Segredo dos elfos negro e planos para o futuro!

1 Parte

Eles desceram a escadaria que levam ao subterrâneo de Lilac.

Não havia nenhuma iluminação no local, fazendo parecer que estavam entrando dentro de um abismo. Para Arthur e os anciões não era um problema, como filhos da escuridão, podem enxergar perfeitamente no escuro – mais do que durante o dia.

Nas laterais da larga escadaria havia figuras sinistras entalhadas; rostos aflitos; outra hora exaltando um deus; outra hora guerreando contra outros seres ainda mais sinistros. Com cada passo que dava para as profundezas da terra, os entalhes vão mudando, como se contasse uma história á muito tempo esquecida.

“Esses entalhes são a história que muitos de nós esqueceram. Antes da fundação do império negro, não eramos diferentes de animais selvagem. Graças a Érebo que nos encontrou e mostrou uma nova maneira de viver, podemos estar aqui conversando de forma civilizada.” Arthur deve um deslumbre do que teria acontecido com ele, se os elfos negro fossem como antigamente.

Eles passaram horas descendo a extensa escadaria, indo terminar perante uma porta de granito negro. Triângulo estrelar de Érebo estava entalhado na majestosa porta, que da acesso ao segredo que foi guardado por séculos.

Os anciões bateram no chão com seus cajados. Um estrondo grave subiu, e lentamente, as portas abriram-se, revelando um vasto salão escuro. Diante dele havia um longo tapete azulado que leva até um trono no final da sala. Trono feito de prata estrelar, sobre o trono uma figura sinistra que emanava uma escuridão aterrorizante. Seu corpo era coberto por um longo manto verde escuro, que escondia qualquer traço de seu corpo, o que fez ele duvidar se era realmente um ser vivo. O capuz escondia seu rosto revelando apenas escuridão e três luzes brilhante que formam um triângulo invertido.

Arthur seguiu em frente, junto com os anciões. Ele deu uma espiada para os lados, vendo inúmeros pilares e no final o que parecia ser vários ovos com dois metros de altura, todos marcados com o triângulo estrelar de Érebo, espalhados pelo vasto salão.

O que há nesses ovos? Se perguntou enquanto caminhava até a figura misteriosa.

Arthur e os anciões caminhavam com passos largos, que ecoavam por todo salão ancestral. A criatura sinistra estava sentado imóvel, como se fosse uma estátua, em cima do trono elevado, construído sobre uma peça de mármore, cheio de adornos.

Um poder tirânico emanava do trono, um poder que remetia a tempos antigos quando os deuses caminhavam por Arcádia, governando todas raças.

Os anciões se ajoelharam com a mão direita sobre o peito, Arthur de maneira desajeitado imitou os movimentos dos anciões. Não ousou ser arrogante perante aquela criatura antiga, sabia que se por capricho a criatura quisesse sua vida, ele não conseguiria lutar contra, seus instintos gritavam isso, além disso, dentro de sua mente Azura estava inquieta, passando para ele um leve temor.

“Levante-se, meu Arauto, diante de mim não precisa se ajoelhar.” Disse a voz ancestral, como se tivesse acabado de despertar de um longo sono. Ele acenou para os anciões para se retirarem, como esperado obedeceram e voltaram para as portas de granito negro.

A criatura ancestral lançou um longo olhar para Arthur, depois de alguns minutos, continuou a falar:

“Antes de me apresentar, devo pedir seu perdão. Eu vou estar colocando um grande fardo sobre seus ombros, um fardo grande demais para uma pessoa carregar.” A criatura fez uma pausa, enquanto batia seus dedos fantasmagórico no trono de prata estrelar.“Eu, sou Érebo, conhecido pelos elfos negro e muitos povos, como o deus negro.”

“Compreendo, eu me apresentaria, mas algo me diz que você sabe muito bem quem eu sou, estou certo?” Perguntou Arthur.

“Sim, sei bem que é você, Arthur Magnus, filho de Allan Muggul. Sei o que você fara no futuro, sobre suas conquistas e suas perdas. Por te conhecer tão bem, é o motivo para eu confiar o futuro de toda Arcádia a você.”

Ouvindo aquelas palavras ancestrais de Érebo, Arthur se sentiu como se tivesse jogando em suas mãos até agora, sentindo-se irritado perguntou:

“Como sabe tanto sobre mim? O que você quis dizer, sobre confiar o futuro de Arcádia para mim?”

