Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (1 Parte)

1 Parte

Arthur bateu suas assas e voou para o céu escuro.

Embaixo dos seus pés, marchando silenciosamente, inúmeros elfos de armadura de prata branca. Em suas mãos carregam grandes arcos negros; em seus cintos cimitarras. Não levavam escudos, não precisavam. Sua armadura de prata branca pode os proteger melhor do que um escudo. E com seu rei, seu brenin, seu arauto de Érebo, enfrentariam um mar de chamas e uma selva de monstros, sem hesitar.

Viveriam e morreriam por ele, em seus corações, no íntimo de sua alma, viveriam por seu rei e apenas por ele, na vida e na morte.

Essa determinação poderia ser visto em seus olhos e no seus passos silenciosos.

Os elfos negros eram pontos de luz prateada em meio ao ambiente escuro da floresta de Hunllef. Árvores grandes e tão escuras quando o céu sobe a cabeça do demon lord Arthur.

Usariam aquela parte da floresta para travar a batalha que estava por vir. Terreno que poder tirar máximo das habilidades raciais dos elfos negro. Basicamente todo elfo negro era um arqueiro mágico. Sua agilidade, destreza e capacidade mágica são sem duvidas melhor do que qualquer raça. Mas como tudo na vida, todas coisas vivas tem sua fraqueza. No caso dos elfos negros seria sua força física e resistência.

A resistência de um elfo negro de longe é várias vezes melhor do que um humano comum. Mas comparado com outros monstros e os cavaleiros negros que iram enfrentar, sua resistência pode ser vista como pobre. Porém essa questão foi resolvida com as armaduras feitos de prata estrelar, forjados pelos anões de mwynau.

Em contrapartida as armaduras os destaca demais naquele ambiente escuro.

Já a força física dos elfos negros não era grande, por esse motivo sempre usaram os arcos mágicos. Confiando em sua destreza e capacidade mágica.

Do alto, Arthur sorriu vendo os elfos negro marchando, orgulhosos, gloriosamente.

Arthur desceu do céu ficando próximo de Nina e Annúndir, e a marcha parou. Se dividiram em várias linhas horizontais em perfeita sincronia.

“Hoje, iremos enfrentar um forte inimigo.” Disse Arthur. ” Um inimigo que traz uma horda de mortos, um inimigo que traz a morte consigo, mas, eu pergunto a todos meus brawd, vocês tem medo?”

Em uníssono todos responderam:

“NÃOOOOOOOO!”

“Muitos de vocês perderam seus amigos queridos, seus amantes, suas família! Hoje será o dia em que vamos fazer eles pagarem por cada perda! Para cada um de nós que sangrar, os faremos sangrar dez vezes mais!”

As palavras de Arthur atiçaram as chamas do coração de todo elfo negro que naquele dia perdeu seus entes queridos. É como resposta gritaram enlouquecidos para o alto, um grito que eram os prelúdios da iminente batalha.

Gritos de guerra.

“Uma vez um sábio dize: “Não há vitória, sem sacrifício.” Mas eu digo para todos: Vou triunfar sobre aquele que se chama morte, e nenhum irmão meu irá para os salões de Érebo! Hoje ninguém morrera é isso, eu irei cumprir, mesmo que eu tenha que invadir os domínios da morte e os trazer novamente a vida!”

Todos estavam preparados para sacrificar sua vida. Estavam preparados para morrer de bom grato para impedirem o avanço do rei bruxo Ulundir. Mas após ouvir o discurso caloroso de Arthur como não poderiam se sentirem tocados por suas palavras? Como se permitiriam morrer, enquanto ouviram tais palavras cheias de calor?

Todos eram leais ao arauto de Érebo, mas, hoje Arthur ganhou o coração de cada um deles e uma lealdade que jamais seria abalada.

Com suas palavras um brilho nunca antes, apareceu nos olhos de cada elfo negro.

Com tudo em ordem, Arthur se reuniu com os anciões e discutiram mais uma vez o plano que seria seguido e começaram os preparativos.

No horizonte, a procissão dos mortos estava vindo.

2 Parte

Um cheiro nauseante invadiu a floresta de Hunllef: cheiro dos mortos.

