Batalha nas cordilheiras (1 parte)

  1 Parte

Os céus estavam tempestuosos, trovões e raios pareciam estar festejando naquele dia. Para o ex-Capitão-cavaleiro Markus Narkai era uma benção, é uma maldição para seus perseguidores.

Desde o dia que presenciou o ritual macabro na catedral fora perseguido por cavaleiros da ordem da luz. Marcado como traidor, agora não tem mais um lar, nem amigos. Ele pretendia contar o que vira naquela noite, mas logo desistiu da ideia. Não importa o que falasse, no fim acreditariam no sacerdote. Markus também não queria acreditar, mesmo tendo visto o ritual, e se banhando no sangue de inocentes. O sacerdote um dos três lideres da ordem da luz, realizou magia negra. A ordem da luz foi criada depois da quarta era do caos para caçar magos e demônios que praticam magia negra – demônios para a ordem da luz e qualquer um que não seja humano.

Markus vagou pelo reino a procura de um refúgio, mas o encontraram diversas vezes. O Reino sagrado de Lux não era seguro para ele. Pensou em ir direção as cordilheiras canino branco que faz fronteira com o Reino da guerra. As cordilheiras brancas são um lugar perigoso cheia de monstros, principalmente trolls da neve. Era arriscado, mas não tinha escolha. Podia ficar e enfrentar dezenas de cavaleiros, ou atravessar as cordilheiras cheia de monstros. Se tivesse sorte passaria sem chamar atenção deles, mas se não tivesse enfrentaria uma horda de trolls. Ou pior ainda, os cavaleiros o perseguiriam e teria que enfrentar os dois. Suas chances de sobreviver eram poucas, mas ele não desistiria sem travar uma boa luta. Feito a escolha depois de dias de caminhada chegou a uma pequena vila. Comprou suprimentos para atravessar as cordilheiras, e saiu o mais rápido possível para não despertar a atenção das pessoas do vilarejo – algo que não foi possível em uma pequena vila.

Depois de dois dias andando sem parar, chegou a base da cordilheira. A trilha era pequena e estreita um erro e poderia cair para morte. Esse não era o perigo, o real perigo seria quando chegasse a passagem dos errantes – único ponto que é possível passar pelas cordilheiras – Ele rezaria para seu deus, mas nem neles ele confia mais – A subida foi perigosa e levou bastante tempo, que drenou quase todas suas energias. Porém não podia parar, tinha que continuar, tirando cada grama de força de seus músculos doloridos.

Na passagem o vento uivava e os ventos gélidos açoitavam sua face como chicotes. Em suas costas estava o Reino de lux, aonde cresceu e viveu, aonde amou, aonde sangrou lutando pelo Reino, o lugar em que não podia viver mais. Preferiu não virar e olhar uma última vez. Pois jurou para si que retornaria um dia.

Suas botas afundavam na neve, cada passo exigia o máximo de suas forças, já ausentes. O vento não era gentil, era impiedoso, e pareciam o empurrar para trás. Markus lutava contra os ventos gelados, contra a neve que dificultava seus passos. Muitos momentos caiu de joelho, e quis repousar ali com o manto branco de neve cobrindo seu corpo cansado, o manto branco da morte.

Para quê estou lutando? Que motivo tenho para seguir em frente? Nada me espera lá, pensou Markus.

Te fato ele não tem nada a sua espera, mas ele não queria desistir. Sempre que ele fechava seus olhos, lembrava da cena da catedral e sentia seu sangue esquentar. Ele não poderia deixar aquilo sem ninguém saber, tinha que sobreviver e ganhar forças para um dia punir o sacerdote.
Mas ele era humano e tem coisas que são impossível fazer sozinho. enquanto tremia e sentia seus membros congelar. Dois trolls de três metros de alturas corriam como gorilas em sua direção, rugindo, um rugido animalesco, ensurdecedor. Markus forçou os olhos, e tentou sacar sua espada. Seu corpo tremia, seus músculos gritavam de dor. Sacou sua espada para logo cai na neve.

De joelhos, se sentiu frustrado, sentiu raiva, e sabia que morreria naquele lugar de ninguém. Mesmo sabendo que iria morrer, queria lutar. Queria vingar aqueles inocentes, queria gravar a espada no coração do sacerdote. Ele queria…queria…ele não queria morrer ali, queria viver, ter uma esposa e filhos, não queria morrer. Não daquele jeito, marcado como traidor.

“Me recuso morrer aqui!” Gritou Markus.

