Liz a Druida

Na cidade de Barox Unido, uma bela mulher anda em meios as ruas pavimentadas de pedras, agitadas por uma multidão;plebeus, aventureiros, cavaleiros e nobres. Aonde passava chama atenção por sua beleza, e também por carregar uma grande sacola de pães doces. Cantarolando, andando elegante com um fascinante sorriso. Impossível não olhar para ela ou sentir o doce aroma de flores. Pele branca como neve, lindos olhos azuis, cabelos dourados como o sol do meio-dia, estatura pequena igual a de uma fada.

Seu nome é Liz Barduck, uma druida, aventureira e associada da Academia mágica de Ryfhel.
Quando era nova sua aldeia próxima ao Reino sagrado de Lux – Reino humano regido pela igreja – Foi atacado por Cavaleiros de Lux, matando todos da aldeia. A morte era certa, mas no último momento foi salva por uma equipe de aventureiros – dragões dançantes – derrotando todos cavaleiros de Lux. Não tendo para onde ir, Liz acompanhou aquela equipe excêntrica de aventureiros até se separarem.

Com a separação dos dragões dançantes, foi estudar magia na academia mágica de Ryfhel, aprendendo a magia da arte verde; magias de cura, magia da natureza e magia animal.
Apesar de tudo que passou, não se deixou desanimar, e viveu sua vida com grande animo e alegria, não existe tempo para ser triste, assim ela decidiu viver sua vida. Liz sonha como aventureira formar uma equipe mais forte do que os Dragões dançantes, e criar uma guilda que ocupara uma das 10 torres Heróicas do Reino de Ryfhel.

Em Ryfhel, também conhecido como Reino da guerra. Existe dez torres heróica, cada uma ocupada pelas guildas mais poderosas da aliança dos aventureiros. A cada 4 anos ocorre o campeonato dos heróis que acontece no colisseu Gwar, aonde várias guildas lutam pela supremacia e a honra de estarem no top dez da aliança dos aventureiros.

Liz até hoje se dedicou somente aos estudos, e completando pedidos da aliança sozinha. Sendo uma aventureira rank esmeralda, consegue ganhar uma boa recompensa com as missões. Ser um aventureiro é uma vida difícil, em que cada missão você arrisca sua vida enfrentando monstros, ou na guerra. Melhor do que ninguém ela sabe que é necessário uma equipe, porém não conheceu ninguém digno para formar uma equipe.

Apesar de tudo, Liz está contente por receber uma carta de Milaine uma antiga companheira de equipe, pedindo sua ajuda.

Se sentindo de bom humor, comprou uma sacola cheia de pães doces que se pode dizer que seja uma de suas comidas favoritas.

Vê uma mulher charmosa, andando e cantando com uma sacola cheia de pães doces é uma cena incomum.

“Já estava na hora de eu viajar! ” disse enquanto se deliciava com um pedaço do pão doce. “Ahh! Não existe nada melhor do que um pães doces de Ryfhel! ”

Atraindo vários olhares, aventureiros comentam:

“Ei, não e liz dos dragões dançantes? ”

“Sim, ela e a sábia verde dos dragões dançantes! ”

“Lembro quando ela era pequena, apesar que não mudou quase nada e continua sendo pequena hahaha! ”

“Sua beleza é incomparável, apesar de ser pequena! ”

“Sim, sim, pequena! ”

Liz escutou a palavra “pequena” que ascendeu sua intenção de matar que fez os aventureiros suar litros. É logo voltou seu habitual sorriso jovial, caminhando alegremente.

Apesar de ter completado 19 anos sua aparência não era diferente de uma garota de 12 anos. Por ser meio humana e meio fada cresceu diferente dos outros seres humanos.

Caminhado pela rua principal, chegou á uma grande construção, cercado por muralharas brancas – o edifício lembra um palácio de jogos de fantasia medieval – A entrada e guardada por magos de robes e armaduras leves de cor vermelha com simbolo de Toth deus da guerra, o principal deus adorado em Ryfhel.

Liz passou pelos guardas que a saudaram respeitosamente.

Passando por várias salas de aulas a fez lembrar da primeira vez que entrou na academia mágica de Ryfhel.
No começo estava envergonhada por está do lado de nobres, os primeiros dias foram cruéis, mas com o passar do tempo se mostrou talentosa é uma excelente aluna, ganhando o respeito de todos, é chamando atenção do alto escalão da sociedade mágica de Ryfhel. Se formou aos 17, por mérito recebeu o convite do Grã-mestre Lucius fox para ser uma associada a academia, e trabalhar para associação mágica de Ryfhel.

Subindo as intermináveis escadas da tortura – assim que os alunos chamam as escadas que vão em direção ao escritório do Grã-mestre.
As portas do escritório são feitas de mármore mágico, entalhados com figuras de guerreiros e magos lutando entre si. Sempre que ela fica de frente daquela porta ela suspira de admiração.

Liz entrou sem fazer nenhum ruído no escritório vendo o Grã-mestre analisando um pilha de papéis. Seu rosto demonstra cansaço, marcando sua idade, é as várias lutas que travou – tem 60 anos – Cabelos longos e grisalho, olhos verde, e corpo robusto.
Liz andou nas pontas dos pés silenciosamente pelo grande escritório. Lucius já tinha notado a presença inconfundível da pequena Liz e fala com uma voz calma:

“Lady Liz, e falta de educação entrar na sala sem se anunciar! ” disse Lucius enquanto arrumava os papéis.

Liz sorriu e fez uma breve reverência para o Grã-mestre Lucius fox.

“Me desculpe Grã-mestre, como sempre é impossivel te pegar de guarda baixa! ” liz abraçou sua enorme sacola de pães doce como se fosse um filho a ser protegido.

Lucius encarou a geniosa Lady Liz, com um olhar de reprovasão por ela comer em seu local sagrado de trabalho. Percebendo seu olhar Liz oferece um pão para Lucius. Que começou a sentir seu sangue ficar quente, e veias aparecem em sua testa, pela jovem sem modos.

“Lady Liz, se fosse outra pessoa já teria torrado pelas maneira impróprias! ” disse depois de um longo suspiro. “Além de querer testar minha paciência, o que te traz aqui? ”

“Vai ser mais fácil se você ler essa carta.” Liz entregou a carta para Lucius sorrindo de ponta a ponta.

Lucius lê com calma o conteúdo escrito. Seu rosto não tem expressão nenhuma, depois de ler a carta ele junta as duas mãos, ficanso em silêncio como se medita-se sobre o que acabou de ler.

“Filho do Allan…” sussurrou confuso.

