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Bloodbath! (1 Parte)

 

As tropas inimigas avançavam, escurecendo colinas, assustando monstros e animais nativos da área. Eram 500 mil soldados liderados pelos Reis Bruxos Lunur, Trirfar e Aldur. Montavam, orgulhosos, bestas monstruosas enquanto contemplavam seus grandiosos números. Estavam confiantes que nem mesmo o temível lorde demônio Arthur poderia os derrotar.

Apesar dos números superiores. Grande parte das tropas vestia trapos e carregavam foices e arados. Eram escravos, agricultores forçados a marchar e lutar uma guerra qual sabiam que não sobreviveriam. O clima entre as fileiras era péssimo. Não havia comida e nem comida o suficiente, e o pouco que havia tinha sido envenenado, provocando a morte de centenas. Dias depois surgiu uma parede de fogo gigantesca, arrasando as terras qual levam diretamente a Nova Lilac. Sem escolha, alteraram a rota, seguindo por pântanos e solo irregular, dificultando a marcha. Enfraquecidos, um por um morria por fome ou por exaustão, diminuindo as fileiras.

“Temo, meus senhores, que se não alcançamos logo as muralhas da Nova Lilac, nossas forças serão derrotados pela fome e exaustão” relatou um batedor que se aproximava de cavalo.“2.000 cavalos adoeceram e outra centena está morrendo de fome. Não há feno o suficiente para toda cavalaria.”

A cavalaria era composta por trinta mil cavaleiros. A marchar pelos pântanos adoeceu centenas de cavalos e homens. Após atravessar o pântano, se depararam com um terreno difícil e estéril. Todas aldeias encontradas estavam queimadas não fornecendo nem feno para os cavalos.

“Quantas baixas tivemos?” perguntou Aldur enquanto os outros dois Reis Bruxos nem se quer olhavam para o batedor, não se importando para o número de escravos que morriam.

“Meu senhor, pela última contagem, o número de baixas superam cem mil e a cada minuto que passa esse número aumenta.”

Aldur ajeitou sua máscara de prata que esconde seu rosto. Vestia um manto pomposo com broches de prata e montava um enorme tigre com presas como lanças e olhar selvagem. Apesar de temeroso, o batedor olhava impressionado para a monstruosa criatura. Um rápido olhar mostrou que os Reis Bruxos Lunur e Trirfar trajavam as mesmas vestes, apesar das cores serem diferentes e as bestas monstruosas eram também tigres demoníacos que habitam as florestas selvagens do sul que faz parte do império Belial.

Aldur encarou o sol baixo, se pondo nas montanhas distantes. O céu era tingindo por um tom alaranjado e fiapos de nuvens brancas e as primeiras estrelas se tornava visíveis. Vento gélido soprava, fazendo-o se encolher em seu manto. Independente da estação do ano, sempre era frio nas terras desoladas do norte. Aldur não gostava do tempo frio, gostava do tempo quente das florestas tropicais do império Belial – sua terra de origem. Lembrou-se de sua infância difícil como escravo, trabalhando nas florestas tropicais, derrubando imensas árvores. Viviam temendo os capatazes bestiais, e as feras monstruosas que habitava as florestas quente do império Belial.

Aldur não precisou pensar muito no assunto. Não havia feno o suficiente para todos cavalos e nem comida para suas tropas. A solução era simples, porém diminuiria o pode de ataque de sua cavalaria.

“Temos um longo caminho, difícil, pela frentes. Não vejo outra solução. Abata vinte mil cavalos e use a carne para alimentar as tropas” ordenou Aldur com um suspiro.“Vamos montar acampamento, aqui!”

O batedor esporeou seu cavalo, espalhando as ordens de seu senhor. Montaram acampamento e ascenderam fogueiras, fazendo ensopado de acarne dos cavalos abatidos, saciando a fome das tropas. Agora tinham comida o suficiente para dois dias, o suficiente para chegarem até seu objetivo: Nova Lilac.

*****

Era um noite sem lua. Fumaça das centenas de fogueiras do acampamento subiam ao céu, deixando claro a localização do acampamento. Não havia batedores verificando os arredores e as sentinelas estavam semi-adormecidas. Não havia criado paliçadas. É o pior erro de todos: haviam montado acampamento em um terreno baixo.