Markus canalizou toda sua fúria e emoções em um grito. Um grito carregado de emoções, de fúria e pesares. Um grito que seria capaz de rasgar os céus, e fazer o mais corajoso guerreiro borrar as causas. As montanhas retumbam o grito feroz de Markus.

Se levantou, e pegou sua espada, segurando com as duas mãos. Ele emitia sede de sangue, pensava só em matar aquelas feras estúpidas. Com passos firmes, correu em direção aos trolls gritando palavras incompreensíveis. Em desafio um dos troll rugiu, e correu em sua direção. Com seus enormes braços brancos balançou tentando acertar Markus. Ele desviou e uso o braço do troll como apoio para saltar até sua cabeça, cravando sua espada no duro cranio da fera. Sangue quente jorrou, e cobriu sua face – sangue quente que amenizava o duro frio.

O troll caiu, e sua espada quebrou ficando pedaço da lâmina no crânio. O segundo troll atacou com um chuva aleatória de socos e tentativas de pega-lo. Ele desviou, e cortava seus longos braços com a lâmina quebrada. Rolando entre as pernas do troll, cortando suas pernas, braços e qualquer lugar exposto. O troll ficou mais lento, e seu pelo branco foi tingido de vermelho pelo seu sangue. Markus correu como louco e saltou, cravando a espada quebrada no olho do troll. A fera rugiu e caiu fraca no chão, mais ainda estava vivo, ainda era um perigo. Sem uma espada tinha apenas seus punhos, para ele era o suficiente.

Focando sua fúria em seus punhos, irradiou uma aura vermelha. Ele socou a cabeça do troll sem parar, socava como um louco, como uma fera. Não sentia seus punhos, e a cabeça do troll estava irreconhecível pela fúria de socos.

Sem forças desabou na neve vermelha.

Seria necessário um grupo de vinte cavaleiro com apoio de magos para subjugar um troll. Mas Matkus despertou um poder adormecido dentro de si, forte o suficiente para subjugar dois trolls.
Markus não era mais um humano normal. Em toda sua fúria, renasceu como um berseker.

Na neve Markus escutou, barulho de passos e de espadas sendo desembainhadas em meio ao vento. Com dificuldade moveu a cabeça, vendo seus perseguidores. Dez cavaleiros se aproximavam de Markus com espadas em mãos, com olhares hostis, preparados para matar ao menor sinal de movimento.

Um homem velho de longa barba cinzenta bateu palmas e falou:

“Impressionante Markus!!”disse o velho.“Matar dois troll, não pode ser feito por um ser humano normal.”

Markus pensou que nada essa altura o impressionaria, mas estava errado. O velho a sua frente era um dos seis cavaleiros santos de Lux, Jackson Markfall cavaleiro santo, chamado de “fortaleza ambulante”.

Jackson Markfall era corpulento e trajava sua armadura pesada branca, seu elmo tem uma crista em forma de um machado, capa vermelha com símbolo da ordem da luz; um sol envolto por seis assas formando um circulo.

Jackson era uma figura imponente, com seu grande escudo de carvalho branco, e sua clava dourada flamejante.

Markus estava espantando, da última vez que viu seus perseguidores eram apenas vinte cavaleiros.Se os sacerdotes mandaram um Cavaleiro santo, então aquilo que vi pode ser a ruína dele, pensou Markus.

Jackson analisou o estado de Markus e concluiu que não era mais uma ameaça.

“É uma pena….” disse Jackson em tom de lamento.”Poderia ter se tornado um cavaleiro santo e conquistado inúmeras glorias!”

Um tempo atrás ele se sentiria feliz por essas palavras. Mas agora não sente nada além de nojo.

“Fico feliz por não ter me tornado um cavaleiro santo!!”disse com a voz fraca.

Jackson expressou um meio sorriso e falou:

“Não te culpo Markus……Você viu demais, e não estava preparado para o que viu.”

Um choque percorreu todo corpo de Markus.Ele sabe sobre o sacerdote, mesmo assim o servem! Pensou Markus furioso.

“Você deveria ser a justiça, a bondade e não servi um monstro que mata homens, mulheres e crianças. Para apenas se banhar em seus sangue!” Disse Markus em um rugido furioso.

Jackson lançou um longo suspirou e falou:

“Que justiça? Que bondade?”disse indiferente.”Pode a “Justiça” comprar terras? Pode a “bondade” me dar poder?!”