“Como você deve saber, quando subimos a hierarquia racial, ganhamos algumas habilidades e magias únicas, uma das minhas habilidades, se chama [Olhos temporais], meus olhos podem ver além dessa realidade, vendo através do tempo e espaço e os inumeráveis planos de existência, uma como seu mundo antigo, você não acredita que veio parar nesse mundo por acaso, certo?” A voz ancestral soltou uma gargalhada macabra o que causou vários arrepios em sua espinha.

Arthur suspeitava que não teria parado naquele mundo por acaso. Tudo que podia fazer, as lembraças que manteve de sua vida passada. Tudo parecia bom demais para ser verdade, e acreditou por instinto que não era mera coincidência.

Arthur assentiu com a cabeça permanecendo em silêncio, a criatura sinistra continuou:

“O filho de Allan e Milaine nasceu morto nesse mundo, assim era para ser, um evento que não muda, apesar de todos meus esforços. Com a morte de seu filho, Allan e Milaine nunca mais se encontram, por consequência causara um evento no futuro que causará a morte de ambos, o que irá trazer tempos sombrios para Arcádia. O filho dos dois era o fator chave para impedir essa catástrofe, porém não havia como o salvar, então encontrei uma saída para esse dilema. Seja pelo acaso, ou pelo destino, encontrei você no momento de sua morte, vi em você um espírito forte e tive um deslumbre de tudo que você poderia fazer no futuro. Usando magia ancestral guiei seu espírito até esse mundo e no momento exato, uni seu espírito com esse corpo, naquele dia uma escuridão gloriosa nasceu no mundo!”

Arthur estava perplexo demais ouvindo, como metodicamente foi guiado até esse mundo, e o caminho manipulado pela criatura. Ele era grato por ter a benção de ter nascido nesse mundo, com um corpo poderoso, mas também sentiu raiva por ser manipulado.

Sentindo a raiva brilhando nos olhos de Arthur, a criatura falou:

“Como eu disse desde o início, peço seu perdão. Não foi certo o que eu fiz, mas também não me arrependo, foi necessário para o bem desse mundo. Somente com seu nascimento, o futuro desse mundo se tornou menos perturbador. Veja o que seria o futuro de Arcádia sem minha intervenção!” A criatura sinistra apontou seu dedo para ele, ao mesmo tempo uma visão invadiu sua mente.

Uma visão tão aterradora e sinistra que fez ele cair de joelhos, com a mão tampando sua boca, enquanto várias lágrimas desciam de seu rosto. O que viu foi cruel demais, tão assustador que não pode conter seu medo, a melhor definição que deve para o que ele viu era “inferno”, foi a melhor definição que se encaixava com o mundo que ele viu.

“Esse era apenas um dos futuros possíveis, qual eu consegui evitar apenas por trazer você para esse mundo, porém saiba que os outros futuros possíveis não são melhores do que você acabou de ver.”

Sua raiva se esvaiu de seus olhos, pois ele teria feito o mesmo se estivesse no lugar dele, faria sem arrependimentos.

“O que eu descobri ao entrar na mente daquele cavaleiro santo, a visão que eu tive sobre a morte de Markus nas cordilheiras canino branco, foi você?”

Érebo assentiu e falou:

“Em parte sim, Markus é importante para o futuro. Só não esperava que você entraria na mente do cavaleiro santo. No futuro você apenas o salva e se tornam camaradas de treino, mas você deve um deslumbre do que esperava no futuro o que o fez procurar cultivar Qi além de ser um mago, o que deu inicio a libertação de nossa Rainha Azura, um evento inesperado que deu início a inúmeras cadeias de eventos!”

A conversa de “eventos” e “futuros possíveis”, causou uma dor de cabeça em Arthur, que sentiu sua mente dando um nó, era muita informação para um dia só.

Naquele momento Azura se revelou diante de Érebo em sua forma original, mostrando todo seu esplendor.

“Me lembro de uma certa criança que corria pelos corredores do palácio vermelho, é pensar que você sobreviveu enquanto muitos caíram, criança.” Disse Azura com uma voz cheia de autoridade.

“Sim Vossa Obscuridade, foram tempos difíceis sem sua presença para todos demônios dos nove planos infernais.” Disse Érebo em um tom que pareceu um lamento.

“O que aconteceu com os planos infernais, após minha queda?”

“Uma guerra sem fim, Vossa Obscuridade! Brigam feitos animais por seu trono enquanto se enfraquecem e esquecem sobre nossos verdadeiros inimigos. Por esse motivo abandonei o plano infernal, me estabelecendo nesse mundo.”

Azura demonstrou um rosto irritado, por saber que seu mundo passava por uma guerra civil. Guerra qual enfraqueciam suas forças, os deixando vulneráveis aos seus odiosos inimigos. Ela não perguntou mais nada e se retirou para dentro de Arthur, soltando um grito raivoso em sua mente.