“Sim, poucas pessoas devem saber que Allan deve um filho com Milaine.” disse Liz, se deliciando com a expressão confusa de Lucius.”Somente os membros da equipe sabia sobre a gravidez dela….Mas falando sobre o garoto, se o que estiver escrito na carta for verdadeiro ele deve ser um gênio como seu pai.”

“Compreendo, mas não entendo por que ela se afastou de todos e se insolou em um pequeno vilarejo.”

“Não sei os motivos de Milaine, mas deve ter bons motivos para isso.” deu de ombros e falou: ”Mas ela me pediu algum livro sobre magia que ajude seu filho poder continuar estudando magia. Porém não tenho a menor intenção de fazer isso!! ”

Luciu franziu a testa e perguntou:

“Por que? ”

“Ele precisa de um mago para o orientar no caminho da magia, não um livro! ” Liz sorriu, um sorriso de criança travessa. “Vim aqui para avisar que vou viajar para região de Boenia, para ensinar o filho de Allan pessoalmente por um tempo.”

A ideia de Liz ensinar alguém o preocupou, mas na academia não havia ninguém melhor e mais confiável do que Liz para ensinar o filho de seu melhor amigo.

“Fico preocupado com esse jovem garoto sendo ensinado por uma maga sem modos! ”depois de vários suspiros pesados disse: “Que seja, você tem três anos, depois desse período de tempo retorne.”

Liz assentiu com a cabeça.

“Se o filho de Allan mostrar se um gênio, traga ele junto com você! Sera ótimo para a reputação da academia mágica de Ryfhel ter o filho do grande líder dos dragões dançantes! ”
“Essa é minha intenção, se ele for o gênio que a carta descreve, talvez, ele possa participar do torneio dos jovens talentos que acontece daqui a três anos! ”
Lucius ficou pensativo e depois murmurou:

“Espero que sim, antigamente nossos jovens eram imbatíveis mas agora não conseguimos nem ficar entre as dez grandes academias mágicas de Ryfhel! ”

“Prometo que treinarei duro o filho do Allan durante esses três anos! ” Liz disse com uma voz cheia de entusiasmo e completou: ” Vou viajar daqui uma semana, se precisar de mim estarei nos alojamentos dos professores na academia.”

Liz fez uma reverência e saiu da sala cantarolando.

Olhando para janela em seus escritório ele fala:

“Meu velho amigo tem um filho, quando as pessoas souberem disso…” Lucius lembrou-se de seu velho amigo Allan e os tempos em que se aventuravam por toda Ryfhel. Aqueles eram bons tempos, em que desafiamos calabouços e monstros tão antigos quando a própria Arcádia!

“Quando Liz voltar com esse jovem, muitas coisas vão mudar nesse Reino meu velho amigo.” Disse Lucius enquanto voltava lentamente para seu tedioso trabalho.

2 Parte

É quase final de outono e o inverno avança lentamente sobre a região de Boenia.

Arthur acabou de completar dez anos de idade.

Se passaram dois meses desde que Milaine enviou a carta para sua amiga na capital real de Ryfhel. Todos dias aguardou ansiosamente pela chegada do livro mágico que ajudaria no desenvolvimento de suas habilidades mágicas.

Em frente a lareira Arthur olha intensamente o fogo, tentando controlar as chamas com seu poder mágico. Descobriu com várias tentativas fracassadas, que é impossivel controlar um fenômeno natural a sua vontade. Mas Arthur não aceitava esse resultado e alimentou as chamas com seu poder mágico.

A principio nada aconteceu, mas logo as chamas expandiram e dançaram conforme sua vontade. Descobrindo assim que é possível controlar um fenômeno natural, mas, em contrapartida exigia muito poder mágico e concentração o tornando inviável para magos comuns.

Milaine observando as bruxuleantes chamas dançarem a vontade de seu tesouro a faz sentir um arrepio sinistro e falou:

“Pode parar com isso, e sinistro! ”

“Estou apenas pesquisando mãe, mas como desejar.” Arthur parou de controlar as chamas e sentou-se ao lado dela.

“Por que não pesquisa estilos de lutas? ” sugeriu resmungando.

“Prefiro a magia, e mais útil, forte e menos cansativo! ” disse em quando se esticava.
Milaine segurou Arthur e começou o atacar com cocegas.

“Assim você magoa meu coração de guerreira! ” disse Milaine o atacando impiedosamente.

“Desculpa… mãe…” Arthur disse aos risos. “Mas…. mesmo assim… prefiro a magia, sua…tortura não vai funcionar comigo! ”

“Você é chato filho, pelo menos fale que gosta um pouco! ” Milaine bufou fazendo uma careta engraçada.

“Gosto de treinar com você.” disse ofegante. “Mas estaria mentindo para mim e para você se eu afirmar que gosto de espadas.”

“Tudo bem, estava apenas brincando com você meu bebê fofo!! ” Milaine abraçou vigorosamente Arthur em quando esfregava as bochechas de Arthur. “Seja sempre sincero consigo mesmo e com as pessoas a sua volta! ”

“C-certo, certo, agora pare com todo esse amor mãe!! ”

Arthur protestou vigorosamente contra os carinhos de Milaine que o deixavam sem graça.

Cada ano que se passava ele se apegava a Milaine, apesar de sua relutância com magia. É uma mulher gentíl e amável, lembrando sua mãe de sua vida passada. Quando pensava sobre o carinho dela sentia um calor agraáavel em seu peito.

“Você deve estar ansioso por não ter recebido o que prometi certo? ”

“Um pouco mãe, com o passar desses anos cheguei há um ponto em que eu preciso de orientação de alguém que me ensine o básico da magia, talvez esse livro ilumine meu caminho na magia! ”

“Compreendo…” alisou os macios cabelos negros de Arthur e falou: “Confio na minha amiga, deve ter ocorrido algum imprevisto para a carta não ter chegado até agora.”

Curioso Arthur perguntou:

“Quem é essa pessoa? ”

“Ela se chama Liz Barduck, uma aventureira e da última vez que a vi estava estudando na Academia mágica de Ryfhel.”

“Você disse Academia mágica?! ” perguntou com os olhos brilhantes.
Milaine estala a língua querendo se socar por ter tocado nesse assunto. Agora Arthur não vai a deixar em paz até falar tudo sobre a academia mágica de Ryfhel.

“Da para parar de reagir assim a cada vez que houver a palavra “magica”! ”

“É inevitável! ”Arthur sorriu sem graça. “Então? ”

Milaine suspira e começa a falar:

“Academia mágica ensina magia para jovens, adultos e aqueles com grandes talentos mágicos! ” disse em tom monótono. “Antes que você pergunte, você não pode entrar na Academia.”

Arthur ficou em silêncio e perguntou:

“Por que não? ”

“Você tem apenas dez anos de idades e não quero você viajando para a capital de Ryfhel, daqui a cinco anos quando se tornar um adulto você podera escolher entre ficar aqui ou ir para academia magica de Ryfhel.”

