Kuork

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Um monstro chamado Milaine!

 
O grupo levou vários dias para chegar até o fim das escadarias, que davam á grandes portas de ferro, uma delas estava destruídas, enquanto a outra estava esculpido com palavras antigas, língua de pedra – assim era conhecido a língua dos anões.

Ao redor da grande porta de ferro, vários esqueletos de anões, grande parte guerreiros – ou achava, por estarem trajando armaduras. Ladinos da legião Phantom seguiu em frente, usando suas habilidades para detectar armadilhas.

Markus caminhou ao lado de Milaine e Rodwen, olhando os arredores, avistando pequenos esqueletos dos anões, que por sinal, haviam sido mortos a milênios atrás. É ele esperava que o que tinha matado os anões, estivesse morto.

As feiticeiras que enfrentou durante o caminho foi o suficiente para desejar nunca mais querer as enfrentar novamente. É aranhas agora era a coisa que menos gostava nesse momento.

As portas revelaram um corredor largo, sustentados por pilares, e enfeitados com esqueletos de anões e monstros.

“Será que os anões de Mwynau realmente sobreviveram?” Perguntou Markus.

“Acredito que sim.” Respondeu Milaine.“Mas, caso estiverem todos mortos, vou chutar seus esqueletos até que voltem a vida!”

Rodwen soltou uma gargalhada junto com outros guerreiros. Milaine parecia não temer nada, rindo, enfrentando bravamente as perigosas feiticeiras. Ela se tornou o pilar emocional que mantém a coragem dos guerreiros humanos.

Annúndir iluminava o corredor com uma orbe de luz, e falou:

“Os anões de Mwynau, eram nossos aliados mais antigos……Muitas de nossas cidades foram construídas pelos anões, belas cidades, que agora são ruínas……Ruínas que sobreviveram a passagem do tempo……Não se passou nem 590 anos desde da última vez que eu dormia ouvindo as história do meu pai, histórias de quando ele era apenas um garoto, contou como viu com seus olhos o império negro cair, e todo norte ser engolido pelo fogo do rei demônio Baltazor, destruindo tudo o que uma vez foi chamada de pérola do norte! Toda fez que ele contava sobre a gloriosa Lilac, seus olhos se enchiam de lágrimas, pesar e saudades…” Disse Annúndir com uma voz embargada.

Rodwen nasceu muito tempo depois do fim do império negro, tudo que sabia foi contado pelos anciões, dias em que passavam ao redor de fogueiras contando as glórias do passado. Sempre foi fascinando pelas histórias dos anciões, imaginando como seria viver naquela época de glória, riquezas e alegria.

Milaine falou:

“Não foram apenas o império negro que sofreu naquela época, os taurianos, os bestiais, incontáveis reinos humanos, élficos, e a lista é enorme……Aquela era de ouro, quando todos reinos e raças eram unidas e viviam em paz, tudo destruído pelo maligno rei dragão Tenebris!” Disse ela com pesar, e com uma pitada de nostalgia como se tivesse vivido naquela época.

(Nota: Alguns podem pensar que alguns pontos da história podem ser divergentes, mas quero lembrar que cada personagem vê os acontecimentos de eras passadas de forma diferente, um bom exemplo é Lilith que fala no capítulo 19, que toda tragedia foi causada pelas raças da época. Só para reforçar muitos pontos históricos da história pode mudar dependendo de qual personagem ou de qual reino ele pertence…)

O grupo seguiu até o final do corredor, passando por cima de grandes portas de ferros tombadas no chão, marcados por várias garras. Um grande salão se estendia a frente deles, no meio do salão havia uma grande cratera, na qual foi construído uma grande cidade, pelas ruínas deixadas deduziram que fosse magnífica eras atrás. Grandes muralhas negras, feitas de granidos, cercavam a cidade – pelo menos a metade da cidade, já outra parte era um monte de entulho.

No teto havia colossais estalactites junto com grandes pedras azuis que emitem uma luz pálida, iluminando o local. Um Phantom levantou a mão, sinalizando para todo grupo, Milaine, Markus, Rodwen e Annúndir se aproximaram e viram os resto de uma carcaça ainda fresca, e outros sinais sutis da presença de terceiros no local. Seguiram fazendo o menor barulho possível, se esgueirando entre pedras e pilares caídos, se dirigindo até a cidade construída na cratera.

Nas muralhas ainda em pé, notaram a presença de criaturas de pele cinzenta, dentes serrilhados e grande orelhas, que lembravam os de morcegos, seu corpo era delgado, com longos braços finos que se arrastavam pelo chão, e ao invés de unhas havia longas carras.

“Skotádi….” Um guerreiro sussurrou com medo.

Skotádi eram criaturas que viviam nos lugares mais escuros, nos mais assustadores. São criaturas conhecidas por sua velocidade e força, e em algum lugares escuros de Arcádia, conhecidos por seu amor pela carne e sangue.

“Nossa sorte é péssima.”Disse Milaine.“Um Skotádi nunca anda sozinho. Sempre em bandos, como lobos, é digo: aquela cidade se tornou o ninho deles!”

Annúndir tirou um pergaminho de suas vestes e analisou mais uma vez o mapa, que de acordo com as informações havia uma passagem secreta abaixo de uma das construções da cidade abandonada Mwyanu.

Annúndir soltou um suspiro e falou:

“A entrada para a passagem que deve nos levar para onde os anões fugiram está abaixo de um dos edifícios……Mas, se há um ninho de Skotádi, não temos escolhas a não ser voltarmos, nosso brenin nos ordenou a recuar se houvesse uma situação muito perigosa….É um Skotádi, é morte certa!”

