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Reencontro Impossível!(2 Parte Final)

 
Arthur enfrentou muitas surpresas e emoções nos três anos que se passaram. Conquistou cidades, implantou vários projetos e criou o que muitos chamavam de milagre. Porém nunca imaginou que reencontraria sua ex-namorada de sua vida passada.

Lembrou-se da expressão que Ana fez durante seu ataque de fúria. Rosto bondoso distorcido em puro ódio. Não a culpava por o matar. Pelo contrário sentia-se culpado a força uma bondosa garota como Ana a tal estado mental que a fez sujar as mãos com sangue de um canalha como ele.

Sempre carregou esse peso em seu coração.

Mas agora Ana estava diante te si. Sentada em várias almofadas confortáveis. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar e seus lábios não paravam de dizer uma palavra: me desculpe.

A elfa não compreendia o que aconteceu e Lilith caminhava de um lado para o outro arrastando seu magnifico manto sob a rica tapeçaria no chão da tenda. Arthur estava sentado em várias almofadas do lado oposto da tenda. Seu olhar era vazio, perdido em um mundo de lembranças.

Lilith cansou de esperar e caminhou até seu amado. Sua mão delicada se moveu como um borrão fantasmagórico, acertando um tapa em seu rosto, trazendo ele de volta a realidade.

“Se recomponha-se!”Disse Lilith aflita.“Es um rei, meu amado, se comporte como tal!”

Arthur acariciou seu rosto que ardia pelo forte tapa. Apesar da aparência frágil e requintada dela, sabia que sua força era igual ou se não maior do que a dele. Aquele tapa foi uma amostra inegável de parte de sua força.

“Me perdoe Lilith, acabei deixando me levar por minhas emoções.” Pediu Arthur com um sorriso de desculpas.

Lilith acariciou o rosto dele, mãos gentis cheias de amor.

“Meu querido, explique o que está acontecendo!”Seus olhos dourados fitaram os olhos nublados dele, implorando por uma resposta.

Arthur lambeu seus lábios secos e falou:

“Lembrasse quando eu te contei sobre minhas memórias de outro mundo?”

“Sim, meu querido e ainda custo acreditar que sua alma suportou uma viagem entre mundos sem ser rasgado em vários pedaços.”Lilith respondeu sentando-se ao lado dele, o abraçando.

“Aquela jovem a sua frente é uma….Bem……Como eu posso dizer….É minha ex-namorada da minha vida passada……Ela e como eu, se lembra de sua vida passada!”Arthur disse hesitante, temendo a reação de sua amada.

“Ex-namorada de sua vida passada? Ela não é aquela que te matou, não é?”Perguntou ela arqueando suas finas sobrancelhas.

Arthur segurou a mão dela e falou:

“Olha, quero que entenda o que aconteceu foi por minha causa. Naquele dia eu apenas recebi o que eu merecia, então nem pense em tentar atacar ela.”Disse Arthur em um tom tranquilizador.

Lilith puxou sua mão, tentando se libertar. Arthur podia ver a fúria em seus olhos dourados.

“Me solte, vou ensinar uma lição a essa….” Arthur abraçou Lilith que tentava se libertar.

“Se acalme Lilith!”Arthur abraçou ela com mais força, temendo que se não usasse toda suas forças ela escaparia e avançaria até a garganta da jovem a sua frente.

Em meio a confusão Liz entrou correndo, vendo Arthur segurando Lilith.

“Ei, o que está acontecendo aqui?! Ouvi falar que algo tinha acontecido com meu amor e aqui encontro vocês trocando caricias!!!”Gritou Liz com uma voz estúpida e pulo em cima dos dois.

Ninaelneth Pendragon entrou em seguida puxando a graciosa Liz pelo manto. Ela não tinha ideia o que estava acontecendo, como Liz apenas soube que algo tinha acontecido com Arthur e não pode deixar de ficar preocupada.

“Obrigado Nina-gwraig!”Gritou Arthur se esforçando para segurar Lilith. Era possível ver várias veias se formando em sua testa pelo esforço sendo feito para a segurar.