Arthur soltou um longo suspiro e perguntou:

“O que você espera de mim?”

“Eu espero que se torne o salvador de Arcádia!”

“Porque eu iria fazer algo tão problemático?” Perguntou Arthur.

“Porque é o certo a se fazer? Além de se tornar o ser mais poderoso que uma vez caminhou por toda Arcádia!” Respondeu Érebo.

Érebo observou o jovem que não pareceu muito interessado em se tornar o ser mais poderoso que andou por toda Arcádia. Ele conhecia bem Arthur e procurou dar um motivo para que ele trabalha-se duro pelo bem de Arcádia.

Érebo soltou um longo suspiro e falou:

“Na sua jornada para salvar Arcádia, você irá conhecer as mulheres mais bonitas desse mundo!”

Arthur fraquejou com aquelas palavras, mas logo se recuperou e falou com orgulho:

“Eu já tenho minha pequena fada!” Disse Arthur com orgulho.

“Mulheres com orelhas e cauda de gato, uma elfa da luz……”

“Pare, sem spoilers! Eu me rendo!”Gritou Arthur o interrompendo e declarando sua rendição perante aquelas palavras de poder. Érebo soltou um longo suspiro de lamento, enquanto Arthur perguntou animado:“O que devo fazer a partir de agora?”

“Primeiro você deve unir todo norte sobe um só estandarte, subjugar os reis bruxos restantes, liberando essas terras de seu mal. Construir a mais gloriosa cidade e criar o mais poderoso exército de Arcádia!”

“Só isso? Não quer mais nada, tipo uma massagem nos ombros?” Zombou Arthur, achando o primeiro passo estar na dificuldade very Hard.

“Depois do primeiro passo completo, conquiste o mundo!” Disse Érebo, uma voz profundo e ancestral, mostrando que não era uma piada.

“………” Arthur ficou sem palavras.

“Você será o poderoso demônio que conquistara toda Arcádia, criando o maior império já visto, faça o papel de vilão e conquiste o mundo!” Repetiu Érebo mais uma vez.

“Nós não estávamos em um papo de salvar Arcádia e eu sendo o herói que salvará o mundo?” Perguntou hesitante.

“Nunca disse que você seria herói, eu apenas disse que você pode salvar Arcádia.” Respondeu Érebo.

“Não existe uma linha de tempo possível em que eu seja o herói da história, sabe sendo bonzinho, salvando donzelas em perigos e recebendo seu amor?”

Érebo soltou uma gargalhada sinistra e respondeu:

“Hummm….Tem, mas esse caminho não tem graça, é mais interessante ver você sendo o vilão que conquistará Arcádia!” Arthur pode sentir um leve sorriso malicioso naquela escuridão que escondia seu rosto.

Arthur deixou cair seus ombros desanimadoramente e procurou um conselho de Azura.

…O que você acha Azura?

…Acho que é o caminho certo, não existe tal coisa de demônio bonzinho, você deveria agir mais como um demônio! Reclamou Azura em sua mente.

Arthur queria reclamar, mas sabia que o papel de herói bonzinho não combinava com sua personalidade.

“Então, como eu vou unir o norte e conquistar Arcádia?” Perguntou Arthur.

 

2 Parte

 

Érebo assentiu satisfeito e falou:

“Antes da queda do império negro, fiz alguns preparativos para o ajudar nessa árdua tarefa. Nesse salão estão reunindo os mais poderosos guerreiros, magos, ladinos, assassinos e sacerdotes que pode existir em Arcádia!”

Arthur olhou a sua volta, mas só viu aqueles ovos estranhos.

“Só vejo ovos.”

“Não são ovos! O que você chamou de ovo, e um invólucro que os deixa em um estado de hibernação, na qual eles não sofrem a passagem de tempo.” Esclareceu Érebo.

“Eles ouviram minhas ordens?”

“Vão sim, eles foram criados para esse objetivo.”

“Criados?”

“Sim, eles são homúnculos criados a partir do meu sangue e magia, são extremamente leais, nunca o traíram, nem desobedecer uma ordem. Eles são minha melhor criação, tem a força de um bestial e a inteligência e destreza de um elfo negro, assim que despertarem vão estar prontos servir.”

Arthur meditou tudo que ouviu sobre os eventos que aconteceram em Arcádia e perguntou:

“Porque se importa tanto com Arcádia?”

“Não me importo, mas o que acontecer com Arcádia refletira em outros planos, afetando meu lar. Por esse motivo egoísta quero que você se torne um mal maior que impeça os males que estão por vir.”

