Nova Vida!

A última coisa que se lembrava era o rosto de Ana – Depois dela o esfaquear – e o pensamento de querer salvar um jogo de rpg. Logo em seguida por aquela famosa luz – quem teve experiência pós morte, já deve ter visto. Foi atraído pela luz – ou melhor abduzido – dentro de luz inúmeras portas com vários nomes escritos. Mas um nome chamou sua atenção “Arcádia”, logo imaginou se não era o mesmo nome da lendária terra das fadas e elfos de um jogo de rpg.

Como um mosquito e atraído para luz, ele foi atraído para aquela porta. Ao abrir a porta foi puxado e lançado ao nada por uma força invisível, algo primordial. Vazio, tudo branco, sentindo sua própria mente sumir aos poucos. Já não sabia quanto tempo tinha se passado, talvez 1 minutos, 1 horas ou décadas.

Contemplava o vazio e do vazio viu um ponto preto. Flutuou até lá, quando mais próximo chegava, maior o ponto ficava.

Próximo ao ponto negro, sentiu como se algo o puxa-se. Com medo tentou resistir, mas foi em vão. Ao passar pelo ponto preto, caiu no abismo escuro.
apavorado gritou, mas som algum saiu de sua boca. Caiu, caiu e caiu, mas não sentia o vento, somente a sensação de queda – igual a quando você sonha que esta caindo. Pareceu durar dias, mas de repente sua visão escureceu.

A sensação de queda terminou, e ouviu uma voz falar – feminina – uma voz triste.

“Sinto muito senhora! ” Disse uma mulher em tom de lamento. “Ele nasceu morto….”

Um choro feminino pode ser ouvido, era um choro tão triste, que ele queria consolá-la a mulher que chorava

.
“Não pode ser! ” Disse a segunda voz em um tom choroso. “Meu querido filho! ”

Aquele choro e lamento pareceu durar uma eternidade.

Ele sentiu um calor confortável em sua volta, é seu rosto sendo acariciado. Sentiu lágrimas molhando seu rosto e o ar entrando em seus pulmões. Então percebeu que estava vivo, e não era mais um espírito.

Abrindo seus olhos viu uma bela mulher de olhos verde – avermelhados pelo choro – rosto lindo, de traços delicados. Olhando em volta, noto uma segunda mulher, gorda vestindo roupas rústicas de um aldeão. Ela notou seu olhar e seu rosto ficou pálido, deixando algo de brilho metálico cair no chão – causando um grande barulho.

“Mas ele estava… morto! ” Ela disse em tom baixo. “Isso é impossível! ”

A segunda mulher – na qual eu estava em seu colo. – parou de chorar e o observou com olhos brilhantes. Um sorriso alegre desabrochou em sua face triste, em resposta expressou um sorriso – um sorriso desajeitado. Vendo ele sorrir e os olhos encarando os seus. O rosto dela se iluminou de alegria.

“Meu filho! ” Ela fala ao abraçar seu bebe que até agora pensou esta perdido. “Meu querido filho, ele está vivo! ”

Chorando de alegria, não pode deixar te se comover com a cena. Se sentiu amado e querido, mas ele tinha esse direito? Reencarnou naquele corpo, mas poderia ele ser realmente ser considerado seu filho? Sem uma resposta para essas questões,  decidiu não pensar muito no assunto.

Observando as coisas ao redor notou que era tudo bem simples. O quarto parecia ser feito de madeira, e podia escutar o barulho do vento na janela. O ambiente era escuro, mal iluminado por velas no quarto. A pergunta que não sai de sua mente, era que lugar era aquele? E por que ele estava ali? – como um bebê.

Aquelas perguntas ficariam sem resposta por enquanto.

Em um tom calmo e ao mesmo tempo alegre a mulher gorda perguntou:

“Senhora qual vai ser o nome da criança? ” Ela perguntou entusiasmada.

“Ele tem olhos fortes e cheios de inteligência …” fez uma pausa, então continuou:

“Vou dar o nome do meu cavaleiro favorito, o lendário cavaleiro que afastou as trevas de Arcádia! ”

“Desculpa não sei essa história.” Ela confessou. “Qual o nome desse cavaleiro? ”

“O nome do cavaleiro é Arthur! ” ela falou com um belo sorriso orgulhoso. “O nome dele vai ser Arthur Magnus! ”

A mulher gorda bateu palmas dizendo que era um belo nome.

Ele – agora Arthur – fala para si mesmo que é um belo nome.