Liz não entendia o que estava acontecendo. Seus belos olhos varreram a tenda até encontra a bela figura da jovem rainha. Não sabia quem era, mas imaginou que o motivo da confusão fosse a jovem que chorava.

Não pode ser que meu Arthur foi se engraçar para o lado dessa garotinha, não é? Pensou ela incrêdula.Arthur já tem uma beleza incomparável como eu e há Nina e Lilith duas mulheres belas, não chega ao meu nível mas tem seu charme. Então é impossível ele desejar uma garotinha jovem!

Liz acreditou que Arthur não desejaria uma garotinha como a que estava diante dela. Nesses três anos ela viu seu amor conhecer várias belezas incomparáveis e nunca viu o menor desejo em seus olhos.

Então um pensamento passou por sua cabeça.

Será que ele gosta de garotinhas jovens? Pensou ela.Será que é por eu parecer uma garota jovem que ele me ama tanto? Não há como ser possível! Sem dúvidas nenhuma é meu charme e beleza avassaladora!

Liz tentava convencer a si mesma que o motivo de ser tão amada por Arthur não tinha nada com o fato dela ter aparência de uma jovem garota. Após sair de seu devaneio seu olhar caiu sob a elfa ao lado da jovem rainha. Elfa tinha cabelos verdes escuros, ondulados, caindo sob seu ombro estreito. Grandes olhos negros enquandrados por longos cílios verdes. Suas mãos magras e pálida quase transparente confortava a jovem rainha que estava em lágrimas.

Em sua testa estava tatuada o simbolo de um glorioso sol, brilhante como ouro em pó. Outras formações tatuadas era visível aonde sua vestimenta não cobria.

Os belos olhos charmosos da pequena fada Liz se arregalaram, tremendo como se tivesse visto um monstro assustador. Ela correu, se escondendo atrás da elfa negra Ninaelneth.

Seus dedos graciosos apontaram para elfa e gritou com a voz trêmula:

“Haaaaaaaa! Cuidado aquela elfa peituda e perigosa!”Gritou ela tremendo como se tivesse sendo intimidada.

No mesmo instante Ninaelneth retirou seu arco apontando para sua parente distante, uma elfa da floresta. Era a primeira vez que conhecia uma elfa da floresta, mas já ouviu o suficiente de seu avô Annúndir sobre seus parentes distantes para ter a menor simpatia por eles. Se Liz que era sua companheira quase como uma irmã mais nova diz que a elfa era perigosa, não hesitaria em atirar uma flecha espiritual no meio da cabeça da elfa.

A elfa foi pega de surpresa por ter um arco apontado para sua cabeça. Porém o grito agora pouco era familiar para a elfa, mas era impossível que aquela pessoa estaria naquele lugar. Mas ao ver a figura graciosa de Liz se escondendo atrás de uma elfa negra seus olhos se arregalaram de surpresa.

“Impossível……Liz Barduck…….O que você está fazendo aqui?!”Gritou a elfa atordoada. Ela se levantou indo em direção de Liz e Nina.

“Cuidado Nina, ela é perigosa, não deixe ela se aproximar! Ela vai fazer coisas estranhas com seu corpo! Essa elfa pervertida e um perigo para as mulheres!!!”Ela gritou se agarrando a túnica da Nina.

“Quem você está chamando de pervertida, sou anã louca!”Gritou a elfa não compreendendo o motivo de receber tal tratamento.

Lafina se lembrava de quando ela e seus companheiros de equipe salvaram a pequena Liz dos soldados de lux. Se tornando o mascote da equipe de aventureiros Dragões dançante.

“Como ousa chamar essa pequena fada graciosa de anã louca? Cabeça de árvore!”

“Oh, para uma anã louca sem vergonha se auto proclamar de fada graciosa é realmente preocupante……Talvez eu tenha que te colocar em seu lugar como antigamente!”Lafina se aproximou mais da pequena fada com um sorriso malicioso e as maçãs do rosto levemente corada.

Nina soltou um longo suspiro deprimente e guardou seu arco.