Seja um mal maior, ein? Pensou Arthur, palavras nada encorajadoras.

Arthur assentiu com as palavras de Érebo.

Érebo assentiu satisfeito e moveu sua mão fantasmagórica, abrindo um pequeno portal do qual retirou vestimentas e equipamentos, do qual um deles era uma coroa branca que projetava vários espigões de cristal, adornada com diamantes e caracteres mágicos poderosos.

Com um aceno todo equipamento flutuou para as mãos de Arthur, que as segurou analisando o que poderia chamar de tesouros inestimáveis.

O equipamento que recebeu era; luvas e botas de metal negro com dragões entalhados; uma cota de malha feito de escamas negras na qual cada escama possuí um caractere mágico; placa peitoral entalhado com a face de um dragão branco com três estrelas roxas formando um triângulo invertido na testa do dragão; um cinto adornado com várias jóias; é uma grande espada pesada com o cabo negro e ao invés de a lâmina ser de aço era de cristal branco- cristal raro nos planos infernais.

Érebo explicou:

“Essa armadura foi forjado pelo fogo mágico de um deus demoníaco e entalhados com os mais poderosos encantamentos de defesa. A espada é um artefato que foi passado de geração em geração na minha família, sua lâmina e feita a partir de um cristal muito raro em meu mundo, conhecida como cristal neve o mineral mais resistente do meu mundo!”

Para Arthur a lâmina parecia ser feito de diamante, mas percebeu seu engano analisando melhor a lâmina da espada que revelou ter estrutura diferente, parecida com a do gelo.

Érebo continuou falando:

“Um bom rei deve ter uma boa coroa e uma boa armadura! Essa coroa foi forjada a partir do mesmo cristal da lâmina da espada. A magia na coroa e poderosa, reforçando a proteção contra ataques mentais e maximiza seu poder mental. Tudo isso é necessário para que você possa sobreviver as batalhas futuras.” Explicou Érebo.

Arthur assentiu encantado pelo equipamento mágico, e perguntou:

“Não da para trocar a espada por um cajado super poderoso?”

“Eu posso, mas suas chances de morrer sobem para 80% ao usar um cajado ao invés de uma espada pesada.”

“Eu fico com a espada!” Exclamou Arthur.

“Bom, agora vista seu traje e coloque a coroa, não se preocupe com suas asas, a armadura é mágica e vai se adaptar assim que você a vestir.”

Arthur começou a se vestir, começando pela cota de malha de escamas negras na qual assim que colocou em seu corpo começou a se moldar encaixando perfeitamente em seu corpo. Colocou o cinto em sua calça e as botas negras, assim como as luvas de metal requintado. A grande espada foi guardada em um espaço dimensional em seu cinto, qual pode armazenar inúmeros itens – uma função bastante útil.

Por último colocou a coroa e sentiu sua aura se tornar mais profunda e tirânica.

Arthur expandiu suas seis asas dando a ele uma imagem poderosa, a imagem de um rei e demon lord.

“Está parecido com um verdadeiro rei, agora vamos despertar os três mil homúnculos!” Érebo ergueu suas mãos fazendo ativar várias marcações sobre os ovos que começaram a brilhar intensamente e rachar revelando homúnculos bem equipados. Suas peles eram azuladas e seus rostos eram iguais uns aos outros, como se fosse clones.“Levante-se meus filhos e sirva ao seu proposito, sirva ao seu mestre qual esperaram milênios!

Os homúnculos se levantaram um por um formando fileiras atrás de Arthur. Na primeira fileira estavam mil guerreiros trajando armadura pesada e segurando enormes escudos torre e longas lanças cobertos por uma aura poderosa. Todos guerreiros eram homem, rostos angulosos e orelhas compridas como aos de um elfo negro. Seus olhos eram negros aonde devia ser branco e as pupilas azuis quase branco.

O que pareceu ser o líder disse com um som gutural:

“A primeira legião, Guardians, se apresenta! Seremos seu escudo e a lança que irá perfurar vossos inimigos! Juramos nossa lealdade, rei negro!” Ele se ajoelhou diante de Arthur seguido por todos Guardians dentro do templo.

Arthur analisou aqueles guerreiros robustos e percebeu que sua força não seria inferior a de Milaine, qual para ele era algo impossível de se comparar. Todos rostos eram iguais, mas analisando melhor o que parecia ser o líder notou em sua testa a marca do triângulo estrelar de Érebo – o que os outros guerreiros não possuíam.