É assim um balde de água fria foi jogado em Arthur, e toda sua empolgação levado com suas palavras.

Arthur andou até o quintal sentindo o vento gelado bater em seus ossos. É desanimador, mas não há o que fazer, pensou Arthur.

O mundo parecia melancólico e cinzento. Tentando afastar seu desanimo, lançou seu poder mágico no vento gélido a sua volta, o fazendo rodar em sua volta criando um pequeno redemoinho de ventos gélidos. Para ele aquele vento era seu desanimo, e o lançou para frente fazendo as folhas secas da árvore balançar e caírem aos montes.

Naquele momento um grito pode ser ouvido:

“Kyaaaa! …Que vento gelado! ”

O grito da voz feminina chamou sua atenção, próximo da árvore havia um bela jovem de olhos azuis e cabelos loiros como ouro líquido. Arthur ficou imóvel, observando a pequena bealdade arrumando seu cabelo bagunçado pelo vento. Arthur se sentiu em uma cena cliche de filmes de romances que tanto assistiu em sua vida passada.

Se aproximou dela notando o cajado marrom ordenado com uma joia esférica verde. Vestindo uma túnica de cor branca bordado com fios verdes e douras com várias folhas de jada bordados junto com um magnifico manto azul. Em seus cabelos dourados repousava uma tiara prateada com várias pequenas jóias verdes.

Por um momento achou que fosse um gracioso anjo vindo do paraíso.

Sem perceber acabou dando voz aos seus pensamentos:

“Pode ser você um anjo enviado pelos deuses? ”

“Não sou um anjo garoto! ” disse Liz balançando um dedo branco pequeno. “Sou apenas uma simples druida que se perdeu nesse vilarejo.”

“O que uma druida faz aqui? Você se perdeu de seus pais? ” perguntou com grande interesse.
Naquele momento um feia apareceu na graciosa testa de Liz e disse com uma doce voz e ao mesmo tempo irritada:

“Hump…Não sou uma criança, garoto! ” Liz fez bico e perguntou rapidamente: “Garoto você sabe aonde os Magnus moram?

“Sei sim.” respondeu com um sorriso humorado.” Você esta na frente da casa deles! ”
Seu olhos se arregalam, analisando Arthur da cabeça aos pés. Esses olhos cinzas, e esse rosto frio, sem dúvidas e o filho do Allan!

“V-você é Arthur Magnus, filho da Milaine Magnus? ”

“Sim, sou Arthur Magnus, e você é? ”

“Liz Barduck, amiga da MIlaine, antiga companheira de equipe! ” Respondeu oferecendo sua mão. Arthur por um momento ficou confuso, mas pegou sua mão e a beijou como um cavaleiro, a surpreendendo.

“Prazer em te conhecer Liz, me desculpe pela grosseria anterior….Mas por que está aqui? ”

“Não se preocupe com isso, vamos entrar que vou explicar em detalhes para você é Milaine!
Os dois entraram na casa, vendo sua amiga – mais para irmã nova, do que amiga – E pega de surpresa arregalando seus olhos, por um momento Arthur pensou que seus olhos iriam saltar para fora. Liz recebe uma abraço tão forte que a qualquer momento ela acabaria com algum osso quebrado.

Entusiasmada Milaine falou:

“Liz!!! Você não cresceu nada, continua sendo a mesma tampinha graciosa de sempre!!! “disse apertando ainda mais o pequeno corpo de Liz. “O que te traz nessa pequeno vilarejo? ”

Liz estava ficando de branca para roxo, com dificuldade disse:

“Se você não me matar com esse abraço, conto o motivo!!! ” disse Liz se esforçando para se soltar do abraço mortal. “É quem você chamou de tampinha?! Sua brutamonte sem cérebro! ”

Milaine solta Liz, e pede desculpas envergonhada pela cena. Os três se sentaram enquanto Milaine preparava o chá.

Do lado de Liz dava para sentir um doce aroma de flores, que seduziria qualquer mortal. Mas para Arthur não o afetou muito além de te um bom aroma. De alguma forma conseguia ver uma aura mágica rosa, tentando o envolver e o enfeitiçar.

Não o afetava, mas o estava irritando, não sabendo o que dizer por fim falou:

“Da pra parar com essa aura que você emana em minha direção?! disse encarando a lareira.
Liz fica surpresa e pergunta:

“Oh, então você consegue ver? ” Arthur assentiu e ela explicou: “Me desculpe, não é intencional. É uma coisa natural do meu corpo da qual não tenho nenhum controle.”

“É primeira vez que sinto tal aura mágica, tudo em você parece mágico e deslumbrante, você é mesmo humana? ”

Liz se sentiu um pouco embaraçosa pelas afirmações diretas do jovem garoto e explicou:
“Sou meio humana e meio fada! ” Esclareceu a dúvida de Arthur e como se advinha-se a próxima pergunta dele, falou: “Fadas são uma raça Feérica, habitantes das florestas mágicas de Arcádia redentoras de grande charme e beleza.”

“Então isso explica o por quê de você ser tão bela! ” Arthur falou evitando o olhar dela. “Deve ser um verdadeiro problema atraindo todo tipo homem para cima de você.”

Liz acha divertido e começa a rir, deixando Arthur envergonhado por sua palavras.

“Você é bem fofo! ” gritou Liz. “No começo tive muitos problemas com essa habilidade racial das fadas, estudo magia com esperança de controlar essa aura. Mas até agora não tive muito resultado, por outro lado consigo lidar com os espertinhos os dando uma boa surra! ”

Arthur riu com a última frase, pensando no assunto ele fala:

“Se essa aura é mágica, deve consumir parte do seu poder mágico.” disse pensativo. “Uma vez que é de natureza mágica, deve estar sobe a sua vontade. Posso estar errado, mas deve ser um questão de você ter a força de vontade fraca e não conseguir suprimir essa aura mágica.”

Com as palavras de Arthur, sentiu-se como se tivesse levado um tapa.Por que eu nunca pensei nisso? Isso é o básico dos ensinamentos mágicos, que a magia depende da força de nossas mentes.Sou uma tola! Pensou Liz se sentindo frustada.

“Me de a mão.” pediu Arthur.

“Eh?! ” Liz soltou um gritinho surpreso pelo pedido repentino do Arthur e com o rosto um pouco avermelhado deu sua mão para ele sentindo o toque suave das mãos de Arthur.

Arthur segurou as mãos dela com delicadeza.

