A jovem rainha! (Parte 2)

 

As terras desoladas do norte mostrou-se ser como os contos: uma terra escura desolada pelo fogo do rei demônio Baltazor. A planícies eram estéreis castigadas pelos ventos gélidos e impiedosos. Um mês após o inicio da jornada naquele ambiente desolador, os mantimentos acabaram e os mais velhos morriam sob os ventos gélidos do norte. Cada morte era uma apunhalada no coração da jovem rainha que não pode fazer nada.

Das planícies continuaram por um pântano de árvores escuras, solo inundado chegava até as panturrilha. Diferente das planícies desoladas o pântano era rico em vegetação e plantas de cores vibrantes e mortalmente venenosas. As águas do pântano invadiam as botas e e sapatos dos sobreviventes, causando inúmeros tipos de doenças e não demorou muitos dias para os mais fracos morrerem. Nas áreas mais fundas do pântano viviam enormes lagartos gigantes, quadrúpedes de pescoço longo e escamas verde musgo – felizmente não mostrou interesse no grupo de humanos. Encontraram tocas de barros e dentro criaturas esquisitas que andavam em duas pernas e tinham a cabeça de sapos, pele oleosa como a de um anfíbio – suas cores vividas eram chamativas, quase hipnóticas aos olhos humanos. Passaram por eles, temerosos de um ataque, mas as criaturas pareciam ter o mesmo medo aos humanos estranhos em seu território.

Passaram pelas criaturas sem nenhum incidente.

Encontraram outros monstros e muitos não perturbaram o grupo – com exceção de répteis bípedes, escamas azuladas e portavam lanças de madeira. Rugiam para o grupo e os cavaleiros fatigado, lutaram contra os grande répteis bípedes – chamado de homens lagartos. O terreno era vantajoso para os homens lagartos e os cavaleiros fatigados não podiam se mover como queriam, tornando cada movimento dos cavaleiros, lentos e pesados, os exaurindo e a luta contra os homens lagartos, a senhora morte clamou vinte jovens cavaleiros.

Um terço do grupo morreu assim que conseguiram deixar as áreas pantanosas.

A jovem rainha tinha um rosto abatido, melancólico e olheiras profundas e seus cabelos macio como seda se tornaram quebradiços como palha. Nem a elfa escapou dos efeitos das terras amaldiçoadas, seu belos rosto adquiriu uma cor doentia e seus lábios ressecados sangram. Sua magia sagrada tinha os efeitos reduzidos nas terras desoladas do norte e suas curas não puderam salvar os mais debilitados. Com a falta de alimento, o grupo passou fome, a rainha não foi exceção.

Seguiram dos pântanos para planícies rochosas, solo rachado e fissuras que lançavam vapores de enxofre tornando a passagem mais difícil e os mais debilitados foram novamente clamados pela senhora morte. Água era criado a partir da magia, já a comida não podia ser realizado da mesma forma. Comiam ervas, sacrificaram os cavalos comedo suas carnes e seguiram pelas planícies infernais.

Para a jovem rainha e o grupo era uma jornada para o próprio inferno.

“As histórias que eu ouvi sobre as terras desoladas do norte era belas e coloridas, quando comparado com o que passamos. Se houver um inferno nesse mundo, são as terras desoladas do norte!” Disse a elfa com um som débil.

“Estamos muito longe do acampamento do lorde demônio?” Perguntou a jovem rainha, contorcendo seu rosto em dor pelas bolhas ganhadas durante a jornada.

“Nunca estive no norte, posso só contar com meus sentindo élficos e os sinais sutis de sua passagem. Dias atrás senti um grande fluxo mágico fluir em direção ao leste como um rio e conheço apenas uma raça que se alimenta de tanto poder mágico: demônios.” Sua expressão se tornou sombria e seus lábios rachados formaram um “^” em desgosto por seguir em direção ao acampamentos de um demônio.

O humor da jovem rainha era péssimo, o local, as mortes e as dificuldades substituíram seu rosto infantil por um rosto duro e severo.

“Lafina, sempre que você pronuncia o nome “demônio” sinto um grande ódio. Aconteceu algo com você, relacionado com os demônios?” Perguntou a jovem rainha fitando o rosto da elfa que se contorcia em remorso e mágoa.

“Já houviu falar da floresta Golau?” Perguntou a elfa.

A jovem rainha balançou a cabeça.