Milaine falou:

“Eu vou distrair ele, enquanto vocês seguem para dentro da cidade.”

“Você enlouqueceu?! Um Skotádi não é como as aranhas que enfrentamos! Sua força, velocidade são superiores a qualquer monstros existente….”

Antes que Annúndir pudesse terminar de falar, Milaine sorriu, um sorriso zombeteiro e falou:

“Se realmente acredita nisso é por que nunca conheceu um monstro igual a mim! Não se preocupe velho, siga como o planejado. Se meu filho precisa desses anões, ele vai os ter, não importa o custo, não importa se para isso eu tenha que colocar toda montanha abaixo!” Ela disse e disparou para aonde um Skotádi estava e logo foi notada pelas criaturas sombrias, movendo como um exame de abelhas atacando ela de todos lados.

Annúndir e o grupo não podia fazer mais nada e seguiu para dentro da cidade, tendo cuidado para não chamar a atenção dos Skotádi, desaparecendo entre os edifícios da cidade abandonada Mwynau.

Os Skotádi era como zangões atacando de todos os lados, borrões indistinguíveis para pessoas comuns, mas não para Milaine, que era tão rápida quanto os Skotádi. Cortando centenas a cada golpe de sua espada de duas mãos.

”[Primeiro corte: Assobio]! ” Seguido do som ensurdecedor, tudo em um raio de dez metros foi cortado em incontáveis pedaços, formando um circulo da morte a sua volta, mas isso não parou o ataque dos Skotádi, que parecia não ter fim, saindo da cidade como uma enxame de abelhas, atacando cegamente.

Milaine usou o segundo corte, grito, atordoando as criaturas por alguns instantes, tempo suficiente para aumentar o número de corpos.

Vendo que mais deles se aproximavam, ela gravou a espada no chão e gritou:

”[Sétimo corte: Daeargryn]! ” Com suas a palavras a espada irrompeu uma vibração poderosa, fazendo todo solo tremer violentamente, rachaduras apareceram, engolindo centenas de Skotádi, e estalactites menores caíram por todo salão. Por sorte nenhum deles caiu sob seus aliados.

Com apenas um ataque, quase todos Skotádi foram mortos, os que sobreviveram correram para todos os lados, se escondendo, fugindo daquele monstro chamado Milaine.

“Até que foi fácil………”

Antes que pudesse terminar a frase, sentiu algo caindo sob ela, com sua grande agilidade, desviou da grande mancha branca, que rasgou o solo com enormes garras. Diante dela estava uma criatura parecida com os Skotádi, a diferença estava em seu tamanho e nas grandes asas de morcego em suas costas.

A rainha, pensou ela, não perdendo tempo, a atacou como um gesto de boas vindas, uma bem calorosa e nada agradável gesto de boas vindas. Milaine usou o primeiro e segundo corte uma atrás do outro, ferindo o ouvido sensível da rainha, cortando sua pele branca, dura como rocha. A criatura chamada de rainha, expandiu suas asas e deu um voo rasante, trazendo ventos furiosos.

Milaine, bloqueou parte do vento com sua espada [Assobio] e usou Qi nos músculos de sua perna, saltando alto, e gravando sua espada nas costas da rainha, que soltou um guincho estridente. Continuou com o voo, subindo cada vez mais alto, fazendo vários voos rasantes na tentativa de se livrar de Milaine em suas costas.

Ela se manteve firme na criatura, segurando-se na espada com a mão esquerda, ela cobriu todo seu punho direito com Qi e desferiu um poderoso soco, que fez todo corpo da criatura tremer.

Isso me faz lembrar de quando eu fui perseguida por um bando de wyvern, pensou ela, sorrindo, pois naquele dia, ela tinha sido salva por Allan, que espantou o bando de wyvern com sua magia.

Ela continuou a desferir socos poderosos na criatura, até onde ela socou sem parar se transformar em carne macia e todos ossos da criatura foram quebrados, fazendo a criatura cair em um giro rodopiante, caindo no solo rochoso, criando um rastro no solo rochoso. Ela se levantou e correu com a espada, rasgando a carne e músculos da criatura, deixando um grande corte aberto em suas costas. Milaine caminhou até o pescoço da criatura, concentrou todo Qi em seus braços, cortando o pescoço da criatura em um arco de cima para baixo, em um único corte.

Com a cabeça decepada, o corpo da criatura, convulsionou, como uma galinha degolada, e sangue azul escuro jorrou como um riacho, banhando Milaine de sangue azul.

“Vou ter vários problemas para limpar todo esse sangue!” Resmungou ela e com passos largos seguiu para a cidade, deixando para traz incontáveis corpos de Skotádi e sua rainha com a cabeça cortada.

De um lugar seguro todos observaram a luta de Milaine, um monstro, foi a definição dada para Milaine, pois nenhum humano normal poderia fazer o que ela fez. Não havia a menor possibilidade dela ser humana, foi o que todos colocaram em seus corações.

Annúndir deu um sorriso sútil e falou:

“Subestimei a mãe de nosso brenin, dois monstros anormais, mãe e filho!”

Milaine adentrou na cidade, sendo recebida pelo grupo. Seguiram o mapa e chegaram até uma grande construção, em uma das estátuas de anões havia uma passagem, longas escadarias que levavam para o subterrâneo.

A procura pelos anões, seria longa, perigosa e nada fácil.

Milaine prometeu para si que chutaria várias bundas de anões.

(Nota: o próximo capítulo não irá prosseguir com Milaine e a procura dos anões, a história voltara para Arthur)

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