Liz sentiu um leve formigamento percorrer sua pele como se fosse milhares de pequenas mãos invisíveis apalpando seu corpo o que a fez se sentir vergonha. De olhos fechados Arthur cobre

toda aura magica dela com seu poder mágico, concluindo ele falou:

”[Dissipar]! ” com uma palavra toda a aura mágica que criava todo aquele charme desaparecu como uma névoa. “Eu estava certo, essa aura é algum tipo de magia inconsciente, suprimi sua aura por um tempo, deve durar por algumas horas! ”

“Como você fez isso? ” perguntou com uma expressão que acabou te ver um milagre.

“Apenas lancei minha aura sobre a sua e a dominei com meu poder mágico o anulando.” respondeu sem jeito e explicou: “Não tenho livros para apreender magia, então passei vários anos testando minhas magia, em um desses teste descobri que era possível anular magia com uma um poder ainda mais forte.

Liz estava perplexa.

Ela tinha passado anos pesquisando como anular sua habilidade racial, passou dias em que não dormiu, e nunca chegou perto de uma solução. Mas agora esse pequeno jovem, fez o que ela não conseguiu durante anos, em apenas alguns segundos.

Que direito tenho de ensinar esse garoto? Se fui eu que acabei sendo ensinada por ele. Pensou Liz se sentindo incapaz.

“O-obrigado Arthur! ” Ela agradeceu a beira das lágrimas.
Arthur se apavorou vendo seus olhos lagrimejados e falou:

“Me desculpe se fiz algo errado, só queria te ajudar! ”

“Não se preocupe.” limpou suas lágrimas e falou: “Estou um pouco frustada, mas graças a você descobri uma maneira de anular minha habilidade racial! ”

Liz expressa um belo sorriso sincero. Arthur a olhou intensamente como se visse um ser angelical e sentiu uma tremulação em sua barriga que não sentia há muito tempo.

“Tem algo que possa fazer por você? ” perguntou Liz segurando suas duas mãos.

“Sim, me ensine magia.” disse com o rosto vermelho.

Liz apertou suas mãos e falou:

“É por isso que vim aqui! Para te ensinar magia, Arthur Magnus! ”
3 Parte

Depois de uma explicação longa, longa até demais para Arthur. Liz, narrava sua viagem como se fosse uma história, desde os vilarejos até uma pedra sem importância. Ainda assim, a história o fascinava, e os lábios rosa dela o fascinam ainda mais, desejando um dia provar o sabor dos lábios de Liz.

Bebendo o chá com delicadeza, alisando seus belos cabelos loiros. Lembrava uma pintura divina, chegando a duvidar se não estava sendo afetado por sua aura mágica. Liz o pegou várias vezes a olhando, de bochechas vermelhas, ela apenas fingia não ver, se divertindo com as olhadas rápidas do jovem garoto que obviamente estava apaixonado por ela.

“Depois de receber sua carta, pensei ser melhor eu o ensinar, ao invés de aprender sozinho com um livro.” esclareceu bebendo o doce chá.

“Entendo, mas não irá te atrapalhar na associação mágica? ” Perguntou Milaine.

“Não, tive permissão do Grã-mestre Lucius, quando ele soube que ela seu filho permitiu minha partida.” disse com um largo sorriso.

“Lucius? ” disse fazendo uma careta. “Aquele velho rabugento? ”

As duas começam a rir, sem entender nada, Arthur perguntou:

“Quem é Lucius? ”

“Lucius era um…” de repente parou de falar e olhou para Milaine que acena dando permissão. “Era um grande amigo de Allan, e graças a ele pude frequentar a Academia.”

Milaine acrescenta:

“Esqueceu de falar que é um velho rapugento mal humarado! ” resmugou baixinho. “Os dois ficavam horas conversando sobre magia e politica, só de lembrar me da dor de cabeça! ”

“Os alunos na academia o chamam de “corvo cinzento” por ser tão ranzinza hahaha! ”

Milaine da um meio sorriso e voltou a perguntar:

“Se ele deu permissão, deve estar querendo algo.”

“Ele permitiu por ser filho de Allan, através da carta, teve grandes expectativas em Arthur.” esclareceu, e confessou olhando para Arthur. “Não devia te contar, mais se mostrar talentoso tenho permissão de convidar você a entrar na Academia.”

Suas pernas tremeram, se sentindo eufórico com as doces palavra de Liz. Sentiu-se como se tivesse recebendo uma declaração de amor da garota de seus sonhos.

“Sério?! ” Perguntou atônito, como se tivesse sido golpeado.

“Sim, mas isso vai depender do seu talento e o quão forte pode se tornar em três anos.” disse com olhos afiado e olhou para Milaine. “E da sua mãe, claro! ”

Arthur olha para Milaine cheio de expectativas. Mas ela permaneceu imóvel, bebendo seu chá, com olhos distantes. Seu rosto era de alguém lutando contra si mesmo, contra os sentimentos de mãe que não permitiria se afastar de Arthur. Porém não poderia descartar a vontade dele, mesmo apenas tendo dez anos, se mostrou bem responsável e inteligente como um adulto.

Na verdade ela não tinha escolha.

Se não permitisse Arthur nunca a perdoaria.

Milaine voltou sua atenção para Arthur e com um sorriso amargo falou:

“Se isso for o que realmente deseja, você tem minha permissão.”

Arthur saltou do sofá, abraçando Milaine com alegria.

“Te amo mãe, você é a melhor!!! ” Falou com seus grandes olhos marejados.

Apesar de tudo, ele sempre vai ser meu bebê, pensou Milaine.

“Primeiro vamos ter um pequeno teste para verificar o nível de seu poder e conhecimento.”

“Teste? Como? ” perguntou confuso.

“Um duelo mágico! ” Respondeu Liz com um semblante sério. “Vou testar sua força, caso se mostre fraco, não irei te ensinar e votarei para Ryfhel! ”

Arthur ficou tenso, sentindo um frio em sua barriga.

Meditou em poucos segundos, planos, e as magias que vai utilizar em seu duelo. Se concentrado aos poucos se acalmou.

Arthur não sabia o porque, mas em situações de stress ele conseguia desligar suas emoções e ficar calmo, até consegue raciocinar mais rápido.

“Compreendo, vai ser hoje? ” Ele perguntou com um semblante seleno, mas de olhos afiados.

“Não, estou cansada da viagem! Preciso de um banho, e descanso.” se levantou e pediu para Milaine mostrar um quarto e a sala de banho.

Sozinho na sala. Arthur deixa escapar um sorriso de excitação.

“Mal posso esperar por amanhã! ” Arthur cerrou os punhos.

