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Jantar com a família real! (1 Parte)

 

Em uma das salas da academia mágica de Ryfhel.

Arthur estava sentado ao lado de mais três alunos. Lembrou-se das salas da universidade em sua vida passada. Eram alinhadas da mesma forma, tudo perfeitamente organizado.

Diante de si estava um pergaminho de pele de monstro; um frasco com mistura de tinta e minerais mágicos; catalisadores; e uma pena de ponta de cristal, bom condutor para energia mágica.

Lady Allis desenhava na lousa uma formação mágica, contendo várias runas mágicas. Ela desenhava uma formação simples para conter em um pergaminho uma magia de primeiro nível.

“…Odeio essas aulas de criação de pergaminho mágico…Nunca consigo criar um pergaminho mágico!” suspirou um jovem de cabelos vermelhos. Preguiçosamente tentava escrever os padrões da lousa, enquanto seus olhos escuros estavam focados mais nas nádegas da lady Allis, do que na lousa.

“Will, se você prestar mais atenção na aula do que no traseiro da lady Allis, talvez consiga criar um pergaminho mágico!” exclamou uma garota loira, alta, e magra com aproximadamente 17 anos. Ao seu redor havia uma aura de nobreza.

“Melly, você não entende o coração de um homem….Seria um pecado não contemplar aquele belo traseiro divino!” exclamou Will apaixonadamente.

“Estou com medo do futuro desse reino, com um príncipe sucessor tão pervertido” disse uma garota de cabelos escuros, olhar taciturno, e pele pálida, tinha mesma idade de sua amiga. Diferente de Melly, ao seu redor havia uma aura sombria.

“Não seja tão cruel comigo, Jeny!”disse Will.”Arthur, fale alguma coisa, como meu amigo deveria me proteger!”

Arthur soltou uma risada leve enquanto terminava de desenhar a formação mágica no pergaminho.

“Melly, conheço um ótimo método que pode curar Will, quer que eu te conte?” perguntou Arthur com um sorriso malicioso.

“Por favor me fale, o futuro do reino pode depender de você!” Melly exclamou com certo humor na voz.

“O método e simples, leve Will para um quarto e mostre seu belo traseiro para ele, aposto que ele nunca mais terá olhos para outro par de bunda no mundo. Vai por mim, eu aprovo!” Arthur soltou uma risada abafada enquanto a jovem Melly tinha o rosto completamente vermelho.

“Mas isso é completamente imoral!” guinchou ela, envergonhada.

“Como você tinha falado antes “o futuro do reino pode depender de você”, vale para você lady Melly!” Will gargalhou, enquanto tentava ver a bunda da jovem.

“V-vocês dois sãos os piores!” disse Melly envergonhadamente.

“Dois pervertidos” resmungou Jeny. Depois mudou sua atenção para o pergaminho de Arthur, que continha uma formação mágica diferente e mais simples.”Que formação mágica é essa?”

“A formação mágica da lousa contém muitas runas desnecessária, o que aumenta as chances de falha da criação do pergaminho mágico. Por esse motivo criei uma formação simples, que aumente em 90% as chances de sucesso da criação do pergaminho.”

Arthur colocou as duas mãos sobre a formação mágica, conjurou a magia de primeiro nível 「Bola de Neve」, o feitiço fluiu tranquilamente para dentro da formação mágica, mas o pergaminho não aguentou a magia transferida, fogo azul consumiu o pergaminho o transformando em cinzas.

Arthur franziu a testa se perguntando o motivo da falha. Desenhou uma nova formação mágica, entregou para Jeny.

“Tende guardar qualquer magia de primeiro nível nessa formação.”

Jeny conjurou magia de primeiro nível 「Flecha Mágica」, a magia fluiu suavemente para o pergaminho, transferindo a magia 「Flecha Mágica」com sucesso na formação mágica.

“…Realmente foi simples e suave, diferente da formação da lousa….Mas porque falhou quando você tentou armazenar sua própria magia?” perguntou Jeny.