Escondido entre as árvores de uma colina. Havia uma tropa composta por oitenta mil guerreiros. Lilith analisava a presa fácil a sua frente e não pode conter um sorriso de admiração pelo plano brilhante de Arthur. Inicialmente tinha suas dúvidas de como derrotaria uma uma força de quinhentos mil soldados com apenas oitenta mil guerreiros. Era cética sobre o plano de Arthur, mas como sempre, provou-se um brilhante estrategista.

“Meu amado marido, devastou as terras que as tropas inimigas iriam marchar, forçando-os a seguir uma rota mais longa e difícil, enfraquecendo suas forças, e como previsto, havia montado um acampamento nessa área” falou Lilith com louvor.

Arthur havia forçado as tropas inimigas seguirem aquele caminho. Sabia que após a longa marchar pelos pântanos, montariam acampamento próximo daquela área.

“Como nosso rei sempre diz: nunca lute em um campo escolhido pelo inimigo. Manipule cada passo, os enfraqueça lentamente e faça-os lutar em um campo em que você tenha a vantagem” falou o comandante Susuhur repetindo as palavras sempre ditas por Arthur.“Agradeço ao deuses, por não ter ele como meu inimigo!”

“Esses desgraçados não se preocupam com um ataque ao seu acampamento!” Acker falou com uma voz cheia de ódio.“Quando atacamos, esses desgraçados vão cair como moscas! Minha rainha permita que eu lidere o ataque!”

“Ainda não, comandante Acker” respondeu Lilith num tom imperioso.“Vamos aguardar os Phantom eliminar as sentinelas. Depois iremos incendiar o acampamento e quando as forças inimigas caírem no caos, você é o comandante Susuhur avançam como seus guerreiros e eu lido com os Reis Bruxos.”

Horas mais tarde os Phantom agiram se movendo como fantasmas na escuridão da noite. Para olhos destreinados era impossível ver sua movimentação. Apesar da distância, Lilith conseguia ver cada movimentação. Cada Phantom surgindo das sombras e cortando o pescoço das sentinelas, escondendo os corpo na sombra das tendas. Houve um sentinela atento, aparou o primeiro ataque por instinto, mas nada adiantou contra os três golpes de adagas seguidos. Em menos de uma hora haviam eliminados quase todos sentinelas, os únicos sobreviventes foram cinco levados até Lilith.

“Porque está fazendo prisioneiros?” perguntou Acker com olhos acusadores.“Nosso rei foi claro: nada de prisioneiros!”

“Não estou fazendo prisioneiros, logo você entendera” Lilith acenou com a mão para que os cinco prisioneiros formassem uma roda ao seu redor. Ela ergue as mãos, sussurrando um encantamento mágico. Uma névoa sangrenta envolveu o corpo dela, surgiu tentáculos de névoa sangrenta envolvendo os cinco prisioneiros. Acker olhou aterrorizado e deu alguns passos para trás, rezando para todos deuses, para que o protegesse.“Agora, decapitem os cinco prisioneiros!”

Cinco soldados atrás dos prisioneiros, desembainharam suas espadas, com um golpe forte e rápido, decapitaram os prisioneiros. O sangue espirrado fluiu em direção a Lilith, a envolvendo numa manta protetora. Depois de todo sangue drenado dos corpos, os ossos saíram do corpo seco e envolveram Lilith, juntado-se com o sangue, formando uma armadura óssea vermelha protetora. Seis espigões ósseos surgiram atrás de sua costas, como asas sem penas.

“Acker, agora você entende por que eu precisava dos prisioneiros” disse num tom frio e um dos espigões de sua costa, expandiu, e como uma lança, pressionava o pescoço dele, fazendo-o suar frio.“Se questionar uma ordem minha novamente, vou usar seu sangue e ossos no próximo ritual. Entendeu criança? Ótimo, odeio ser questionada, e isso vale para todos. Quando eu emitir uma ordem espero somente obediência. Agora tragam os potes alquímicos!”

Lilith ordenou que todos arqueiros formassem três fileiras. Alquimistas levavam consigo um pote com um líquido pastoso e os arqueiros mergulhavam a ponta de suas flechas no líquido pastoso. O líquido era uma criação dos alquimistas, uma vez que tivesse contado com o fogo iria produzir uma chama azulada que não seria apagada mesmo com água.

Magos produziram chamas, envolvendo a ponta da flecha de cada arqueiro, produzindo chamas azuladas.

