Kuork

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Magusgod: Penúltimo capítulo do primeiro arco de Arcádia. Tenham uma boa leitura:)


Nascimento de um rei demônio!

O céu escureceu, trovões rasgavam o céu, serpenteando entre as nuvens escuras como tivessem vida própria. Não eram nuvens normais de uma tempestade, eram as próprias trevas, toda energia negativa, saindo de todos cantos do norte seguindo até o navio voador fluindo em um vórtice até o centro da testa de Arthur.

Azura irradiava sua aura demoníaca, fluindo para Arthur, guiando-o para prevalecer sobre o mar de almas que estava absorvendo. A【Ascensão Demoníaca】usa as almas do derrotados como fonte de energia para ascender as fileiras da hierarquia racial dos demônios. Era a forma mais rápida. Porém tinha seus riscos, quanto maior for a quantidade de almas necessárias, maior era o risco de ser absorvido pela mente das almas sacrificadas.

Somente uma força de vontade poderosa, era possível prevalecer sobre o mar de almas.

Mas esse era só um dos riscos. Para se tornar um rei demônio era necessário passar pelo julgamento dos elementos. Normalmente um【Lorde Demônio】que vai ascender para um【Rei Demônio】passa pelo julgamento de seu elemento que tem maior aptidão. No caso do Arthur, qual tem aptidão com três elementos diferentes passava por três julgamentos.

Seu rosto distorcido em dor era a prova que já estava no primeiro julgamento: julgamento do fogo primordial.

Por mais que Azura fosse muitas vezes indiferente com Arthur, ela se preocupava com ele.

“Seja forte, garoto” falava ela para alma dele, que passava pelo julgamento do fogo primordial.”Coloque sua vontade sobre o fogo indomável. Lembre-se de tudo que já aprendeu. O fogo não é seu inimigo, mas sim a chama que vai tornar sua alma uma lâmina afiada.”

A mente de Arthur estava em um mundo de chamas ardentes. Aonde o sol era vermelho e o solo e ressecado e rachado. Cada lufada de ar que atingia seu rosto era como o sopro de um dragão feroz. Seguia em frente, em chamas vermelhas escuras, queimando sua pele.

Não sabia quando tempo havia passado. Sentia apenas fome, sede e dor, muita dor.

Chega, não sou forte o suficiente…Não suporto mais esse sofrimento….Me deixe morrer, gritava Arthur em sua mente.

“Não desista garoto” falava Azura o incentivando a seguir em frente.”Se desistir, você irá desaparecer.”

Não me importo mais, falou mentalmente, caindo no chão, seu corpo queimava consumindo quase toda sua alma.Não sou forte o suficiente para prosseguir, Azura, me deixar desaparecer, me deixe morrer……

“Arthur, desde quando se tornou tão fraco?” perguntou com desdém.”No fim você era apenas mais um fracote…Um mentiroso, Arthur, um mentiroso que prometeu esperança a todos eles, e agora vai os abandonar, e quando sua alma for consumida seu corpo se torná-la uma casca vazia. Sabe o que vai acontecer seu fracote? Todas aquelas almas vão assumir o controle do seu corpo e mantarão tudo que ama……”

Pare, por favor……

“Liz, Nina, Lilith….Todos do norte serão destruindo por suas mãos Arthur, todos eles terão mortes tão miseráveis que você nem pode imaginar. E tudo será sua culpa, tudo por que fraquejou, por que desistiu!” Arthur reagiu a provocação dela, o que parecia um corpo carbonizado lentamente tentava se erguer.“Levante-se Arthur! Erga sua cabeça! Siga em frente! Sempre em frente, Arthur!”

Após quase desistir, Arthur seguiu em frente. Não importava seu sofrimento, nem sua mente gritando para desistir. Precisava seguir em frente, pelo bem de todas elas, de seus amigos, das pessoas que confiaram suas vidas em suas mãos. Precisava continuar em frente, mesmo com o corpo em chamas. Não iria decepcioná-los, não os colocaria em perigo, eram seu povo, qual prometeu fazer seu melhor.