“Ouço seu juramento e aceito sua lealdade, seja o escudo protetor dos que marcharam ao seu lado, e que sua lança se torne o maior pesadelo de meus inimigos!” Disse Arthur ao pedir algumas palavras para Azura.

Ele bateu o cabo da sua lança contra o chão e gritou:

“Sim! Rei Negro!”

Os guardians se afastaram, marchando para a lateral do vasto salão – o que levou incontáveis minutos – a fileira atrás dos guardians tomou seus lugares e uma bela mulher de rosto delicado e como os homúnculos anteriores tinha a mesma cor de pele e os mesmos olhos.

Seus cabelos azuis eram soltos caindo sobre seu manto vermelhos carmesim e sua mão delicada segurava um cajado feito de carvalho negro ornamentado por uma pedra oval vermelha qual irradiava um fogo abrasador.

Em sua testa o triângulo estrelar.

Com uma voz requintada e musical ela falou:

“A segunda legião, Ignis, se apresenta! Faremos chover fogo sobre seus inimigos e transformar em cinzas aqueles que não se curvarem diante de ti! Juramos nossa lealdade, rei negro!”

Arthur ficou encantado por palavras assustadoras se tornarem graciosas com a voz da líder da legião Ignis.

“Ouço seu juramento e aceito sua lealdade, faça meus inimigos se lembrarem por que o fogo é temido desde os tempos antigos!

Ela bateu seu cajado contra o chão e gritou:

“Como desejar, rei negro!”

Ela se afastou com mil magos para a lateral do vasto salão.

Em seguida foram 500 que se dividiam entre sacerdotes e clérigos, homens e mulheres de aparência iguais aos anteriores. A terceira legião se chamava de Protector, especializada em cura, reforço mágico e proteção. Uma legião que servia de suporte para as duas anteriores. Após eles foram 500 que se dividem entre ladinos e assassinos, suas estaturas eram menores e tinham seus corpos mais esguios, lembrando adolescentes. A quarta legião se chamava de Phantom, especializados em operações secretas, assassinados e na proteção de seu rei. Suas aparências eram idêntica aos anteriores, porém infantil e além que tinham a habilidade de alterar sua forma para poderem se infiltrar em outros reinos.

Cada um deles tinha sua especialidade de acordo com seu trabalho dado por Érebo, que os criou para serem os melhores em suas áreas de trabalho.

“O que achou dos nomes das legiões, legais não?” Érebo soltou uma gargalhada orgulhosa.“Eu os criei para serem especialista em cada área, você precisara de cada um deles para subjugar o norte e o restante de Arcádia. Eu quase esqueci de falar, em seu cinto dimensional está guardado ouro o suficiente para a construção de uma cidade do zero, materiais, e um pergaminho com a planta da cidade ideal, que acredito que você vai gostar. Mas para a construção da cidade será necessário a ajuda dos antigos aliados dos elfos negro, os anões de mwynau”

Érebo explicou mais alguns detalhes e a possível localização dos anões que desapareceram durante a era do caos. Conversaram sobre os passos para a dominação do norte.

Sem perceber Arthur já tinha assimilado o papel de vilão perfeitamente.

 

3 Parte

 

Sentada próximo da fogueira estava Liz Barduck, olhando o bruxulear da fogueira e os elfos negro que dançavam alegremente comemorando sua grande vitória. Ela estava fantasiando sobre o momento em que esteve nos braços forte de Arthur e sua declaração cheia de amor. Em sua mente a cena do beijo se repetia em loop infinito.

Inconscientemente tocava seus lábios e suspirava apaixonadamente, desejando o beijar novamente.

“…Arthur….”Disse ela entre seus suspiros, um nome que se repetiu inúmeras vezes desde que ele saiu com os anciões.

Liz começou a gostar de Arthur desde seu duelo contra ele, com as brincadeiras e assédios de Arthur passou a inconscientemente a gostar mais ainda, mas reprimia aquele sentimentos pelo filho de Milaine, fora que ele apenas tem 10 anos é ela 19, o que para ela, Arthur era novo demais e qualquer pensamento romântico era imoral.

Agora era diferente, Arthur parecia um adulto e o seu desaparecimento foi o gatilho para que seus sentimentos suprimidos fossem liberados. Mas nada disso importava, ele se declarou para ela, e Liz aceitou seu amor e conseguiu falar seus verdadeiros sentimentos.

“…Eu o amo……” Disse ela com suas bochechas rosadas se tornando puro vermelho ao se lembrar dos braços forte dele e o beijo cheio de amor.

Liz colocou suas mãos sobre as bochechas e se contorceu estranhamente dizendo palavras incompreensíveis.