O sacerdote foi um choque para Markus. Mas sabendo que um Cavaleiro santo estava no meio disso era demais para ele. Sentiu como se tudo que acreditava e lutava, tinha sido destruído.
Como se tudo fosse uma mentira na qual acreditava.

“Você não tem honra!” Exclamou Markus.

“Não, não tenho!” disse o cavaleiro santo com uma gargalhada seca.“Pois honra não enche meus bolsos de ouro!!!”

O Cavaleiro Santo gargalhou mais uma vez e continuou a falar:

“Você é honrado demais, Markus!! Mas de nada servira sua honra, e nada o salvara da sua morte.”

Markus cerrou seus punhos, se levantando. Com uma posse patética apontando seus punhos para o Cavaleiro santo.

“Desista!” disse o cavaleiro santo apontando sua maça para Markus.”O que pode fazer sozinho? Ainda mais nesse estado fraco. Apenas continue no chão, e aceite seu fim quietamente!”

Alguém se aproximou e disse:

“Ele não está sozinho!”disse uma voz infantil.

“Se preparem para morte Luxianos!” rugiu uma voz feminina, e uma segunda mulher concordou.

Markus estava descrente, ao aparecimento de duas mulheres é uma criança. Em uma situação desesperadora, eles apareceram.Mas não muda o fato que vou morrer aqui, morreremos e o mais provável, pensou Markus lamentado a sorte daquele trio.

  2 Parte

Dias atrás Arthur sonhou com o homem de cabelos vermelhos, que fora perseguido por ver o ritual sanguinolento. Em seus sonhos o acompanhou desde da sua fuga, quando lutou bravamente contra dois trolls, e morto por cavaleiros na passagem da cordilheira canino branco.

Arthur tinha recebido uma previsão do que aconteceria no futuro.

Mas não sabia dizer de onde ou quem mostrou essa visão.

Arthur sentiu as dores de Markus, sentiu sua fúria e lamentos. Acordado chorava, sentimentos dele nublaram seus sentindo, e seu bom senso.

Procurou Milaine e Liz, contou sobre seus sonhos desde a catedral até a sua possível morte do homem de cabelo vermelho. Implorou de joelhos para Milaine para irem até os caninos brancos.
Ela foi relutante, mais não podia deixar uma pessoa inocente morrer. Milaine é uma guerreira de sangue quente, viveu toda sua vida lutando. Pela descrição de Arthur Milaine suspeitava que eram cavaleiros de lux, na pior situação um cavaleiro santo.

Mesmo ela não podia garantir a segurança Arthur.

Arthur é forte, mas nunca esteve em uma luta real, será que conseguira lutar sem medo? Terá coragem de matar seu oponente, ver o sangue em suas mãos? pensou Milaine angustiada.

Arthur insistiu que sua presença era necessária.

No fim concordaram em viajar até as cordilheiras.

Milaine trajava uma armadura verde com símbolo de uma águia. Manto negro com broche de uma águia, levava em suas costas uma enorme espada de duas mãos. O cabo da espada chamava atenção para a joia verde.

Milaine disse para Arthur que encontrou a armadura em uma ruína antiga, e a batizou de “Rainha das águias”. Já Arthur vestia um vários casacos de pele, luvas é botas, e sua poderosa varinha Ars Goetia.

Liz também insistiu em ir, ela disse que não perderia por nada a chance de poder enfrentar um Luxiano.

Partiram em direção as cordilheiras. Milaine conhecia a passagem, com seu conhecimento passaram pela floresta branca.

O frio era intenso – era começo de inverno – Para Arthur não fez tanta diferença, usou magia para afastar os ventos frio a sua volta. Andaram por cinco dias, fazendo uma pausa só para comer e descansar. Arthur se encantou nos primeiros dias, depois achou tudo irritante e desejava aprender magia de teletransporte, como o de Allan.

Caminharam em passos rápidos, até chegar a passagem. Todos se arrepiaram quando ouviram o grito feroz ecoar na montanha. Arthur sabia que era o homem de cabelo vermelho, e apressaram o passo até o encontrarem caído no chão coberto de sangue, roteado por dez cavaleiros.

Arthur temeu que tinha chegado tarde demais, até o cavaleiro falar com o homem caído.

Milaine ficou apreensiva, vendo “O fortaleza ambulante” um cavaleiro santo da ordem da luz. Ela conhecia bem os feitos dele, mas o que surpreendeu foi um cavaleiro santo estar envolvido naquela situação. Durante sua época de aventureira já entrou em várias lutas com os cavaleiros e soldados de Lux.