“Primeira fileira em frente! Preparem os arcos! Mirem nas tendas!” Os arqueiros avançaram silenciosamente para fora da floresta, miraram nas tendas – como estavam numa elevação não havia perigo em errar o alvo.“Disparem!”

Centenas de arqueiros dispararam, preenchendo o céu com flechas incendiarias. Como previsto, acertaram o alvo, iniciando um incêndio na borda do acampamento. Os próximos arqueiros dispararam mais longe com ajuda da magia. Se moveram pela borda da florestas, disparando flechas incendiárias. Depois os guerreiros entraram em posição de batalha, aguardando as ordens de sua rainha. Enquanto não eram ordenados a atacar. Olharam metade do acampamento queimar, soldados saindo das tendas em chamas, gritando, espalhando o pânico pelo acampamento. O fogo azulado rugia como a boca de um dragão, cuspindo fagulhas para céu escuro. Os incêndios iluminavam os arredores, lançando uma luz fantasmagórica e arrepiante sob as florestas próximas. Assistiram soldados desesperados atirarem baldes de água sob as chamas azuladas, qual não se apagavam fazendo centenas de escravos correrem para fora do acampamento.

Lilith se posicionou a frente de suas tropas e com um rugido arrepiante deu a ordem esperada:

“Avançar!!!!!”

É avançaram, interceptando aqueles que fugiam das tendas em chamas pela única saída possível. Foram pegos de surpresa, alguns com as calças baixas, e outros se quer carregavam armas. Foi uma chacina. Aterrorizados, tentaram lutar de forma desesperada. Cortaram, retalharam, estocaram os inimigos em pânicos. Gritos horripilantes preenchiam o céu noturno e as chamas azuladas rugiam, engolindo outra parte do acampamento. Era o inferno na terra.

“Formar parede de escudo! Empurrem esses bastardos de volta para o acampamento! Avancem! Avancem! Avancem!” Acker gritava enlouquecido pelo clamor da batalha. Formaram uma parede de escudo sobrepostos, avançaram, retalhando todos soldados inimigos, porém os números inimigos eram superiores. A cada minuto a pressão sob a parede de escudo aumentava e logo entraria em colapso.

“Aguentem firme!” gritou Lilith, expandindo os seis espigões ósseos, usando como chicotes afiados, retalhando e perfurando centenas de soldados inimigos, aliviando parte da pressão sob a parede de escudo. Avançou sussurrando encantamentos, passando por centenas de soldados inimigos, sendo atingida por lanças e espadas, mas quebravam-se como pau podre ao atingir sua armadura óssea. Um soldado enorme surgiu com um machado de guerra, atingindo com força, a forçando andar para trás. O golpe não a feriu, mas a encheu de fúria. O soldado brandiu o machado, disparando um golpe selvagem, Lilith usou um dos espigões ósseos para interceptar o golpe do machado, deslizando, e segurou a cabeça do soldado com uma mão. Lentamente aumento o aperto, até ouvir um estalo, e como se fosse um tomate podre, esmagou a cabeça do soldado, aterrorizando os combatentes próximos.

“Chega de brincadeira! 「Tempestade de Ossos do lorde demônio sangrento」!”

A névoa sangrenta que envolvia Lilith se libertou numa explosão, girando enlouquecidamente, formando um furacão de névoa sangrenta, dentro do furacão havia ossos afiados, retalhando tudo que tocava. O furacão de morte, limpou as forças inimigas, deixando um rastro de corpos despedaçados por onde passava.

As tropas inimigas caía como folhas secas sob o vento forte. A parede de escudo avançou, empurrando os soldados inimigos de volta para o acampamento em chamas. O que era um vasto exército, agora era apenas um punhado de soldados espalhados, esmagados e retalhados pela parede de escudo. Foi uma chacina, os sobreviventes eram escravos com arados, sem treinamento e mal equipados. Não viam os rostos das tropas que os empurravam para as chamas, apenas homens com os rostos pintados com uma caveira, escudos sobrepostos, avançando implacavelmente, cravando o aço das armas em seus corpos. O que viam avançando, não eram homens, mas sim a morte cruel vestida de aço.

A vitória era certa e as baixas sofridas foram minímas. Havia ocorrido um milagre. Gritaram o nome de Arthur, enquanto cantavam uma canção de sangue.

