Kuork

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   Ascensão (2 Parte final)

3 Parte

Arthur se tornou o arauto do inverno.

As inúmeras rajadas de ventos gélidos congelam instantaneamente os orcs que tentavam fugir em desespero. Não somente os orcs como as antigas estruturas de Lilac que resistiram a passagem do tempo, mas agora sucumbiram aos ventos do gelo primordial.

Centenas caia com as rajadas de ventos gélidos, mas não era o suficiente. Teria que usar alguma magia de larga escala para derrotar todos o mais rápido possível. Para seu azar foi invocado sem sua varinha Ars Goetia que contém inúmeros feitiços de alto nível.

Posso usar a magia [Mundo branco] ou [Éden negro], pensou Arthur.Para essa situação a magia [Mundo branco] deve ser o ideal!

Arthur começou a se preparar para lançar o feitiço de larga escala [Mundo branco] mas foi impedido por Azura.

…Você não pode usar nenhuma outra magia, após a ativação da [Ascensão demoníaca]! Disse Azura e o instruiu: Limpe sua mente e mergulhe nas profundezas de sua alma, veja o que você é! O que você finge não ver o que deseja ser! o que deseja para si! A mente interfere na realidade e na estrutura do tempo-espaço! Uma alma forte pode mudar a realidade, então forje dentro de sua alma um feitiço que poderá destruir tudo com um único golpe!!!

Arthur continuou as rajadas de vento congelantes enquanto mergulhou nas profundezas de sua alma.

Se aprofundou até seu âmago e lá viu um pequeno garoto irresponsável. Um garoto que era mimado e seguiu crescendo pensando apenas em seus próprios motivos egoístas.
O garotinho se tornou um adolescente levando a vida despreocupadamente. Naquele dia foi primeira vez que conheceu Ana, uma bela garota gentil que sempre o importunava com questões triviais.

“…Ana…” Vendo Ana sentiu seu coração sendo sufocado por arrependimento.

De repente a cena mudou e os dois já eram adultos, Arthur entrou na universidade e Ana também, o seguiu dizendo coisas românticas e outros assuntos quais ele considerava bobagem. Viu Ana vigorosamente o seguindo e tentando seu melhor para agradar ele, é ao mesmo tempo viu a frieza e desprezo que a tratava.

Ana o amava profundamente, mas ele não.

“A conheci desde a época de escola, mas, por que ela gostava tanto de mim?” Se perguntou ao lembrar-se do amor irracional do qual Ana tinha por ele. Nunca entendeu o amor de Ana.

Nunca tentou compreender.

A cena mudou mais uma vez e Arthur tinha aceitado os sentimentos de Ana. Passaram sua primeira noite juntos, foi a primeira vez que ele pensou que ela não era um incomodo.

Os dois começaram a namorar e anos foram se passando. Ana o amava, mas Arthur não a via da mesma forma e começou a se relacionar com outras mulheres. Ela via tudo e mesmo assim suportava para estar junto dele, fez seu melhor para suportar aqueles sentimentos.

Mas Arthur a dispensou e pela primeira vez viu Ana zangada. A doce é gentil mulher que o tanto amava mudou e em sua fúria o matou com uma faca que foi gravada em seu estômago e antes de morrer viu o semblante triste dela enquanto soluçava molhando se rosto com lágrimas salgadas.

“Um tolo, infantil….Aonde eu estava com a cabeça, quando destratei uma garota tão boa como Ana?” Arthur não pode deixar de sentir-se sufocado com a lembrança dela, se pudesse voltar no passado e mudar suas atitudes com certeza seria a pessoa que ela desejava e retribuiria seu amor.

Mas o passado era algo que não podia ser mudado e apenas podia guardar Ana em seu coração com carinho e amor.

Arthur aceitou toda aquela culpa e o amor por ela.

A cena mudou para quando ele renasceu como Arthur Magnus.

Mostrou quando aprendeu magia e a emoção ao lançar seu primeiro feitiço. E o calor em seu coração de quando conheceu sua pequena fada, Liz. Viu quando ajudou Markus escapar de sua morte e de quando libertou Azura, que jamais iria ver a luz do sol.