“Essa pele de monstro e de baixo nível, não consegue suporta minha magia, compreendi isso após ver você armazenando sua própria magia” disse Arthur vagamente.

“Não suporta sua magia?” perguntou Melly confusa.

“Sim, minha magia é muito densa, e a pele de monstro não suporta alguém com magia muito forte. Tentar armazenar minha magia em uma pele de monstro como essa, e o mesmo que tentar colocar ácido em um copo de papel.”

Os três foram espantados pela forma casual dele explicar algo praticamente impossível de acontecer. Como alunos do último ano da academia mágica, sabiam que para uma pele de monstro não poder conter a magia de um mago, era praticamente impossível. Mas após de estarem a duas semanas ao lado dele, se acostumaram com o jovem de treze anos quebrando o bom senso.

“As vezes me esqueço, que você é um gênio que se tornou Arquimago aos treze anos” disse Will com um suspiro deprimido.”Não é atoa que você derrotou minha irmã mais nova Jasmim, ultimamente ela não fala outra coisa a não ser em se vingar de você, ela está insuportável.”

Arthur tocou o broche circular de ouro em forma de dois cajados cruzados, adornado com pequenas joias mágicas representando estrelas. Broche simbolo do maior posto que um mago pode chegar – Arquimago.

Todo mago que se inscreve na academia mágica. Passa por uma verificação do nível do poder mágico e o controle sob a magia. Dependendo do resultado o mago e classificado em um dos cinco postos mágicos: Mago, Sábio, Arcano, Paladino e o topo dos postos mágicos Arquimago.

(Magusgod: No capitulo 27 o último posto mágico na classificação era grã-mestre, mas decidi alterar para arquimago)

Arquimagos no reino são raros. Poucos conseguem alcançar o posto arquimago, aqueles que conseguem normalmente são velhos, quase no fim de suas vidas. Porém Arthur era uma exceção, com apenas treze anos, estava no posto mágico Arquimago.

Noticia que abalou todo reino e sociedade mágica de Arcádia.

“Espero não poder ver sua irmã nova por um tempo, estou cansando ter que duelar com ela toda vez que cruzamos o caminho na academia” disse Arthur com um suspiro deprimido.”Mudando de assunto, Will, você verificou a questão com sua família de autorizar a minha compra de uma mansão, e terras?”

“Conversei com meu pai sobre o assunto, ele concordou em aprovar a compra e vai te oferecer até um título de nobreza….Porém há uma condição” disse Will hesitante.

“Que condição?” perguntou Arthur arqueando as sobrancelhas.

“Humm……Bem…Sobre isso, eu não posso falar, meu pai pediu para convidar você para um jantar com a família….No jantar ele vai explicar as condições…Me desculpe Arthur só posso falar isso, você vai ao jantar?”

Arthur ficou em silêncio pensando quais eram as condições. Para Will não contar, suspeitava que era algo problemático. Porém não havia muita escolha, a não ser aceitar o convite do rei de Ryfhel. Não era uma escolha sábia recusar.

“Vai ser uma honra jantar com a família real de Ryfhel!” respondeu ele com um sorriso.”Talvez eu deva contar algumas história, sobre o príncipe herdeiro, tão entusiasmado vendo o belo traseiro da lady Allis.”

Arthur gargalhou.

No mesmo instante dois pedaços de giz foram atirados. Arthur pegou o giz antes que acertasse sua testa, mas Will não foi tão rápido e quase caiu da cadeira ao ser acertado pelo giz.

“Vocês dois, silêncio!” disse lady Allis.”Arthur já que está tão falante, venha até a frente, e faça uma demonstração aos seus colegas da criação de um pergaminho mágico.”

Arthur seguiu sem jeito até a frente. Na mesa da lady Allis estava o mesmo material usado por todos na sala.

“Lady Allis posso usar meu próprio material?”perguntou em tom cortês.

“Pode sim, Arthur” permitiu ela.