Arthur continuou em frente até passar por uma enorme porta de rubi. O mundo havia mudado. O sol era branco e nevascas sem fim açoitava seu corpo. Agora sentia frio, congelava. Seus pés afundava na neve, cada passo exigia grande força de seu corpo enfraquecido. Depois passou por um mundo sem sol, aonde as trevas reinava. Os três julgamentos testaram sua alma no limite. Desejou desistir em vários momentos, e nesses momentos Azura foi o pilar fundamental para que continuasse em frente.

É Arthur seguiu em frente, até seus pés sangrarem, seus lábios secarem e a dor e fome desaparecer. Não sentia mais nada. Nenhuma dor. Nenhum pensamento. Estavam em um estado de consciência tão elevado que não era mais afetado pelo teste.

Arthur transcendeu sua mente, alcançando um estado de consciência elevado.

Em um mundo branco, dentro de sua mente, estava três símbolos flutuando.Primeiro era as chamas primordiais do inferno. Segundo era o gelo eterno. E o terceiro a escuridão suprema.

“Use tudo que experimentou nos três julgamentos, para fundir essas três energias primordiais em uma só.”

Arthur sentou-se na posição de lótus. Fez as três energias primordiais se fundir em uma só, controlando o processo de fusão com sua mente. Dividiu seu processo de pensamento em três, para poder controlar cada reação e processo da fusão.

E assim ficou talvez por dias, anos, séculos…Até finalmente abrir seus olhos.

*********

 

Uma semana havia se passado.

No convés do navio voador【Adorável Morte】, Liz, Nina, Lilith, Emma, Lafina e Jasmim, discutiam a nova forma do corpo de Arthur.

“Hum…Sabe, tenho medo que ele vai me quebrar no meio na cama! Olha só o tamanho dele! É grande! Grande demais!” gritava Liz numa voz estúpida.

“Liz eu sabia que você sofria de alguma doença mental, mas não imaginei que era tão forte” falou Lilith em um suspiro.”Não é óbvio que ele pode diminuir sua altura de acordo com sua vontade? Até mesmo pode ficar do seu tamanho, o tamanho de um anão!”

Liz piscou surpresa.

“Eh? Verdade? Bom, não é como eu não me importo dele ser um pouco bruto nessa forma comigo…hehehe.”

“Pervertida” falou Nina com o rosto avermelhado.

“Pervertida” concordou Emma e Lafina em uníssono.

“Eu e Arthur, estamos em um nível em nosso relacionamento em que vocês, crianças não podem se quer imaginar” Liz empinou seu peito e segurou seu quadril com orgulho.

“Ohhh, é mesmo Liz? Hum, sabe gostaria de saber se seu nível e o mesmo que o meu…Você já fez….” Lilith aproximou da pequena fada e sussurrou palavras que a fizeram corar.

“Arthur….Aquele bastardo…” resmungou Jasmim captando parte das palavras dela. Olhou para a nova forma dele, e corou no mesmo instante enquanto fantasiou coisas nadas dignas de uma princesa.

Liz encarou suas rivais. Lilith, Nina, Emma e não descartava a possibilidade de Lafina, a bela elfa, cair em amor por Arthur. Havia também Goetia, uma varinha que ganhou a vida com a partir de um forte desejo de Arthur. Desconfiava a partir dos recentes olhares preenchidos com vontade de matar dela em sua direção fosse algo mais do que “eu amo o papai”, ou algo do tipo.

Mal sabia, Liz, que Goetia estava confundido ela com uma criança que estava roubando atenção do seu criador.

Havia muitas rivais, todas belas, e Liz estava começando acreditar que o número de mulheres estava aumentando em um ritmo alarmante.

Hum…Vou ter que ter uma boa conversa com aquele pirralho, resmungou mentalmente.

Ignorando a discussão que se iniciou entre elas. Caminhou até Arthur, que estava sentado tranquilamente na posição de lótus. Arthur tornou-se maior, quase cinco metros de altura e por todo seu corpo robusto, um padrão de tatuagens demoníaca vermelha, que pulsava liberando um brilho avermelhado. Seu cabelos brancos caíam até seu ombro largo. Orelhas pontudas e rosto de traços élficos, em sua testa projetava chifres com 30 centímetros, negros como obsidiana, com padrões de tatuagem demoníaca.