Se sentindo cansado ele fechou seus olhos lentamente.

Arthur tentou lutar contra o cansaço – temendo voltar ao vazio, se fecha-se os olhos.

Ele lutou em vão, é logo caiu em um doce sono. No sonho ele está com sua família, tomando o doce café de sua mãe, e comendo deliciosos bolinhos de queijos. Mas o doce sonho se transforma em pesadelo, de repente, vê o rosto furioso de Ana. O esfaqueando de novo, é de novo – como um filme repetindo a mesma cena várias vezes.

Esse foi seu primeiro dia em Arcádia, um dia marcado por emoções. Em sua mente um sentimento está entalhado – ou melhor, marcado como ferro – o desejo de aprender sobre esse mundo.

 

2 Parte

 

Se passaram 3 anos desde seu nascimento.

Andando para cima e para baixo na casa – explorando o local. Quando a emprega gorda – que se chama Maria – não está observando ele. Arthur some de sua vista andando pela casa a procura de livros ou algo que possa lhe ensinar sobre esse mundo. A casa não é muito grande – mas para uma criança de 3 anos é gigante – o problema é maria. Sempre que Arthur desaparece ela nota – Maria tem a incrível habilidade de o encontrar em qualquer lugar.

Encontrando e o levando Arthur  para seus braços.

Através das conversas da empregada com sua mãe. Descobriu que ela se chamava Milaine Magnus, é trabalha como protetora da aldeia. Arthur vê Milaine várias vezes saindo com usa cota de malha – aparentemente de ferro – é uma grande espada prateada com letras estranhas entalhadas.

Andando com a empregada viu ela as vezes treinando balançado a espada, de um lado para o outro. Quando isso acontecia ficava próximo dela – observando os movimentos de espada.

Quase todos dias ela ficava hora balançando a espada, suando, com seus lindos cabelos cor de chocolate ao vento.

Pelo quintal dava para ver parte da vila. Cheia de casas simples é o que parece ser plantações. Em volta da vila é localizado muitas florestas. Na qual Milaine falou uma vez que são perigosas. E ao fundo enormes montanhas, uma paisagem de tirar o fôlego.

Desde que Arthur nasceu, havia duas perguntas que são um mistério. A primeira era que ele não entende como pode compreender o que as pessoas a sua volta falam. Já que esse é um mundo diferente? Ele não sabe se o idioma é o mesmo, ou simplesmente entendia a linguagem – como mágica.

A segunda pergunta, e quem é seu pai? Um dia Arthur perguntou para Milaine, ela respondeu ” ele morreu” e não disse seu nome. Ninguém fala nele, nem as empregada falava nada quando ele perguntava, como se estivem escondendo algo.

Arthur não se importa muito, mas ele é uma pessoa extremamente curiosa. E isso incita a procurar por uma resposta.

Os dias na vila não parecem ser contatos, mas são divididos pelas estações climáticas. De acordo com Maria ele tinha nascido no fim de outono, dessa forma sempre que for final de outono será seu aniversário. Disse também alguma coisa sobre uma festa da colheita o que ele não prestou muita atenção.

A empregada sabe muito sobre a vila – e fala demais.

Quando Arthur era bebê viu as estações do ano passar, do outono para o inverno, verão para primavera. Todos anos se repetia o mesmo padrão. Uma vez tentou contar os dias, mas logo se perdeu na contagem. Sua estação favorita era o inverno – por que nevava – Na sua vida passada nasceu em um pais tropical, e lá não tinha neve. Mas pela primeira vez nesse mundo Arthur viu nevar através da janela de sua casa. Foi empolgante durantes os primeiros dias, mas logo reclamava do intenso frio, é desejava que chega-se logo o verão.

Um certo dia durante a noite. No quarto de Milaine, Arthur enrolado embaixo dos lençóis perguntou:

“Mãe, me conta a história do cavaleiro Arthur! ”

“Conto sim…” ela faz uma pausa e perguntou: “Mas por que? ”

“Maria, uma vez falou que eu tenho o mesmo nome de um lendário cavaleiro. É queria saber como é a história dele.”

Arthur fez uma cara de quem está implorando por comida. Com um sorriso empolgado Milaine saiu do quarto, depois de alguns segundos voltou com um livro em suas mãos. Ela folheio o livro procurando a história, parando na página da história.

Com sua bela voz ela narrou a história, e Arthur fantasiava em sua mente as suas aventuras.