“Eh….Nina o que você está fazendo……Ehhhhh me solte!”Nina pegou Liz e a jogou em direção da elfa que a recebeu de braços abertos.“Nina sua traidora!!!”

Nina cruzou seus braços enquanto se divertia discretamente vendo Liz sofrendo nas mão da elfa. Depois Goetia entrou na tenda ficando ao lado de Nina observando a situação caótica.

***

Após os ânimos se acalmarem. Todos estavam confortavelmente sentados nas macias almofadas. Lafina estava ao lado da jovem rainha bebericando o chã de aroma adocicado que revigorava suas forças e acalmava seu coração. No colo da elfa estava Liz comendo alguns doces e bebendo o chá com um rosto emburrado.

Do outro lado a menos de um metro de distância estava Arthur em posse de meditação. Lilith estava sentada a sua direita e Nina a sua esquerda. Goetia ocupava seu lugar especial como filha sentada no colo dele apreciando os doces e chá preparados pelas mãos habilidosas de confeiteiros humanos.

Lafina foi a primeira a falar.

“Primeiro de tudo, Liz o que está fazendo aqui e qual é seu relacionamento com o rei negro?”Perguntou ela com um tom sério.

Liz comia um doce de massa, apreciando lentamente o doce no interior da massa derreter em sua boca inundando seu paladar com uma ricos sabores. Seu rosto corava enquanto apreciava o doce que podia ser descrito como nectar dos deuses.

“Ahnnnn……Esse doce sabor que preenche minha boca……”Disse Liz sonhadora.

“Pare de gemer como uma p**a enquanto come e me responda logo!”A elfa reclamou.

Liz terminou o doce em seguida bebericou o chá tranquilamente e após um logo suspiro aliviado falou:

“Sua elfa insolente, para sua informação eu sou esposa dele, ou seja essa graciosa fada é uma rainha!”Disse ela empinando seu nariz, orgulhosa de si mesma.

“Terceira rainha para não simplesmente chamar de concubina do rei!”Interveio Lilith com palavras nada gentis.

“Seu demônio de sangue idiota, seu caso não é muito diferente segunda rainha!” um sorriso de zombaria se formou em seus lábios cereja.

“Esposa do rei negro……Mas como você o conheceu e veio parar nas terras do norte? As últimas noticias que tive de você era que estava na academia mágica de Ryfhel!”Lafina ignorou a discussão e perguntou perplexa.

“Sim, até eu receber uma carta da Milaine me pedindo ajuda para ensinar magia a seu filho……Eu viajei meio mundo até chegar em uma pequena vila próxima as cordilheiras do canino branco, aonde Milaine se escondia com seu filho Arthur…Muitas coisas aconteceram no breve tempo, eu me apaixonei, ele desapareceu, nos reencontramos e aqui estamos!”

Lafina franziu a testa tentando encontrar sentido na explicação confusa. Ela sabia que Milaine estava gravida do seu líder que os abandonou. Que descobriu ser um demônio.

Liz soltou um suspiro e falou:

“Eu pensei que os elfos fossem espertos, mas você não passa de uma cabeça de árvore! Não é obvio que ele é Arthur Magnus, filho da Milaine e Allan, os monstros mais fortes dos dragões dançante!”

Os olhos escuros de Lafina foram preenchidos de confusão.

“Liz, você a conhece?”Perguntou Arthur com certa curiosidade.

“Sim, ela era uma aventureira que fez parte da equipe dragões dançante. Resumindo ela é uma das companheiras de seus pais!”

Liz contou sobre as aventuras dela pelo norte e como um jovem meio demônio se tornou um lorde demônio, rei das planícies desoladas, arauto de Érebo o deus negro. Lafina e a jovem rainha ouvia a história com grande interesse e a força dele ficou obvia a todos. Derrotar cinco reis bruxos bruxos não era um feito qualquer e compreenderam o porque de tantos abandonarem seus lares para o servir.

O que surpreendeu Lafina foi o intelecto do jovem Arthur. Uma mente brilhante responsável pela construção dos obeliscos e lagos artificiais que encontraram pelo caminho.