Milaine que viu aquele cena se desenrolar inúmeras vezes durante a última hora, não podia suportar mais e se levantou colocando uma mão em cima dos delicados ombros de Liz.

“…Sabe Liz, eu vi seu beijo quente entre você e meu filho, mas não sei se aprovo o relacionamento amoroso de vocês dois!” Disse Milaine com um sorriso assustador.

As palavras dela trouxeram Liz de volta para a realidade.

“Eh?!….Por que não, ele me ama!” Protestou ela com uma voz estúpida.

“Por que ele é meu filho e quero o melhor para ele, fora que não sei se essa sua cintura fina poderá dar nascimento a um neto!”

“O-ooquee você esta falando?! Filhos, é muito cedo para estamos falando sobre isso, fora que acredito que daqui alguns anos um filho ou dois será inevitável hehehe!” Disse liz com um rosto vermelho enquanto soltava um riso envergonhado.

Milaine segurou as duas bochechas de Liz e as puxou falando:

“Sua pequena anã sem vergonha!”

“AI, ai, ai pwaarew cmmosm issso!” Com sua bochechas sendo puxadas suas palavras saíram incompreensíveis.

A bronca de Milaine continuou até os anciões retornarem e as duas voltaram sua atenção para eles, que logo notaram que Arthur não estava presente.

“Por que ele retornaram sem meu bebê?” Perguntou Milaine.

“Durante essa comemoração, Arthur falou sobre algo escondido a baixo do templo, talvez ele esteja lá.” Disse Liz enquanto massageava suas bochechas doloridas.

“Hum…Compreendo…Vou esperar um pouco, caso ele não aparece colocarei esse templo abaixo!” Disse Milaine em um tom assustador.

Liz assentiu e de repente perguntou:

“Milaine, você sabe que Arthur não tem planos para retornar e decidiu ser rei dos elfos negro. O que você ira fazer?” Perguntou Liz que estava com essa dúvida em sua mente.

“Eu planejava dar uma boa surra nele e o arrastar de volta para casa!”Disse Milaine.” Mas, Arthur sabe o que faz apesar de sua pouca idade é mentalmente um adulto. Como sua mãe estarei do seu lado e o ajudarei com meus conselhos e minha força, as terras do norte são bem perigosas. É você, sua anã sem vergonha o que planeja fazer?”

“Claro, que como sua mulher eu o iriei seguir para onde ele for!” Ela respondeu sem hesitar.

“Eu não aprovei você com minha nora!” Disse Milaine cruelmente.

“Ehhhhhh?! Por que não…” Liz começou a choramingar enquanto Milaine a provocava impiedosamente.

Aquela cena se repetiu várias vezes até a festividade parar e todos voltarem sua atenção para a entrada do templo.

“Parece que ele retornou.” Disse Milaine em tom baixo.

Liz assentiu e olhou para a entrada do templo.

O que veio a seguir fez elas duvidarem de seus olhos.

Arthur apareceu vestindo uma armadura negra e em sua cabeça uma coroa requintada. Ele parecia diferente e a aura que emitia era tirânica, fazendo os pensar que estavam diante de algo que jamais iriam poder alcançar.

Lilith qual estava próxima da entrada, tremeu e se ajoelhou de forma inconsciente ao sentir aquela aura mágica poderosa.

Não somente Lilith mais todos presentes se ajoelharam perante ele, até mesmo Liz, como se fosse algo natural a se fazer.

Arthur caminhou com passos largos e elegantes para fora do templo, atrás dele seguiu enormes guerreiro de armadura negra e elmos que projetam dois longos chifres, elmo que escondem seus rostos deixando apenas seus olhos azuis quase branco visível. A procissão continuou com belas mulheres de aparência exótica vestindo um luxuoso manto vermelho e cajado que emite uma poderosa aura mágica. Sacerdotes, clérigos, Ladinos e assassinos que se mesclavam nas sombras, fazendo os parecer que a sombra era uma extensão de seus corpos.

“Que raça é essa, é porque todos são parecidos?” Perguntou Milaine assustada com as poderosas criaturas.

“E-eu também não faço a minima ideia, parecem com os elfos negros, mas seus olhos e suas peles azuladas……Talvez seja alguma variação de sub-espécie de elfo negro……O mais importante por que eles estão seguindo Arthur?”

A procissão parou e as legiões entraram em formação.

Os elfos negro saudaram em uníssono:

“Brenin-Arthur, saudamos seus retorno!”