O cavaleiro Arthur era um cavaleiro que viveu há 2 mil anos atrás, durante essa época que foi criado a aliança dos aventureiros. Arthur é sua equipe, formado por 5 pessoas era famoso por entrar em ruínas e conseguirem armas raras. Durante essa época o maligno Rei Dragão Tenebris governante de Abissal – Um lugar cheio de monstros aonde o sol não nasce – E os 3 sacerdotes negros comandando uma legião de monstros marcharam sobre Arcádia.

Vários Reinos caíram perante as legiões de monstros. A recente formada aliança dos aventureiros, juntos com os exércitos de vários reinos enfrentaram as legiões de monstros. Foi uma batalha sangrenta que durou anos, e no fim ninguém conseguiu derrotar Tenebris e seus sacerdotes. Até Arthur e sua equipe enfrentar,  usando uma lendária espada chamada ” Alvorada branca.” Com a espada ele destruiu os sacerdotes, e derrotou Tenebris fazendo ele em vários pedaços.

Ao terminar a história Arthur estava boquiaberto, com os olhos brilhanto,  cheio de perguntas em sua mente.

“O que é aliança dos aventureiros? ” Arthur perguntou curioso.

“A aliança, é uma organização que contrata pessoas que são chamado de “Aventureiros” para cumprir certas missões.” Ela alisou seu cabelo, como se estivesse pensando em algo até continuar: “Muitos reinos e nobres fazem pedidos para aliança, desde extermínio de monstros até recolher materiais raros. Para cada pedido tem sua recompensa, ao completar muitas missões você sobe de Rank dentro da Aliança.”

Arthur imediatamente se lembra dos jogos de rpg que jogava, basicamente era a mesma coisa. arregalando os olhos com a ideia de ser aventureiro, deixa escapar um sorriso de entusiasmo.

“Mãe, como eu faço para ser um aventureiro? ”

Milaine com um rosto sério falou:

“Ser um aventureiro não é fácil! Você tem que ser mais velho para isso, e muito forte para poder sobreviver nesse mundo cheio de monstros e pessoas ruins. É não gosto da ideia do meu querido filho se aventurando por ai! ”

Ela abraçou Arthur enchendo o de beijos afetuosos na bochecha. Arthur tentou perguntar mais coisas sobre os aventureiros, mas ela insistiu para ele dormi e deixa a conversa para outro dia.

Para quando ele for mais velho.

Nesse dia Arthur descobriu algo incrível sobre o novo mundo que reencarnou. Com uma prece, deseja crescer o mais rápido possível, para se aventurar no mundo.

 

3 Parte

 

Em uma vila afastada das principais cidades do Reino.

Uma bela mulher de olhos verdes e corpo esbelto. Balança sua espada de um lado para o outros, ensaiado seus golpes. Ao seu lado um pequeno jovem de cabelos negros e olhos afiados, com uma pequena espada de madeira balançando a espada com os mesmos movimentos da mulher ao seu lado.

A jovem mulher e o pequeno jovem, se movimentam com precisão. Seguindo todos movimentos sem hesitar com uma sincronia perfeita.

O que chamava atenção no jovem, era sua aparência. Seus olhos eram cinzas como uma tempestade silenciosa, seu cabelo era escuros como noite mais escura. Orelhas pontudas e um rosto de traços elegantes, tendo um ar de nobre.

Todos que o viam se sentiam atraídos, como uma abelha é atraído para o mel. Mas no âmago de seu ser sentiam um medo. O nome dessa criança é Arthur Magnus, filho de Milaine magnus protetora da vila.

Arthur completou dez anos.

No seu quinto aniversário, Milaine deu uma pequena espada de madeira, e uma varinha mágica branca – sim, magia existia nesse mundo – A partir daquele dia treinaram sempre que Milaine estava em casa. Nos primeiros meses Arthur sofreu e se cansava rapidamente. Mas logo pegou o ritmo – que é bem simples. Milaine corrige quando ele errava, mostrando a forma certa de praticar.

Ela notou a incrível capacidade de aprendizado de seu filho e como mãe não podia deixar de se sentir orgulhosa.

Mas não treinavam magia, apenas uma vez que ensinou magias básicas.

Seu coração gritava por conhecimentos mágicos e não treinos de espadas, isso o estava irritando.

Arthur de repente parou seus movimentos e falou:

“Mãe sinto que isso não é para mim…” Arthur hesitou. “Não quero aprender espada, mas sim magia! ”

Milaine o olhou com olhos clinico,  analisando, tentando encontrar alguma coisa.