4 Parte

O sol nasceu timidamente nas cordilheiras canino branco, que fazem a divisa entre o Reino da guerra e o Reino sagrado de Lux

A floresta recebe os primeiros raios de sol, aquecendo o clima. Os pássaros saem de seus ninhos, cantando, anunciando o novo dia. Seria uma floresta agradavel, se não fosse pelos monstros que habitam ela. Monstros escondidos nas sombras, e outros a espreita de presas desatendas…

Milaine, Arthur e Liz caminham pela floresta, em direção de uma grande clareira. Caminhando pela floresta aberta de solo irregular, dificuldando a passagem. Não o suficiente Arthur ouvia a cade segundo os resmugos de Liz pelo caminho.
Enrolada em um grosso cobertor de peles, e cabelos bagunçados, com nariz e bochechas avermelhadas por causa do intenso frio, resmungava:

“Precisava ser tão cedo? ” resmungou Liz, com os olhos inchados de sono.

“Sim, quero lutar com você o mais rápido possível! ” Arthur respondeu com um sorriso.

“Você está bem confiante, não ache que sou fraca! ”

“Confiante não, excitado! ” falou cheio de entusiasmado.

Liz estava de mal humor por ter sido acordada tão cedo. Em sua mente planejou realizar o teste a tarde, mas acabou sendo acordada antes do sol nascer, sendo arrastada para floresta. Prometeu para si mesmo que daria uma boa lição nele. Apesar de ser adulta, Liz é bem temperamental e fácil de se irritar.
Liz observou Arthur que vestia uma leve armadura de couro e zombou:
“Se veste como um guerreiro.” – Liz o provocou. “Pensei que fosse um mago, não um guerreiro.”
“Me considero um mago! É você descobrira da pior forma, pequena fada haha! ”
Liz sente seu sangue esquentar, mas decide não continuar com a provocação. Olhando para Milaine percebeu que ela estava trajando uma simples proteção de couro.Pode ser só eu que estou sentindo frio?

Milaine observa a conversa amigável, se divertindo com a briga infantil dos dois. Ansiosa, ela queria saber o quanto forte era seu filho.

Conhecendo Liz, sabe que ela não vai pegar leve com Arthur.

Milaine treinou Arthur desde pequeno, na espada não é tão habilidoso. Mas usando magia, ele se transforma em um demônio feroz que nada podia deter. Já não sabia mais quantas vezes foi surpreendida pelo poder de Arthur.

Chegando na clareira, aberta no coração da floresta. O local era perfeito para o duelo, tento espaço suficiente, de terra plana com pouca vegetação.

Liz lança proteções em Arthur e nela.

“Com as proteções podemos duelar sem causar ferimentos fatais” explicou Liz. “O duelo acaba quando um de nós desmaiar, ou se render! ”

Suas mãos tremem levemente de excitação.

“Vou parar a lutar se ficar perigoso! ” Disse Milaine se afastando. “Agora chega de conversa mole, que comecem o duelo! ”

Eles se entreolharam.

A floresta está em silêncio, apenas os ventos gelados quebravam o silêncio balançando a copa de árvores. Liz tem olhos afiados, iria atacar de cara, mas preferiu ser prudente. Seus olhos cinzentos pareciam conter uma tempestade oculta á espera de a pegar desprevenida.

Depois de longos minutos, Arthur apontou sua varinha para ela, sem recitar a magia, lançou cinco lanças da sombra em sua direção a pegando de surpresa pela rapidez do ataque.

Em questão de segundos ela faz um movimento rápido e recita:

“[Muro de terra]! ”

Um muro de dois metros de altura e largura se ergueu do solo bloqueando o ataque das lanças da sombra.
Sem perder tempo Arthur cria inúmeras orbes das sombras que circulavam a sua volta e com um gesto seu dispara em direção ao muro de terra, bombardeando com uma interminável chuva de orbe negras que pareciam estrelas negras.

*BOOMM! BOOMM! BOOMM!*

A explosão era violenta fazendo o som ecoar por toda clareira e o muro e terra tremeu violentamente com as inúmeras explosões e se desfez revelando Liz sentada no chão em pose de meditação com os olhos fechando e sua boca se movimentando em uma velocidade rápida, cantando o próximo feitiço.

Arthur percebeu que se ela termina se o longo feitiço seria problemático para ele e criou sem falar nada mais dez orbes negras e disparou em direção a liz como se fosse estrelas negras da morte.

“Quero ver escapar dessa, pequena fada! ” Gritou Arthur certo que ela não escaparia das orbes negras.

Quando parecia que Liz seria atingida ela termina o canto:

“Oh, grande árvore sagrada que sustenta os noves mundo… Que suas raizes crescam dessa terra e seus troncos me proteger! [Yggdrasil]! ”

O solo emanou luzes verdes e um tremor percorreu toda terra, enormes raízes brotaram do chão envolvendo o pequeno corpo de liz a protegendo das orbes negras. Não era possível ver Liz, apenas uma colossal árvore que parecia ser maior do que todas as árvores em volta.
Mais um tremor percorreu o solo, brotando mais raízes que se transformaram em cabeças de dragões de olhos negros sinistros e uma boca assustadora cheia de dentes pontiagudos de madeira.

Nove enormes cabeças cobraram em direção de Arthur que habilmente desviou das primeiras raízes, agradeceu Milaine do fundo do seu coração por treinar seu corpo e reação.
Se não teria sido atingindo pelas primeiras raízes.

Mas não conseguiu desviar a tempo das outras raízes dragão, o acertando rasgando parte de

sua armadura de couro causando pequenos cortes por todo seu corpo.

“Desviando me machuquei desse jeito! Não posso ser atingido novamente por essas raízes! ” Disse Arthur quando cuspia sangue.

As raízes dragão atacavam como monstros ferozes, encurralado Arthur que estava começando a ficar sem opção.

“Se eu continuar assim vou acabar perdendo, tenho que pensar em algo! ” Arthur disse calmamente para si mesmo e repassou mentalmente as várias magias e encantos em sua mente.

Em um momento de inspiração palavras voaram para sua mente vindo da varinha mágica Goetia como se oferecesse sua ajuda.

Com o feitiço em sua mente começou a cantar:

“Venha até mim ventos do inverno, gelada mortal, o frio absoluto que rege o mundo sem sol. Mande seus emissários, que tragam o frio absoluto ceifador de vidas. Venha até mim e congele todos meu inimigos! [Cavaleiro de gelo]!

Naquele mundo uma neblina gélida parecia tomar o mundo e respirar mostrou-se ser uma tarefa difícil. Um fina camada de gelo caiu em cima das copas das árvores e como um estátua de gelo fantasmagórico, um cavaleiro de quatro metros de altura apareceu. Seu elmo tinha dois longos chifres de touro e sua armadura de gelo parecia refletir os raios do sol tornando o ar ainda mais gélido. Em sua mão uma colossal espada coberta por uma névoa branca que poderia congelar o próprio sol.