Uma verdadeira procissão de mortos-vivos, cinco mil. Corpos de guerreiros, podres, exalando o cheiro da morte é um líquido viscoso negro. Seguindo os mortos-vivos, eram 300 cavaleiros da morte. Altos, trajados com armadura negra, arrastando enormes espadas pesadas cobertas por uma aura vermelho-sangue. Escondido por um grande elmo de aparência medonha, seu rosto não era visível, mas através da viseira era possível ver dois par de olhos vermelhos, que brilhavam com um forte desejo de matar.

Atrás dos temíveis cavaleiros da morte, seguia cem magos negros, vestindo longos mantos negros que se arrastavam pelo chão de Hunllef. Carregando grandes cajados das mais variadas formas. Seus rostos eram escondidos por uma mascara branca, ilustrada por um olho vermelho – a marca de Ulundir.

Por último estava o rei bruxo Ulundir, senhor da morte e dois espectros que flutuam ao seu lado, tornado sua figura mais sinistra e aterrorizante.

Ulundir montava algo que parecia um cavalo.

Era possível ver os dentes de adaga da criatura, e ao invés de uma crista normal de cavalo, havia uma crista de espinhos negros. Em baixo de seu pelo cinza, pode ser visto seus poderosos músculos.

A criatura aterrorizante que Ulundir está montando é um kishi – um cavalo demoníaco que vaga pelas planícies de Gûr.

A procissão pela floresta seguiu com o som ocasional de explosões mágicas. Que levava centenas de mortos vivos.

Ulundir sabia que os elfos negro iriam montar várias armadilhas pela floresta de Hunllef, por esse motivo os mortos-vivos estavam marchando a frente.

A marchar seguiu adiante, com cada passo levando centenas de mortos-vivos. A neblina natural que envolvia a floresta de Hunllef foi ficando cada vez mais densa, a ponto que mal era possível ver o soldado ao seu lado.

Com a neblina densa, tudo ficou silencioso.

Um silêncio que ele não gostou.

“Uma armadilha…..” Disse Ulundir com uma voz amarga.

Com seus sentidos sensoriais, não temia um ataque sorrateiro. Mas todo o resto seria uma pressa fácil para os elfo negro.

Ulundir lamentou sua tolice de não ter primeiro mandado batedores.

O ar em torno da floresta começou a ficar gélido, como se o inverno estivesse vindo. Gradualmente o solo começou a mudar, e gelo poderia ser visto no solo, neve para ser mais exato. Então ele encontrou uma bela estátua de gelo, o que foi estranho para ser encontrado no meio da floresta.

Quando Ulundir notou os detalhes da estátua, percebeu que era um de seus magos. É um temor apoderou-se de seu coração, não por ter perdido um de seus magos, mas por terem caído sem fazer nenhum ruído.

Ulundir conhecia bem as forças de seus magos, ele tinha os treinado pessoalmente. Fracos não eram, não a ponto de perderem sem pelo menos revidar. Mas, não havia nenhum sinal de luta, nenhum ruído, somente um silencio enlouquecedor.

“Será que todos foram derrotados?” Perguntou-se a si mesmo, mas era impossível. Mal tinham entrado na névoa, não teria como todos terem sidos derrotados em tão pouco tempo, não para os elfos negro.

Por dentro da máscara várias gotas de suor frio foram derramadas.

Ulundir segurou seu chicote mágico [cauda do rei cobra negro] é brandiu, batendo violentamente contra o ar, criando um vendaval que soprou toda neblina. Para apenas revelar todos magos negros congelados. Não somente seus magos negros, mas também o solo e as árvores ao redor dos magos.

Ulundir chegou a conclusão que o inimigo que obliterou o exercito de orcs, era alguém do mesmo nível de um rei bruxo.

Talvez, mais poderoso.

Sem aviso uma miríade de lanças negras desceram dos céus atingindo todas estátuas, as quebrando em inúmeros pedaços de cristais de gelo. Pedaços de cristais de gelos que reluziam como diamantes em meio a floresta escura.

Duas lanças negras se dirigiram em sua direção, Ulundir ergueu um escudo ao seu redor. Mas, as lanças de repente mudaram de forma e sua trajetória.

Se transformaram em cabeças de dragões e perseguiram os espectros a sua volta como cães de caça atrás de sua pressa.