Se sentando no gramado, ela olhou para os céus, e as árvores coloridas anunciando a chegada da primavera. Arthur sentou-se ao seu lado notando os olhos distantes dela, vendo algo além do que ele podia ver.

“Você aprende rápido filho, tem bons olhos, é daqui alguns anos você será um grande espadachim, isso que acho melhor para você.”

Arthur ficava feliz pelos elogios sinceros de sua mãe, mas, não era isso o que ele queria.

“Sinto alegria quando uso magia”disse ele com um tom firme. “Gosto da sensação de aprender, me sinto empolgado toda vez que pego a varinha e lanço magia.”

“Magia é perigosa! ” disse Milaine. “Magia é poderosa, mas corrompe você aos poucos e quando menos perceber estará seguindo um caminho sem volta! ”

Ela não disse aquelas palavras para o assustar, mas, em seu coração pesava com a ideia dele seguir o caminho de um mago.

O mesmo caminho daquela pessoa.

Arthur suspeitava que a teimosia dela em ensinar magia. Devia ser algo que aconteceu com seu pai desconhecido.

“Não me importo com os riscos…” disse com uma voz calma. “Você fala como se tivesse passado por isso. O fato de você ser contra magia, é algo que aconteceu com meu pai? ”

Ela ficou em silêncio, com um rosto triste.

Arthur sentiu uma pontada em seu coração por ter tocado nesse assunto.

“Seu pai era um grande mago…” ela segura firme o cabo de sua espada. “Admirado por todos, amado por todos, e amado pela magia.”

Continuou:

“Eu era uma aventureira, membro da equipe “Dragões dançante”! ” disse sorrindo. “Na época éramos a mais forte equipe, conhecida no continente.”

“Sério?! ”

Se Arthur fosse um cachorro, estaria abanando o rabo agora.

“Sim, seu pai era o líder da equipe. Eu o admirava e com o passar do tempo me apaixonei. Ficamos juntos por muito tempo, tudo estava sendo perfeito, me considerando a mulher mais feliz de toda Arcádia. Mas com o passar do tempo ele começou a mudar, a cada dia ficava mais sombrio. Todos ficaram preocupados e tentaram ajudar ele, mas foi inútil.”

Sua expressão triste lembrava Arthur o dia em que tinha nascido, quando pensaram que ele estava morto.

“Descobri que estava grávida.Vi um brilho em seus olhos, o brilho da pessoa que amava. Pensei que ele voltaria a ser quem era, mas no fim ele desapareceu e a equipe se separou com sua saída.”

Arthur estava perplexo e mais curioso do que nunca para saber quem era seu pai.

“Quem era meu pai? ” perguntou Arthur.”E por que ele desapareceu? ”

“Seu pai, se chama Allan Muggul  líder dos Dragões dançantes….” Hesitante falou: “E também, um mago das trevas! ”

“Mago das trevas?! ” disse boquiaberto.

“Sim, um dos mais poderosos de Arcádia, descobri isso depois que ele desapareceu. Não sei qual era seu objetivo, e nem por que desapareceu de repente.”

“Resumindo vocês não sabiam nada sobre ele! ”

“Sim, mas um dia reunirei todos os antigos membros e vou procurar ele em cada canto de Arcádia! ” Milaine colocou sua mão em sua cintura,  estufando seu peito com orgulho.

“O que vai fazer quando encontrar ele? ” perguntou curioso.

“Vou espancar ele, e arrastar de volta para casa para se tornar um bom pai! ” Disse com uma voz brincalhona.

Os dois riram fazendo o clima tenso sumir.

“Desculpa filho, devia ter considerado o você deseja. Vou mandar uma carta para uma amiga pedindo para mandar algo relacionado a magia.”

“Obrigado mãe! ” Arthur abraçou Milaine mostrando todo seu afeto e carinho por ela.

Suspirando ela bagunça o cabelo dele.

Arthur lembra muito Allan, pensou ela enquanto surgia um traço de um sorriso tímido.

O treino prosseguiu até o anoitecer.

Tomar banho nesse mundo era horrível, pois a água era fria – e não existiam chuveiro nesse mundo – Ele poderia esquentar a água com uma fogueira, mas era trabalhoso.

Também era possível esquentar a água com magia de fogo, mas,  não sabia nenhuma magia de fogo, apena magias básicas de gelo.