Arthur materializou de seu cinto de armazenamento um rolo grande de pele grossa de algum monstro; uma tesoura de diamante; diversos minerais raros; e catalisadores mágicos.

“E-essa é a membrana…Da asa de um Wyvern?!” exclamou surpresa.

“Sim, nesses dias eu tive a sorte de cruzar com um Wyvern, eu o derrote e retirei sua pele, sangue, carne e ossos….Infelizmente o corpo era grande demais para poder levar tudo.”

Lady Allis estava em choque pelas palavras casuais. Derrotar um Wyvern não era algo que um mago de treze anos possa fazer, mesmo que seja um Arquimago. No reino de Ryfhel a última vez que foi visto um Wyvern foi necessária mover um esquadrão inteiro de magos posto Sábios e cavaleiros como suporte. Mesmo assim foi extremamente difícil, o Wyvern era poderoso demais.

Não somente ladu Allis como todos alunos na sala estavam pasmos.

Arthur cortava habilmente um pedaço da membrana da asa do Wyvern, assim que terminou voltou a guardar em seu espaço de armazenamento. Materializou uma tigela elegante e um frasco com sangue vermelho intenso. Pegou separadamente minerais mágicos extremamente duros, e esmagou com as mão, transformando em pó cintilante, colocando dentro da tigela.

Lady Allis reconhecia muitos dos minerais mágicos usados. Sabia que era necessário o uso de vários artefatos para esmagar e transformar um mineral mágico tão duro em pó. Era praticamente impossível transformar em pó apenas com a força da mão.

Afinal quem era Arthur?

“Sangue de Wyvern” disse Arthur para a professora atordoada.”A tinta alquímica que vocês usam na criação do pergaminho é muito eficiente. Sangue de monstros mágicos é mais eficaz, diminui bastante a taxa de falha da criação de pergaminho mágico.”

Arthur misturou o sangue de Wyvern com o pó de diversos minerais mágicos raros, gradualmente o sangue se tornou um azul escuro e com tudo pronto, mergulhou a pena de cristal na mistura alquímica, escrevendo na membrana uma formação mágica ensinada por Azura, que apesar da arrogância, ensinou diversas artes mágicas para Arthur – alquimia era uma delas

“Dependendo do nível da magia que você deseja armazenar no pergaminho. Será necessário materiais de alto nível. Essa membrana de Wyverne junto com a mistura alquímica que eu criei em improviso, pode suportar uma magia de até oitavo nível” Arthur explicou para os alunos da sala de aula.

Lady Allis olhava espantada a dezenas de runas mágicas, muitas desconhecidas para ela. Talvez não houvesse nenhum mago em toda Arcádia que soubesse cinco ou seis runas escritas. Muito menos a formação mágica usada no pergaminho.

Lady Liz, não sabe a menor formação de criação de pergaminho. Pensou lady Allis. Para saber tanto, ele deve estar sendo instruindo por um mestre na magia antigo e poderoso!

Arthur conjurou a magia de oitavo nível「Sol de gelo」, transferindo com sucesso para a poderosa formação mágica do pergaminho. Criando com sucesso um pergaminho mágico contendo uma magia de oitavo nível!

“I-impossível……Ele criou um pergaminho contendo magia da oitava camada mágica! Em séculos o pergaminho de maior nível criado era um pergaminho contendo magia de quarto nível…É ainda sim era considerado um tesouro nacional, que apenas cavaleiro e magos de elite do reino podiam ter acesso!”

Arthur enrolou o pergaminho mágico, prendendo com uma fita azul elegante. Entregou nas mãos da lady Allis.

“Por ensinar todos nós de maneira tão louvável, eis um presente digno de seu esforço, bela lady Allis” entregou o pergaminho contendo magia da oitava camada, fez uma reverencia cortês, retornou para seu assento.

As mãos brancas e elegante da lady Allis, tremiam, segurando algo que poderia ser vendido por milhões de ouro de Ryfhel. Todos alunos estavam pasmos, não tirando os olhos do primeiro pergaminho mágico contendo magia da oitava camada, de todo reino da guerra!

