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Três anos depois (2 parte final)

 

2 Parte

 

O trono de prata estrelar era frio, não como gelo, mas como as luzes de uma estrela. Arthur tentou entender como reis consegue ficar tanto tempo sentados em um trono. Em apenas seis horas sentando no trono ouvindo seu povo, foi o suficiente para o fazer desconfortável.

Ele queria se mover, levantar, estirar suas pernas, mas não o fez, ao invés disso permaneceu imóvel como uma montanha, ouvindo atentamente as palavras do seu povo.

Há três anos eu vivia correndo atrás da minha pequena fada, pensou ele.Agora sou rei, casado, tenho filha, um dever com o que chamo de povo……Mal completei 13 anos é sou um adulto, mentalmente e na aparência e tenho que governar 200 mil pessoas!

Arthur não se arrependia por ter se tornado rei, nem o caminho que estava seguindo, apenas não gostava de ficar parado sem fazer nada. Enquanto Liz ajudava nos campos com sua magia, Nina comandava os caçadores, entrando nos bosques, caçando monstros perigosos.

Lilith ficava ao seu lado como sua rainha, em determinado assunto quando não sabe o que fazer ele recebe seus sábios conselhos. Não só Lilith, como Azura as vezes o ajuda com sua vasta experiência.

Arthur não governava sozinho, ele tem ajuda de todos, compartilhando e aliviando seu fardo.

Em meio a grande fila, chegou a vez de uma mulher, não humana, mas uma lâmia. Metade superior do seu corpo era de uma bela mulher, metade inferior era a cauda de uma serpente.

Entre as raças que pediram abrigo, o povo lâmia foi o mais belo em sua opinião. Assim como as fadas, elas tinham um charme natural que atraí e enfeitiça os homens.

Em seus braços era carrega uma criança, inicialmente pensou que era humana, mas depois percebeu que era uma lâmia.

Ela fez uma reverência e com um sibilar melódico falou:

“Rei negro, peço que abençoe está criança com um nome!” Pediu a lâmia que estendeu a criança lâmia.

Nesse três anos inúmeras mães o procurava para dar lhe nomes para suas crianças, principalmente os não humanos, uma vez nomeado, cresceriam mais fortes do que as crianças comuns.

Arthur não hesitou e com um aceno de mão um dos guardas pegou a criança e o entregou, ele é Lilith se entreolharam e um sorriso quebrou em seu rosto.

Será que um dia vou ter um filho de Lilith? Se perguntou curioso.

Ele tinha ouvido falar que as raças demoníacas era diferente dos humanos que tem filhos facilmente. Demônios levam muitos anos, as vezes séculos para gerar filhos, assim como os elfos negros. Liz entre elas e a que mais tinha chances de gerar um filho, mas ele se preocupava com seu delicado corpo.

Arthur não tinha pressa, fora que não era o melhor momento para ter um filho. Mas as vezes quando dava um nome para uma criança, sua mente se enchia com essas ideias e inevitavelmente olhava para Lilith que podia apenas sorrir amargamente.

Ele voltou atenção para a criança e sorriu ao falar:

“Será uma garota forte e sábia, eu te nomeio Sarff Doeth!” Após nomear a criança as três estrelas invertidas em sua testa brilharam e a criança foi envolto pela luz pálida e ao mesmo tempo sentiu seu poder mágico diminuir. As escamas do bebê lâmia se tornaram preto como obsidiana, em seus olhos um tênue brilho de inteligência.

Arthur entregou a criança para sua mãe e seguiu com a sessão com seu povo, uma duzia de mães não humanas pediu sua bença, outra duzia queria ter um filho dele o que provocou a ira de Lilith. Dois guerreiros visivelmente bêbados discutiam e um culpava o outro de copiar seus nomes de guerra. Humanos solicitavam empregos, outros que fizesse parte de suas forças.