“Levante-se meus brawd, conheçam seus novos irmão e irmãs!” Disse Arthur com uma voz majestosa, digno de um rei.“Eu recebi as bençãos de Érebo para facilitar a nossa árdua jornada que nos espera no futuro. Passaremos por provações e dificuldades……Enfrentar Ulundir me fez perceber que as terras do norte estão infectadas por um mal, um mal chamado de reis bruxos, quais infectam as terras do norte como uma praga!”

Milaine notou que seu filho claramente estava querendo incitar os elfos negro a lutar contra os reis bruxos. Só não compreendeu o porque ele estava querendo fazer algo tão perigoso.

Arthur continuou com seu discurso:

“Eu planejava construir uma gloriosa cidade nas planícies desoladas e conviver pacificamente com aqueles que desejarem ser nosso aliados, mas, será que os reis bruxos irão ficar quietos, quando construímos pacificamente nossa cidade?” Arthur balançou a cabeça tristemente.“Temo que não, irão nos atacar e vão querer nos escravizar, assim como fizeram com as outras raças que vivem no norte.”

Aos poucos os elfos negro começaram a perceber o perigo que era os reis bruxos. Esse fato ficou ainda mais claro quando se lembraram de Ulundir e todo estrago que ele causou, se não fosse por seu Brenin estariam todos mortos.

Poderiam eles ficarem parados e esperar que fossem atacados, quando construir sua cidade?

A resposta veio nos vários gritos dos elfos negros que clamavam pelo fim dos reis bruxos, pelo fim da praga que assola o norte.

“Eu sinto o mesmo que vocês, não irei permitir que os reis bruxos façam o que quiser nas terras do norte. Terras das quais uma vez pertenceu ao império negro, regido por leis e regras quais todos viviam em paz. Mas, infelizmente vivemos em uma terra selvagem e sem leis. Quando fui invocado pensei que meu dever era apenas os salvar e trazer a prosperidade para seu povo, mas vendo a maldade de Ulundir me fez pensar nas outras raças que sofrem nas mãos desses bruxos cruéis! Eu digo a todos vocês, meus Brawd, meu coração não consegue suporta tal mal, eu irei marchar contra as cidades do reis bruxos é um por um irei os fazer pagar as contas das inúmeras injustiças que vem cometendo contra todos os povos do norte!”

Com aquelas palavras todos gritavam enlouquecidos clamando por justiça, pela libertação das raças escravizadas pelos reis bruxos.

Milaine e Liz assistia aquela cena fantástica se desenrolando.

“Desde quando ele se tornou tão eloquente, até mesmo eu sinto vontade de pegar minha espada e acabar com a raça dos reis bruxos!” Disse Milaine e deu um puxão nas bochechas de Liz que gritava ao seu lado enlouquecida como todos elfos negro.

Liz tinha caído para o discurso de Arthur.

O discurso continuou:

“Iremos por um fim a essa praga e restaurar as leis que uma vez governaram com paz e igualdade as terras do norte. Meus brawd nosso objetivo, nosso dever e trazer lei e ordem para essa terras selvagens. Unificar todos povos sobre um só estandarte, sobre uma só lei, sobre um só rei!” Gritou Arthur expandindo suas seis asas fazendo sua imagem parecer gloriosa e mística.

Atrás dele os Guardian bateram o cabo de suas laças contra o solo irregular. Ele abriram espaço para seu líder passar que segura o estandarte de seu rei, cada líder de uma legião surgiu carregando o mesmo estandarte ficado ao lado de seu rei.

Um dragão branco com o triângulo estrelar de Érebo sobe o céu negro era o estandarte de seu rei.

“Marcharemos pelo norte com esse estandarte, como poderosos dragões. Será o símbolo de poder e liberdade!”

Todos olharam sentindo a pressão avassaladora que o estandarte emanava e glorificou e invejou aqueles que tiveram a honra de erguer o estandarte de seu rei.

O discurso continuou de maneira apaixonada e eloquente.

Arthur conversou com todos anciões sobre os planos futuros qual Érebo acreditava ser melhor para seu povo e a criação de um lei especial para que o rei possa ter mais de uma esposa – o que ela a vontade de Érebo assim mencionou Arthur para convencer os anciões.

Depois de acertar vários detalhes procurou relutante por sua mãe, claro que ele não podia iniciar a conquista do norte sem o concedimento de sua mãe.

Ele encontrou o grupo todo junto e começou a explicar sobre a jornada que teria a partir de agora e os perigos que irá enfrentar nas terras do norte.

