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A jovem rainha! (1 Parte)

A lua cheia era imponente no céu estrelado. Som metálicos de espadas se colidindo ecoava por todas ruas da capital real Sollunn. Guerreiros lutavam desesperadamente na tentativa de afastar os invasores de volta para o grande portão de ferro – que foi destruído por arietes. Estavam em menores números e a muralhas já tomadas pelos invasores.

Gritos apavorados era regado por barulhos de edifícios desmoronando a cada disparo de uma balista. Moradores inocentes eram rasgados por espadas de ferro, banhando o chão de sangue inocente. Não importava se eram soldados ou moradores, todos foram tratados com o ferro frio de suas espadas.

Cidadãos de Sollunn corriam para o palácio, se refugiando nas muralhas interiores. Levavam consigo enormes sacolas e tudo aquilo que puderam carregar, deixando para trás suas casas e aqueles que pereceram.

Na varanda do palácio havia uma jovem garota de longos cabelos negros preso em uma diadema dourada. Olhos verde como dois par de esmeraldas. Ela veste uma túnica branca adornado com o sol. Preso em seu fino pescoço branco havia um manto aveludado. Seu rosto se contorce em dor ao Observar sua cidade sendo destruída pelos invasores e ela impotente, observava, banhando em lágrimas seu medalhão dourado. Presente dada por sua falecida mãe, qual agora era o principal motivo da cidade ser atacada.

O medalhão do sol, relíquia mágica de eras tão antiga quanto os primeiros reinos dos homens. Relíquia protegida pela família real desde de tempos imemoriais. Como uma última da linhagem dos Sollunn era seu dever proteger o medalhão de qualquer um que procurasse seu poder.

“E meu dever como uma Sollunn proteger o medalhão do sol, mas como posso ver meu povo sofrer dessa forma? Talvez devesse entregar o medalhão e dar vim a essa luta qual não podemos vencer!” Disse ela segurando o medalhão com firmeza como se temesse que pudesse ser tirado de sua mão.

Uma mão suave pousou em seu ombro.

“Entregar o medalhão não irá por fim a batalha, minha pequena e jovem rainha!” Sua voz era como o canto de pássaros.“Sei que estás entristecida pela morte recente do seu pai. Tudo isso era inevitável, uma hora ou outra descobririam sobre o medalhão do sol e seu poder avassalador. Homens são gananciosos por natureza, são atraídos pelo poder, como abelhas são atraídas pelo mel.”

A jovem virou sua cabeça, vendo a figura transcendental de sua protetora, Lafina, sacerdotisa de Mallun, deus da vida, semeador de vida e protetor das florestas.

Lafina era bela como os primeiros raios de sol, seu corpo esbelto era enfeitado por uma longa túnica esverdeada. Em volta de sua cintura havia uma faixa trabalhada em prata. Seu cabelo verde escuro ondulados caíam sob seus ombros estreitos. Grandes olhos escuros enquadrado por longos cílios verdes, lábios vermelhos e longas orelhas pontudas. Preso a seu pescoço havia um manto branco que caía até o chão. Em sua testa era visível o simbolo do sol e outro formas tatuados em sua pele pálida. Seu semblante era de dor e sua pele pálida como seda parecia mais pálida do que o habitual.

“Lafina……”Disse ela com os lábios trêmulos, caminhou com o manto se arrastando ás suas costas. Agarrou uma das mãos dela, enterrando seu rosto juvenil na manga macia da túnica.“O que será de nós, Lafina?”

Lafina afagou o rosto aflito da jovem rainha, qual sucedeu a coroa de Sollunn á poucas horas, quando a notícia de que o rei foi morto na batalha contra os invasores.

Ela fez o parto da falecida rainha e viu a jovem garota crescer em um piscar de olhos. Para a elfa o tempo não significava muito e muitas vezes se tornava alheira ao tempo.

Seu semblante de dor cedeu para um breve sorriso.