“Desde quando ele aprendeu invocação elementar? ”perguntou Milaine pasma.
Invocação elementar, magia de quinto nível da arte do inverno. Convoca seres elementais poderosos, magia 43 da varinha Ars Goetia. Magias de quarto nível para baixo Arthur não precisa recitar, porém as de níveis superiores são complexas, necessário cantar os versos mágicos.

O tempo está ao meu favor! Pensou Arthur permitindo um breve sorriso.

Cada passo do cavaleiro, congelava o solo irregular.

As raízes dragão cobraram furiosamente de todas direções não dando espaço para se esquivar. O cavaleiro do gelo bufou soltando uma neblina branca e gélida e abaixou sua espada, em um movimento rápido é preciso, balançou sua poderosa espada criando um arco azul branco horizontal atingindo todas as noves raízes antes de o atingir a congelando como estátuas de gelo.

A magia não parou por ai, uma vez atingindo pelo poder da espada do cavaleiro de gelo, congelaria todo o corpo principal do alvo atingindo. Então após as raízes dragão foram congeladas, a magia continuou até a base da árvore que está protegendo Liz.
Magia de gelo tem vantagem contra plantas! Ganhei essa luta! Pensou Arthur se sentindo vencedor.

Arthur usou uma orbe negra destruindo a árvore congelada, que se quebrou em mil pedaços de gelo cristalino.

Porém não era possível ver Liz em lugar algum.

Um arrepio percorreu pela espinha de Arthur, temendo que tenha matado ela ao congelar a árvore. Porém seus temores duraram poucos segundos, a terra tremeu, e uma grande pedra afiada surgiu em baixo dos pés do Arthur.

Graças a sua percepção afiada e agilidade conseguiu desviar a tempo levando apenas um leve corte em seu peito.

“Você é bem rápido e suas magias mortais! ” disse com um largo sorriso. “Difícil acreditar que seja um novato no caminho da magia! ”

“Pequena fada, aqui é uma pequena vila e não tem muito o que fazer além de treinar com minha mãe e pesquisar por mim mesmo o caminho da magia! ”

Por isso que sua velocidade é percepção são tão afiados, não posso mais levar ele de animo leve se não posso acabar perdendo! Pensou Liz preparando o próximo encantamento.

“Compreendo, mas chega de conversa! Tenho que chutar seu traseiro por me acordar tão cedo garoto! ”

Com um grito fofo Liz conjurou:

“[Pressas da terra]! ” Inúmeras estacas negras de terra surgiu do solo perseguindo Arthur que lançava orbes e lanças negras contra as estacas que pareciam pressas de um animal feroz que o visava.

Em quando as pressas da terra atacavam Arthur o cavaleiro de gelo se livrou facilmente e cobrou para cima de Liz como uma velocidade que não condiz com seu enorme tamanho.

“Esse cavaleiro vai ser um problema! ”disse Liz correndo do lugar.

O cavaleiro de gelo persegue Liz como se fosse uma flecha de gelo, em quando ela corria usando paredes de terra para atrassar o cavaleiro e começou a cantar:

“Bela flor, desabroche e capture os raios do sol…. Use sua luz para destruir a ameaça a sua frente….[Flor solar]! brotou do chão uma enorme e majestosa flor de vários metros de altura com seis pétalas roas avermelhadas apontadas para o sol.

O rosto de Arthur se tornou branco temendo o pior, mas nada aconteceu em seguida deixando Arthur soltar um suspiro de alivio.

Liz deixa escapar um breve sorriso assim que o cavaleiro está próximo dela e lança o feitiço:

“[Poça de lama]! ”

O chão aos pés do cavaleiro se tornou um poço de lama que o engolfou e por causa do seu peso afundou mais rápido do que o normal o deixando presso até a cintura na poça de lama. Com efeito do cavaleiro de gelo congelou a lama não permitindo fugir.

“Caiu direto na minha armadilha hahaha! ” Liz estufou seu peito e gargalhou e com um sorriso de criança travessa falou. “Aprecie isso garoto! ”

Arthur não entendeu no começo, mas logo viu a majestosa flor fechando suas pétalas que emanavam um deslumbrante luz dourada como tivesse devorado a luz do sol.
A flor majestosa virou em direção ao cavaleiro presso sem possibilidade de escapar. Disparou um raio de luz que queimou o solo e as plantas, em volta do cavaleiro, o vaporizando em uma névoa tensa que subiu aos céus e desapareceu com os ventos.

“Merda! ”Gritou Arthur frustado.

Gargalhando ela falou para Arthur:

“Acho que já foi o suficiente garoto, você me surpreendeu bastante! ” Liz sorriu, sorriso da vitoria certa, um sorriso que irritou Arthur.

Arthur sentiu seu corpo esquentar, e aquele belo sorriso que o fazia corar, agora o irritava. Não, não! Não vai acabar assim! Pensou Arthur.

“Isso só acaba quando um de nos se render ou desmaiar! ” disse com tom provocativo.
Liz teve um mal pressentimento pelo tom de voz do Arthur que parecia perturbado e conjurou as pressas da terra para acabar com aquilo rápido.

Estacas de terras enormes foram saindo da terra, como pressas afiadas de um animal. Sem hesitar ou demonstrar medo ele avançou cantando, uma canção sinistra:

“Lendária floresta, berço dos homens. terra dos sonhos, que sucumbiu aos pecados dos tolos mortais. Terra corrompida, abandonada pelos deuses. Mentes distorcidas, homens em júbilo clamavam a terra amaldiçoada! [Éden negro]! ”

Uma tensa e arrepiante aura negra cobriu Arthur, e a morte se espalhou pelo local. Plantas, animais, árvores e até a própria terra perdeu a cor e se tornou podre. A majestosa flor murchou gradualmente como se tivesse todas suas forças sugadas por aquela aura sinistra. Liz encarou a figura negra de olhos cinzas que era o garoto a qual lutava e agora parecia um demônio que a mataria. Começou a suar frio e um arrepio sinistro percorreu sua espinha. Ninguém esperava por isso, nem mesmo ela sabia que magia era aquela, magia desconhecida, mas com certeza mortal.
tentou correr dali, mas suas pernas estavam tremulas e não a obedeciam, tentou recitar magia, mas som algum saiu de sua garganta. A situação não poderia ser pior, ela estava paralisada, sem poder fazer nada.

Que diabos de magia é essa? Pensou Liz apavorada.

Milaine estava na mesma situação de Liz impossibilidade de fazer qualquer coisa. Tentou usar todas suas forças para se libertar da magia, porém não conseguiu. Nunca tinha enfrentado magia parecida, era como se fosse um pesadelo do qual não podia escapar.

De repente a aura começou a cessar e as duas conseguiram se mover mais uma vez. Arthur da meio passo e caiu no chão. Preocupadas as duas correram até Arthur. Liz pegou o pulso de Arthur, sentindo as leves batidas do seu coração.