“Lu…….Quero Dizer Arthur você se tornou um grande homem nesse mundo. Se tornando um rei forte e bondoso enquanto eu sou uma rainha que fracassou em proteger meu reino.”Disse a jovem rainha com um sorriso auto depreciativo.

“Você se engana, Ana, meu feitos e realizações foi possível com o apoio delas. Sem elas do meu lado eu teria falhado e nada disso seria possível. As forças do reino sagrado de Lux são fortes, sei melhor do que você possa imaginar. Um dia irei apagar dos mapas de Arcádia o buraco miserável que chamam do reino sagrado!”Disse Arthur com seus olhos cinzentos brilhanto em fúria.

Muitos não entendiam o porque ele ter tanto ódio pelo reino sagrado de lux. Diferente de Arthur eles não sabiam sobre o que estaria por vir no futuro. Apenas ele e Érebo sabia o futuro sombrio que se aproximava, um dos fatores responsáveis por tal futuro era o reino sagrado. Mas o reino sagrado era apenas um dos fatores desse futuro sombrio. Havia seres ancestrais se movendo pelas sombras, recuperando suas forças, planejando seu retorno ao mundo.

Arthur não era um jogo ainda para aqueles seres ancestrais. Tinha que se tornar mais forte e ascender a uma hierarquia racial maior para poder ter chances de vencer eles.

Porém tudo seguia o planejado e um grande banquete se aproximava. Nos três anos, todas batalhas e mortes serviram para ajudar Azura a recuperar parte de seu poder. Porém agora seria diferente, ele também precisava ficar forte. Usaria o soberbo banquete que estava por vir para ascender a um Rei demônio!

“Rei Arthur, por favor me chame de Emma, esse e meu nome nessa vida.”

“Certo, me chame somente de Arthur, não precisa ter formalidades comigo Emma!”Disse Arthur.

“Certo Arthur! Vejo que você tem três belas esposas, essa pequena em seu colo e a princesa Goetia, certo?”Perguntou ela com um tom estranhamente calmo.

“Sim, ela é minha querida filha Goetia!”Arthur respondeu enquanto acariciava carinhosamente os cabelos roxos de Goetia.

“Ah, ela é muito fofa, quantos anos ela tem? quem é a mãe?”Perguntou a jovem rainha Emma curiosa.

“Ah, como eu posso dizer Goetia não teve um nascimento comum……Vamos dizer que as três são sua mãe, ela fez três anos!”

Emma e Lafina quase cuspiram para fora do chá ao ouvir aquele absurdo. Não havia como ela ser filha de três mães diferentes e sua aparência era claramente de uma criança de dez anos.

Vendo a confusão e descrença nos olhos das duas explicou as circunstâncias que levaram o nascimento de Goetia. Lafina se lembrou da poderosa varinha mágica de Allan usava nos momentos de perigo. Então essa é a mesma varinha? Se perguntou com certo temor. Todos membros dos dragões dançante sabia a força avassaladora da varinha mágica de Allan.

Pelo poder que Goetia tinha usado ao massacrar as forças inimigas, Lafina chegou a conclusão de que se tratava da mesma varinha mágica.

A conversa seguiu até ficar tarde e se retiraram para o navio voador Adorável Morte.

****

Adorável morte flutuava acima das nuvens cinzentas. No horizonte podia ser visto o pico de altas montanhas nevadas e acima uma enorme lua pálida adornava o céu estrelado.

A jovem rainha estava no convés do navio vendo aquela vista de perder o folêgo. O vento gelado vindo do leste a fazia se encolher em seu manto aveludado. Por baixo vestia uma simples túnica branca bordado em prata e ouro.

Era madruga e não era agraciada com o sono. Sua insonia era devido ao reencontro inesperado com o amante de sua vida passada. Não esperava que o rei negro que tanto ouviu falar era o amante que ela matou com suas próprias mãos.

Emma sempre pensou no que iria dizer se um dia o reencontrasse. Pensou em inúmeras palavras de desculpas e imploraria por seu perdão. Porém a realidade foi diferente do que imaginava. Ele pediu o perdão dela, por tudo que vez e por fazer ela sujar suas mãos.