Nessa nova vida suas atitudes mudaram e queria continuar vivendo, apreendendo, se tornando forte.

Mergulhando nas profundezas de sua alma ele viu tudo aquilo que ele foi uma vez. Apreendeu com seus erros e descobriu uma verdade de si mesmo. Descobriu sua verdadeira natureza. Descobriu a palavra que estava enraizada nas profundezas de sua alma; Poder.

Poder para mudar o mundo!

Poder para abalar céus e terras!

Poder para mudar a si mesmo!

Poder para transcender!

Arthur voltou das profundezas de sua alma com a verdade de si mesmo e um cântico que o representava.

O olhar de Arthur varreu o mar de orcs e se encontraram ao do espectro que avançava para frente com seu cavalo esqueleto. Ele apontou seu dedo fantasmagórico e falou:

“[Relâmpago negro]! ”

Uma energia elétrica negra fluiu de seu corpo e disparou através de seu dedo em direção do Arthur. Quando parecia que o relâmpago o acertaria um enorme bloco de gelo irrompeu do solo o protegendo do ataque do espectro.

Arthur não falou nada e apenas casualmente andou até o espectro com a foice de gelo na mão. Ele girou a foice e golpeou o chão com a foice congelando todo solo no mesmo instante fazendo o cavalo esqueleto escorregar e cair no chão derrubando o espectro.

Rapidamente o espectro se levantou e olhou para Arthur que tinha causado tantas baixas para o exercito de seu mestre.

“Que és tu que interfere em um assunto que não e da sua conta?”

“Sou o rei dos quais você está tentando destruir, como não seria da minha conta?” Zombou Arthur enquanto analisava o espectro a sua frente e disse:“Saiba que hoje todos vocês morreram e se tornaram um trampolim para minha ascensão!”

Sem mais nada a dizer Arthur brandiu a foice criando uma lâmina de gelo em direção ao espectro. A lâmina atingiu em cheio o espectro, mas, não causou muito dano.

Sua resistência a ataques elementais era algo fora do comum.

Vendo que seu ataque não causou qualquer dano no espectro mudou as chamas brancas que o cercava para pura trevas e a foice agora parecia ser feita de obsidiana.

“O-oquee é essa coisa?!!” A voz desumana do espectro estava cheio de choque e descrença por ver uma escuridão mais profunda do que a de seu mestre.

Uma escuridão sem fim emanou dele e envolveu o espectro como animais ferozes. Não havia como espectro escapar daquelas trevas que devorar tudo que tocava. Mesmo um espectro seria devorado pelas trevas sem fim.

“…N-nãooo!” Como esperado as trevas engoliu o espectro e suas últimas palavras foram um grito miserável.

“Bem agora vem o golpe final, a resposta que encontrei no âmago da minha alma! Minha magia única!”

Arthur respirou fundo e dispersou as chamas negras que o envolvia voltando a sua aparência normal. Se fosse outra magia não poderia ser usado durante a [Ascensão demoníaca] Mas a magia única era algo que somente poderia ser adquirido durante a ascensão.

Com toda sua alma ele cantou:

“Tolo garoto cego por sua própria ignorância. Viveu com as mãos erguidas tampando o sol pelas verdades que não queria ver. Morto pela mãos de quem o amou, descobriu a tênue linha que separa o amor do ódio e apenas na morte compreendeu a verdade que ignorava!”

Os céus se tornaram mais escuros, uma escuridão opressora nunca antes vista. Todos que corriam pararam em seus lugares e olharam para ele, como se aguardassem seu julgamento enquanto os trovões dançavam e rugia nas nuvens escuras.

“A ignorância foi soprada pelo vento do sabedoria e o tolo fraco se tornou um sábio poderoso, na inocência de uma criança admirou a escuridão. Invadindo a escuridão que ninguém jamais ousou entrar, descobriu a verdade do mundo. Mas, nunca deixou de admirar os céus cinzentos que anunciava a vinda dos raios e trovões. Na escuridão do abismo ele ergueu sua mão alto desejando o trovão selvagem!”

Toda Lilac caiu em uma escuridão em que não se podia ver um palmo a sua frente. Trovões iluminavam ocasionalmente, ressoando com cada palavra do cântico. É como se obedecesse ele, um trovão desceu rasgando a escuridão e agarrado por suas mãos.