Cada um reagiu de uma forma diferente. Milaine tinha um sorriso forçado, qual dizia que iria receber um novo puxão de orelha. Liz um rosto vermelho, qual parecia não ter ouvido nada. Markus gritava e segurava as duas machadinhas pronto para enfrentar os reis bruxos, qual o discurso funcionou muito bem. É Lilith qual iria ajudar em troca de algumas gotas de seu sangue, qual ela queria pagamento adiantado……É Goetia, sua filha iria ajudar sem ter que pedir, qual ele tinha esquecido completamente.

Todos tiverem reações diferentes, mais seguiriam Arthur em sua heroica – ou vilânica – aventura para ajudar as terras do norte – ou conquistar.

Assim deve início ao evento histórico mais importante das terras do norte: caça aos reis bruxos!

Comentarios em AUMDA: Capítulo 16



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Índice×

  1. 1
    Nova Vida!
  2. 2
    Liz a Druida
  3. 3
    Batalha nas cordilheiras (1 parte)
  4. 4
    Batalha nas cordilheiras! (2 Parte Final)
  5. 5
    Técnica de Qi? Lilith? Azura? (1 Parte)
  6. 6
      Técnica de Qi? Lilith? Azura? (2 Parte Final)
  7. 7
    AUMDA: Aviso sobre lançamento
  8. 8
    AUMDA: Capítulo 7
  9. 9
       Crise dos elfos negro (Parte 2)
  10. 10
      Crise dos elfos negro (Parte 3 final)
  11. 11
      Ascensão (Parte 1)
  12. 12
       Ascensão (2 Parte final)
  13. 13
    Viajando para as terras desoladas do norte!
  14. 14
    Antes da batalha!
  15. 15
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (1 Parte)
  16. 16
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (2 Parte final)
  17. 17
    Segredo dos elfos negro e planos para o futuro!
  18. 18
    Intermissão
  19. 19
    Três anos depois (1 parte)
  20. 20
    Três anos depois (2 parte final)
  21. 21
    A procura pelos anões!
  22. 22
    Sobre AUMDA e HDUM
  23. 23
    Um monstro chamado Milaine!
  24. 24
    A jovem rainha! (1 Parte)
  25. 25
    A jovem rainha! (Parte 2)
  26. 26
    A jovem rainha! (3 Parte final)
  27. 27
    Reencontro impossível! (1 Parte)
  28. 28
    Reencontro Impossível!(2 Parte Final)
  29. 29
    A caminho de Ryfhel! (1 Parte)
  30. 30
    A caminho de Ryfhel! (2 Parte Final)
  31. 31
    Ryfhel, a mais gloriosa cidade de Arcádia!
  32. 32
    Jantar com a família real! (1 Parte)
  33. 33
    Jantar com a família real!(2 Parte Final)
  34. 34
    Antes do torneio
  35. 35
    Vencedor!
  36. 36
    Intermissão
  37. 37
    Tempo de guerra!(1 Parte)
  38. 38
    Tempo de guerra! (2 Parte)
  39. 39
    Tempo de guerra!(3 Parte final)
  40. 40
    Bloodbath! (1 Parte)
  41. 41
    Aviso importante HDUM
  42. 42
    Bloodbath! (1 Parte)
  43. 43
    Bloodbath! (2 Parte Final)
  44. 44
    Nascimento de um rei demônio!
  45. 45
    Epílogo
  46. 46
    Aviso sobre AUMDA!
  47. 46
    Prólogo
  48. 47
    Nova Vida!
  49. 48
    Arquimago da Névoa Congelante!
  50. 49
    Ars Goetia!
  51. 50
    Aprendendo a lançar feitiços!
  52. 51
    Intermissão
  53. 52
    A Druida! (1 Parte)
  54. 53
    A Druida! (2 Parte Final)
  55. 54
    Duelo Mágico! (1 Parte)
  56. 55
    Duelo Mágico!(2 Parte)
  57. 56
    Duelo Mágico! (3 Parte Final)
  58. 57
    Intermissão 2
  59. 58
    Batalha nas Cordilheiras! (1 Parte)
  60. 59
    Batalha nas Cordilheiras! (2 Parte)
  61. 60
    Batalha nas Cordilheiras! (3 Parte Final)
  62. 61
    Epílogo
  63. 62
    A Cidade dos Aventureiros, Al-Markhen! (1 Parte)
  64. 63
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (2 Parte)
  65. 64
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (3 Parte Final)
  66. 65
    Separação!
  67. 66
    Entrando em Al-Markhen e Curando a Jovem Espadachim!
  68. 67
    Guilda dos Aventureiros! (1 Parte)
  69. 68
    Guilda dos Aventureiros! (2 Parte Final)
  70. 69
    Akai Ito, O fio Vermelho do Destino!
  71. 70
    Intermissão