Era muita coisa para ela assimilar de uma vez.

“Essa paisagem me faz lembrar dos filmes de romance que assistíamos nas sexta a noite!”Disse Arthur surgindo das sombras projetadas pelo mastro, caminhando até ficar ao lado da jovem rainha.

Ela soltou um riso tímido e falou:

“Filmes românticos que você odiava!”Acusou ela com olhos lagrimejados.

“Sim, eu odiava aqueles filmes românticos, achava bobos e infantis.”Confirmou ele e continuou:“Nosso momentos juntos não tinham a menor importância para mim. Mas após morrer e renascer nesse mundo. Sentia falta de sua companhia, daqueles momentos juntos nas sexta a noite. Emma eu era um tolo infantil que não sabia tratar bem uma boa garota que me amava.”

Emma ficou em silêncio, controlando as lágrimas que ameaçavam cair sem parar.

“Você é injusto!”Disse ela em um tom quase inaudível.“Eu me atormentava por ter o matado, pensei em inúmeras palavras que eu poderia dizer se eu o reencontrasse……Mas, você pede meu perdão? Arthur, eu sou a única que precisa pedi perdão por roubar sua vida!”

“Eu colhi o que plantei, nem mais e nem menos. Eu mereci o aconteceu comigo e nunca a culpei. Se a um culpado em toda essa história, sou eu por ter a feito manchar suas mãos bondosas com meu sangue.”

Emma chorou silenciosamente. As asas de Arthur cobriram a jovem como um abraço acolhedor. Com seu braço puxou a jovem para perto e afagou seus cabelos escuros enquanto ela molhava sua túnica com suas lágrimas.

“Estou feliz por te ver novamente, senti sua falta!”Arthur disse com uma voz cheia de carinho.

As lágrimas da jovem rainha caíram sem parar com as palavras que sempre desejou ouvir.

“Eu também estou feliz por te ver, senti tanto sua falta!”Disse ela meio as lágrimas.

Arthur segurou o queixo da jovem, com a mão livre limpou suas lágrimas salgadas. Acariciou os lábios cremosos da jovem enquanto fitava seus olhos esmeraldas. Lentamente aproximou seu lábio aos delas, pressionou os lábios trêmulos da jovem e a beijou carinhosamente.

Suas mãos desceram até sua cintura, a segurando com firmeza.

“Segure-se firme em mim!”Disse ele a jovem rainha.

Ela envolveu o pescoço dele com seus braços finos. Arthur bateu suas asas disparando para o céu estrelado. Nivelou o voo bem acima do barco, satisfeito voltou a beijar a jovem, ela o recebeu alegremente, entrelaçando sua pequena língua a dele.

Somente após vários minutos de um beijo apaixonante, mágico, Arthur relutante separou os lábios que não desejava parar de beijar.

“Um cenário romântico para nosso primeiro beijo, o que achou?”Perguntou Arthur com olhos brilhantes e sorriso sedutor.

A jovem rainha fitou o navio distante e o abraçou com mais força temendo cair. Forçou seu medo para baixo, contemplou o céu estrelado e a lua que parecia estar a um toque de distância.

“Um ótimo cenário para nosso primeiro……”A jovem rainha não terminou suas palavras, seus olhos tremiam de medo, fitando um enorme monstro que lembrava os dragões dos mitos e lendas que seu pai contava.

Arthur se virou vendo a enorme criatura e com um longo suspiro falou:

“Hump….Um mero Wyvern, por um instante pensei que fosse um dragão!”Disse casualmente, moveu sua mão para o monstro que lembrava um dragão. Seu corpo exalou um fulgor escuro, um poder primordial que fez céus e terras tremer.”[ Lanças de Gelo Negro]!”

Várias centenas de metros longe dali. O enorme corpo serpentino do Wyvern golpeava o ar com suas enormes asas com aproximadamente vinte metros de envergadura. Sob o monstro apareceu um mistêrioso circulo negro com dezenas de caracteres mágicos antigos. Com um instalar de dedos o circulo negro disparou uma lança de cristal negro com aproximadamente dez metros de largura sob o monstro, qual deve a menor chance e em um segundo deve seu corpo perfurado pela tirânica lança de gelo negro.