A sala era bem simples , apesar dela ser uma guerreira e ter o ar de rígida, a casa tinha seu toque feminino – toque feminino dela – agradável e relaxante, diferente da sua casa em sua vida passada que era um barraco cheio de ratos.

Ele sentia saudades, mas se tivesse a opção de voltar, ele não voltaria, por que aqui ele tem tudo que um dia sonhou. Uma casa agradável, magia, magia, magia e magia – isso é o que tem na sua cabeça ultimamente.

Apesar das inconveniências, esse mundo era o sonho de qualquer fã de fantasia medieval.

Cansado do treinamento, Arthur foi direto para seu quarto, se jogando em sua cama dormindo como uma pedra.

No meio da Noite, Arthur sentiu algo estranho em seu quarto. Abrindo seus olhos, andou pelo quarto com sua espada de madeira em mãos. Tinha pegado o costume de dormir com a espada do lado da cama, depois das inúmeras histórias que Milaine contou, sobre pessoas que morreram por não ter sua espada ao lado.

O ar estava gelado demais para uma noite de primavera, mas não sentia que era desagradável.

Andou até a janela, é olhou o local a baixo. Como um filme de terror de segunda categoria viu uma figura de manto negro e um capuz que escondia seu rosto.

O frio parecia emanar dele, junto com uma aura azulada. Arthur Piscou por um segundo e a figura desapareceu, de repente o quarto se tornou ainda mais frio, e mais escuro. Começou a tremer de frio, e suas pernas se tornaram bambas ao Sentir uma respiração gélida vinda atrás dele, sua espinha se arrepiou.

E seu coração bateu freneticamente,  sua mão ficou tremula, mesmo não sendo religioso, Arthur fez uma prece silenciosa para qualquer deus que esteja ouvindo.

Virando lentamente, Arthur se deparou com a figura de manto e capuz. Assustado, apertou ainda com mais força o cabo de sua espada de madeira. Pensou em duas opções; primeira correr, e a segunda acertar aquela figura, e depois correr.

Ele estava em dúvida qual seria a melhor situação.

Escolhendo a segunda opção, Arthur se preparou para bater na figura e correr com toda sua força, mas antes de poder colocar em prática seu plano a figura sinistra falou:

“Não precisa ter medo! ” Disse a figura com uma voz fria. “Apenas vim te ver.”

Arthur hesitou em o acertar, analisando aquela figura estranha. Olhando o capuz ele conseguiu ver o rosto da figura de manto. Seu rosto tem traços delicados, e seus olhos eram igual ao dele. Olhos cinza como tempestade silenciosa.

“Porque quer me ver? ”Arthur questionou corajosamente. “É o quê você é? ”

“Vejo que tem os mesmos olhos que o meu” sorriu friamente. “Milaine não deve ter contanto sobre mim….”

Mesmos olhos, traços parecidos, depois de alguns segundos tudo se tornou claro.

A figura era Allan, mas o que ele estava fazendo ali?

“Falou sim Pai, e sobre como você desapareceu nos abandonando”

“Um jovem esperto também pelo visto…”disse rindo, um riso sem emoção. “Sim garoto, sou seu pai. Assustado com isso?

“Sinto mais frio do que medo! ” mentiu. “Não tem como desliga a geladeira? ”

Arthur falava enquanto aquecia seus braços, rindo como se fosse uma piada.

“Então, você é um mago das trevas? ” Perguntou Arthur.

“É uma das artes mágicas que domino!  Sabe o que é magia das trevas? ” Arthur balançou a cabeça em negativa. “Magia das trevas, e a mais forte de todas arte magicas!  Muito poderosa, porém muito perigosa. Se um mago fraco usar magia das trevas, vai ser corrompido pela magia, e pode acabar se transformando em um monstro.”

“Parece interessante, e você pai?  Você dominou, ou foi dominado?

Allan sorriu, um sorriso frio e sem vida, sorriso mais sinistro que já viu em sua toda vida.

“Nem um dos dois” respondeu Allan.

“Como assim? ”

“Só humanos podem ser corrompido.” esclareceu Allan. “Se engana, se pensa que sou humano! ”

“Se você não é um humano, o quê você é? ”

“Um demônio! ” Respondeu Allan.

Arthur estava boquiaberto, renascer e ainda ter sangue de demônio correndo por suas veias era algo surreal.

“Isso explica o por que da minha aparência…Então isso me faz meio demônio? ”

“Sim, quase um demônio completo. Meu sangue é forte em você, você já deve ter notado sua força, conseguir ver no escuro, facilidade de lançar magias. Isso são as habilidades raciais de um demônio.”