“O jovem no abismo transformou o trovão selvagem em uma lança e a tingiu com as cores de seu coração. A frieza do seu eu antigo eu junto com as chamas do amor da jovem que permaneceu em seu coração. O trovão selvagem se tornou uma lança de fogo e gelo temperado pelos tolos sentimentos humanos! [Lança trovão do Ragnarok]! ”

O trovão selvagem se tornou uma deslumbrante lança dourada que rugia como mil trovões. Ele flutuou no alto e apontou a poderosa lança que podiam apenas assistir deslumbrados por sua beleza.

Fogo e gelo surgiram e dançaram envolta da lança trovão e a lançou contra aonde estava a maior concentração de orcs. A lança rasgou a escuridão e atingiu o exercito de orcs, explodindo em clarão poderoso seguidos por fogo e gelo.

Com a explosão um raio luminoso subiu aos céus envolto por fogo e gelo, distorcendo o espaço a sua volta. Quando o raio de luz cessou, apenas o templo não tinha sido afetado pela magia única de Arthur. Mas, tudo em volta foi destruído deixando apenas um enorme cratera de fogo e gelo.

O que foi uma vez a gloriosa capital imperial Lilac, não existia mais.

Parte 4

Arthur sentiu como se todas suas energias fossem drenada e voltou para o templo encontrado com Annúndir e os elfos negro prostando-se com as testas no chão como se estivessem na presença de um deus.

Annúndir que presenciou toda aquela demonstração de poder insano não podia comporta-se de outra maneira.

O poder de Arthur tinha de longe superado a compreensão de qualquer um elfo negro presente.

Não tinham outras palavras para descreverem o que viram como “Abate divino”.

Arthur podia imaginar como sentiam, mas, não queria esse tipo de tratamento.

“Por favor levantem suas cabeças, daqui para frente vocês estão proibidos de me saudarem dessa maneira!” Disse Arthur em um tom que não permitia ser contrariado.

“Como desejar, vossa majestade!” Disse Annúndir em um tom humilde, mas, seu olhar brilhava como mil fogueiras por ter um rei tão poderoso.

Todos elfos negro tinham olhares semelhantes de Annúndir, olhares brilhante e orgulhosos.

Arthur foi rodeado pelos anciões que começaram a falar de costumes dos elfos negros e que era necessário a cerimonia de coroação para celebrar a vinda de seu novo rei.

Ao lado de Annúndir enquanto ele falava sobre a cerimônia de coroação, seu olhos vagaram se encontrando com os olhos de Nina que o encarava curiosamente. Arthur não pode deixar de se sentir atraído pela beleza de Nina.

Os dois se encararam por um tempo e corajosamente Nina se apresentou:

“Me chamo Ninaelneth Pendragon, neta do ancião Annúndir Pendragon!” Nina se apresentou enquanto fazia uma reverência formal.

“Eu me apresentaria, mas, aposto que já deve saber meu nome.” Disse Arthur em um tom sereno.

“Sim, Vossa Majestade! Espero daqui para frente, eu possa te ajudar em tudo que eu puder!” Respondeu Nina enquanto analisava dos pés a cabeça aquele que foi chamado de Arauto de Érebo.

“Majestade, essa é minha neta que será sua parceira daqui para frente! Apesar dela ser rude as vezes espero que a perdoe!” Disse Annúndir quando percebeu que ele não estava mais ouvindo o que estava falando sobre a cerimônia de coroação.

Arthur levantou as sobrancelhas ao perguntar:

“Parceira?!”

Annúndir assentiu com a cabeça é explicou:

“Nós Pendragon somos diferentes dos elfos negros comuns, carregamos o sangue especial dos imperadores que governaram o norte! Ninaelneth pode usar a arte da transformação que será útil nas batalhas! É tradição também que o arauto de Érebo assumir uma mulher com o sangue Pendragon para governar!” Explicou Annúndir tentando garantir o futuro de sua neta como rainha dos elfos negro.

Claro que Arthur percebeu a jogada do ancião e desejou sinceramente bater nele por vender sua própria neta daquele jeito.