“O que foi?” perguntou Arthur, vendo o rosto atordoados de seus colegas.”Não estão assim somente por causa de um mero pergaminho contendo uma simples magia de oitavo nível, certo?”

Seus colegas se recuperaram do choque, não sabendo se riam ou choravam com a pergunta dele.

Naquele dia foi criado o primeiro pergaminho mágico contendo magia da oitava camada, da história do reino da guerra.

De forma consciente ou não, Arthur estava se tornando uma figura importante no reino de Ryfhel.


Era fim de tarde.

Arthur estava em seu dormitório, na frente do espelho vestindo uma magnífica túnica escura cintilante, como se fosse um pedaço do céu estrelado, bordado com fios de ouro; por cima vestiu um manto de escamas azul escuro de Wvyner, o broche símbolo do seu posto de Arquimago era visível no manto; suas mãos eram adornados por diversos anéis mágicos; cinto trançado com diversas joias mágica de armazenamento; e por último botas escuras feitos a partir das escamas de Wvyner.

“Como estou?” perguntou Arthur, se virando para seu colega de quarto, primeiro príncipe Willian Ryfhel Fênix, chamado casualmente por seus amigos de Will.

Will veste uma deslumbrante túnica vermelha branca, bordado com fios de ouro. Seu manto escarlate e adornado com uma fênix dourada. Havia um ar nobre ao seu redor e sério, diferente do seu habitual.

“Está bem vestido, bem até demais, dessa forma vão o confundir com um príncipe de algum reino distante” disse Will com uma risada leve.”Agora que estamos prontos vamos ao palácio real!”

Arthur e Will saíram dos dormitórios. Seguiram até uma elegante carruagem feito de madeira polida, esculpida e pintada com traços enredados. No centro da porta estava uma estrutura quadrada com o símbolo da família real – uma fênix dourada. Ao lado um conjunto de servos vestidos de maneira impecável, todos usando cores da família real de Ryfhel. Conforme Will se aproximou, eles se voltaram e lhe fizeram uma reverência.

Abriram a porta da carruagem, Will entrou primeiro, seguido por Arthur, impressionado pelo interior ricamente enfeitado e assentos acolchoados. Havia espaço suficiente para seis pessoas adultas. A carruagem se pôs em movimento, seguindo em direção ao terceiro nível.

Vinte minutos mais tarde passaram pela terceira muralha de ouro puro com mais de quarenta metros de altura. As portas de ouro magicamente reforçado, entalhado com uma monumental fênix, foram abertos. Não pode evitar de suspirar encantado ao ver a muralha através da janela da carruagem.

“Então, existem coisas que o surpreendem” disse Will com uma risada divertida.

Arthur assentiu extasiado.

A carruagem seguiu pela estrada de mármore, passando por vastos jardins e grandiosas mansões, até finalmente chegarem diante o palácio monumental de granito vermelho e adornado com joias preciosas.

“Não tendam roubar, as joias que enfeitam as paredes do palácio?” perguntou Arthur.

“Tendam, e conseguem. Mas não vivem muito tempo depois.”

A carruagem parou, a porta se abriu e o motorista curvou-se de maneira cortês.

“Chegamos, Vossa alteza.”

Will deslizou pelo banco, descendo da carruagem. Arthur saiu em seguida, ficando diante as majestosas porta do palácio, qual era entalhado com o símbolo da fênix e homens adorando-a como uma divindade. Cavaleiros de armaduras escamadas, bateram o chão com o cabo de suas lanças, houve um estralo, e as portas abriram-se, revelando um vasto glorioso salão.

Will e Arthur seguiram pelo tapete vermelho sob o piso de mármore polido. Pilares finos, vermelhos, sustentavam o teto abobadado. Entre os pilares havia diversos estardante, abaixo deles, nobres das famílias mais ilustres de Ryfhel. No fim do vasto salão, se erguia um trono de puro ouro esculpido em forma de fênix. Sobre o trono estava um homem de meia idade, cabeleira vermelha, assim como sua barba trançada, e olhos verdes afiados, como os do primeiro príncipe Will. Suas feições eram severas, rígidas, exalando um ar soberano sobre todos abaixo dele.