Como um quebra cabeças tudo foi se encaixando. Quando ganhou a varinha mágica, ele não demorou nem um minuto para lançar magias que Milaine o ensinava, e também quando ele andava pela casa sem velas. Na época não achou suspeito, mas agora tudo fazia sentindo.

“Vai crescer chifres em minha cabeça, ou asas e uma cauda? ” perguntou apavorado.

Arthur não sabe como e retratado um demônio nesse mundo, mas na sua vida passada. eles eram retratados com chifres, asas e cauda de pele avermelhada e tridentes na mão. Por um momento passou por sua cabeça ele na forma de um demônio, mas, balançou a cabeça afastando esses pensamentos.

“Não, somente demônio completos tem essa forma” esclareceu Allan, aliviando Arthur.

Depois do susto ele pergunta:

“Por que desapareceu sem falar nada para Milaine? ”

Allan permaneceu imóvel, Arthur temeu ter tocado em um assunto delicado. Mas de repente com uma voz monótona falou:

“Esse é um assunto delicado” disse friamente. “Milaine acha que eu a abandonei. A verdade é mais complicado do que você possa imaginar. Muitas forças estão em movimentos, forças ancestrais e cruéis.”

Seus olhos vagaram pela sala e fala:

“Mas não vim por esse motivo, vim para te dar seu presente de aniversário de 5 anos atrasado.” Allan tirou uma pequena caixa de seu manto.

A caixa era negra, cheio de palavras desconhecidas de cor azulado. Entregou a caixa para Arthur, abrindo a caixa, dentro havia uma varinha mágica negra – Tinha 40 cm de largura – Com várias palavras estranhas escritas. Arthur Inconscientemente moveu sua mão direita para varinha, como se ela o chama-se.

“O que é isso pai? ” Arthur segurou a varinha negra. “Sinto um poder estranho emanar dela! ”

“Essa varinha mágica se chama “Ars Goetia” Nela está escrito 72 magias avançadas!! ” Explicou com a voz cheio de orgulho.

Arthur estava fascinado pela varinha tão poderosa em sua mão. De repente, sentiu palavras surgirem em sua mente, e sua boca formando palavras. Com as palavras na ponta de sua língua, Arthur, sentiu um poder dentro dele se reunindo na varinha.

Quase terminando de recitar as palavras mágicas, Allan percebeu a tempo, retirando a varinha de suas mãos.

“Nunca use essa varinha aqui! ” ele falou em tom sério. “Qual for a magia que você iria lançar, no minimo iria destruir a casa! ”

De repente Arthur sentiu um arrepio com as palavras dele. Se ele tivesse usado a magia, poderia ter matado Milaine.

“Você tem uma alta compatibilidade com a varinha! Antes de partir vou te ensinar algumas magias para sua formação mágica.”

“Antes de me ensinar pode responde uma pergunta? ”Allan assentiu com a cabeça.”Milaine uma vez explicou que magia e dividido em níveis, mas ela não soube explicar.Pode me contar sob os níveis? ”

“Magia é dividido por níveis! Do nível 1 até o nível 10. Magos humanos normais conseguem usar até o terceiro nível, os gênios até o quinto nível. Quem usa magia do quinto nível para cima são considerados heróis ou demônios, até mesmo de deuses! ”

O pai de Arthur mostra a mão direita e pronúncia:

“[bola das sombras]! ”aparece uma bola negra do tamanho de uma bola de tênis, flutuando em cima da sua mão.

Arthur ficou espantado e tenta o mesmo. concentrado ele recria o sentimento que teve quando estava prestes a lança magia com a varinha. Em sua mente, imaginou uma bola negra, sentindo o poder fluir para sua mão direita, ele recita:

“[Bola das sombras]! ” Como a de seu pai, apareceu uma bola negra.

Allan tem um sorriso gratificante em seu rosto.

Arthur gosta de treinar com Milaine, mas o sentimento de usar magia é cem vezes mais excitante. Aquele poder chegava a entorpecer sua mente. Não satisfeito, em sua mente Arthur recria a mesma sensação e imagina cinco bola negras flutuando e girando em seu redor, com um a dança dos planetas em volta do sol.

“Você tem um talento nato para magia! ” Pela primeira vez falou em um tom alegre. “Poucos magos podem usar magia sem encantamento, ainda mais na sua idade.”