Os espectros fizeram seu melhor para deter as cabeças de dragão negro, mas foi um esforço inútil, no fim as cabeção dragão os atingiram e com seus dentes adagas devoraram os espectros.

Vendo aquela sena bizarra, Ulundir sentiu um arrepio passar por suas costas.

Quando ele ia se perguntar quem teria tamanha habilidade para manipular o poder mágico daquela forma, Arthur apareceu.

Ulundir ouviu o som de bater de assas e erguendo sua cabeça, viu a figura gloriosa de Arthur descendo como um deus, irradiando uma poderosa aura que começou o fazer se sentir pequeno e ameaçado.

Ele engoliu sua saliva, e sentiu suas entranhas se revirar de desconforto.

…Um demon lord! Pensou com temor e se perguntou o que um senhor demoníaco estava fazendo naquele local. Mas, após pensar bastante, compreendeu que somente um senhor demoníaco poderia lançar tal magia destrutiva.

“Eis, aqui o rei bruxo Ulundir, senhor da morte.” Disse a voz cheia de sarcasmo. “Você tem meus agradecimentos, pelo banquete de cem mil orcs, apesar de ser um banquete pobre.”

Ao ouvir as palavras do senhor demoníaco, a raiva de Ulundir eclodiu, gritando em uma voz estridente:

“Você, maldito que ousou atrapalhar meus planos, irei garantir te fazer você desejar estar morto assim que terminar com você!”

Arthur balançou a cabeça com um olhar zombeteiro, falou:

“Não, eu que irie fazer você se arrepender de ter nascido, ira lamentar o fato te ter atacado os elfos negro. Farei se lamentar por cada morte, por cada sofrimento que você causou nessa vida!” Rugiu Arthur fazendo o kishi recuar para traz, temendo o que estava a sua frente.

Não houve mais nenhuma troca de palavra, Ulundir brandiu seu chicote visando Arthur, enquanto com a outra mão lançava um feitiço:

“[Esfera relâmpago] !” Na ponta do dedo de Ulundir que se assemelhava á uma garra, emitiu um luz branca que deu forma a uma bola de eletricidade, disparada na direção do Arthur, que apenas ergueu sua mão esquerda formando um elegante escudo de gelo que dispersou o ataque sem fazer o menor arranhão na superfície do escudo de gelo.

É como poderia fazer algum arranhão? Sendo que o poder que flui dentro de Arthur, e a fusão de magia e Qi! Mesmo se Ulundir o acertar com sua magia, nenhum dano seria feito!

A batalha prosseguiu com Arthur disparando lanças de gelos, enquanto Ulundir cavalgava evitando seus ataques.

Arthur parou de usar apenas ataques mágicos de longa distância e fechou seus punhos. Concentrou uma poderosa força em seus pés e punhos, é em um piscar de olhos chutou o chão, criando uma cratera e reapareceu em cima de Ulundir com os punhos fechados.

Ulundir viu a morte chegar no punho que parecia maior do que realmente era, em desespero chutou a lateral do kisha fazendo o se erguer, ficando na frente do ataque.

*POW* *POW* *POW* *POW* *POW*

Ulundir se jogou do kisha e o que pareceu ser um soco era na verdade centena de socos. Cada soco de Arthur era como se um martelo de guerra, descendo furioso sobre o kisha que foi lançando violentamente contra o chão, e lá permaneceu, com todos seus ossos e órgãos internos destruídos.

“…Impossível!!!” Gritou assustado o rei bruxo Ulundir, que já não conseguia manter sua calma.

Kisha é um monstro demoníaco com alta defesa e resistência física é magica. Era impossível deixar o kisha em um estado tão miserável com apenas socos.

Era um absurdo, um absurdo que ele não poderia acreditar.

Com as mãos tremulas retirou três cristais mágicos com magia de alto nível selada os quebrou ao mesmo tempo.

Em sua frente apareceu três formações mágicas, invocando três criaturas bizarras com quase quatro metros de altura e seis braços, com garras afiadas e gotejava um liquido roxo e viscoso. As criaturas invocadas são chamadas de pesadelos, mortos-vivo de hierarquia superior aos espectros derrotados.