“Não se preocupe minha jovem rainha, enquanto eu estiver ao seu lado irei providenciar que esteja segura. Não deixarei nenhum mal acontecer á você, minha jovem criança!” Disse ela afagando o rosto triste da jovem garota, que em resposta sorriu, abraçando-a.

As duas retornaram para a sala do trono, cercada pela guarda real. Cavaleiros trajados de prata com o simbolo do sol dourado no braço direito. Treinados desde pequenos para um dia servir a família real.

O capitão-cavaleiro Roan stonen fez uma mensura formal e relatou:

“Jovem rainha, evacuamos todos que pudemos….Em breve os invasores derrubaram os portões da muralha interior!” Relatou o capitão-cavaleiro.

A jovem rainha lançou um longo olhar sob os moradores e os poucos nobres que não a abandonaram. Seus rostos eram sombrios, alguns pela perda de seu entes queridos, outros por não verem um modo de sobreviver. Não os culpava, culpava a si mesma pela sua falta de poder.

Se eu fosse forte, pensou a jovem rainha apertando firme seus pequenos punhos.

“Jovem rainha está na hora, todo preparativos foram concluídos.” Disse Lafina em um sussurro, tirando a jovem de seu devaneio.

“Quantos conseguiram retornar?”A jovem rainha perguntou para o capitão-cavaleiro.

“100 cavaleiros da ordem do sol nascente, dez nobres e suas famílias e mil moradores. O restante deve ter fugido ou pereceu assim que os portões caíram.” Respondeu o capitão-cavaleiro.

A jovem garota mordeu seus lábios, desejando que fosse mais forte e pudesse os proteger.Sou uma falha como rainha, pensou ela, sentindo um gosto amargo em sua boca.Não pude evitar essa invasão, não pude os proteger, não sou forte, apenas um enfeite para o trono e para essa coroa pesada!

“Lafina, tem certeza que esse feitiço é a melhor escolha nesse momento?” Perguntou ela hesitante.

“Sim, minha jovem rainha. Podemos usar os túnel do subterrâneo para fugir, mas os invasores podem estar cientes da rota de fuga e nos emboscar do outro lado. Se por algum milagre conseguimos sair de Sollunn com todas essas pessoas sem sermos notados, não iria demorar muito tempo para os soldados invasores nos perseguir.” Explicou a elfa com sua bela voz musical.

“Mas, esse feitiço tem seus perigos certo?”

“Sim, temos que ter fé e confiar no deus Mallun!”

A jovem rainha não estava confiante sobre o feitiço proposto por Lafina, qual para ela não parecia melhor do que a opção de fugir pelos túneis subterrâneos.

“Sei que não confia na magia, magos, feiticeiros e até em sacerdotisas.” Lafina fez um meio sorriso.

“Eu confio em você e na sua magia sagrada, mas não posso dizer que isso me faz menos desconfiada em relação a magia!”

“A magia em si não e boa e nem ruim, uma boa pessoa pode usar a magia tanto para o bem e para o mal. Minha velha amiga, sua mãe, que esteja nas graças de Mallun. Foi uma grande sacerdotisa do templo, uma rara humana que tinha grande aptidão a magia sagrada. Sei que culpa a magia pela morte de sua mãe, mas tudo que aconteceu foi um infeliz acidente.”

As pequenas mãos da jovem repousaram sob o medalhão. Lutava para não derramar lágrimas diante de seus súditos, empurrou para baixo sua tristeza e assentiu para Lafina iniciar o feitiço. Todos sobreviventes se reuniram no centro do salão; cavalos; baus de ouro, mantimentos e tudo mais que os cavaleiros puderam trazer. Ela observou a elfa fazendo estranhos padrões, runas sagradas, em volta de seus súditos. Cada marcação causava várias gotas de suor em seu belo rosto. Na metade das marcações ela parou, segurando seu cetro de madeira. Respirava profundamente, cada marcação sugava enormes quantidades de seu poder sagrado e logo percebeu que tinha subestimado o feitiço.