“Não achei difícil, pensei que qualquer um podia fazer!  Pode me ensinar outras magias? ”

Pai de Arthur andou até a janela e vendo de longe a floresta. Sem aviso pegou sua mão, uma mão gélida, como uma pedra. Eles desaparecem envolto as sombras, reaparecendo dentro da floresta.

A floresta é total breu, não podendo enxergar nem sua própria mão. Mas para Arthur era como caminhar durante o dia. Eles andaram por vários minutos entrando dentro da floresta, até chegar em uma clareira.

Lá ele aponta para uma arvore e pronúncia:

“[Lança das sombras]! ” Allan conjurou uma lança negra de um metro de largura, lançando contra árvore que é destroçada.

Arthur também tentou, apontou sua mão para árvore e recita as palavras mágicas:

“[Lança da sombra]! ”Arthur não conseguiu de imediato, mas após terceira tentativa conseguiu.

Allan deixou escapar um “ohh” e bateu palmas para Arthur.

“Quais eram os níveis dessas magias? ”

“A primeira magia que te ensinei, e primeiro nível, é essa de terceiro nível! ” Explicou movendo as mãos. “Para um iniciante isso deveria ter consumido boa parte do seu poder. Se sente cansado ou com fome? ”

“Não sinto nada, além de entusiasmo! ” Arthur respondeu sorrindo. “O que faço agora? ”

Com um sorriso malicioso ele apontou para varinha de Arthur.

“Vamos testar sua nova varinha! Relaxe sua mente e deixa fluir as palavras mágicas em sua mente! ”

“Mas usar o poder da varinha não vai prejudicar a vila? ” preocupado, ele questionou.
“Estamos muito longe da vila……Não se preocupe, aqui você pode lançar todo seu poder sem temer nada! ”

Relaxado Arthur apontou a varinha para floresta. Como se ouvisse um chamado em sua mente, as palavras vão se formando. Arthur sente que essa magia e diferente das outras – pela quantidade de energia que consome – Suas respiração fica pesada e seus ossos parece congelar.

Com olhos afiados Arthur pronúncia:

“Que tudo se congele, o ar, a terra, o fogo e os céus. Como uma tempestade silenciosa, ninguém percebe sua chegada. O mundo cai em silêncio e tudo se congelar no tempo! [Mundo branco]! ” Uma aura azul explodiu avançando, tornando parte da floresta, em um azul cristalino. árvores pareciam esculturas de cristais de gelo, tudo tão belo, mas tão frágil.

Arthur contemplou e notou os pássaros congelados, os lobos que os espreitava e os pequenos animais que protegiam seus filhotes, tudo ali congelado no tempo. Como um sussurro de Ar Goetia uma última palavra veio a sua mente.

“[Quebre]! ”Como vidro frágil, o gelo se quebrou transformando tudo congelado, em mil pedaços. Só com uma palavra, uma floresta inteira some como se nunca tivesse existido.

Arthur sorriu, sorriu orgulhoso de seu ato, ato de destruir tudo aquilo. Aquela sensação era como um êxtase que se ele não controla-se, lançaria mais magias.

Mas ele se sentiu o cansaço tomar conta de seu corpo, e suas pernas trêmulas, quase caindo no chão. Allan saiu de uma sombra e segurou Arthur.

“Seu poder é incrível! ” Falou com sorriso de aprovação. “Digno da Ars Goetia! ”

Arthur tentou agradecer, mas só conseguiu sorrir fracamente em resposta.

“Vamos voltar! ”Allan pegou Arthur e voltaram para a casa de Milaine.
Arthur se sentou em sua cama e guardou Ars Goetia na caixa, escondendo em um lugar que nem mesmo Milaine encontraria. Sentado na cama ele luta para não fechar os olhos.

“Que nível era aquela magia? ” perguntou bochechando.

“Sétimo nível, magia numero 42 [Mundo branco] ! ” Allan respondeu.

Arthur queria aprender mais, desejava que leva-se ele consigo Mas logo o rosto de Milaine veio a sua mente e decidiu permanecer ali. Se sentiria mal se abandonasse ela. interrompendo seu devaneio, Allan falou:

“Meu tempo acabou” disse Allan.

Arthur não queria se separar dele. Mas não podia deixar ela.

“Obrigado por tudo pai! ……Quer deixar uma mensagem para Milaine? ”

Ele ficou de costa, é envolto em sombras, antes de desaparecer ele falou:

“Não, vim apenas te ver” disse friamente.