Arthur notou o perigo daquelas criaturas. Um fogo intenso cobriu seu braço direito formando a cabeça de um dragão de fogo, enquanto seu braço esquerdo foi coberto por um frio intenso e se transformou na cabeça de um dragão de gelo.

As criaturas eram extremamente rápidas e logo vários silhuetas de garras cobrou em sua direção. Arthur esquivou dos ataques usando sua velocidade irreal, e uma técnica de Qi que aprendeu durante sua transformação em demon lord.

Técnica de Qi Passo vácuo! Uma técnica que permite atingir uma velocidade surreal!

Com a técnica de Qi passo vácuo, Arthur evitou todos ataques e ao mesmo tempo aumentou o fluxo de velocidade de sua percepção até tudo parecer mais lento, podendo agora atingir os pesadelos.

Aquele estado era uma magia racial dos demônios, chamado [Visão demoníaca] que os permiti aumentar o fluxo de pensamento e do fluxo de percepção, chegando a um estado que tudo parece estar em câmera lenta. Arthur não poderia controlar por muito tempo aquele estado, mas seria o suficiente para finalizar dois dos pesadelos.

Com o mundo em câmera lenta, Arthur concentrou uma força profunda nas cabeças de dragão e deu um leve soco nos dois pesadelos, deixando um circulo vermelho e outro azul.

” [Combustão]! [Congele] !” Com suas palavras, os circulo mágicos se ativaram nos corpos dos pesadelos. O circulo vermelhou brilhou intensamente e de dentro para fora o pesadelo entrou em combustão, explodindo, espalhando, sangue roxo e entranhas para todos lados. Enquanto o segundo pesadelo se congelou de dentro para fora o transformando em um pilar de gelo eterno.

Ulundir que observava a luta poderia ver apenas um borrão incompreensível seguido pela explosão e congelamento de suas criaturas invocadas de alto nível. Uma cena surreal que encheu o coração do rei bruxo Ulundir de desespero, que compreendeu que o senhor demoníaco a sua frente não era comum.

Era mais como um anjo da morte.

Sua esperança foi depositada no único pesadelo que sobrou, caso contrário ele não veria como poderia derrotar aquele demon lord.

Com apenas um pesadelo ficou mais fácil lutar.

O pesadelo desferiu inúmeras silhuetas de garras que cortavam fundo o chão e quando atingia uma árvore, apodrecia imediatamente.

Arthur foi envolto por suas assas negras e girou, disparando como uma lança mortal contra o pesadelo que ao ser atingindo, metade do seu corpo desapareceu como se tivesse sido devorado por alguma fera.

Deixando apenas um par de pernas que depois tombaram.

Atrás da máscara, o rosto de Ulundir se tornou pálido, ele chegou a um entendimento: ele iria morrer.

“Tch…” Desesperado ele pegou seu chicote [cauda do rei cobra negro] e enrolou em seu braço e falou: “Ativar transformação [Rei cobra negro] !”

O chicote em volta do seu braço começou a liberar uma aura sinistra e violenta, se contorcendo como se tivesse ganhado vida. O chicote apertou o braço de Ulundir com tanta pressão que o quebrou seus ossos em vários pedaços. A ponta do chicote se transformou em uma cobra e devorou seu braço. Uma cena horripilante regado por gritos dolorosos de Ulundir que começou a se fundir com o chicote e se transformar em uma cobra colossal de cor roxa.

“Sssssssssss!” Sibilou a cobra em direção de Arthur, com os olhos brilhando em fúria atacou Arthur.

Arthur bateu suas asas e disparou em direção do céu, vendo toda floresta a baixo e a luta dos elfos negros contra os cavaleiros da morte.

“Tenho que o parar aqui, caso ele ir atrás dos elfo negro…” Arthur mordeu seus lábios com força até sangrarem ao pensar na possibilidade de algum elfo negro morrer. Apesar de os conhecerem a poucos dias, não gostava da ideia daquelas pessoas que depositaram toda sua fé nele morrendo.

Com esses pensamento ele cobrou para a cobra colossal, socando violentamente a cabeça da cobra, mas sem qualquer efeito, além de arranhar suas escamas.

*Zunnnn*

Um som do vento sendo cortado foi ouvido, seguido pela enorme cauda que atingiu Arthur, qual não deve tempo de desviar, sentindo que foi atingindo por uma muralha.