A elfa continuou:

“Há duzentos anos atrás eu vivia na floresta Golau, um lar sagrado dos elfos da luz. Suas árvores tinham milênios de idade e tão altas que pareciam tocar os céus. Cem metros da superfície está as cidades suspensas, ligadas por colossais raízes sustentadas pelas árvores milenares de Golau.” Disse a elfa com um olhar distante e uma voz quase chorosa. Ela contou sobre os jardins floridos e a arquitetura requintada em perfeita sincronia com a natureza. Falou sobre os costumes e as comemorações do sol e da lua até seu tom de voz ficar mais pesado, mais doloroso até não passar de pura tristeza. “Em um dia durante a procura de ervas na superfície, eu encontrei um humano gravemente ferido. Eu o levei para minha casa, o tratei, alimentei até recuperar sua consciência. Ele se apresentou como Lloer, contou que o comboio de mercadores que fazia parte foi atacado por monstros e de alguma forma conseguiu escapar até Golau e lá desmaiou. Nossa conversa foi animada, ele era um jovem bonito e sua voz quase hipnótica, conversamos sobre o mundo sobre histórias heroicas, um jovem genial cheio de uma paixão contagiante…..Tudo nele era atrativo e sem ao menos perceber eu estava apaixonada por Lloer e logo dividimos a mesma cama, momentos embriagantes de amor….”

As maças do rosto da jovem rainha tingiram de vermelho e a face dura foi suavizando, dando lugar ao rosto que a elfa assistiu crescer nós últimos anos.

A elfa continuou a falar:

“Nossa história de amor durou quatro anos. Toda noite de lua cheia ele saia da cama, sentava nos jardins florido, se banhando sob as luzes frias da lua. Um eu assisti seu banho de lua e logo notei sua pele brilhante e os longos chifres azuis curvados. Sua aparência não era muito diferente do jovem humano que eu amava em um instante eu descobri que era um demônio, a pessoa que eu amava era um demônio. Me senti traída e magoada, não me importava se ele fosse um demônio, mas sim o fato que ele me enganou e mentiu! Jovem rainha, elfos da luz odeiam mentiras e da nossa natureza abominar qualquer mentira.”

“E?” Perguntou a jovem rainha franzindo a testa.

“Ele me contou a verdade, disse que travou uma luta contra seus inimigos e caiu ferido na floresta Golau. Por mais que ele explicasse, não conseguia o perdoar e minha confiança nele já não era a mesma. Continuamos a viver juntos e pouco a pouco voltei a confiar nele, em seu amor. Tudo tinha voltado ao normal até um dia ele desaparecer e logo o roubo de uma relíquia mágica se espalhou pela cidade suspensa. Então tudo em minha mente começou a fazer sentido e cheguei a conclusão que ele tinha me usado para roubar a relíquia mágica….Não suportei o sentimento de ser usada e de culpa, abandonei as cidades suspensas e vaguei por Arcádia, até encontrar um grupo de aventureiros e os seguir por lugares perigosos e ajudando pessoas que precisavam de nós, eles se tornaram minha segunda família e após vários anos nosso grupo se separou, nosso líder nos abandonou e descobri que a pessoa que admirava era um demônio….Me senti traída pela segunda vez, por esse motivo que eu não gosto de demônios.”

A jovem rainha franziu a testa e falou:

“Sinceramente não compreendo seu ódio por demônio….Como pode ter tanta certeza que ele roubou a relíquia mágica e te abandonou? Pode ser que os seus inimigos encontraram sua localização e ele fugiu para não te envolver em uma luta perigosa. Eu já ouvir falar muito bem sobre o grupo de aventureiros que você fez parte, não acredito que alguém que fez tanto bem para Arcádia ser alguém mal, talvez como Lloer algo problemático aconteceu e ele não queria os envolver em seus problemas, já pensou nessa possibilidade?”

A elfa não respondeu e a jornada seguiu pelas planícies rochosas.

Um mês depois chegaram até uma grande floresta.

******

O grupo seguiu por uma floresta sombria envolta por uma densa nevoa e o chão forrado por um tapete de folhas marrons. O grupo seguiu vigilante pelo solo acidentado e logo encontraram vários troncos de árvores caídos e grandes ravinas profundas no solo da floresta. A elfa analisou o solo franzindo a testa, não chegando á uma conclusão sobre o que causou aquela colossal ravina. Continuaram a marchar, encontrado crateras, mais ravinas, grandes clareiras e sinais de uma grande luta.

“Os sinais de uma batalha são claros….Não consigo imaginar o que foi forte o suficiente para causar todo esse estrago a floresta!” Disse a elfa, analisando os arredores.

“Talvez o lorde demônio?”Perguntou a jovem rainha.

“É uma possibilidade, o nível de destruição aqui e algo que mãos humanas não podem causar. Pelos sinais deixados para trás, suponho que o inimigo não era fraco, provavelmente um rei bruxo do norte.”