Com essas palavras desapareceu.

Arthur deitou em sua cama, se enrolando no lençol, falando o nome de seu pai. Um nome forte, tão forte quando o seu. Lentamente fechou seus olhos pensando na floresta que não existia mais.

“Me tornei a morte, a morte congelante.”, Arthur pensou antes de dormir.
Sem perceber Arthur começou a seguir os passos de Allan.

Passos de um demônio.

Comentarios em AUMDA: Capítulo 1



15

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  1. 1
    Nova Vida!
  2. 2
    Liz a Druida
  3. 3
    Batalha nas cordilheiras (1 parte)
  4. 4
    Batalha nas cordilheiras! (2 Parte Final)
  5. 5
    Técnica de Qi? Lilith? Azura? (1 Parte)
  6. 6
      Técnica de Qi? Lilith? Azura? (2 Parte Final)
  7. 7
    AUMDA: Aviso sobre lançamento
  8. 8
    AUMDA: Capítulo 7
  9. 9
       Crise dos elfos negro (Parte 2)
  10. 10
      Crise dos elfos negro (Parte 3 final)
  11. 11
      Ascensão (Parte 1)
  12. 12
       Ascensão (2 Parte final)
  13. 13
    Viajando para as terras desoladas do norte!
  14. 14
    Antes da batalha!
  15. 15
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (1 Parte)
  16. 16
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (2 Parte final)
  17. 17
    Segredo dos elfos negro e planos para o futuro!
  18. 18
    Intermissão
  19. 19
    Três anos depois (1 parte)
  20. 20
    Três anos depois (2 parte final)
  21. 21
    A procura pelos anões!
  22. 22
    Sobre AUMDA e HDUM
  23. 23
    Um monstro chamado Milaine!
  24. 24
    A jovem rainha! (1 Parte)
  25. 25
    A jovem rainha! (Parte 2)
  26. 26
    A jovem rainha! (3 Parte final)
  27. 27
    Reencontro impossível! (1 Parte)
  28. 28
    Reencontro Impossível!(2 Parte Final)
  29. 29
    A caminho de Ryfhel! (1 Parte)
  30. 30
    A caminho de Ryfhel! (2 Parte Final)
  31. 31
    Ryfhel, a mais gloriosa cidade de Arcádia!
  32. 32
    Jantar com a família real! (1 Parte)
  33. 33
    Jantar com a família real!(2 Parte Final)
  34. 34
    Antes do torneio
  35. 35
    Vencedor!
  36. 36
    Intermissão
  37. 37
    Tempo de guerra!(1 Parte)
  38. 38
    Tempo de guerra! (2 Parte)
  39. 39
    Tempo de guerra!(3 Parte final)
  40. 40
    Bloodbath! (1 Parte)
  41. 41
    Aviso importante HDUM
  42. 42
    Bloodbath! (1 Parte)
  43. 43
    Bloodbath! (2 Parte Final)
  44. 44
    Nascimento de um rei demônio!
  45. 45
    Epílogo
  46. 46
    Aviso sobre AUMDA!
  47. 46
    Prólogo
  48. 47
    Nova Vida!
  49. 48
    Arquimago da Névoa Congelante!
  50. 49
    Ars Goetia!
  51. 50
    Aprendendo a lançar feitiços!
  52. 51
    Intermissão
  53. 52
    A Druida! (1 Parte)
  54. 53
    A Druida! (2 Parte Final)
  55. 54
    Duelo Mágico! (1 Parte)
  56. 55
    Duelo Mágico!(2 Parte)
  57. 56
    Duelo Mágico! (3 Parte Final)
  58. 57
    Intermissão 2
  59. 58
    Batalha nas Cordilheiras! (1 Parte)
  60. 59
    Batalha nas Cordilheiras! (2 Parte)
  61. 60
    Batalha nas Cordilheiras! (3 Parte Final)
  62. 61
    Epílogo
  63. 62
    A Cidade dos Aventureiros, Al-Markhen! (1 Parte)
  64. 63
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (2 Parte)
  65. 64
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (3 Parte Final)
  66. 65
    Separação!
  67. 66
    Entrando em Al-Markhen e Curando a Jovem Espadachim!
  68. 67
    Guilda dos Aventureiros! (1 Parte)
  69. 68
    Guilda dos Aventureiros! (2 Parte Final)
  70. 69
    Akai Ito, O fio Vermelho do Destino!
  71. 70
    Intermissão