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Tempo de guerra!(1 Parte)

 

“Esses bastardos Reis Bruxos, que os diabos os comam vivos e queimem nos infernos dos novos e antigos deuses do norte!” falou Lenz bebendo um gole odre com vinho de Gwin Melys.“Esse bando traiçoeiro de bruxos estão desesperados para lançar um ataque em tal magnitude, deixando suas cidades estados desprotegidos! Ei, Karl, está me ouvindo? Porquê dessa cara de quem não está interessado em que eu estou falando? Claro, Karl, você esta terrivelmente apaixonado pelo traseiro daquelas elfas negra, para ter tempo de ouvir seu melhor amigo!”

Karl, um guerreiro alto, corpo robusto, seguia a marcha com cinco mil guerreiros, mercenários, cavaleiros e a cavalaria especial dos lobos negros. Alisava sua cabeleira negra, trançada no estilo bárbaro de sua tribo. Seus olhos, verdes, como de uma águia, fitava o traseiro de uma “jovem” elfa negra, montada em seu gigante lobo negro – para ele todos elfos negro eram jovens, mas, não poderia nem imaginar suas idades reais. Lenz, seu camarada de arma, barulhento, em sua opinião. Tagarelava sem parar sobre os assuntos mais triviais.

“Um dia vamos ser emboscados por causa tagarelice” falou Karl com certo humor, sem tirar os olhos da elfa negra.”Nesse dia, você irá acabar com uma flecha na boca, Lenz!”

Camaradas próximos gargalharam, acalmando o clima tenso. Não sabiam o porquê, apenas seguiam ordens, marchando, sem saber seu destino. Karl suspeitava que não fosse uma simples interceptação habitual.Comandante da ordem dos caçadores, rainha dos elfos negros, não iria nos acompanhar em um interceptação habitual, pensou Karl.Três sábios negros, vários oficiais de alta patente, definitivamente não é uma interceptação habitual.

O vento uivava violentamente passando pelas copas das árvores lanças.Bosque Ysbryd, pensou Karl franzindo o cenho. A marcha seguiu lenta. Comandante da ordem dos caçadores, adotou um semblante sério e atento, ordenando oficiais de alta patente. Batedores seguiram em frente, analisando a trilha, procurando sinais da passagem de tropas.

“Por que diabos estamos marchando por essa floresta amaldiçoada?” praguejou Lenz.“Karl você deve saber sobre os boatos que circulam esse lugar! Sim, claro que sabe, seu bárbaro bastardo, você deve ter passado a infância ouvindo histórias sobre o bosque Ysbryd, onde o rei louco Difeddwl terceiro, enforcou um vilarejo inteiro nas árvores-lanças! Houvi boatos que é possível ouvir as vozes de mulheres, crianças e homens enforcados, clamando por ajuda!”

O vento uivou violentamente, o farfalhar das copas das árvores fizeram parecer um murmúrio melancólico, fazendo Lenz encolher-se em sua jaqueta de couro casto. Olhando assustado em todas direções, provocando uma risada humorada de Karl.

“É o vento” falou Karl, acalmando os ânimos dos guerreiros assustados.”Quando criança, corria por esses bosques, dormia nas copas das árvores e posso assegurar-lhes, que o único fantasma que vão encontrar, será o que habita em suas cabeças.”

Passaram por riachos gélidos que corta Ysbryd até chegarem ao fim do bosque, revelando um vale de pedras acinzentado, coberto por musgos e vegetação rasteira. Logo foram açoitados pelo vento frio, karl, levantou a mão, protegendo seus olhos lagrimejados do vento impiedoso. Os lobos gigantes se agitaram, uivaram, sentido o cheiro de soldados próximos.

“Emboscada!!!” gritou a comandante da ordem dos caçadores preparando seu arco de prata. Há duzentos metros de distância nas altas colinas, escondidos entre as pedras acinzentados, havia mil arqueiros, retesando a corda de seus arcos longos, disparando uma saraivada de flechas.

Sábios negros próximos ergueram escudos mágicos protegendo sua comandante e oficiais próximos.

“Levantar escudos!” berrou um oficial próximo, erguendo seu escudo.

Karl instintivamente, se agachou, erguendo seu escudo de madeira reforçado por camadas de couro. Mil flechas obscureceram os céus, chovendo sob os guerreiros, como uma chuva sem fim. Karl respirou nervosamente quando as primeiras flechas acertaram companheiros próximos, perfurando suas coxas, aleijando-os, ou perfurando seus pescoços e cabeças, regando de sangue o solo do monte cinzento.