Atrás do trono, chamas escarlates queimavam sem parar, no que parecia ser uma lareira gigante, feita de granito vermelho.

Aquele homem era o rei Einar terceiro, regente de Ryfhel, filho do fogo, lorde da guerra.

Um dos reis humanos mais poderosos de toda Arcádia.

Will se ajoelhou, seguido por Arthur.

“Pai, seu filho retorna com o Arquimago, Arthur Magnus.”

Rei Einar semicerrou seus olhos, analisando o jovem Arthur dos pés a cabeça, enquanto batia seus dedos da manopla de metal contra o trono de puro ouro.

“Levante-se, meu filho” disse a voz grave, em seguida permitiu Arthur se erguer.”Jovem Arquimago, sua fama corre por cada canto do reino de Ryfhel. Daqui a uma semana no torneio dos jovens talento, espero uma luta magnífica, apesar que não acredito que há algum jovem que possa se igualar com seu poder e maestria na magia……Além da magia vejo que cultiva Qi….Reino Sábio, avançado……Para um jovem de tal idade estar a par dos maiores especialista de cultivo do reino, além de ser um mago, é um feito sem igual…Jovem seu futuro é ilimitado!”

As palavras de louvor, provocou vários murmúrios dos nobres presentes. A noticia de um jovem ser Arquimago aos treze anos já era demasiado chocante. Agora descobrem que o mesmo jovem é um perito que atingiu o reino Sábio avançado, reino que poucos cultivadores de Qi alcança, era uma noticia ainda mais chocante.

Os nobres só podiam ver Arthur como um dragão em meio aos homens.

“Sabe, qual nível eu estou jovem Arthur?” perguntou a voz grave.

“Sim, Vossa Majestade” respondeu de forma respeitosa.”Reino Tirânico, avançado, quase rompendo para o reino celestial.”

A diferença entre os reinos poderia parecer pouco. Mas a diferença de poder de um cultivador do Reino Sábio para Reino Tirânico era a diferença entre o céu e a terra. Não havia dúvidas que o rei Einar, merecia o título de lorde da guerra. Seu poder era demasiado intimidante. Mesmo Arthur em sua forma de Lorde demônio, com todo seu poder mágico reforçado pelo Qi, não tinha confiança absoluta que o derrotaria em uma batalha.

(Magusgod: Para refresca a memória de todos, no capítulo 6, Milaine fala sobre os reinos de cultivo conhecido; Elemental, espiritual, profundo, sábio, tirânico e celestial. Cada reino é divido entre baixo, intermediário e avançado.)

Mesmos os cavaleiros ao redor do rei, estavam no reino Sábio, baixo, enquanto outros estavam no reino profundo. Arthur estaria em desvantagem em uma luta direta contra o rei e todos cavaleiros presentes. Porém a história seria diferente se tivesse sua filha Goetia ao seu lado, em menos de três anos, em uma velocidade assustadora, havia alcançado o Reino Celestial, baixo.

Goetia era um monstro no cultivo, mais assustador do que Arthur.

Me lembro de quando ela socou o chão, e o chão tremeu como um terremoto, afundou e uma ravina surgiu, pensou Arthur lembrando-se do método usado para criação dos lagos artificiais nas terras desoladas do norte. Se não fosse pela ajuda de Goetia, criar os lagos artificiais levariam muito tempo.

Rei Einar assentiu satisfeito, enquanto afagava sua barba trançada.

“Não é atoa que sejas filho de Milaine” disse o rei, com olhos nostálgicos.

Suas palavras jogaram todos nobres ao caos. Mesmo Will estava pasmo, ao ouvir as palavras “filho de Milaine”, não havia nenhuma pessoa em Arcádia que não conhecesse o monstro lendário dos dragões dançante, Milaine.

