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Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (3 Parte Final)

 

 

 
Arthur foi o primeiro a chegar até a localização da jovem espadachim. Vendo que ela estava preste a virar refeição das feras lupinas. Não hesitou em fazer seu corcel de guerra saltar sobre o grupo de lobisomens.

Em sua mão direita, concentrou energia mágica, exalando um ar extremamente frio. O ar se tornou cada vez mais gélido, até Arthur condensar todo ar frio ao redor de seu braço em uma majestosa manopla de gelo. Na mão da manopla de gelo surgiu um requintado chicote de gelo irradiando um terrível ar frio de gelar os ossos.

Esse era o feitiço da terceira camada das Artes Mágicas de Niflheim, 「Esplendorosa Manopla de Gelo de Thrymr」!

Uma das capacidade do feitiço da manopla de gelo era manipular o ar frio e condensar em qualquer arma que desejar.

Arthur brandiu o chicote de gelo sem piedade, golpeando os lobisomens mais próximos. Seguido pelo som Pa! Pa! Pa! Pa!, chicoteando os lobisomens, jogando-os para trás com ferocidade.

Naquele instante, os lobisomens atingidos pelo chicote de gelo, estavam sentido um terrível frio que invadia seus corpos, tornando seus movimentos mais lentos. Sobre a pelagem que cobre seus corpos humanoides musculosos era possível ver uma leve camada de gelo.

Apesar de não ter matado-os, haviam sofrido ferimentos internos – um dos efeitos do ar frio conjurado por esse feitiço era a capacidade de causar status negativo: congelamento.

Arthur atacou sem parar com seu chicote, descrevendo um longo circulo rodopiante ao redor, afastando os lobisomens. Em questão de poucos segundos chegou até ao lado da jovem espadachim. Sem perder tempo alterou a forma do chicote para um arco longo, iniciando uma saraivada de flechas de gelo, restringindo seus movimentos.

Continuou ganhando tempo até Milaine e Samson chegarem, brandindo suas espadas, regando o solo da floresta dos sussurros com sangue amaldiçoado.

E começou a matança.

O som dos relincho dos cavalos misturava-se com os urros selvagem da feras. Misturava-se com o som dos cascos batendo com força na estrada de terra. Misturava-se também com o som da espadas rasgando a carne, triturando ossos, trazendo a morte.

Não muito tempo depois, Liz chegou lançando feitiços. Do solo, surgia raízes imobilizando os lobisomens, e para o espanto de Arthur, os galhos dos altos carvalhos próximos ganhavam vida, movendo-se como chicote, capturando alguns lobisomens e os enforcando.

Um enxame de pássaros das mais várias espécies surgiu atacando os lobisomens.

―Então esse é o poder de um druida? ― perguntou-se.

Arthur desejava também aprender Artes Mágica da Natureza e os círculos druidicos, mas infelizmente, Liz disse que ele não tinha aptidão para esse tipo de magia. Por que apenas seres humanos que carregam uma bloodlinage feérica e outros seres ligados a natureza podem se tornar druidas e utilizar artes mágicas da natureza.

Arthur voltou aos seus sentidos quando foi atacado por três lobisomens. Arthur mudou o arco de gelo para um grande machado de batalha de lâmina dupla. Golpeou o primeiro lobisomem na coxa, uma corte fundo que espirrou sangue.

Ferido, o lobisomem deu um passo para trás e caiu de joelhos. Olhando para cima, a última coisa que viu o golpe de machado descendo que nem um um raio sobre sua cabeça, rachando lhe o crânio.

A fera soltou um último uivo e amoleceu, estava morto, mas não havia tempo para comemoração.

Arthur pulou para trás, evitando por poucos centímetros as garras do segundo lobisomem quase rasgando lhe a garganta. Rolou no chão, transformou o machado de guerra em um escudo de gelo, bloqueando as garras do terceiro lobisomem.

Mas, ele havia subestimado a força e quão afiado eram as garras de um lobisomem.

As garras em forma de navalha da fera, rasgou o escudo de gelo como faca quente na manteiga. O braço de Arthur estremeceu ao sentir as garras acertando a manopla, provocando um ruído ensurdecedor.

Para sua sorte, a manopla de gelo de Thrymr era bastante resistente, bloqueando as garras. Mas não pode evitar o chute do lobisomem lançando-o vários metros para trás. Suas costas colidiu contra a árvore, expulsando o ar de seus pulmões.

Arthur cuspiu sangue, ergueu-se, cerrando os dentes para suportar a dor.

O segundo lobisomem já avançava contra Arthur, boca arreganhada, pronto para rasgar a garganta de Arthur com seus dentes de adaga. Arthur desfez o feitiço 「Esplendorosa Manopla de Gelo de Thrymr」, conjurando em seguida o feitiço da terceira camada das Artes Mágicas da Perdição, 「Lança da Euforia」.

Ele agarrou a lança de chamas carmesim, usando toda sua força, atirou contra o segundo lobisomem. A lança voou em uma trajetória reta, como um relâmpago, até seu alvo. A lança se enterrou no peito do lobisomem, atravessando seu coração, matando-o instantaneamente.

