Kuork

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Intermissão

 

“Não, senhores, não podemos mais ficar sentados, indiferentes, aguardando, sem fazer nada” rosnou o Rei Bruxo Lunur.”Aquele maldito ambicioso, Ulundir, pisou na cauda de um dragão adormecido! Eu disse a ele que sua ambição seria sua perdição. Porque estão me olhando com essa cara? Sim, eu sou ambicioso, mas não a ponto de me meter com aquele bando de elfos negro em suas ruínas! Mas não, Ulundir tinha que se meter em uma de suas cidades em ruínas, é agora o que temos? Sim, sim, um perigoso lorde demônio derrubando nossas cidade como se fosse aquelas disformes choupanas dos escravos!”

Os demais presentes permaneceram imóveis, pensativos, com olhos sob um pergaminho – mapa -, principalmente nas cidades marcadas com x; Tuhhar, Muhûr, Yhanrar, Bhahar, Bâr. Rei bruxo Lunur qual esbravejava com tanto afinco, era cujo regia a cidade mais próxima de um dos x marcado no mapa. Rei Bruxo Trirfar e Rei Bruxo Aldur sentiam-se tão ameaçados quanto o próprio Rei Bruxo Lunur. Três anos havia se passado desde o aparecimento do lorde demônio Arthur, também chamado pelos escravos de libertador, pai de todos, arauto de Érebo.

Antes eram doze Reis Bruxo qual governava com punhos de ferro. Agora eram seis Reis Bruxo, inquietos, temendo a própria sombra.

“Devo te lembrar, caro, Lunur, que há três anos atrás, quando os Rei Bruxos Tuhhar, Muhûr e Yhanrar, nos avisam sob o perigo que pairava sob nossas cabeças, você foi o primeiro a esbravejar com tanta eloquência, negando ajuda aos nossos irmãos” falou o Rei Bruxo Hyll, num tom composto, enquanto seu olhar vagava entre os Reis bruxos presentes.

Lunur, expressou um rosto sombrio.

“Concordo com você, Hyll” falou Rei Bruxo Bryd com olhos cheios desprezo.”Mas a situação é diferente, o futuro de nossas cidades estados está em risco com esse autoproclamado “rei negro”, construindo sua cidade nas planícies desolada, reunindo um exército enquanto, todos, nós fechamos os olhos acreditando que após conquistar Bâr, ele não voltaria seus olhos para as cidades estados restantes!”

O seis Reis Bruxos permaneceram calados. Rei Bruxo Ewythr, afundava em sua poltrona, pressionando com as duas mão a têmpora. Sua cabeleira e barba negra dava uma aparência cruel e bárbaro.

“Há mais de trezentos anos governamos essas terras desoladas” falou Rei Bruxo Newydd quebrando o silêncio.”Em todos esses trezentos anos, essa é a maior ameaça que estamos enfrentando. Enquanto observamos, estáticos, ele aumenta suas forças! Enquanto fechamos nossos olhos, escravos tramam, olhando com esperança para as planícies desoladas! Ficar parados, em silêncio, por três anos, foi um erro. Eu digo-lhes, temos que nós unir, marchar como um só e esmagar esse lorde demônio, tomando todas suas riquezas!”

“Esse lorde demônio, sabe de todos nossos passos” falou Rei Bruxo Trirfar secamente.”Não sei como, mas acredito que todos tenham percebido, que há espiões dele, em cada cidade estado. São profissionais, escondem bem sua identidade, podem ser um escravo sendo açoitado, ou uma serva, até mesmo uma prostituta que serve nossas tropas!”

“Não há como saberem de nada que está sendo falado aqui, Trirfar” falou Rei Bruxo Ewythr roucamente.”Está sala de meu castelo foi magicamente construído para evitar qualquer vazamento de informação. A única forma do conteúdo de nossa conversa cair nos ouvidos desse lorde demônio e um de vós, abrir a boca.”

“Porém é impossível, nos movermos sem que ele saiba antecipadamente” Trirfar voltou a falar, apoiando o cotovelos na mesa com os dedos entrelaçados.”Dias atrás, meus espiões relataram sobre um carregamento de suprimentos e ouro seguindo em direção as planícies desoladas. Não hesitei em mandar minha cavalaria, e quando chegaram lá, foram emboscados por malditos elfos negros montados em lobos gigantes! Não somente isso, diversas companhias mercenárias do norte o servem como se fossem malditos vassalos leais!”

Mais uma vez permaneceram calados, encarando o mapa, procurando por um meio de eliminar a atual ameaça.

“Temos que nos unir” falou Rei Bruxo Aldur pausadamente.”Não podemos permitir que nossas ambição e orgulho nos ceguem diante dessa ameaça. Aquele lorde demônio é muito poderoso! Temos que unir todas nossas forças e avançar, esmagando-o como nossos números e força!”

Todos presentes assentiram.

“Concordo com Aldur, alguém é contra a união de todas nossas força? Vejo que todos são a favor, agora, vem uma questão importante: como mover nossas forças sem que ele saiba?”

“É impossível, seus espiões estão bem posicionado” falou Trirfar secamente, fitando o mapa.”É impossível……Mas……Humm……Sim, talvez seja a única saída……Senhores encontrei uma solução para nossos problema!”

Todos presentes fitaram o mapa, sorrindo sinistramente. Trirfar contou sobre seu plano. Dias mais tarde um mar de soldados se dirigia a Nova Lilac, fazendo a terra tremer, secando rios e queimando tudo pela frente.

Logo se iniciara uma guerra sangrenta.

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