio de dez metros de distância foram eliminados – cortados em centenas de pedaços.

Até mesmo os altos carvalhos foram cortados, criando um grande espaço vazio

Apesar de levar um longo tempo para descrever, tudo aconteceu em questão de segundos, exterminando 21 lobisomens.
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Essa era a técnica secreta do Clã Miu, criando um perímetro aonde qualquer forma de vida é exterminada.

Após executar a técnica secreta de seu clã, tossiu um bocado de sangue. Não havia menor força restante em seu corpo,vários ossos quebrados, músculos rasgados, só não havia caído no chão por que estava apoiando-se em sua katana – que estava com a lâmina fincado no chão entre seus pés.

Seu rosto inexpressivo quebrou em um raro sorriso radiante, iluminando o cenário sombrio ao seu redor.

―Viverei e morrerei pela espada! ― gritou ela, rindo alegremente.

Os 17 lobisomens que sobreviveram, atacaram, mas havia medo em seu corações. Nunca esqueceriam do quão assustador podia ser aqueles humanos que viviam e morriam pelo que acreditavam.

O sorriso sangrento da jovem espadachim assombraria eles para o resto de suas vidas.

É assim ela morreu…..

―Por que está tão frio? ― murmurou debilmente, sentido um terrível frio cortante.

Quando estava prestes a perder a consciência, a última coisa que viu foi um corcel de guerra saltando sobre os lobisomens. Montado naquele magnífico animal, havia um jovem de robe negro, olhos cinzentos, trazendo consigo um vendaval congelante.

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