A elfa lançou um olhar suplicante para a jovem rainha, para ajudar com o termino do feitiço. Assim como sua mãe, fluía em seu corpo uma vasta quantidade de energia sagrada. A jovem rainha não usava aquele poder amaldiçoado por si, a menos que fosse necessário.

Relutante, caminhou até a elfa e segurou sua mão. Transferindo poder sagrado para ela, ao mesmo tempo o rosto pálido da elfa recuperou as cores e prosseguiu com o feitiço, usando a magia sagrada da jovem rainha como catalizador.

Em meios as marcações das runas o som dos portões sendo derrubados era audível. Lafina apressou o lançamento do feitiço e ao terminar já podia ouvir os gritos dos invasores do outro lado da porta.

“Pronto, agora vamos para o centro das marcações!” Disse Lafina em um tom urgente, puxou a jovem rainha até o centro das marcações e bateu seu cetro no chão, criando leves ondulações de luz no ar. Cada runa lançou um brilho, banhando o salão com belas luzes douradas e o que parecia obeliscos fantasmagórico surgiram em volta do grande grupo de sobreviventes.”[Teletransporte aleatório]! ”

As marcações giraram, lançando luzes multicoloridas e com uma grande explosão de luz. Todos foram engolidos pela magia sagrada da elfa e o mundo se tornou branco, passando por um espaço fantasma até serem jogados para um local desconhecido.

Várias colinas escuras rodeiam a jovem rainha e seus súditos, não muito longe havia um bosque de árvores retorcidas, imponentes cordilheiras de montanhas no horizonte e o céu era cinzento, como se uma tempestade iria cair a qualquer momento. Enormes estátuas quebradas, edifícios cobertos por vegetação, era visível a vários metros de distância do grupo.

Os ventos gélidos sopravam, bagunçando os longos cabelos escuros da jovem rainha. Não nevava, mas o frio a fez se encolher em seu manto aveludado. Não estavam nas terras centrais, aonde o verão e a primavera reina. Não acreditava que fosse qualquer terras do sul ou do leste, deixando para a jovem rainha duas opções. A primeira era que fosse oeste de Arcádia – qual grande parte era regida pela ordem da luz os mesmo que invasores que atacaram seu reino em busca do medalhão do sol. A segunda opção, não muito melhor que a anterior, era que estivessem nas terras do norte – qual era lar de vários monstros e recentemente de acordo com os boatos lar de um lorde demônio.

“Lafina, sabe onde estamos?” Perguntou a jovem rainha.

Lafina ficou em silêncio contemplando os arredores. Após analisar as colinas escuras e as ruínas com seus olhos de águia, a elfa respondeu:

“Esse é o norte, lar de meus primos distantes: os elfos negros. Aonde o rei demônio Baltazor lançou suas chamas, terras queimadas e amaldiçoadas, que nunca se recuperaram e se tornou lar dos reis bruxos e covil de incontáveis monstros!”

O feitiço os lançou para longe de Sollunn, tinham metade de um continente entre eles e os invasores. Estavam salvos e Ironicamente foram jogados no pior lugar possível: as terras desoladas do norte.

“Estamos condenados.” Disse a jovem rainha entredentes, deixando seus ombros cair em desanimo.

A elfa caminhou para frente, subindo uma colina próxima. Olhou mais uma vez os seus arredores e as ruína das antigas cidades de seus parentes, os elfos negro. Ela sabia que seus primos distantes tinham em comum o jeito em que guardavam e obedeciam as tradições ancestrais. Sabia que os elfos negros sobrevivente não iriam se afastar muito de suas origens.

Aonde há uma ruína, pode haver elfos negros! Pensou ela, relutante em pedir ajudar aos seus primos distantes, mas não havia outra maneira. Era tentar pedir ajudar deles ou vagar sem rumo pelas terras perigosas do norte.

A jovem rainha se aproximou olhando o horizonte sombrio, com um rosto abatido. Compreendia o peso do dever colocada sob os pequenos ombros daquela jovem. A jovem rainha mal completará 13 anos e foi coroada rainha, após a morte de seu pai.