Havia todo tipo de pessoas e todos tipos de pedidos, muitos deles sem sentido, enquanto outros extremamente útil para nova Lilac.

Por último dois homens trouxeram uma carroça que carregava algo envolto por panos. Os dois homens retiraram os panos, revelando uma grandiosa estátua de obsidiana, retratando o rei negro.

Os olhos de Lilith brilhou e imediatamente a estátua foi aceita e os dois contratados como artesões reais.

Ao sol de meio dia a sessão foi encerrada e ele se retirou para dentro de sua tenda, se jogando nas várias almofadas sobe a rica tapeçaria.

“…Sinto que não nasci para ser rei…”Disse ele soltando um longo suspiro.

“Talvez esteja certo, mas não posso imaginar um rei melhor do que você, todos te amam, seu nome é retratado como o de um santo, apesar de ser um demônio. Em todos meus longos anos de vida, estive na presença de vários reis, mas nenhum deles como você. O que você faz vai além de sua obrigação, por esse motivo que essas pessoas o amam.” Disse lilith tentando o encorajar.

Arthur soltou um riso e puxou Lilith para baixo e com um sorriso falou:

“Seu amor é mais do que o suficiente para mim.” Disse ele enquanto abraçava Lilith carinhosamente.

“E-eu sei, mesmo assim é importante ter o amor deles, o medo pode controlar essas pessoas, assim como os reis bruxos fazem, mas iria apenas trazer o mesmo destino que os reis bruxos sofrem. Porém o amor os amarra com uma corrente invisível e mesmo em face de um grande perigo jamais irão o abandonar, gritaram seu nome com alegria, morreram com sorrisos e seu nome será exaltado pelo seu povo.” Disse Lilith sorrindo diabolicamente.

“O amor é um doce perigoso qual prefiro não provar, mas qual homem é livre de amar? Mesmo que eu pudesse extinguir esse amor que sinto por vós, eu prefiro enfrentar todos infortúnios que o amor pode trazer. Pois só o amor me permite ter você em meus braços e o sabor de mel de seus lábios.” Arthur a beijou gentilmente, provando os doces lábios de sua amada.

Lilith separou seus lábios dele e soltou um riso tímido ao falar:

“Antes você era um meio demônio, depois se tornou um demon lord, um rei, é agora um poeta? Sempre me surpreendendo, rei poeta!” Disse ela soltando uma gargalhada animada.

Arthur riu junto e se deliciou daquele momento divertido.

3 Parte

Lilith organizava uma pilha de pergaminhos enquanto Arthur olhava para um grande mapa sobe a mesa. No mapa está localizado o terreno próximo e as doze cidade estados. Ao redor das planícies desoladas havia cinco cidades estados; Tuhhar; Muhûr; Yhanrar; Bhahar; Bâr. Todas marcadas com um “X”, cidades que Arthur conquistou.

Apesar do nome cidade estado, era mais parecido com uma fortaleza e ao seu redor casas de barro e palha, moradias pobres feitas por escravos. Ele jamais moraria naquelas fortalezas grotescas ou pedir para seu povo morar em casas feitos de barro e palha, então após evacuar todos e claro levar todo tesouro dos reis bruxos, destruiu todas fortalezas, transformando em uma pilha de escombros.

Em três anos derrotou cinco reis bruxos que para sua surpresa eram fracos, quando se comparado com o rei bruxo Ulundir.

Com as cinco cidades estados subjugadas agora ele pode respirar aliviado sem temer um ataque sorrateiro. Apesar que com os Phantom a possibilidade de um ataque surpresa é quase zero. Nas cidades estados restante há vários de seus agentes infiltrados, se passando por soldados, recolhendo informações e transmitindo as informações através do link mental que todos compartilham entre si, como uma só entidade.

Link mental que ele pode acessar e ver através dos olhos de qualquer Phantom, os espiões perfeitos, tão perfeitos que chegava a ser assustador.