Arthur lançou um olhar para Nina que tinha um rosto envergonhado pelas palavras repentinas de seu avô. Ela mal tinha acabado de se tornar uma adulta e já teria que se casar, ainda mais com o arauto de Érebo, seu rei.

Além disso, ele é um ser poderoso que superou tudo que conhecia!

Nina tinha sentimentos complicados dentro de si. Após a batalha contra o exercito orc não pode deixar de ter seu coração movido por ele. Mas tudo aquilo era repentino demais.

Arthur segurou seu queixo e falou:

“Compreendo, se assim a outra parte desejar não vejo problema. Mas isso será para o futuro quando construímos uma nova Lilac!” Respondeu Arthur pensando em ganhar tempo para conhecer melhor Nina além de que ele não podia recusar a proposta do líder dos elfos negro.

Arthur deu um passo para frente e de repente sentiu um aperto no coração como se algo estivesse o pressionando.

Dentro de sua mente a bela voz de Azura ressoou:

.…Os requisitos para sua ascensão foram completos, em breve será iniciado a remodelação de seu corpo e alma! Azura falou em um tom divertido.

Arthur conversou com Annúndir e explicou parte da situação. E pediu um lugar tranquilo no qual poderia descansar sem ser interrompido.

“Deixe comigo, Majestade!” Disse Annúndir e levou Arthur para a biblioteca do templo e lá ele se deitou no chão em posição fetal. Seu corpo foi envolto pro chamas negras que transformou em ovo negro com o símbolo de três estrelas formando um triângulo invertido.

Vários elfos se reuniram na frente da biblioteca vendo o grande ovo com o símbolo do triângulo estrelar de Érebo.

Ao lado de Arthur que estava dentro do ovo passando pela transformação em demon lord, estava Nina que iria pacientemente aguardar o retorno de seu rei e futuro parceiro.

………………………

O rei bruxo Ulundir e conhecido em todas terras desoladas de Gûr como o maior necromancer do continente.

Seu poder era vasto e seus escravos eram milhares de demi-humanos, como orcs e bestiais capturados do império Belial que faz fronteira com as terras desoladas do Norte.

Entre os doze reis bruxos, Ulundir é o mais impiedoso e sua sede por poder arcano era conhecido por todo continente.

Alguns meses atrás Ulundir descobriu documentos élficos antigos em umas das ruínas do império negro falando sobre um grande poder escondido em baixo das ruínas da capital imperial Lilac.

Movido por sua ganância por poder e conhecimento moveu grande parte do seu exercito para aos arredores de Lilac para encontrar pistas do segredo que os elfos negro antigos guardaram.

Mas não esperava que existia elfos negro ainda vivendo na capital imperial Lilac. Mas o fato de encontrar elfos negro vivendo nas ruínas provou que o pergaminho antigo falava a verdade sobre um grande poder embaixo de Lilac.

Mandou seu grande exercito marchar sob a liderança de um espectro. Não havia como os elfos negro derrotarem tão grande exercito com poucos números. Mesmo por acaso derrotassem iria os reviver como mortos vivos.

Mas os acontecimentos que aconteceram fugiram de sua compreensão.

Como os deuses zombasse dele, frustrando seus sonhos, suas ambições.

Ulundir cerrou seus punhos e bateu firme contra mesa a rachando em duas partes. Ele tinha recebido uma grande perda em suas forças. Se apenas fossem mortos por ferimentos poderia ressuscitar como morto-vivos ou oferecer como sacrifício para invocar um morto-vivo de alto nível.

Mas, nem pó restou do que foi um exercito de cem mil.

De longe ele pode ver a magia que pode destruir exércitos inteiros, magia que nunca tinha visto em toda sua vida.

“Não sei quem se intrometeu em meus planos! Mas prometo que pagara amargamente por ter cruzado meu caminho!” Disse Ulundir em um grito de fúria e ódio.

Ulundir estava com receio de enfrentar o que tivesse destruído seus exércitos. Mas não poderia recuar agora, teria que conseguir o poder escondido embaixo das ruínas de Lilac.

Iria obter o poder, ou morreria tentando.

Tomando a decisão, ele marchou para as ruínas de Lilac com cem temíveis cavaleiros da morte é uma legião de mortos-vivos.

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