A jovem rainha observou impressionada os poderes de Arthur. Em Sollunn conheceu poderosos magos de reinos vizinhos que seu pai tratava com extremo respeito. Mas nenhum deles exalava a aura de poder que Arthur tinha emitido. Nenhum mago nos reinos vizinhos teriam uma chance contra aquele poder avassalador!

Se exibindo para essa jovem ein! Zombou Azura em sua mente.

Claro, garotas gostam de caras fortes, não é Azura? Perguntou ele para Azura.

Hump, insolente essa rainha não se impressionaria com essa pedrinha de gelo negro! Disse ela com desdém.

Então um dia irei invocar uma montanha, nesse dia você será minha! Disse com uma gargalhada.

Hump…Insolente! Gritou ela em sua mente.

O wyvern caiu próximo da estrada ao lado de um dos lagos artificiais.Amanhã vários viajantes teriam muito trabalho a frente para desmantelar esse wyvern. Suas escamas, carnes e ossos podem ser vendidos por um bom preço!

“Esse é o poder de um demônio?”Perguntou a jovem rainha espantada.

“Em parte sim, lança de gelo negro é uma magia ancestral de sétimo nível. Lançar feitiços desse nível são uma brincadeira de criança!”

Em Sollunn o mago mais famoso lançava magias até o quarto nível! Para lançar magia de sétimo nível e dizer que é apenas uma brincadeira de criança. Qual era a real extensão de seus poderes?!

Arthur tinha o poder avassalador que pode proteger seu povo e trazer vingaça sob os soldados de lux.

Poder que ela sempre desejou!

“Arthur você pode me tornar mais forte?!” Perguntou ela com seriedade.

Ele fitou os dois par de esmeraldas em seus rosto e respondeu:

“Posso sim, mas tudo tem um preço. A questão é: qual é o preço que está disposta á pagar pelo poder?”

“Meu corpo, minha alma, meu coração! Ofereceria de bom grado a você para ter poder para proteger meu povo e me vingar dos soldados de lux!” Respondeu ela sem hesitar.

“Se tornaria um monstro para ter poder?”

“Sim!” Respondeu sem hesitar.

“Qualquer coisa?”Voltou a perguntar.

“Sim!”

Arthur sorriu friamente e disse:

“Então me mate!” Disse friamente sem tirar seu olhar sob o rosto atordoado da jovem ao ouvir aquelas palavras.“Me mate e você terá o poder que sempre quis, você não acabou de dizer que iria fazer qualquer coisa?”

Ela tremeu sob o olhar demoníaco dele, seus olhos eram duas fendas cinzentas. Seu olhar parecia estar lendo seu coração e estado de espirito.

Ela fechou seus olhos, mordeu seus lábios e respondeu:

“Se para ter poder é necessário tomar a vida de alguém querido para mim! Eu jamais vou querer esse poder! Mesmo que isso signifique ser fraca pelo resto da minha vida!”Gritou ela demonstrando toda firmeza de sua resposta.

“Oh, que bom saber! Não gostaria de morrer uma segunda vez!” Disse ele casualmente e voltaram a descer para o navio voador.“Você passou pelo pequeno teste, mas terá que pagar um preço, não hoje ou amanhã, mas em um futuro talvez não muito longe.”

“Se for como tirar sua vida eu não aceitarei!”Disse ela com firmeza.

Arthur sussurrou em seu ouvido:

“Não se preocupe, não irei te fazer manchar suas mãos uma segunda vez.” Sussurrou ele e em um tom mais baixo perguntou:“Você ainda é virgem não é?”

A maçãs do rosto foram tingidas de vermelho e assentiu com a pergunta dele.

“Ótimo, esse será seu preço a se pagar, não hoje ou amanhã, mas talvez em um futuro não muito distante!” Arthur soltou um riso divertido.

“Porque minha virgindade?” Perguntou ela timidamente.