“Pai, por Milaine, você fala daquela “Milaine”, responsável pelo desparecimento do reino Lan?” Will perguntou pasmo.

“Sim, Milaine Magnus, flâgelo dos céus, guerreira que carrega o sangue especial dos guerreiros mais poderosos de Arcádia, os Magnus. Mesmo sem ter um cultivo alto, sua força natural e a par com um cultivador do Reino Celeste. Uma mulher assustadora, que você não vai querer irritar!”

Dessa vez foi a vez de Arthur ficar surpreso. Sempre soube que ela era uma guerreira forte, mas estar a par de um cultivador Reino Celeste apenas com sua força natural, era um absurdo difícil de acreditar.

Milaine nunca havia falado sobre sua família ou te si mesma. Era a primeira fez que ouviu falar sobre a família, Magnus, uma das mais antigas de toda Arcádia.

“Pelos seus olhos cinzentos, suponho que você é filho do líder dos dragões dançante, Allan, talvez o mago mais poderoso que existiu e existirá. Sinceramente, não é atoa por você ser tão poderoso em uma idade tão jovem, bem, chega de conversa Fiada, vamos ao que interessa!”

Todos presente fofocavam, conjurando hipóteses sobre Milaine e Allan, na época ocorria rumores de Milaine correr atrás de Allan, mas não imaginavam que no fim, conseguiu ter o amor dele, e ainda por cima ter um filho. Muitas mulheres da nobreza que eram fã dele, estavam vermelhas, imaginando e invejando Milaine por ter sido amada por Allan.

Arthur recuperou sua postura, e falou:

“Vossa Majestade, parece saber muito sobre mim.”

Rei Einar gargalhou.

“Se eu não soubesse quem era você e suas origens, eu não poderia ser chamado de rei de Ryfhel” disse o rei.”Eu e o Grã-mestre Lucius Fox, somos amigos de Allan, e sua mães, como o restante dos dragões dançante. 30 anos atrás, seus pais, me ajudaram Ryfhel contra um ataque de dragões selvagens, uma verdadeira catástrofe, se não fosse pelos dragões dançante, não ouso imaginar as terríveis perdas que teríamos.”

Rei Einar continuou a falar a heroica batalha dos dragões dançante, contra hordas de dragões selvagens. Naquela época houve outros reinos que não tiveram a mesma sorte, e tombaram perante as hordas de dragões selvagem, um verdadeiro mistério qual nenhum estudioso da época sabe a causa do ataque.

“Meu filho, Willian falou sobre seu desejo de adquirir propriedades e terras em Ryfhel, qual seria o motivo?” pergunto o rei em um tom grave.

“Vossa Majestade” Arthur disse em um tom composto.”Eu pretendo me estabelecer em Ryfhel, abrir diversas lojas de armas, poções e de vestimentas. Pretendo após vencer o torneio dos jovens talentos, formar uma guilda e ocupar o topo das dez torres heroicas, esses são meus motivos.”

Murmúrios irromperão dentro do salão. Tornando barulhento o salão. Até mesmo os ministros próximos se tornaram barulhentos. Rei Einar levantou a mão e todo salão voltou a ser silencioso.

“Entendo” disse o rei vagamente, alisando sua barba.”Eu vou permitir a compra de propriedades em Ryfhel, mas não é possível comprar terras, apenas um nobre pode ter terras no reino, essa é uma lei antiga de Ryfhel. Porém eu tenho uma proposta para você meu jovem!”

“Qual seria a proposta, Vossa Majestade?” Arthur perguntou desconfiado.

Um sorriso travesso surgiu nos lábios do rei Einar.

“Vamos discutir a proposta no jantar” disse o rei com uma gargalhada.”Soube que você e minha filha, Jasmim, tem um ótimo relacionamento.”

Rei Einar voltou a gargalhar.

Arthur engoliu em seco, tendo um mal pressentimento.

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