Todas legiões tem suas habilidades únicas, como a legião Phantom, ou a legião Ignis que podem controlar qualquer chamas e conectar suas magias, criando uma super magia com o poder de mil magos.

Quando Érebo tinha tido que eram os melhores, não era mero orgulho, mas sim uma verdade aterrorizante! Fora que magos são raros em Arcádia, mesmo nas fileiras dos reis bruxos havia apenas meia duzia de magos. Por esse motivo, ter mil magos poderosos que podem unir suas magias era algo que faria qualquer rei tremer de medo só de pensar na existência de tal força assustadora.

Não somente magos, mas Sacerdotes e clérigos eram ainda mais raros, podendo ser contado nos dedos qual pais tinha um sacerdote ou clérigo e seus números. Porém Arthur tem 500 deles, uma quantidade surreal. Sem contar os inúmeros humanos, demi-humanos que se junta as suas fileiras.

Arthur era uma força a se temida!

Porém ele teria dificuldade em conquistar as outras cidades estados por causa do terreno e a distância que separa cada uma delas, caso ele planejasse um ataque contra um dos reis bruxos, teria que pagar um grande custo e esforço de guerra.

Por esse motivo ele não iria avançar contra as cidades estados restante e focar na construção da nova Lilac.

Mas a construção da grandiosa nova Lilac seria impossível sem as técnicas e habilidades dos anões de mwynau.

Como ele não pode dar o luxo de procurar pessoalmente pelos anões, pediu para Annúndir fazer a árdua e perigosa tarefa de procurar pelos anões nas montanhas negras de Tywyll. Lugar que se encontra a entrada para uma das cidades dentro das montanhas negras abandonadas pelos anões.

Milaine, Markus e Rodwen e outros guerreiros foram juntos para facilitar a procura pelos anões.

Já faz uma semana que partiram, espero que nada aconteça com minha mãe e o pessoal, Arthur rezou pela segurança do grupo.

Sabia que não seria uma jornada fácil, sabia que as montanhas negras de Tywyll era lar de inúmeros monstros e outras criaturas ancestrais. Temia o que eles podem encontrar dentro das ruínas da cidade abandonada pelos anões.

“Lilith, o que você sabe sobre os anões?” Perguntou ele curioso.

Lilith parou por um momento e respondeu:

“Humm….De acordo com alguns livros são uma raça de rabugentos, orgulhosos é cabeças quentes. Deixando sua personalidade de lado, são os melhores artesões e construtores de Arcádia, mesmo as melhores armas feitas pelos elfos são insignificante perante as dos anões……Todos anões abandonaram suas cidades e desapareceram, muitos acreditam que eles fugiram para o subterrâneo para escapar das forças de Tenebris.” Disse Lilith.

“Interessante, Tenebris deve ter sido um dragão assustador, são todos dragões tão poderosos assim?” Arthur perguntou curioso, pois ele quase nada sabia sobre os dragões.

Lilith balançou a cabeça em negativa e falou:

“Não, Tenebris era especial por ser o último dos reis dragões, sobrevivente das guerras exaltadas.” Ela respondeu enquanto terminava de organizar as pilhas de pergaminhos.

“Guerras exaltadas?”

“As guerras exaltadas ocorreu há mais de 3.000 anos atrás, aonde cada raça de Arcádia se uniu em um poderoso exército, travando uma luta contra os reis dragões e contra seus reinos, uma longa guerra que durou vários séculos até os reis dragões serem vencidos pelos grande números de inimigos, entre eles Tenebris foi aparentemente morto e seu reino destruído, mas na verdade, de alguma forma ele sobreviveu e fugiu para abissal, uma grande fenda no solo qual vivem os piores monstros de Arcádia.”

Era a primeira fez que tinha ouvido falar sobre as guerras exaltadas e a existência de outros reis dragões.

Então uma dúvida surgiu:

“Por que nunca ouvir falar sobre as guerras exaltadas, o que deu inicio a guerra?”