Arthur sorriu maliciosamente ao responder:

“Eu sou um demônio, e demônios gostam de donzelas virgens!” Gargalhou ele maleficamente – tentou até se engasgar com seu próprio riso.

“Idiota!”Disse ela com um sorriso discreto.

Arthur se separou dela e a voltou a fitar a jovem.

“Já que o preço foi acertado, vou realizar seu pedido, primeiro retire todas suas roupas.”

“Mas……Fazer algo assim em um lugar desse….” Seu rosto era puro vermelho e seu protesto quase um sussurro. Porém ela retirou suas vestimentas, deixando a luz da lua banhar seu corpo marcado pela dura viagem, revelando seu corpo magro em desenvolvimento.

“Agora vire de costas.” Pediu ele, a jovem o obedeceu.“Vai doer um pouco, mas nada que será insuportável!”

“T-tudo bem, mas seja gentil!” Disse ela com a voz trêmula. Ouviu os passos firmes dele se aproximando atrás dela e sua mão pousar em seu ombro, enquanto a outra mão acariciava suas costas, descendo lentamente, provocando vários arrepios em sua espinha.

“Vou gravar em suas costas as marcações necessária para o pacto e depois vamos realizar um juramento.”Disse ele com tranquilidade.

“Marcações?” Perguntou confusa.

“Sim, há algo errado?” Perguntou Arthur.

“Não é nada, por favor prossiga!”Disse ela envergonhada por imaginar que ela teria sua primeira vez naquele momento.

As unhas dele se tornaram garras negra e com uma garra, cortou superficialmente a pele rosada e suave dela, desenhando um padrão mágico. Arthur foi rápido em menos de um minuto terminou o padrão mágico.

Com sua magia criou um cálice de gelo negro. Cortou seu braço, recolhendo seu sangue com o calice nergo. Assim que terminou o corte em seu braço desapareceu sem deixar qualquer cicatriz para trás.

“Emma Sollunn, nessa terra maldita vos te pergunto: jura ser leal a mim até o fim dos tempos?” Perguntou com uma voz hipnotizante, seus olhos eram duas chamas fantasmagóricas.

“Eu juro!” Respondeu ela hipnotizada pelo bruxulear das chamas nos olhos dele.

“Emma Sollunn, beba o sangue do cálice, abandone sua humanidade, se torne um arqui-demônio que desafiara os céus ao meu lado!”

Arthur entregou o cálice para ela e sem hesitar ela bebeu o sangue do cálice em um único gole, que desceu por sua garganta como fogo líquido, trazendo uma dor estonteante que a faz cambalear pelo piso de madeira do navio voador.

Ele segurou a jovem garota e cantou encantamentos sem parar, criando com cada feitiço palavras de poder. Sua pele rosada se tornou vermelha, seus olhos estavam injetados de sangue. Ela se debateu nos braços dele, queimando por dentro e os uivos de dor era de arrepiar a espinha. As marcações estabilizaram e gradualmente brilharam, de suas costas irromperam quatro tentáculos de luz sagrada que tremeluziram, vibrando e distorcendo o espaço ao redor.

Seus olhos injetados de sangue lentamente voltaram aos verdes esmeralda, porém eram duas fendas reptilianas, como a de um demônio. Seu corpo exalou uma fumaça branca, aos poucos sua pele descascou – como uma cobra que troca de pele – revelando uma pele pálida e macia como a de um bebê recém nascido. Em suas costas a marcação brilhava como ouro em pó, acima de sua bunda uma longa e fina cauda dourada.

A jovem rainha demônio caiu de joelhos, fitando suas mãos, vendo a perfeição de seu novo corpo. A primeira vista parecia com a mesma jovem rainha de antes, mas um olhar mais atento notaria a pele lustrosa sem falhas e os olhos reptilianos.

É obviamente a longa fina cauda dourada.

“Todo esse poder dentro do meu corpo……É assim como os fortes se sentem?!” Perguntou ela, agora com sua visão aguçada podia ver claramente a perfeição do rosto dele, a diferença com sua visão de antes era como o céu e a terra. Como tivesse tirado um véu de seus olhos.

