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Guilda dos Aventureiros! (1 Parte)

 

 

 

 
No dia seguinte eles deixaram a pousada, seguiram diretamente para Guilda dos Aventureiros. O salão era amplo e bem espaçoso, assoalho de madeira nobre, com grossas colunas de madeira apoiando o dedo abobado do salão principal. A parede esquerda do salão havia um grande quatro retangular, repleto de papeis contendo missões, ocupando toda parede. Na direita do salão havia uma série de bancos e mesas ocupados por aventureiros, sérios, discutindo e planejando como cumprir suas missões. E, no fundo do salão havia uma bancada em que várias moças de boa aparência recebendo aventureiros com sorrisos.

Filas se formavam na bancada de atendimento.

― Ali é aonde vocês vão se registrar como aventureiros, e quando cumprir uma missão, para receber a recompensa ou vender materiais, vocês também tem que entregar a prova de subjugação naquela bancada ― disse Liz, apontando o queixo para a bancada. ― Agora, tenho assuntos importantes para tratar.

― Assuntos importantes? ― perguntou Arthur, observando o sorriso alegre nos lábios de sua pequena fada.

― Não é da sua conta! ― bufou ela, erguendo seu pequeno nariz.

― Oh, por que não é da minha conta? Já que você é minha, não muito longe, esposa.

― Eu? ― ele riu gostosamente. ― Não acha que você sonha alto demais, garoto?

Arthur balançou a cabeça desenhando um belo sorriso.

― Não é que eu esteja sonhando demais ― disse ele dando de ombros. ― Eu simplesmente gosto de você. Então, vou insistir nessa ideia até você abrir seu coração para mim. E, no futuro, iremos nos tornar um só como marido e mulher no ritual sagrado de casamento.

― Você é apenas um garoto! ― bufou ela.

― Não serei garoto para sempre ― retrucou calmamente. ― Em cinco anos serei um homem diante os olhos dos homens e dos deuses.

Liz não refutou e apenas o encarou silenciosamente com seus límpidos olhos azuis.

Vendo os olhos cinzentos, como aço, cheio de uma determinação inabalável. Sabia que Arthur não estava apenas brincando com ela. Que ele realmente estava sério sobre ela.É coisa de garoto de sua idade, pensou ela.Paixão de momento. Aposto que a primeira garota bonitinha que aparecer em sua frente ele irá se apaixonar!

Por alguma razão lembrou-se da jovem espadachim deitada inconsciente no quarto, e não pode evitar de franzir ligeiramente a testa.

― Cinco anos é um longo tempo ― disse Liz num tom claro. ― Tudo poderá acontecer até lá.

Sem dizer mais nenhuma palavra, virou-se sobre os calcanhares, girando seus longo cabelo loiro lustroso sob os raios de luz solar, andando com elegância até a porta de saída da guilda dos aventureiros.

Deixando para trás apenas uma doce fragrância que encantava todos presente.

Por um instante o salão principal da guilda dos aventureiros caiu em silêncio. Todos estavam em um estado de estupor pelo charme natural da pequena fada Liz, movendo o coração de todos presentes. Após alguns segundos, voltaram aos seus sentidos, tornando o salão principal um lugar barulhento mais uma vez.

Arthur balançou a cabeça, deixando aquele estado de arrebatamento.

Tudo pode acontecer em cinco anos, concordou ele mentalmente.Nesses cincos anos irei abrir seu coração para mim, pequena fada.

Enquanto seguia em frente, notou que vários olhares o seguiam. Aqueles aventureiros veteranos de inúmeras batalhas, corpos robustos e ombros largos, armados com espadas afiadas o olhavam com zombaria indisfarçada. Por outro lado, aqueles com sentidos afiados para magia se assustavam ao sentir as flutuações de energia mágica emanada de seu corpo. Principalmente os magos presentes – vestindo mantos de cores berrantes, com seus cajados incrustado de joias mágicas -, o encaravam como expressões estupefatos.

Para um humano normal, Arthur poderia parecer uma criança. Já para aqueles com percepções afiadas podiam sentir que não era um simples garoto como parecia ser.

Contudo, em qualquer mundo, existem pessoas que gostam de confusão. É naquele momento, dois aventureiros classificados prata, bloquearam seu caminho. Eram altos, ombros largos, com braços cruzados em frente ao peito musculoso. Seus rostos eram angulosos, traços grosseiros, e seus sorrisos escondido pela vasta barba era claramente zombeteiro.