“Ela está bem! ” Liz suspirou aliviada.”Deve estar apenas cansado por usar muito poder mágico.”

“Graças aos deuses! ” exclamou Milaine também aliviada.

“Por favor da parar com esse drama! ” Arthur resmungou e abriu lentamente seus olhos. “Só usei magia demais nesse último ataque, logo me recuperarei! ”

Liz o encarou com uma expressão emburrada e falou:

“O que pretendia fazer? ” Perguntou com a voz grave. “Queria nós matar? ”

“Tinha controle sobre a magia, queria apenas te assustar! ’ disse arthur com um sorriso fraco.

“Pelo visto deve o efeito esperado hahaha! ”

“….” Liz estava sem palavras.

Mais parecia que ele estava tentando matar ela do que assustar. Se for verdade, então ele é mais do que um gênio. Em que raios de lugar, um pequeno garoto tem tanto poder assim?

“Você é um pirralho idiota! ”disse com os olhos lagrimejados. “Nunca mais faça isso! ”

“C-certo, certo, mas por enquanto vou dormir um pouco.” disse Arthur se rendendo ao cansaço.

“Seria uma grande recompensa se você dormir junto comigo pequena fada.”
Milaine acariciou Arthur com um olhar afetivo.

“Ele dormiu.” disse Milaine o pegando no colo. “Vamos voltar para casa.”

“Vamos sim.” disse em tom baixo, ainda um pouco assustada pelo último ataque. “Quando chegamos lá, você vai me contar a verdade sobre Arthur! ”

Milaine assentiu com a cabeça e ficou em silêncio.

5 Parte

Arthur teve um sonho. Sonhou com uma grande catedral de mármore enfeitada de flores, ilustrações e uma enorme estatua de um deus desconhecido para ele. O local passava uma sensação de paz e harmonia. Até quando pessoas de mantos brancos com o simbolo do sol envolto por asas, apareceram. Eram homens, mulheres e crianças. Todos com sorrisos alegres, mas tinha algo estranho neles. Seus olhos pareciam mortos, sem cor, sem vida, como se fossem controlados por algo.

Um sacerdote velho vestido em mantos que emitia um brilho branco, começou a falar alegremente. Palavras distorcidas, de loucura, contradizendo aquele local de aparência santa e imaculada. Não, não era apenas palavras loucas, era um canto, um canto sinistro é maligno.
As pessoas tiraram adagas de seus mantos, e soltaram risos loucos, histérico que arrepiaria a espinha de quem ouvisse. Um homem gravou a adaga no coração de uma mulher, e uma criança cortou a garganta de uma outra perto. É assim um matou o outro, manchando o chão da catedral de sangue e corpos mutilados.

O velho sacerdote se aproximou com um jarro dourado e o encheu com sangue da loucura ocorrida ali. Caminhou até grande estatua e com dedo pingando sangue, desenhou o simbolo do sol envolto de asas. Erguendo o jarro se banhou em sangue e voltou a cantar loucamente.
A estátua foi envolto por uma aura vermelha, e essa aura entrou dentro do sacerdote pela boca como se tivesse o possuindo. Quando a aura parou de fluir para o sacerdote, ele já não era mais um velho. Era jovem e forte, cabelos loiros, de aparência elegante que encantaria qualquer mulher.

“O ritual foi concluído!!! ” Gritou o sacerdote que expressava um sorriso louco.
Ele estava feliz e alegre, dançando como uma criança em cima dos corpos. De repente ele parou, olhou a sua volta como se procurasse algo. Seus olhos dourados pareciam ter fixado na direção de Arthur e falou;

“Temos um curioso! ” disse calmamente. “Cavaleiros peguem ele!! ”

Vários cavaleiros de armaduras prateadas surgiram de vários cantos da catedral como se fossem fantasmas. Correram na direção de Arthur, por um momento ficou assustado, até eles passarem correndo por ele. Olhando para trás viu um homem de cabelos vermelhos correndo com o rosto apavorado. Passando pelas portas douradas, até desaparecer de sua vista.

Arthur voltou sua atenção para o sacerdote, mas ele não estava mais lá, e nem os corpos ou sangue. Ele olhou em volta, e deu de cara com o sacerdote andando em círculos a sua volta, observando com olhos dourados sinistros.

Ele parou de andar e como se pudesse o ver falou:

“Sei que está ai! disse em tom seleno. “Não sei quem é, ou por quê está aqui. Mas saiba que um dia te encontrarei e me banharei com seu sangue, mas antes caçarei todas pessoas que conheceu e farei sofrerem uma dor que nunca sonharam. Tudo em sua frente, sofrendo lentamente até implorarem por sua morte.”

Todas suas palavras tinham um tom calmo e sereno, porém Arthur sentiu uma maldade sem limite escondida em cada palavra. Ele não sentiu medo por suas ameaças, mas sentiu algo queimando dentro de si, uma fúria irracional que desejava estar lá e matar o sacerdote.
Não sabendo se o sacerdote podia ouvi ele gritou:

“Eu serei o único que o caçara! ” disse em um rugido.”Eu serei o único eu que se banhara em seu sangue, destruindo tudo que planejou, tudo que é importante e você temera até sua própria sombra! ”

A máscara de calmo caiu, e seu rosto estava distorcido de fúria. Seu corpo tremia e seu olhos tinha um brilho de loucura. Assim terminou seu sonho, que não era sonho. Guardando bem seu rosto, pois um dia ele vira atrás dele, nesse dia Arthur o mataria.

Arthur acordou sentindo algo macio em seu rosto, um calor confortável e familiar. Inconscientemente, levou sua mão até a maciez, e apalpou. Aquela sensação era familiar, abriu os olhos e quase soltou um grito ao ver Liz em sua cama. Ela dormia calmamente como uma princesa de contos de fadas. Ele corou, e começou a sentir borboletas no estomago. Arthur odeia ter que admitir, mas ele estava se sentindo atraído por aquela pequena garota de 19 anos, que mais parecia ter 12.

Serei eu um Lolicon? Perguntou para sim mesmo.

Mas quem não se sentiria atraído? Loira de olhos azuis, corpo espelto e rosto perfeito! Em sua vida passada era poderia ser uma modelo!

Ele Odeia estar assim por ela, por que não importa como se olhe, ela é uma adulta, e e ele um pirralho de dez anos. Quando ele tiver 15 anos – idade que é se considerado adulto nesse mundo

Ela já pode ter arrumado um namorado, ou nunca dar bola para ele. Arthur balançou sua cabeça vigorosamente tentando suprimir seus pensamentos pessimistas.

Arthur pensou em ir para academia, encontrar uma jovenzinha da sua idade, e fazer muito aquilo com elas.