Então a chamas azuladas explodiram, seguido por um estrondo como um trovão. Um raio atingiu a armadura óssea sob seu ombro, despedaçando-a. Lilith guinchou de dor e voltou seus olhos furiosos para as chamas. De lá, viu o Rei Bruxo Aldur, surgindo das chamas azuladas. Sua máscara de prata havia derretido e se fundido com seu rosto e seu manto escuro era um trapo. Segurava uma lança de prata entalhada com caracteres mágicos.

Aldur foi o único Rei Bruxo a sobreviver as chamas. Se não fosse por seus instintos naturais e conhecimento das chamas azuis, teria morrido como os outros Reis Bruxos.

“Vou matar todos vós!” gritou Aldur e estocou o ar com sua lança de prata, produzindo um segundo relâmpago, acertando a parede de escudo, matando centenas de soldados do flanco esquerdo.

“Não entrem em pânico! Mantenha a parede de escudo! Eu vou lidar com esse bastado!” Lilith gritou ordens.

Com o ombro estraçalhado, avançou, desviando de cada estocada da lança de prata. Disparou seu espigão ósseos, contra atacando as estocadas e tentando perfurar Aldur, que para sua surpresa era ágil e com reflexos sobrenaturais. Ele estocava com agilidade. sussurrando encantamentos, fazendo trovões desceram do céu na direção de Lilith, que desviava no último segundo.

“「Trovão Triplo 」!” conjurou Aldur, do céu, disparou três trovões poderosos. Com agilidade, Lilith desviou do primeiro trovão, mas foi atingida pelo segundo, destruindo metade direita de sua armadura óssea, e o terceiro trovão a feriu diretamente, carbonizando metade de seu corpo, arruinando sua beleza.“Essa é todo seu poder? Tch, esperava mais de um demônio!”

“Hahahahaha!” Lilith gargalhou sinistramente e como se as queimaduras não fosse nada. Caminhou em frente. desenhando um sorriso aterrorizante.“Acha que esses ferimentos são alguma coisa? Criança, quando você era um bebê no ventre de sua mãe eu estava travando guerras sangrentas e sofrendo ferimentos terríveis no mundo dos demônios. Essa dor nada é para mim, logo essa carne queimada irá se regenerar, logo a dor irá passar, mas você criança, irá ter uma morte agonizante! Hahahaha!”

O que restou de sua armadura óssea, despedaçou-se, e a metade do seu corpo queimado, regenerou. Sem se importar com sua nudez, continuou caminhando até Aldur, gargalhando, enquanto sussurrava encantamentos.

“「Altar do Terror 」!”

A temperatura se tornou mais fria, um frio cortante. As chamas azuladas perderam suas luminosidade, e uma névoa sangrenta irrompeu do chão. A terra estremeceu, surgindo três pilares formados por crânios. No meio da formação havia um altar de ossos entalhados com caracteres mágicos. Aldur tentou fugir daquele cenário terrorizante, porém, suas pernas não o obedeciam e como se fosse um fantoche, caminhou até o altar e deitou-se de forma obediente. Queria correr, gritar, mas não conseguia.

“Sabe o que vou fazer com você, Rei Bruxo Aldur?” ela encarou Aldur com seus olhos dourados e frios.“Vou fazer o seguinte, Rei Bruxo Aldur. Primeiro vou encontrar sua mulher e mandarei a usarem diante dos seus olhos e depois a torturarei como eu vou te torturar. Depois irei castra-lo e cortar pedaço por pedaço, e tirar sua pele centímetro a centímetro. Pouparei seus olhos para que veja meus homens montando sua mulher e filhas se tiver. Vou te humilhar, Rei Bruxo Aldur, homens e mulheres irão rir de você e gritará dia e noite até o fim de sua miserável vida!”

Um faca de ossos surgiu não mão dela, e logo cumpriu sua ameaça e castrou o Rei bruxo Aldur. Seus gritos ecoaram dia e noite, enquanto era torturado por Lilith. As tropas de Lilith compreenderam o quando Lilith podia ser cruel e no fundo de seus corações prometeram nunca mais questionar suas ordens.

Os gritos agoniantes de Aldur era o sinal de vitória das tropas de Lilith sob as tropas dos Reis Bruxos Lunur, Trirfar e Aldur. Em poucos dias, Arthur recebeu metade da oferenda necessária para se tornar um rei demônio.

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