Um deles era careca, enquanto outro tinha uma vasta cabeleira trançada.

Preso em seus cinturões havia uma espada embainhada.

Em seus olhos estava claro suas más intenções.

― Esse não é lugar para crianças! ― exclamou o grandalhão de cabelos trançados, cuspindo no chão. Sua voz era grave e áspera. ― Melhor voltar para a casa do papai, antes que se machuque!

― Oh, por acaso está falando comigo? ― perguntou Arthur infantilmente, se fazendo de bobo. ― Pode ser que vou me machucar se me registrar?

O segundo aventureiro, o careca, com uma expressão mal-humorada no rosto, respondeu:

― O que ainda está fazendo parado ai?! ― gritou em alta voz, fazendo sua voz alcançar todos cantos do salão. ― Meu irmão Frank disse para você dar o fora! Então vire-se e corra de volta para a p**ra de vila de merda que saiu!

Todos presente observavam com grande interesse, como estivessem esperando por um bom show.

― Mas….Sr. Aventureiro eu preciso me registrar! ― disse Arthur abrindo seus grandes olhos cinzentos brilhante. ― Podem ser gentil e permitir minha passagem?

Um pouco atrás de Arthur, Samson o encarava com uma expressão confusa. O pouco tempo que estava ao lado de Arthur, mostrou que ele não era um covarde. Se perguntava por que ele estava fingindo ser criança – apesar de ser realmente uma criança.

Os dois riram ruidosamente.

― De o fora, caso não queira se machucar criança! ― rosnaram.

Arthur balançou a cabeça com uma expressão de partir o coração, e quando todos pensaram que ele deixaria o lugar, de repente virou-se e com uma voz fria de gelar o sangue e um olhar afiado, perguntou:

― É se eu não sair, vocês vão me obrigar?

Por instinto os dois recuaram um passo para trás.

As veste do garoto começaram ondular e seus cabelo preto vibrava para cima. Todo seu corpo emanava uma assustadora flutuação de energia mágica, abaixando a temperatura ambiente.

O careca recuou apavorado.

Enquanto o grandalhão de cabelos trançado de nome Frank, permaneceu no lugar. Apesar de seus instintos alertarem para não provocar o garoto diante dele, como poderia recuar após ser desafiado por um garotinho diante todos aqueles aventureiros presentes?

Frank deu um passo em frente, condensando sua energia interna em uma aura aterradora que poderia subjugar aqueles com uma determinação fraca. Essa técnica marcial era chamado de Aura de Combate.

Aura de combate era uma técnica marcial usada por guerreiros veteranos. Essa técnica consiste em usar a força mental e uma forte intenção de matar, para atingir o oponente com um golpe mental. Causando estados negativos como: paralisia, medo, pânico.

Uma eficiente técnica marcial de intimidação.

Ao ser confrontado por aquele turbilhão de selvageria, Arthur não recuou e nem se quer piscou. Ficou lá parado com um olhar de tranquilidade, enfrentando a aura de combate opressora do oponente.

Por que ele ainda está bem? Pensou Frank franzindo a testa.A aura de combate não é algo que um mero garoto pode suportar. Nessa altura já era para esse garotinho ter borrado as calças e perdido a consciência.

― O que foi? Você não ia me atacar ou algo parecido? ― perguntou Arthur, num tom frio. ― Se não vai fazer nada, por favor saia do caminho! Não tenho tempo a perder com brincadeiras de criança.

No mesmo instante que Arthur disse aquelas palavras, as flutuações de energia emanada por seu corpo se intensificaram, manifestando uma aura extremamente fria. Ele deu um passo em frente, lançando sua aura contra a técnica marcial aura de combate.

As duas auras se chocaram e todo ar entre os dois tremeluziu, todos espectadores prenderam a respiração sentido as flutuações de energia no salão resultante do choque entre as duas auras.

― Parece que Frank e a escória de seu irmão tentou intimidar a pessoa errada! ― gargalhou um homem corpulento, barriga redonda como de uma grávida, equipado com uma cota de malha sob uma túnica cheio de adornos. Ele estava sentado em um dos bancos no lado direito do salão, esvaziando uma jarra de cerveja.

Ao lado da cadeira descansava um fabuloso martelo de guerra.