Rolou no chão, evitando as garras do terceiro lobisomem que roçou-lhe as pontas do cabelo. Sem perder tempo, conjurou uma nova lança da euforia e investiu contra o terceiro lobisomem que urrava selvagemente.

A lança da euforia passou por sua boca aberta, atravessando sua cabeça lupina. A criatura caiu de joelhos enquanto seu corpo se desfazia em pó.

Ofegante, lançou um olhar preocupado para a jovem espadachim que havia desmaiado em pé. Suspirou aliviado ao ver que estava bem e a batalha contra os lobisomens já havia chegado ao fim.

―Vamos ganhar uma pequena fortuna pelos lobisomens que exterminamos! ― comemorou Liz, descendo do cavalo. ―Eu vou tratar a jovem! Samson vá cortar as cabeças dos lobisomem para trazer como prova da subjugação!

Liz correu até a jovem tratando-a com urgência, enquanto Samson, seguiu decapitando os cadáveres.

Milaine aproximou-se de Arthur, montada em seu corcel, armadura manchada de sangue. Do alto do corcel, Arthur não pode evitar de estremecer ao ver aquele sorriso maniaco de uma amante de batalhas.

Mas, além do sorriso maniaco, havia um sorriso de mãe orgulhosa.

―É inegável que mesmo você seguindo o caminho da magia, seu coração e alma são de um guerreiro genuíno! ― disse Milaine. ―Você matou seu primeiro monstro, comemore filho!

Arthur assentiu.

―Vou retornar para o comboio comercial e saquear tudo de valor que posso colocar na minha bolsa mágica!

Ao dizer essas palavras ele esporeou seu corcel, cavalgando de volta para as carroças tombadas.

Arthur balançou a cabeça, não sabendo se ria ou chorava.

Milaine era uma mãe fora dos padrões.

Arthur mudou seu foco para o cadáveres espalhados ao redor da estrada.

É melhor eu começar logo a coleta antes que suas almas se dissipem, pensou Arthur pegando o grimório demoníaco. Arthur desenhou no ar um círculo mágico, coletando as almas de todos lobisomens mortos na batalha.

Orbe de almas deixaram os corpos dos cadáveres fluindo em direção do círculo mágico. Analisando as orbe de alma, Arthur percebeu que cada uma tinha tamanhos diferentes e cores que tendia do azul claro para um azul profundo. As orbe maiores e de azul mais escuro continham as maiores quantidades de energia mágica.

Eu não havia pensando muito nesse ponto, mas se é possível refinar almas e energia demoníaca. Quer dizer que a alma é constituído de energia mágica?

Várias perguntas surgiu em sua mente, mas Arthur balançou a cabeça abandonando suas dúvidas. Não adiantaria pensar em questões para qual não tinha respostas.

O círculo mágico fez seu trabalho, refinando as várias orbe de alma em energia demoníaca. Por haver tantas orbe de alma o processo de refinamento foi lento. O sangue de Arthur pulsava com uma animação selvagem, desejando aquela vasta quantidade de energia demoníaca.

Mas ele não cometeria o mesmo erro duas vezes. Ao invés de absorver diretamente a energia demoníaca refinada, ele armazenou a energia nas páginas do grimório.

―Se meus cálculos estiverem corretos, aqui há energia demoníaca suficiente para romper até o 6º nível do reino da demonificação! ― disse Arthur cheio de excitação.

Arthur fechou o grimório e andou até Liz.

Liz estava com uma mão sobre o corpo da jovem espadachim deitada no chão, irradiando uma luz verde cheia de vitalidade, curando lentamente seus ferimentos.

Arthur observou cuidadosamente o rosto da jovem espadachim. Apesar de seu rosto estar sujo de poeira e sangue, era impossível esconder a beleza de seu rosto requintado, emoldurado por longo cabelos pretos.

Um detalhe que havia chamado atenção de Arthur era a vestimenta e a arma que a jovem segurava com firmeza, mesmo estando inconsciente. Sua vestimenta era semelhante a um kimono tradicional da cultura japonesa equipado com parte de armadura de couro azul – partes de armadura que lembrava muito aos usados por samurais.

Posso aceitar o fato que exista magia, guerreiros, e monstros nesse mundo. Mas, falando sinceramente, nunca imaginaria que encontraria uma garota vestindo-se como um samurai da cultura japonesa! E a espada que ela carrega é sem dúvida um katana!

(Magusgod: Sobre a nova personagem Mei Yue, para terem uma melhor imagem de sua aparência clique nesse link —>Say’ri. A personagem da imagem acima se chama Say’ri do jogo Fire Emblem. Essa imagem é que chega mais perto da aparência da nova personagem.)

Por alguma razão não conseguia tirar os olhos da jovem espadachim. Não era somente por sua beleza requintada, havia algo mais nela. Um sentimento estranho, uma força gravitacional invisível que puxava ele para perto da jovem espadachim….Esse sentimento…

Quando Arthur finalmente compreendeu o era aquele sentimento, arregalou seus olhos e deu dois passos para trás, assustado.