“Jovem rainha, não se desanime. Estamos vivas, seu povo vive. Em momentos em que tudo parece perdido e sem rumo, devemos caminhar em frente, abrindo caminhos para as novas possibilidades!” Exclamou Lafina com sua voz de sino.

A jovem rainha desenhou um meio sorriso e perguntou:

“Abrindo caminho entre bosques venenosos, monstros perigosos e o que céus vai saber?!” Zombou a jovem rainha.

“Temos ter fé, minha jovem rainha. Em momentos como esses e onde nossa fé nos guia e nos protege dos males a espreita.”

“Fé? Prefiro um grande exército, bem armados e prontos para marcharem para Sollunn. Lafina, o que preciso nesse momento não e fé, é poder! Fé não nós salvara quando formos atacados por monstros! Tão pouco salvou minha mãe e nem meu pai!” Sua voz rugiu, descontado todo aquele ressentimento guardado em seu coração. Ela não odiava Lafina, apenas não aguentava ouvir mais qualquer palavras sobre fé ou o bondoso deus Mallun, que se “existir” assistiu de braços cruzados seu reino cair.

Não preciso de fé, pensou furiosa, sentido seu peito arder em ódio, desejando se vingar daqueles que invadiram Sollunn.Vou me vingar, não importa como, não importar o preço, juro que um dia irei fazer todos queimarem, todos aqueles traidores e os soldados invasores da ordem luz!

Seus corpo tremia de ódio, queria se livrar daquele sentimento de impotência. Não queria ser apenas uma rainha com grande quantidade de poder sagrado – poder que ela acredita ser inútil que apenas serve para cura e levantar barreiras.

Não quero ser uma inútil, pensou a jovem rainha em meio as lágrimas que rolavam por seu belos rosto juvenil.Nunca mais quero sentir essa sensação de impotência, ouvindo seus gritos de agônia……Preciso me tornar forte!

Em meio ao mar de sentimentos intensos, uma ideia passou por sua cabeça.

“Lafina, o que você sabe sobre o lorde demônio dos boatos?”

A bela elfa observou a loucura brilhar nos olhos esmeraldas da jovem rainha e temeu que tentasse fazer algo insensato.

“J-jovem rainha o….”

“ME RESPONDA!” Ela gritou, completamente fora de si.

Lafina soltou um longo suspiro, olhando para o horizonte, falou:

“A três anos atrás um lorde demônio surgiu nessas terras e se proclamou como rei negro, Arauto de Érebo o deus da escuridão. Há inúmeros boatos quais são duvidosos, apenas é certo o fato dele ter derrubado cinco reis bruxos com sua poderosa magia demoníaca. Libertar escravos e atos tão santos que colocam sua identidade como demônio em dúvida, quais eu não acredito, pois e da natureza dos demônios a maldade. Jovem rainha, tenho séculos de vida e sei que está pensado, o caminho que quer seguir é um caminho perigoso, estreito e qual não tem retorno.”

A jovem rainha respirou fundo, recuperando um pouco de racionalidade em meio ao seu acesso de fúria. Porém isso não tirou o fato que precisava adquirir poder. Ela lembrou-se dos contos de humanos que trocam suas almas para terem seus desejosos realizados.

A jovem lançou um olhar sob todos seus suditos, mulheres chorando a morte de seus maridos, enquanto seus filhos agarram suas saias sem entender o que está acontecendo. Soldados e cavaleiros cansados, gritavam em lamento a perda de sua terra natal.

Sua responsabilidade. Era seu dever garantir a segurança de cada um de seus súditos.

Se os contos forem verdadeiros, minha alma pode salvar todos meus súditos e me conceder o poder necessário para minha vingança.

“Pode nós guiar até o acampamento desse lorde demônio?” Sua voz era sem qualquer emoção, uma voz fria sem qualquer traço de uma jovem da sua idade.

“A partir dos boatos tenho uma noção, aonde pode estar localizado seu acampamento.” Disse Lafina com uma semblante triste.

E os sobrevivente de Sollunn iniciaram sua jornada pelas terras desoladas do norte.

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