Lilith terminou seu trabalho e sentou-se no colo de Arthur, com sua voz jovial ela falou:

“Guerras podem começar por vários motivos, algumas nobres outras por ganância, ignorância, intolerância, religião……Uma longa lista, mas as guerras exaltadas foi o resultado da cobiça, manipulação e medo, um plano tão bem planejado que chegou a ser assustador para nós demônios! Sobre o motivo de você nunca ter ouvido falar sobre as guerras exaltadas e por que os humanos tendem a esquecer ou deliberadamente apagar o que não é conveniente para sua raça. Um bom exemplo é o grandioso e heroico cavaleiro Arthur qual derrotou Tenebris, mas não contam que ele gostava de massacrar povoados inocentes e somente enfrentou Tenebris após cobrar uma boa recompensa e apenas o enfrentou após ele estar morrendo. Mas os homens transformaram uma pessoa vil em herói e aquele que desejava vingança em um ser maligno.”

Arthur estava perplexo demais ao ouvir a verdade por trás da história que todos em Arcádia aprendem desde crianças. Mesmo ele adorava os momentos em que Milaine contava as várias histórias sobre o cavaleiro Arthur.

Após ouvir sobre tudo isso ele perguntou:

“Lilith, você disse que alguém manipulou as raças de Arcádia para guerrear contra os reis dragões, quem?” Perguntou ele.

Seus olhos dourados brilharam com uma intenção de matar, e ela respondeu:

“Meu amor, guarde bem o nome dessa raça, pois eles são a pior raça que existe no mundo! Por trás de toda essa desgraça que se abateu sobre Arcádia estava os celestiais, nossos arqui-inimigos eternos!” Disse era com uma fúria na voz.

“Celestiais?”

“Sim, eles não são de Arcádia assim como nós demônios. Esses bastardos da luz, se fingem de bonzinhos, ajudando as raças ignorantes, as manipulando para acreditarem que eles são deuses e que tudo que não for da luz é do mal. O principal motivos deles desejarem a destruição dos reis dragões era porque eram uma ameaça em potencial para seus planos.”

“Como assim eles não são de Arcádia, você também não é de Arcádia?” Perguntou ele sentido um mar de perguntas surgindo em sua mente.

“Os celestiais vivem em suas cidades voadoras vagando pelo mundo. Eu vim de outro continente, além dos mares do sul. Para sua surpresa ou não, Arcádia é um pequeno continente quanto comparado com o continente demoníaco e as cidades voadoras dos celestiais.”

“Eu imaginei que haveria outras terras além de Arcádia, mas cidades voadoras e megas continentes é um pouco demais……Pensando bem, por que você e Allan vieram para Arcádia?”

Lilith ficou em silêncio até falar:

“Não acha que está perguntando demais, amor?” Ela perguntou.

“Nenhum pouco, quero saber o motivo de minha querida, amada, e formosa esposa ter vindo para Arcádia.”

“Humm….Uma dama tem seus mistérios, vamos deixar esse assunto para um outro momento, certo?” Disse ela fazendo beicinho.

“Espero que um dia você possa me contar, mas independente do motivo eu te amo e pode contar com minha ajuda se precisar!” Arthur acariciou seu rosto e a beijou, transmitindo seu amor para aquela doce garota demoníaca que é sua esposa.

Ela retribuiu o beijo e com um olhar sedutor, falou:

“Não se preocupe, sou sua e ficarei ao seu lado até meu último suspiro.”

Arthur sorriu docemente e falou:

“Que as garras da morte e do tempo não ouse jamais te levar, pois você é minha para sempre e para sempre deve estar ao meu lado, mesmo que as estrelas caíam do céu e esse mundo se torne pó.”

“Oh, como és um bobo, mas eu te amo!” Ela o beijou e ele retribuiu.

Um dia comum e trabalhoso de Arthur.

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