A chuva de flechas havia terminado. Karl levantou, praguejando, desembainhou sua espada curta, quebrando as flechas fincadas em seu escudo. Verificou seu camarada, Lenz, que não sofreu um único arranhão, praguejando como se tivesse levado um chute nas bolas. Nas tropas, falavam, que a única coisa maior do que sua boca era sua sorte. Karl não contestava e muito menos duvidava, havia lutado inúmeras batalhas sangrentas ao lado de Lenz, bastardo sortudo, não muito habilidoso, sobrevivia milagrosamente.

Apesar do ataque surpresa não houve graves baixas. Sábios negros entoavam encantos, com gestos rápidos de mão, dispararam grandes bolas de fogo escaldante. Cruzando o ar como projeteis vermelhos, fazendo guerreiros próximo transpirar como porcos embaixo do sol escaldante do grande deserto de Taurion.

A primeira linha de arqueiros inimigos, empalideceu, correram desesperados, pisoteando aqueles que caíram na confusão. Como esperado, as bolas de fogo atingiram seu objetivo, explodindo, incinerado centenas de arqueiros, e incapacitando outra centena de arqueiros.

Em um instante, mais de 300 arqueiros foram abatidos impiedosamente. Karl sentiu um arrepio em suas costas, ao ver o estado lastimável dos arqueiros sobreviventes. Eu podia ser um deles, pensou Karl, agradecendo sua sorte por estar do lado vencedor da guerra.Rei das terras desoladas e seus subordinados tem poderes de combate além do senso comum. No sitio a cidade estado Yhanrar, comandante da ordem dos caçadores, havia se transformado em um dragão, escamas obsidiana, soprando chamas negras, incendiando o castelo e colocando abaixo parte da muralha de granito, relembrou Karl, contemplando a imagem do imponente dragão de escamas obsidiana e o poder que pode abalar céus e terra.

“Assumir posição de batalha! Arqueiros, preparem seus arcos! Disparar ao meu comando!” berrou a comandante da ordem dos caçadores.

Arqueiros formaram uma longa fileira. Na colina alta, surgiu a infantaria inimiga, trajados com couro e peles, segurando lanças, espadas curta e pequenos escudos ovais de madeira. Havia mais de dois mil deles, formando uma extensa fileira, aguardando as ordens de um cavaleiro trajado com metal escuro e elmo adornado com espigões.

O cavaleiro negro segurava uma alabarda.

“É tempo da espada e do machado! É tempo de banhar as colinas acinzentados com sangue dos servos do Rei Bruxo! É tempo de escravos libertos, homens e mulheres livres, transformar-se em dragões e suas espadas garras afiadas, impiedosas, eliminando o mal que aflige as terras do norte! É tempo de glória e honra!!” urrou a rainha dos elfos negro, Ninaelneth Pendragon, comandante da ordem dos caçadores, cavalgando em seu monstruoso lobo de guerra, coberto por placas de prata estrelar.

Bum! Bum! Bum! Bum! Bum! Bum!

Tambores ecoaram pelas colinas, sinalizando o inicio do ataque da infantaria inimiga. Berraram em resposta, batendo espadas contra os escudos, fazendo gestos obscenos e praguejando como um Orc. A infantaria inimiga não se intimidou e avançou como uma manada de cervos, e cervos eram aos olhos dos arqueiros e guerreiros experientes.

A comandante da ordem dos caçadores, desenhou um encantador sorriso frio.

“Preparar!” berrou ela, preparando seu arco de prata, entoando um encantamento, enquanto mirou o céu.”Apontar!!!!”

Arqueiros retiraram as flechas de suas aljava, retesando a corda do arco, apontando para o alto, aguardando a ordem de sua comandante.

“Fogo!” berrou, disparando ao mesmo tempo uma flecha relâmpago para o céu, fazendo surgir um circulo mágico, disparando centenas de flechas mágicas relâmpago, bombardeando a infantaria inimiga, seguido por uma saraivada de flechas, colocando abaixo centenas de soldados de uma vez. Arqueiros inimigos, dispararam uma saraivada flechas, atingindo de surpresa guerreiros e arqueiros das forças da rainha dos elfos negro.”Guerreiros, desembainhar espadas e preparar seus escudos! Cavalaria me sigam!!!”

