Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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Magusgod: Antes que alguém reclame, eu aviso: o capítulo é curto com 871 palavras.
Amanhã se eu tiver tempo vou escrever mais Arcádia e não tenho previsão novos capítulos para HDUM. Por enquanto Arcádia será meu foco até a conclusão da guerra.


Tempo de guerra! (2 Parte)

Flechas sibilavam sob a cabeça da linha de defesa formada por mercenários, cavaleiros juramentados, soldados e escravos libertos. Espadas acertando escudos, machados rachando elmos, gritos de guerra e de dor. Essa cacofonia era batalha das colina acinzentadas.

Karl, um mercenário bárbaro vindo das terras DirNeb próximas ao bosque Ysbryd. Golpeava impiedosamente um soldado inimigo – que acreditava pertencer a infantaria do Rei Bruxo Aldur -, cortando-o, colocando a baixo, para ser esmagado por seus companheiros que avançavam como gafanhotos. Golpeou com seu escudo, um soldado a sua esquerda, atordoando-o, ficando sua espada em sua garganta.

Não são soldados, pensou ele.Escravos, camponeses, mercadores, pessoas comum que nunca seguraram uma espada em suas vidas. Manejam uma espada como se fosse uma enxada. Lutam, desesperados para sobreviver, mas não vão, pois eu sou seu oponente. Seu algoz impiedoso. Qual não se importa quem seja, não importa o vai deixar para trás, nem suas ambições. Quando a luta terminar, vou me embebedar, comer como um porco e f**er uma p**a. Essa será a comemoração dos vitorioso, com todo perdão, os derrotado, os mortos vão me observar com inveja. Oh, como doce e sangrenta é a guerra, enche meus bolsos de ouro e a terra de corpos.

Karl se tornou um mercenário por amar ouro e putas – uma profissão nobre em sua humilde opinião. Não acreditava nos deuses, apenas no ouro e no aço frio de sua espada. Seus serviços de mercenário não era barato, pois era famoso pelos arredores, como Karl de DirNeb ou simplesmente: Karl o urso. Lutou em diversas lutas, por diversos reis, por diversas causas.

Aonde tiver ouro e putas lá vai estar Karl de DirNeb. Mercenário ganancioso, que não esconde seus desejos. Apesar de o chamarem de monstro ganancioso, Karl se considerava um homem de bem e honesto e saudável, fazendo o que ama e deseja. Se existe algo que odeia, seria os hipócritas, cavaleiros e qualquer um que jurasse não amar ouro e putas.

Todos amam ouro e putas, pensou.Quem diga ao contrário não é homem ou não tem nada no meio das calças.

Karl sentiu um impacto em suas costelas. Havia sido acertado por um golpe de espada. Sua cota de malha – e falta a de força do inimigo -. o protegeu de ser cortado. Olhou para o soldado apavorado, vendo ele se molhar, ensopando suas calças. Golpeou o rosto do soldado com seu escudo, quebrando seu nariz, em seguida, ficando sua espada em sua garganta do soldado mijão. Continuou balançando a espada sem parar, cada balanço um grito, um oponente abatido, um inimigo a menos do vasta infantaria que os cercava.

Seu camarada de armas, Lenz, lutava com ímpedo e de forma imprudente e carente na maestria na espada. Não havia morrido por pura e simples sorte.Existe um limite para a sorte dada pelos deus, Karl praguejou prometendo a si mesmo que o ensinaria como manejar uma espada.

Rechaçaram com ferocidade a infantaria inimiga, fazendo a infantaria inimiga recuar com o rabo entre as pernas. Não foram muito longe, uma saraivada de flechas, derrubou vários soldados que recuavam.

“Filhos de uma cadela!” praguejou Lenz limpando o sangue em seu rosto.”Karl juro pelos deuses que pensei que iria ser espetado por esses bastardos! Droga como fomos cair em uma emboscada?! Onde está nossa digníssima comandante?”

“Lenz, você me falou inúmeras vezes essas palavras, mas nunca morre, não abuse da sorte. Nossa digníssima comandante está fazendo churrascos com a cavalaria inimiga, impedindo eles de espetar nossos traseiros.”

Karl apontou para a cavalaria que acabará de atacar o flanco esquerdo sendo massacrados pela comandante dos caçadores em sua forma de dragão negro. Seus jatos de fogo negro engolfava fileiras inteiras e sua escamosa cauda funcionava como um chicote impiedoso, varrendo a cavalaria inimiga.

Lenz deu um grande gole de seu odre de vinho de Gwin Mellys. Ofereceu para Karl, sem hesitar deu um grande gole no odre de vinho. Relaxaram, enquanto assistia aqueles que escaparam das flechas serem feitos em pedaços pelas bolas de fogo conjurada pelos Sábios negro.

“Seus vagabundos o que acham que estão fazendo?!” berrou um oficial.”Levantem seus traseiros preguiçosos e vão ajudar o flanco direito! O que estão me olhando……Ah, vinho de Gwin Mellys……Me passe o odre……Humm…Humm… Sim, um bom vinho de verdade apesar de não se comparar com um barril de cerveja….Chega de conversa mole, vão para o franco direito! Agora!”

Karl seguiu para o flanco direito junto com outros mercenários e soldados. Lenz praguejou, por ter seu odre de vinho de Gwin Mellys roubado pelo oficial. Karl e Lenz se jogaram contra a infantaria inimiga, reforçando o flanco direito, rechaçando avanços da infantaria inimiga.

Abutres voavam em círculos no céu aguardando o fim da batalha. As forças do rei negro saíram vitoriosas. Dos cinco mil guerreiros, 1.654 morreram na batalha das colinas acinzentadas.

Era apenas o início do que seria chamado do que os futuros nortenhos chamariam de Bloodbath.

(Magusgod: Bloodbath significa banho de sangue)

Comentarios em AUMDA: Capítulo 36

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