Arthur foi lançando contra o chão da floresta, criando uma onda de choque com sua queda.

“Urgg…..Tanta força em um ataque!”Resmungou Arthur enquanto limpava o sangue de sua boca.

Em sua mente a voz de Azura advertiu:

..Força física e inútil contra esse monstro, mágicas da oitava camada para baixo não tem efeito no rei cobra negro, somente uma magia de nona camada pode ferir esse monstro!

Arthur pensou em usar sua magia única [Lança trovão do Ragnarok] mas temia que o ataque atingisse os elfos negro que estão enfrentando os cavaleiros da morte.

Quando a situação parecia sem esperança, Arthur ouviu um rugido:

“ROOOAAAAAAAR!”

Arthur virou a cabeça é viu um enorme dragão negro vindo em sua direção. Quando pensou que a situação tinha se tornando ainda mais ruim, sentiu uma pontada na cabeça e uma voz que se tornou familiar.

…Arthur-gwr, sou eu Nina, vim lutar ao seu lado! Disse Nina usando sua telepatia.

…Nina-gwraig….Obrigado, mas será uma dura batalha! Advertiu Arthur.

…Viverei e morreri por você, meu prometido! Disse gentilmente para Arthur, demonstrando carinho e respeito

…Nina….Eu aceitarei sua ajuda! Respondeu Arthur sentindo um calor em seu coração, um calor parecido de quando ele pensava em sua pequena fada.

Arthur montou o enorme dragão negro e travou um luta violenta contra Ulundir que usava sua cauda como um chicote impiedoso, destruindo a terra, esmagando árvores, mudando completamente a aparência da floresta de Hunllef.

Cada sopro de Nina, lançava chamas negras que devoraram tudo ao redor e feriam as escamas da colossal cobra, e os raios de gelo e de fogo, choviam sem fim, bombardeando a cobra colossal que saia ilesa de cada ataque, mas era o suficiente para atrasar seus movimentos .

Arthur foi empurrando Ulundir para longe da localização dos elfos negros com seu ataques poderosos.

A luta prosseguiu sem sinal de uma conclusão e ambos os lados estava começando a demostrar os primeiros sinais de cansaço.

Mas um pouco e Arthur iria conseguir levar Ulundir longe o suficiente para poder usar sua magia única. Porém no ritmo que estava levando, ele acabaria ficando sem poder, fora que Nina não poderia manter por muito mais tempo a transformação em um dragão negro.

Ele precisava fazer alguma coisa, mas fazer o que?

Se pelo menos eu estivesse com minha varinha! Pensou Arthur na varinha Ars Goetia e finalmente compreendeu o quão poderosa é a varinha que contém 72 magias de alto nível.

Se ele tivesse Ars Goetia, Ulundir não seria um jogo para ele.

Quando a situação começou a se tornar desesperadora, Arthur ouvi uma voz familiar.

Sua atenção foi roubada para cima, para um elegante navio branco que flutuava no céu, uma cena inacreditável. Na broa do navio viu rostos familiares que encheu seu coração de alegria.

Milaine, Markus, Pequena fada e até mesmo Lilith! Gritou em seu coração ao ver aquelas figuras, e ao mesmo tempo sentiu um frio na sua barriga. Como irei explicar isso para minha mãe? Será que ela ficará feliz por eu ter me tornado um demon lord e rei dos elfo negro? Não há nenhuma maneira de isso ser possível!!!

Em poucos segundos Arthur chegou a uma conclusão: ele estava ferrado.

Nem mesmo enfrentando Ulundir ele sentiu tanto medo, quanto está sentindo agora, ao ver Milaine.

Prefiro enfrentar um dragão, ao de que levar uma bronca de Milaine! Pensou aflito, sentindo que sua vida estava realmente em risco.

Demons lord, reis bruxos, nada disso se comparava ao poder de uma mãe.

Seu coração só foi tranquilizado ao ver o deslumbrante sorriso da sua pequena fada, que tinham um rosto nunca antes visto por ele, um rosto que você faz apenas quando ver alguém querido para si.

Vendo aquele rosto o coração de Arthur bateu freneticamente, um largo sorriso se formou em seu rosto e a sua pequena fada pulou do navio, caindo em sua direção.