Mas nunca tinha enfrentado um Cavaleiro Santo o que a encheu de entusiasmo pelo desafio a sua frente.

Milaine retirou de suas costas sua enorme espada chamada de “Assobio”.

“Estava na hora de esticar um pouco o corpo!!” disse Milaine entusiasmada.

Os três estavam prestes a entrar em uma luta épica contra um Cavaleiro Santo.

 

Comentarios em AUMDA: Capítulo 3



15

Índice×

  1. 1
    Nova Vida!
  2. 2
    Liz a Druida
  3. 3
    Batalha nas cordilheiras (1 parte)
  4. 4
    Batalha nas cordilheiras! (2 Parte Final)
  5. 5
    Técnica de Qi? Lilith? Azura? (1 Parte)
  6. 6
      Técnica de Qi? Lilith? Azura? (2 Parte Final)
  7. 7
    AUMDA: Aviso sobre lançamento
  8. 8
    AUMDA: Capítulo 7
  9. 9
       Crise dos elfos negro (Parte 2)
  10. 10
      Crise dos elfos negro (Parte 3 final)
  11. 11
      Ascensão (Parte 1)
  12. 12
       Ascensão (2 Parte final)
  13. 13
    Viajando para as terras desoladas do norte!
  14. 14
    Antes da batalha!
  15. 15
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (1 Parte)
  16. 16
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (2 Parte final)
  17. 17
    Segredo dos elfos negro e planos para o futuro!
  18. 18
    Intermissão
  19. 19
    Três anos depois (1 parte)
  20. 20
    Três anos depois (2 parte final)
  21. 21
    A procura pelos anões!
  22. 22
    Sobre AUMDA e HDUM
  23. 23
    Um monstro chamado Milaine!
  24. 24
    A jovem rainha! (1 Parte)
  25. 25
    A jovem rainha! (Parte 2)
  26. 26
    A jovem rainha! (3 Parte final)
  27. 27
    Reencontro impossível! (1 Parte)
  28. 28
    Reencontro Impossível!(2 Parte Final)
  29. 29
    A caminho de Ryfhel! (1 Parte)
  30. 30
    A caminho de Ryfhel! (2 Parte Final)
  31. 31
    Ryfhel, a mais gloriosa cidade de Arcádia!
  32. 32
    Jantar com a família real! (1 Parte)
  33. 33
    Jantar com a família real!(2 Parte Final)
  34. 34
    Antes do torneio
  35. 35
    Vencedor!
  36. 36
    Intermissão
  37. 37
    Tempo de guerra!(1 Parte)
  38. 38
    Tempo de guerra! (2 Parte)
  39. 39
    Tempo de guerra!(3 Parte final)
  40. 40
    Bloodbath! (1 Parte)
  41. 41
    Aviso importante HDUM
  42. 42
    Bloodbath! (1 Parte)
  43. 43
    Bloodbath! (2 Parte Final)
  44. 44
    Nascimento de um rei demônio!
  45. 45
    Epílogo
  46. 46
    Aviso sobre AUMDA!
  47. 46
    Prólogo
  48. 47
    Nova Vida!
  49. 48
    Arquimago da Névoa Congelante!
  50. 49
    Ars Goetia!
  51. 50
    Aprendendo a lançar feitiços!
  52. 51
    Intermissão
  53. 52
    A Druida! (1 Parte)
  54. 53
    A Druida! (2 Parte Final)
  55. 54
    Duelo Mágico! (1 Parte)
  56. 55
    Duelo Mágico!(2 Parte)
  57. 56
    Duelo Mágico! (3 Parte Final)
  58. 57
    Intermissão 2
  59. 58
    Batalha nas Cordilheiras! (1 Parte)
  60. 59
    Batalha nas Cordilheiras! (2 Parte)
  61. 60
    Batalha nas Cordilheiras! (3 Parte Final)
  62. 61
    Epílogo
  63. 62
    A Cidade dos Aventureiros, Al-Markhen! (1 Parte)
  64. 63
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (2 Parte)
  65. 64
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (3 Parte Final)
  66. 65
    Separação!
  67. 66
    Entrando em Al-Markhen e Curando a Jovem Espadachim!
  68. 67
    Guilda dos Aventureiros! (1 Parte)
  69. 68
    Guilda dos Aventureiros! (2 Parte Final)
  70. 69
    Akai Ito, O fio Vermelho do Destino!
  71. 70
    Intermissão