Acima de sua nádega, uma longa cauda pontuda com chamas azuladas que parecia escurecer o ambiente ao redor.

Além dessas mudanças em sua aparência, a que mais a encantava era a esfera escura no meio de sua testa, que a lembrava uma noite de céu estrelado, como se aquela esfera condesse milhares de estrelas.

“…Tão belo……” sussurrou Liz. Com as bochechas vermelhas, esfregou no braço de Arthur enquanto ria ruidosamente.”Ah….Arthur, meus Arthur, meu só meu, essas vadias não podem superar nosso amor.”

“Não podem mesmo” respondeu Arthur abrindo seus olhos. Eram vermelhos com a íris dourada.”Minha pequena fada.”

“Ehhhhhhhhhhhhh!!! Arthur?! Desde quando……”

“Faz vinte minutos” coçou seu queixo envergonhado. Ele havia escutado toda conversa.”Não queria espionar vocês, apenas não achei um momento apropriado….”

“Arthur!” gritou Lilith com emoção e correu até ele. Empurrou a pequena fada, Liz, para o lado e pulou em seus braços.”Oh, estava com tanta saudade, querido!”

Emma corou, e suas pernas pareciam tremer diante a aura demoníaca de um【Rei Demônio】. Como ele era seu mestre, os efeitos eram bem maiores do que Lilith sentia. Para as outras garotas, Arthur, apenas irradiava uma pressão sufocante e não estimulante como no caso de Lilith e Emma.

Do mastro do navio, Goetia voou e pousou no convés. Liz se levantava pronta para correr para os braços dele, mas Goetia passou em sua frente empurrando-a para o lado.

“Papai!”

“Arthur-gwr!” falou Nina com ternura.

“Ehhh…Awwnnn….Por que todas estão sendo cruéis comigo?” gritou a pequena fada com olhos lacrimejando.

Arthur sorriu, e afagou os cabelos dourados de sua pequena fada.

“Garotas, estou de volta!” gritou animadamente.

Arthur estava de volta e era um【Rei Demônio】.

**********

 

Na nova Lilac, durante a noite. Fogueiras foram acesas e barris esvaziados. Comemoravam o despertar de seu rei, e o fim de todos reis bruxos. O norte estava finalmente livre. Todos chefes tribais, homens livres e mercenários concordavam que Arthur era o rei supremo do norte – não apenas o rei das planícies desoladas, mas rei de todo norte.

Risos alegres ecoavam por todo acampamento, mercenários fanfarrões levavam mulheres e para suas tendas, entre eles o mais escandaloso, era o alegre mercenário Karl.

Arthur estava junto com seu povo, em sua enorme forma, sentado em cima de um tapete junto com todos seus comandantes e oficiais.

“Arthur, você é amado por seu povo” comentou o príncipe Willian Ryfhel Fênix.”Mesmo nessa forma feiosa, ele te olham como olhassem um santo.”

“Hahaha, forma feiosa?” gargalhou Arthur.”Meu amigo, tem olhos e não pode ver? Não estou belo Jasmim?”

Jasmim olhou com um expressão azeda.

“Tão feio quando um cachorro molhado” respondeu a princesa Jasmim.

“Não há ser mais belo do que meu Arthur!” interveio Lilith com um sorriso cheio de ternura.”Um demônio entre os demônios, magnânimo, tão….”

Lilith continuou falar por horas com uma paixão quase fanática.

“Depois de tantos anos…Aqueles malditos finalmente forma derrotados…” Acker falou num tom emocionado.”Finalmente minha família pode descansar em paz!”

“Não seja muito emocional, Acker” provocou Hagnya, a líder das lâmias. Ela devorava uma perna inteira de um javali assado, enquanto também chorava.”Se não fosse pelo chefe, Arthur, eu e minhas irmãs seriamos escravas quando fomos atacados pelos homens dos reis bruxos no passado!”