“Ahhhhhhhhh!” Ouvindo o grito sonoro de Liz, Arthur não sabia se ria ou se chorava e bateu suas asas, voando ao encontro de Liz, e com seus braços estendidos pegou ela e a envolveu em um abraço firme e apenas os corações frenéticos dos dois poderia ser ouvido.

Seus olhos se encontraram e o rosto de ambos se tornaram puro vermelho.

Liz não conseguia dar voz a suas emoções, ao seu sofrimento pelo desaparecimento repentino de seu pirralho. Ela queria dar voz ao seus sentimentos, mas quando pensava nisso algo dentro de si falava que era loucura.

Pela primeira vez Arthur notou que o que sentia por sua pequena fada era algo mais do que apenas desejo, compreendeu isso ao enfrentar as verdades que escondia em sua alma.

Ele precisou se transformar em um demon lord, para descobrir seus verdadeiro sentimentos, que ele realmente amava Liz.

Mas como dizer isso?

Como coloca para fora o que seu coração quer gritar, enquanto sua voz não sai?

Havia um modo, um modo de transmitir seus sentimentos sinceros!

Arthur olhou Liz que tinha o rosto tão vermelho quanto o seu e lentamente aproximou sua cabeça em direção da sua pequena fada.

Liz piscou em surpresa, mas ela não podia mais conter suas emoções e fechou seus olhos, aceitando os lábios de Arthur.

Os lábios dos dois se encostaram, seguido por um beijo.
Arthur sentiu os lábios suaves e cremosos da sua pequena fada, sentiu o sabor de mel e a primavera, uma sensação única que não tinha sentindo quando beijou Azura.

Sensação que nunca sentiu na sua vida anterior.

Um beijo preenchido com amor e carinho por ambas as partes, um beijo de um demônio e o de uma fada.

Naquele momento seus corações se uniram e nada mais se importava para aqueles dois.

finalmente Liz tinha encontrado alguém que poderia amar.

Finalmente Arthur tinha amado e aceitado o amor de outra pessoa.

Um fio de prata se formou quando seus lábios se separaram.

Liz ficou encantada ao ver aquele belo rosto e seus olhos cheios de amor, um olhar que ela nunca tinha recebido antes, além de seus típicos olhares lascivos. Não podendo conter a alegria que seu coração transbordava, lágrimas brotaram de seus grandes olhos azuis, lágrimas de alegria.

Com olhos suaves e cheios de amor, Arthur falou:

“Liz, minha pequena e adorável fada, eu te amo!”

Mais lágrimas desceram e com uma voz estúpida ela falou:

“…Arthur, seu pirralho, nunca mais desapareça assim…Eu..Eu…E-eu não conseguia dormir, não conseguia pensar e nem comer direito, quando eu pensava que você poderia estar em perigo….Então eu percebi, não, na verdade eu já tinha percebido, que o que eu sentia por você era amor, mas não queria admitir! Mas agora anda disso importa mais! Eu te amoooooo!” Gritou Liz com sua adorável voz, um grito que cobriu todos os sons de batalha e ecoou pela floresta de Hunllef até o templo de Lilac.

Ouvindo a reposta de Liz, ele voltou abraçar a pequena fada, sentindo seu suave corpo.

…Ahemm…Não queria atrapalhar, mas as coisas estão ficando feia! Disse Azura em um tom zombeteiro para Arthur, como se tivesse prazer em interromper o momento dos dois.

Arthur voltou sua atenção para Nina que estava em uma luta desesperadora contra a cobra colossal e sentiu uma pontada de culpa, por a deixar lutar sozinha, fora que como ele iria explicar sobre Liz?

Não que ele tenha escondido de proposito, apenas não tinha tido nada.

Arthur balançou a cabeça vigorosamente e deixou esse problema de lado, procurando um solução para derrotar a cobra colossal.

Naquele momento sua pequena fada falou:

“Ah, eu acabei pegando sua varinha, pensei que iria precisar dela!” Disse com um belo sorriso enquanto retirava a varinha de suas vestes, e o entregou para Arthur.

“Obrigado, pequena fada! Te amo!” Arthur a beijou mais uma vez sua pequena fada.

Arthur voou em direção da cobra colossal para colocar um fim nada luta.

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