Rainha dos elfos negro, guardou seu arco de prata, desembainhando sua cimitarra. Montando seu lobo de guerra, seguida por sua cavalaria especial – montados em lobos gigantes -, passou pela infantaria inimiga, partindo escudos, decapitando soldados, deixando um rastro de sangue e corpos despedaçados. Seu lobo de guerra, despedaçou brutalmente com garras e dentes tudo que entrou em sua trajetória. Em poucos segundos, alcançaram seu objetivo, arqueiros gritaram de pavor vendo os monstruosos lobos avançarem. Dispararam sem importar com seus aliados, a saraivada de flechas, ricocheteia na armadura de prata estrelar, outra parte acertou a infantaria inimiga pelas costas.

Em poucos minutos eliminou todos arqueiros inimigos. O cavaleiro trajado de metal negro, chutou seu cavalo de guerra, avançando em direção a rainha dos elfos negro, brandindo sua alabarda – lâmina afiada em form de uma meia-lua. Ela aceitou o desafiou, avançou de forma feroz não se importando com a desvantagem, brandindo sua cimitarra.

O cavaleiro negro fez uma varredura com sua alabarda, para sua surpresa, seu golpe foi aparado pela cimitarra da rainha dos elfos negro, jogando para o lado, perdendo o equilíbrio por um instante. Seu lobo de guerra avançou, gravando suas pressas no pescoço do cavalo de guerra, dilacerando, não permitindo um único relincho. Habilmente, o cavaleiro negro saltou para trás com uma pirueta, a rainha dos elfo negro o acompanhou, saltando do lobo de guerra, avançando com uma agilidade sobre-humano. O cavaleiro negro atacou com uma finta para esquerda, pulando para o lado, girando seu quadril tanto potência para o golpe da alabarda. Ela aparou o golpe com a cimitarra, mas o golpe foi forte demais, deslocando seu braço direito.

“A força por trás do golpe não é para levar de ânimo leve!” exclamou a rainha dos elfo negro, saltando para trás, enquanto com a mão esquerda ajeitou seu braço deslocado direito. Analisou cada movimento do cavaleiro negro, ambos dançando em círculos, aguardando uma abertura na guarda para atacar.

A rainha dos elfos negro chutou o chão, avançando como um relâmpago prateado, pegando de surpresa o cavaleiro negro. A lâmina encontrou o ombro do cavaleiro negro, rasgando sua cota de malha, destroçando sua clavícula, berrou de dor, largando a alabarda no chão. Com um giro gracioso, acertou sua gargante, rasgando-a, tingindo de vermelho sua armadura negra.

Seu enorme corpo tombou sem vida.

Em pé no alto da colina, analisava todo campo de batalha. A infantaria inimiga lutava desesperadamente contra seus guerreiros. A rainha dos elfo negro clicou com a língua, vendo no horizonte a cavalaria inimiga saindo do bosque Ysbryd, atacando de surpresa os guerreiros do flanco esquerdo. Uma segunda infantaria apareceu, como mágica, saídos do bosque, atacando o flanco direito.

“O que diabos está acontecendo aqui?” perguntou a rainha dos elfos negro para si mesma. Não conseguia entender como foram cair em uma armadilha do Reis Bruxos, com os espiões do Arthur infiltrado em cada cidade estado. Era praticamente impossível eles terem os traídos. Mesmo se fossem pegos, morreriam no mesmo instante evitando o vazamento de informações.” Pode ser que encontraram uma forma de nos enganarem através dos espiões, com informações falsas?”

A situação se tornou caótica com o ataque em ambos francos. Ela cerrou os punhos, tomando uma decisão rápida, berrou:

“Toda cavalaria, ajudar o flanco direito, enquanto eu vou ajudar o flanco esquerdo!”

Mentalmente ordenou seu lobo de guerra retornar com a cavalaria principal. Todos hesitaram por um instante, mas não desobedeceriam a ordem de sua rainha e cavalgaram em seus lobos gigantes, atacando a infantaria inimiga sob o flanco direito, aliviando a pressão sob os guerreiros.

A rainha dos elfo negro urrou, exalando uma aura mágica densa, transformando-se em um enorme dragão de escamas obsidianas, chutou o chão com suas enormes patas, golpeando o ar com sua asas, disparando em direção a cavalaria inimiga, rugindo, fazendo seus cavalos relincharem nervosamente, tentando lançar seus cavaleiros da sela, galopando em direção ao bosque Ysbryd

A morte era negra, vinda dos céus, com fogo e fumaça.

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