A jovem rainha observou o cenário de destruição; enormes ravinas; grandes faixas horizontais da floresta destruídas. Seus olhos brilharam em fascínio e desejando aquele poder para si. Depois da longa jornada pelas terras desoladas encontraram os primeiros sinais da passagem do lorde demônio.

No fim da floresta encontraram as ruínas de uma grandiosa cidade. Seguiram pela estrada pavimentada, rachada e coberta por ervas. Passaram por inúmeros edifícios arruinados até montarem acampamento em frente de um monumental templo – quase intocado pela ação do tempo.

A elfa e a jovem rainha adentraram no templo, protegidas pelos cavaleiros da ordem do sol nascente. A elfa criou uma orbe de luz, revelando o piso de granito polido e as estátuas e desenhos entalhados nas parede do templo. O grupo estava impressionado pelas belas estátuas dos antigos imperadores do norte e no fim, feito em granito negro estava a estátua de Érebo o deus da escuridão – de braços estendidos como se desejasse os abraçar.

“Érebo o deus da escuridão! Que Mallun nos proteja e afaste a escuridão desse local!” Disse a elfa fazendo um gesto religioso.

A jovem rainha revirou os olhos ao ver o gesto irritante da elfa e perguntou:

“Aonde estamos? É o que são essas estátuas nas laterais?”

A elfa caminhou até a lateral, na frente de uma das estátuas dos imperadores do norte e apontou para os entalhes na parede do templo. Ela olhou os desenhos e palavras de uma língua que desconhecia.

“Esses entalhes contam desde o nascimento até a morte dos imperadores. Tudo gravado na pedra. Naquela época os imperadores negros eram deuses no norte até hoje são reverenciados pelos sobreviventes do império. Pelo que eu li nos entalhes antigos, essa é a cidade imperial Lilac, o berço do império. Aonde meus primos distantes governaram e quase foram destruídos, também palco de toda desgraça que se abateu sob o norte.”

A jovem rainha caminhou de parede e parede observando os desenhos, pediu para a elfa traduzir a história daqueles grandes imperadores. Ela tinha a esperança que se soubesse da histórias dos imperadores, no futuro poderia se tornar uma grande rainha.

Mas nada útil, além de fantasticos contos.

Ficaram acampados por uma semana, descansando e vivendo de caça da floresta. A fome não permitiam ser seletivos e comiam carne dura, queimada, sem qualquer especiarias. Na tenda a jovem rainha recebia magia divina de cura, tratando as bolhas em seus pés. A elfa não conseguiu curar completamente as bolhas, mas para a jovem rainha foi o suficiente para anemizar as dores. Ela retirou suas vestes sujas, revelando um corpo magricela, marcado pela fome e da árdua jornada. Pediu para elfa a limpar, pois já não aguentava seu próprio cheiro. A elfa estendeu a mão criando uma orbe de água e ao seu comando, flutuou até a jovem rainha, as mãos da elfa esfregou o jovem corpo da rainha, passando por seus pequenos seios de picos de cereja, esfregando todo corpo da jovem.

Depois de vários minutos a jovem estava completamente limpa e de rosto corado. O banho recuperou sua beleza e o rosto juvenil de sua idade. Vestiu uma túnica vermelha de belos adornos; cinto branco. Deixou em um canto botas escuras almofadado e um manto de pele, para usar no dia seguinte que voltariam a procurar pelo acampamento do lorde demônio.

Ela se permitiu soltar um suspiro de alivio e relaxar sua expressão dura. Se jogou sob as vária peles, rolando de um lado para o outro, sentindo toda maciez da pele, mas logo seu rosto azedou ao lembrar de todos que morreram na jornada pelas terras desoladas do norte.

Meus súditos estão passando frio, fome e sofrendo lá fora, eu não posso relaxar e fingir ignorância. Pensou a jovem rainha com um rosto sombrio e seu olhar vagou pela tenda, encontrando a elfa sem vestes, se banhando, limpando cada parte de seu corpo esbelto, pele leitosa e seios proporcionais ao seu corpo o que de alguma forma fez a jovem rainha olhar para seus pequenos seios. Hump, sou jovem e vai crescer,se tornara maior do que o seu elfa peituda! Tentou convencer a si mesma, enquanto sentia inveja dos seios proporcionais da bela elfa.

Ela terminou de se limpar e vestiu uma simples túnica macia, branca, quase transparente – sua roupa de dormir – ela caminhou até a jovem rainha, desenhando um sorriso alegre. Ela se jogou nas peles macias e agarrou a jovem rainha, pressionando seus grandes seios contra os pequenos da jovem rainha.

“Sua elfa peituda! O que pensa que esta fazendo?” Guinchou a jovem, rosto rubro enquanto lutava para se livrar do abraço da elfa.