Ela é uma graça dormindo, mas essa camisola é meio…, Arthur engoliu sua saliva ao ver os seios dela pela camisola fina.

Já que é um caso perdido, posso aproveitar um pouco da bela adormecida, pensou Arthur Colocando sua mão por dentro da camisola fina, apalpando suavemente os quase inexistente peitos de Liz.

Quando tempo faz que não pego os seios de uma mulher? Quando tempo mais vou levar para poder acaricar o corpo de uma mulher? Essas dúvidas invadiam sua mente e coração.

Espero que seja pouco tempo, esperou eu, pensou Arthur.

De repente ela se mexeu para o lado, fazendo o coração do Arthur disparar como um louco. Por sorte ela não tinha acordado, benção ou não, suas coxas ficaram expostas.

Suas mãos ficaram tremulas, sentiu o impulso de acariciar aqueles lindos par de pernas finas brancas.Desse jeito pareço um pervertido qualquer, pensou Arthur mais logo deixou ser tomado por seus desejos e acariciou as belas coxas dela.

Acariciou lentamente sentindo a maciez de sua pele, como um explorador corajoso subiu lentamente suas mão até a parte íntima desprotegida de liz terras inexploradas que talvez nenhum homem tocou! Sentiu o calor da vida, o paraiso dos homens…. – não tem palavras para descrever essa sensação – Acariciando com os dedos, escutou gemidos baixinho vindo dela.

“Será que ela esta sonhando com algo pervertido? ” Arthur se perguntou.
Para sua surpresa Liz respondeu:

“Já acordei a um tempo! ” disse abrindo os olhos. “Estava imaginado o que um garoto de dez anos pretendia fazer como uma dama indefesa como eu!! ”

Liz já tinha acordado a pouco tempo, mas estava envergonhada e curiosa sobre aquela sensação que estava sentindo do jovens dedos de Arthur a tocando.

“Se já terminou tire sua mão dai!! ” ela gritou como o rosto vermelho e disse ferozmente: “Nem preciso dizer que você vai ser punido por isso, meu caro Arthur! ”

Ela se levantou da cama e saiu do quarto com o rosto sério e vermelho.

Arthur resmungou meia dúzias de palavras, depois de alguns minutos saiu do quarto. Andou suspirando pelos corredores lembrando daquela ótima sensação em suas mãos.

Porém não sabia como encarar Liz depois de ter feito aquilo, seu coração ficou pesado só de pensar na possibilidade dela começa a odiar ele.

Chegando a sala de banho deu de cara com Liz nua, se banhando com um pequeno balde de água.

“Que sorte …” Ela o viu, corou, corou e lançou o balde em direção a cara de Arthur.

Antes de desmaiar ele viu o paraíso mais uma vez.

Esse foi o agitado, tenebroso e prazeroso dia de Arthur Magnus.

Comentarios em AUMDA: Capítulo 2



15

Índice×

  1. 1
    Nova Vida!
  2. 2
    Liz a Druida
  3. 3
    Batalha nas cordilheiras (1 parte)
  4. 4
    Batalha nas cordilheiras! (2 Parte Final)
  5. 5
    Técnica de Qi? Lilith? Azura? (1 Parte)
  6. 6
      Técnica de Qi? Lilith? Azura? (2 Parte Final)
  7. 7
    AUMDA: Aviso sobre lançamento
  8. 8
    AUMDA: Capítulo 7
  9. 9
       Crise dos elfos negro (Parte 2)
  10. 10
      Crise dos elfos negro (Parte 3 final)
  11. 11
      Ascensão (Parte 1)
  12. 12
       Ascensão (2 Parte final)
  13. 13
    Viajando para as terras desoladas do norte!
  14. 14
    Antes da batalha!
  15. 15
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (1 Parte)
  16. 16
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (2 Parte final)
  17. 17
    Segredo dos elfos negro e planos para o futuro!
  18. 18
    Intermissão
  19. 19
    Três anos depois (1 parte)
  20. 20
    Três anos depois (2 parte final)
  21. 21
    A procura pelos anões!
  22. 22
    Sobre AUMDA e HDUM
  23. 23
    Um monstro chamado Milaine!
  24. 24
    A jovem rainha! (1 Parte)
  25. 25
    A jovem rainha! (Parte 2)
  26. 26
    A jovem rainha! (3 Parte final)
  27. 27
    Reencontro impossível! (1 Parte)
  28. 28
    Reencontro Impossível!(2 Parte Final)
  29. 29
    A caminho de Ryfhel! (1 Parte)
  30. 30
    A caminho de Ryfhel! (2 Parte Final)
  31. 31
    Ryfhel, a mais gloriosa cidade de Arcádia!
  32. 32
    Jantar com a família real! (1 Parte)
  33. 33
    Jantar com a família real!(2 Parte Final)
  34. 34
    Antes do torneio
  35. 35
    Vencedor!
  36. 36
    Intermissão
  37. 37
    Tempo de guerra!(1 Parte)
  38. 38
    Tempo de guerra! (2 Parte)
  39. 39
    Tempo de guerra!(3 Parte final)
  40. 40
    Bloodbath! (1 Parte)
  41. 41
    Aviso importante HDUM
  42. 42
    Bloodbath! (1 Parte)
  43. 43
    Bloodbath! (2 Parte Final)
  44. 44
    Nascimento de um rei demônio!
  45. 45
    Epílogo
  46. 46
    Aviso sobre AUMDA!
  47. 46
    Prólogo
  48. 47
    Nova Vida!
  49. 48
    Arquimago da Névoa Congelante!
  50. 49
    Ars Goetia!
  51. 50
    Aprendendo a lançar feitiços!
  52. 51
    Intermissão
  53. 52
    A Druida! (1 Parte)
  54. 53
    A Druida! (2 Parte Final)
  55. 54
    Duelo Mágico! (1 Parte)
  56. 55
    Duelo Mágico!(2 Parte)
  57. 56
    Duelo Mágico! (3 Parte Final)
  58. 57
    Intermissão 2
  59. 58
    Batalha nas Cordilheiras! (1 Parte)
  60. 59
    Batalha nas Cordilheiras! (2 Parte)
  61. 60
    Batalha nas Cordilheiras! (3 Parte Final)
  62. 61
    Epílogo
  63. 62
    A Cidade dos Aventureiros, Al-Markhen! (1 Parte)
  64. 63
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (2 Parte)
  65. 64
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (3 Parte Final)
  66. 65
    Separação!
  67. 66
    Entrando em Al-Markhen e Curando a Jovem Espadachim!
  68. 67
    Guilda dos Aventureiros! (1 Parte)
  69. 68
    Guilda dos Aventureiros! (2 Parte Final)
  70. 69
    Akai Ito, O fio Vermelho do Destino!
  71. 70
    Intermissão