“Se não fosse pela Vossa Majestade” falou Susuhur fingindo uma lágrima.”Nossos bolsos não estariam tão cheios de ouro!” desenhou um largo sorriso e deu um tapinha na bolsa estourando de moedas de ouro.”Um brinde a esse rei generoso!”

Susuhur e seus homens fizeram um brinde a Arthur.

“Céus eu tenho tanto ouro que nem sei o que fazer!” gritou Karl com uma mulher de peitos grande em seu colo.

Os ânimos estavam elevados, reinava a alegria dos vitoriosos.

“Meus amigos, esse e só o começo!” gritou Arthur para seus homens. Levantou-se, fazendo muitos engolir em seu seco suas salivas ao ver sua imponente corpo, mesmo Ssusur, um minotauro com seus dois metros e meio, parecia pequeno e fraco diante o rei demônio Arthur.”Temos muito trabalho pela frente! Muitas terras a conquistar! E vocês, terão tanto ouro que vão ser os homens mais ricos de Arcádia!”

Olhos de todos brilharam com a perspectiva de se tornarem ricos e outros com perspectiva de poderem estar em uma nova guerra.

Arthur puxou delicadamente a mão da jovem rainha, Emma e apresentou ao seus homens.

“Essa, meus caros amigos, como alguns já a conhecem, e a rainha Emma Sollunn!” os que não estavam bêbados demais menearam com a cabeça.”Ela, não sofreu como vocês sofreram com o reis bruxos, mas não quer dizer que sua dor e menor do que a de qualquer um de vocês. Arcádia, tem males piores do que reis bruxos, e muitos se escondem em um manto de santidade.”

Arthur lambeu seus lábios, aguardando alguns peixes morderem a isca e quando viu muitos mordendo a isca, continuou:

“Essa jovem rainha, teve sua família assassinada e seu povo massacrado pelos cavaleiros do reino de lux!” gritou, enquanto lembrou-se do sacerdote que fez um ritual macabro. Havia passado tempo demais, e já estava na hora de cumprir com sua promessa e através da rainha Emma, iria esmagar o reino de lux e todos aqueles monstros em mantos santos.

Arthur era um rei demônio, mas era um rei demônio honesto. Não massacrava seu próprio povo e sabia que seus planos visava toda Arcádia.

Agora que era um rei demônio era forte o suficiente para poder lidar com o reino de lux e seus cavaleiros santos.

“Prometi a ela, que ajudaria em sua vingança! A recuperar seu reino caído! Mas não faço somente por ela, mas pelo bem de todas raças do norte. Conheço o mal que reside no coração de seus sacerdotes malignos, logo seus olhos podres voltaram para nós.”

“Se olharem para o norte, arrancaremos seus olhos!” gritaram vários guerreiros bravos.

“Vamos fazer esses malditos sacerdotes sentirem a lâmina fria de nossas espadas!”

“Vamos saquear suas cidades e templos! Hahaha!”

“Guerra!” gritou uma voz feminina familiar instigando o espirito guerreiro de todos.”Uma guerra santa! uma guerra contra o verdadeiro mal! Vamos esmagar todos esses bastardos sem bolas!”

Uma guerra santa havia sido iniciada.

Arthur arregalou seus olhos com espanto, quem falava era sua mãe, seguido por centenas de baixotes robustos de barbas longas. Não era somente os anões, havia outras raças antigas entre os anões de Mwynau. Soltou um suspiro aliviado ao vê-la, depois de tantos meses temia que algo havia acontecido com sua mãe.

“Mal tiro os olhos de você, e já se tornou um rei demônio!” bufou Milaine, socando seu braço enorme. Pensou que não iria doer. Pensou errado, por que doeu para burro.”Temos muito o que conversar filho….Oh….Lafina….O que está fazendo aqui?! Não me diga que está atrás do meu filho como essa anãzinha sem vergonha!”

“Não, Milaine, eu estou aqui servindo a minha rainha!”

“Hum…Tudo bem, vou acreditar por hora” falou semicerrando seus olhos como duas espadas afiadas.”Vamos conversar em particular, meu filho, lá embaixo eu ouvi histórias bastantes interessante que merecem nossa atenção!”

Arthur teve uma conversa com Milaine que mudaria sua vida para sempre.

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