“Hehehe estou apenas tentando aliviar o estresse da minha jovem rainha. Contado físico é importante….Ah, como é bom sentir sua pele suave…..Minha jovem rainha…” Disse ela ofegante, abraçando-a, esfregando sua bochecha contra o rosto da jovem rainha.

“Ei, para de passar a mão em mim….Sua, a-ahh, para com isso….Você está tentando se aproveitar de mim?”A jovem rainha sentiu seu corpo sendo acariciado pela elfa que perdeu o controle e lutou bravamente, mas não conseguiu escapar das garras da bela elfa.

“Não adianta lutar minha jovem rainha, eu vou aliviar seu estresse hehehe!” Disse ela com olhos brilhantes.

“Nãooooo!!!!!!!” O grito de protesto da rainha pode ser ouvido em todo norte.

*******

No dia seguinte os humores estavam melhores. A elfa liderava o caminho alegremente enquanto a jovem rainha seguia atrás, mantendo uma boa distância da elfa. Os cavaleiros da ordem do sol nascente não sabia o que aconteceu para a elfa e a jovem rainha estarem de bom humor, mais estavam felizes por ver de volta o rosto suave da jovem rainha.

Saindo das ruínas de Lilac encontraram uma grande cratera, tão funda que mal podiam ver o fundo e as bordas brilhavam como arco iris, lançando um brilho espectral aos arredores. A elfa observou a borda vitrificada, questionando a si mesma o quanto de energia seria necessário para transformar terra em vidro. Não ousou imaginar que magia poderosa que podia causar tamanha destruição.

Marcharam através de florestas e depois planícies cobertos de areia negra. O vento forte causava ocasionalmente tempestades de areia negra e tudo que podiam fazer era ficarem juntos ou se abrigarem nas ruínas encontradas pelo caminho.

As planícies de areia negra pareciam não ter fim e os ventos fortes castigavam o rosto do grupo. No horizonte silhuetas avançavam rapidamente até o grupo da jovem rainha.

O capitão-cavaleiro Roan stonen gritou ordens e fez uma linha defensiva em frente do grupo. Sacaram suas espadas e ergueram seus escudos, preparados para o ataque. As silhuetas ficaram cada vez mais claras e viram humanoides trajados de couros e um tecido marrom escuro, envolvendo seus rostos, deixando apenas visível a pele cor de areia próximo aos olhos escuros. Eles montavam quadrúpedes de escamas marrons e suas cabeças lembravam as de uma tartaruga.

No cinto escuro que enfeitava suas cinturas havia duas espadas curvada.

Um deles se aproximou enquanto outros retiraram arcos e apontaram para os cavaleiros.

“Viajantes, essas sãos terras da tribo Tywod, devo pedir para voltarem para trás caso não queira provar o gosto de nossas espadas!” Advertiu o guerreiro da tribo Tywod, desembainhando a metade da espada curva, revelando a lâmina de ferro em uma ameça.

A elfa passou pelos cavaleiros ficando de frente para o guerreiro da tribo Tywod.

“Não sabíamos que fossem suas terras, estamos perdidos procurando pelo caminho até o acampamento do lorde demônio…”Disse a elfa hesitante, pois não sabia que tipo de efeito causaria ao mencionar a palavra lorde demônio.

Os olhos escuros do guerreiro brilharam e ele embainhou sua espada.

“Ah, então é isso…..Vocês estão realmente perdidos, a cidade do rei negro fica quinze dias de viagem naquela direção, após os pilares caídos, siga reto até saírem das planícies Ámmos e entrarem na antiga estrada pavimentada do império negro, a partir dai só seguir a estrada e logo chegaram a cidade do rei negro.” Explicou o guerreiro da tripo Tywod.

“Obrigado por sua gentileza, se não o tivéssemos o encontrado quem sabe por onde estaríamos vagando!” Lafina agradeceu com um sorriso cansado.

“Não precisa agradecer, elfa.” Disse o guerreiro e virou as costas. “Tomem cuidado, ouvi rumores que as os reis bruxos de Lunur, Trirfar e Aldur se uniram e marcham com seus exércitos contra o rei negro….Espero que o rei negro esmague esses reis bruxos! Boa viagem, elfa!”

Ela voltou para o grupo e marcharam em direção os monumentais pilares caídos e seguiram vários dias até saírem das planícies Ámmos e encontrarem a antiga estrada do império negro.

A marcha seguiu lenta, parando mais vezes para descansarem.

A elfa não tinha muita pressa de chegar na cidade do lorde demônio, diferente da jovem rainha que queria marchar sem descanso.

A jornada da jovem rainha continua.

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