Merda…É impossível, certo? Tudo bem apaixonar-se por uma garota a primeira vista, uma vez é bem normal, mas duas vezes? As duas primeiras garotas que conheço eu me apaixono? Que tipo de piada é essa?! O que diabos está acontecendo comigo?!

Arthur praguejou, ressentindo consigo mesmo, mas logo suspirou deixando de lado aquele tênue sentimento que acabara de nascer.

―Ela vai ficar bem? ― perguntou Arthur, após Liz terminar o tratamento.

―Se você me perguntar se ela vai sobreviver, a resposta é sim ― disse ela limpando o suor de sua testa. ―Mas se ela vai ficar bem, ai já é outra história.

―Fada, o que você quis dizer? ― perguntou Arthur, preocupado.

―Há um limite para que eu possa fazer com meu feitiço de cura ― resmungou Liz. ―Os músculos internos dessa mulher foram rasgados, alguns de seus ossos estão quebrados….É seu sistema de circulação de energia está completamente destruído….Se levamos ela para um sacerdote ou clérigo, talvez seja possível restaurar seus ossos e músculos de volta ao normal…Mas, já seu sistema de circulação de energia……

Liz não precisava terminar de falar, para ele compreender a situação da jovem espadachim.

―Não existe nada que possa ser feito?

―Infelizmente, não ― disse Liz. ―Ela poderá ter uma vida normal, como um ser humano, mas não poderá nunca mais utilizar energia interna.

Arthur soltou um longo suspiro.

―Mudando de assunto, você parece bem preocupado com essa mulher ― disse Liz estreitando seus olhos. ―Pelo que vejo seu coração é movido facilmente por mulheres bonitas ― zombou. ―Mas eu não te culpo, Arthur, por que você é apenas um garotinho.

―Oh, com ciúmes? ― brincou ele.

Liz esboçou um sorriso que não era um sorriso e o ignorou, caminhando até o canto da estrada, entrando em uma conversa animada com as árvores e animais que surgiam misteriosamente do nada.

Se fosse antes, na sua vida anterior, Arthur pensaria que ela era louca. Mas esse era um mundo de magia, cheio de fenômenos misteriosos e bizarro, quais ele não compreendia e talvez nunca fosse compreender. Então, o fato de Liz poder conversar com animais e plantas, não era tão irracional.

Uma vez perguntou a Milaine se Liz realmente conseguia falar com as plantas e animais.Sim, todos druidas tem esse poder, é uma coisa de druida, respondera sua mãe sem dar muitos detalhes.

Deixando Liz de lado, voltou sua atenção para a jovem espadachim. Estava preocupado com sua reação quando acordar e descobrir que não poderia mais seguir o caminho da espada. Ele não havia presenciado a luta, mas havia escutado suas últimas palavras antes de desmaiar. É por apenas ouvir ela dizendo “viverei e morrerei pela espada”, tinha uma ideia de como era sua personalidade

Provavelmente ela irá preferir a morte do que viver como uma aleijada, pensou Arthur agachando-se perto da jovem espadachim, colocando a mão sobre seu rosto. Ficou observando-a e quando estava preste a retirar sua mão, sua mente ficou turva e foi assaltado por uma visão.

Primeiro sentiu como se fosse engolido pela escuridão. Momento depois, sua visão mudou e naquela visão, Arthur estava sentado em um elegante trono, num magnífico salão repleto de cavaleiros de armadura negra, imóveis, parecendo estátuas demoníacas com seus elmos negros projetando chifres. Entre os colossais pilares, havia inúmeras pessoas vestidas de forma excêntrica. Rostos obscurecidos por uma névoa, tornando impossível saber suas identidade.

Ajoelhados diante os degraus que levava ao trono, havia duas figuras. Diferentes das outras pessoas na visão, seus rostos não eram completamente obscurecidos pela névoa. Quando se ergueram, apesar de estarem diferentes, Arthur os reconheceu de imediato.

Um era seu cavaleiro das trevas, Samson.

Já a outra pessoa era, ou parecia ser, a jovem espadachim que acabará de conhecer. Ela estava o olhando diretamente, com seus olhos puxados verdes pálidos, um olhar cheio de um poder sobrenatural.

―Meu Suserano……

Sua voz fria ecoou pelo salão……Então, a visão terminou e quando retornou a si, descobriu que a jovem espadachim havia despertado e o encarava atônita.

―…O que foi essa visão? ― perguntou ela, numa voz fraca e confusa.

Arthur ficou em silêncio por um longo tempo. Ele estava tão confuso quando a própria jovem espadachim. Após ter as primeiras visões com Samson, não era raro ele ter alguns deslumbres rápidos e confusos do futuro. Mas nada igual ao que aconteceu hoje.

De alguma forma, sabia que aquela visão era importante. Que aquela jovem espadachim quebrada era importante para seu futuro.

―Um deslumbre do futuro ― disse ele, após um longo tempo. Silêncio. Então ele acrescentou: ―Um deslumbre de nosso futuro.

―Entendo…― respondeu ela, fechando seus olhos, entregando-se a tranquilidade do sono.

Quando Milaine retornou, eles partiram deixando rapidamente a Floresta dos Sussurros.

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