― É o que parece, Gavin ― concordou um homem alto, sentado ao lado. Ele vestia uma capa preta pesada, rosto parcialmente escondido pelo capuz, deixando visível apenas parte de seu cabelo prateado. Suas mãos eram enluvados por manoplas de aço requintado com os dedos em forma de garra. ― O que parece, com toda essa emanação de energia mágica vindo do garoto, ele provavelmente é um mago ― seu olhar voltou para o companheiro ao lado e perguntou: ― Estou certo, Martin?

O homem magricela vestindo mantos de cores berrante, meneou positivamente com a cabeça, enquanto terminava de esvaziar sua caneca de cerveja. Em seu colo descansava um cajado retorcido incrustado de gemas mágicas.

Martin era o mago da equipe.

― Ele é um mago, Lenz ― declarou Martin, com um olhar sério. ― E é um dos poderosos. Pelas flutuações de energia mágica ele deve estar entre a classificação Grande Mago e Mestre Mago.

Os dois foram surpreendidos pelas palavras de Martin. Se tivessem ouvido essas palavra de outra pessoa teriam achado que fosse uma piada. Mas, sabiam que Martin era um mago sério, pouco voltado a piadas.

― Em uma guerra de vontades entre um mago e um guerreiro, o mago sempre tem vantagem ― continuou Martin. ― Existem exceções, mas nesse caso o resultado é mais do que óbvio.

Arthur deu outro passo em frente, empurrando de volta a aura de combate do oponente.

O guerreiro de nome Frank vacilou na concentração por um instante. Naquele momento seu corpo foi golpeado pela aura de Arthur, fazendo cambalear e cai de bunda no chão. Ele estremeceu, como se seu corpo fosse perfurado por milhares de agulhas gélida.

Por um instante teve a ilusão que estava em um lugar de neve eterna, frio cortante, capaz de congelar até os próprios ossos. Quando ele despertou da ilusão, percebeu que suas costas estava encharcado de suor frio e todo seu corpo tremia violentamente coberto por uma leve camada de gelo.

O garotinho que ele havia considerado um alvo fácil para intimidar, andava com uma tranquilidade desconcertante, passando por ele sem pagar um segundo olhar.

O segundo aventureiro de expressão ma-humorada, apesar de ter recuado para longe, também havia sido afetado pela aura gélida de Arthur e estava paralisado de medo.

O salão caiu mais uma vez em silêncio. Todos aventureiros encaravam aquele pequeno garoto de dez anos de idade, incrédulos com o resultado a luta entre as duas auras.

O silêncio foi quebrado pelo som dos passos de Samson que seguia atrás de Arthur, fazendo todos olhos voltarem para aquele homem de cabelo vermelho equipado com um conjunto de armadura de aço completo.

Apenas por fitar os olhos de Samson era o suficiente para fazer seus corações tremerem.

― Seja grato por estar dentro da guilda dos aventureiros ― disse Samson ao passar por eles. Seus olhos emanava uma intensa vontade de matar. ― Caso contrário eu os teria matado por ofender meu senhor.

Após o aviso seguiram até uma das recepcionistas livre.

― Eu não tinha notado sua presença até ele começar a falar ― Gavin falou baixinho.

― Ele havia permanecido todo instante atrás do garoto ― disse Lenz, revelando um sorriso estranho. ― Ele seria um oponente capaz de trocar alguns golpe comigo.

― Se eu fosse vocês, nunca procuraria confusão com aqueles dois ― alertou o Martin para seus companheiros de equipe. ― A aura mágica do garoto é tão poderosa que ele poderia ter matado facilmente aqueles dois. E aquele cavaleiro que o segue tem uma intenção de matar tão forte, chegando ao ponto de ser palpável. Esse tipo de intenção de matar só é adquirida após ter derramado muito sangue.

― Me parece, que ouviremos muito sobre esses dois ― declarou Gavin, com as mão sobre sua imensa barriga. ― Não duvido que ele alcançaram rapidamente a classificação Ouro dentro de um ano.

Os dois assentiram, observando o garoto de manto preto ficando na ponta dos dedos diante a bancada. Apesar da situação cômica, que antes faria todos caírem na gargalhada, ninguém ousou rir.

― Ele ainda é apenas uma criança ― murmurou Martin. ― Quando ele se tornar um adulto, o quão forte ele se tornará?

Para essa pergunta houve apenas um silêncio cheio de presságios.

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