Não somente contemplou a beleza perfeita dele, como pode sentir e ver as energias primordiais e tirânicas em seu corpo. Suas asas lançavam fulgores escuros, como um sol negro.

Eu estava diante de uma montanha, mas não podia a ver e nem a sentir! Pensou ela melancolicamente compreendendo a enorme diferença entre eles. Lembrou-se do conto de Hanrinkar o destemido, que para salvar sua amada linhanar procurou pelo monte místico Tahykar que conta a lenda crescia uma macieira de folhas de ouro e seu fruto podia curar qualquer doença.

Passou sua vida inteira a procura do monte místico Tahykar, procurando por todos cantos, mas falhou e sem vontade de viver subiu o monte atrás da casa de sua amada, lá encontrou a macieira de folhas de ouro e o fruto que poderia curar qualquer doença.

Ironicamente o que ele procurava sempre esteve ao seu alcance, porém ele não tinha olhos para enxergar o monte Tahykar. Um conto triste que sempre chorava ao escutar. Nos reinos centrais a expressão:“Eu estava diante o monte Tahykar, mas não tinha olhos para ver” era sempre dita ao se deparar com algo grandioso que de inicio não podem ver.

“Não vou poder te ensinar a controlar seu poder, vou andar bastante ocupado com as preparações da batalha iminente. Goetia vai te ensinar a controlar seu poder demoníaco.”

Arthur ergue o braço esquerdo e materializou um longo arco dourado entalhado com várias runas de poder e joias pálidas que lembravam o brilho da lua. Ele a entregou, ao tocar no arco poderoso sentiu sua energia demoníaca se agitar e por instinto mirou o horizonte, para o pico de uma montanha distante e seus delicados dedos puxaram a corda quase invisível a olhos destreinados. Ao puxar a corda seu poder demoníaco jorrou para fora como uma correnteza selvagem.

O arco poderoso foi engolfado pela aura dourada da jovem rainha demônio e surgiu uma flecha cintilante entalhado com runas ancestrais. Sem mais poder conter a flecha cintilante, disparou contra o pico nevado no horizonte. A flecha deixou o arco, avançando como um raio cintilante, cortando o céu e para a surpresa da jovem continuou avançar até atingir o pico distante.

Um clarão a cegou por pouco instantes, seguido pelo vento forte soprado contra seu rosto. No horizonte outrora o glorioso pico nevado deixou de existir, fumaça e rochas voando para todos lados.

“O-oque é esse arco?” Perguntou ela com um certo temor na voz.

“Esse arco é um tesouro sagrado, forjado em uma montanha de fogo pelos elfos vermelhos. O arco e feito de ouro élfico e jóias lunares. Contam as lendas que a corda do arco e um fio de cabelo do deus Vanahar, concedido aos seus filhos os elfos vermelhos. O arco e conhecido como o arco que nunca erra o alvo, cada runa concede um poder avassalador ao arco e o resultado e o que acabou te presenciar!”

A jovem rainha demônio fitou o arco, impressionada pelos detalhes requintados e as jóias lunares. Somente aquele arco vale mais do que todo o tesouro que o reino possuia em seu auge.

“Nem pense em dizer algo como eu não posso aceitar. Esse arco e um pedido de desculpas pelo passado, somente algo desse nível tranquilizaria meu coração cheio de pesar!” Arthur virou de costas e caminhou de volta para sua cabine, deixando a jovem rainha demônio sozinha.

Ela tinha conseguido o que desejava e muito mais do que esperava. Sua jornada pelas terras desoladas foi ardúa e cheio de provações. Reencontrar um amor perdido, tirar parte do peso em seu coração, ganhar poder e um tesouro sagrado. Tudo isso superou suas expectativas e todos infortúnios deu lugar a boa sorte.

A jovem rainha demônio estava eufórica, mal podendo conter aqueles sentimentos em seu peito.

Sua tranformação em um arqui-demônio encerrou uma fase de sua vida, iniciando uma nova fase qual ela e ninguém poderia imaginar.

Naquela noite sob o céu estrelado de lua cheia. Nasceu a rainha demônio Emma Sollunn, senhora da flecha cintilante.

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