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Epílogo

 

Sentado em seu trono de prata estrelar. Arthur assistia apresentação das dançarinas elfas negras. Seus corpos morenos, delgados, brilhavam sob as luzes alquímicas de seu palácio. As dançarinas élficas acompanhavam o ritmo hipnótico das batidas dos tambores e som melódico das flautas.

“No antigo império negro, uma vez por ano, era realizado a dança tradicional Brenin Uchel” falou Nina em um sussurro que mais ninguém poderia escutar. Estava sentada ao seu lado, em um trono de prata designado para a rainha do norte.

Nina naquela ocasião usava um longa túnica élfica com manga longa, usada pelas antigas imperatrizes do norte. Seu cabelo branco estava amarrado em um coque, enfeitado com uma coroa de ouro e joias preciosas. Seus grandes olhos alienígenas lilás estava fixo na dança tradicional dos elfos negros.

Já faz um ano ein…, Arthur agitou-se desconfortavelmente contra seu trono. Havia se passado um ano desde a queda dos reis bruxos. As tribos livres do norte o coroaram como rei supremo do norte. Nas terras sem leis e desespero, agora reinava a ordem e o progresso. Mercadores viajavam em segurança pelas estradas construídas pelos anões de Mwynau, que liga a capital do norte, Nova Lilac com outras cidades recém construídas e várias aldeias.

Seu palácio, obra da magia e engenharia anã, era de tirar o fôlego. Os templos, sede das ordens, as casas, tudo remodelado e construído de acordo com arquitetura usada pelo elfos negros do império antigo.

A cerimônia estava sendo realizada para celebrar um ano desde que se tornou o rei supremo. Os principais chefes de tribos e lordes das cidades do norte estavam presentes, encantados com apresentação, olhando com desejo para as belas dançarinas elfas negra.

De costas para os pilares de mármore, seus corvos da guerra pareciam estátuas demoníacas, imóveis, com seus elmos negros projetando chifre, rostos inexpressivo. Seguravam longas lanças afiadas. Seus melhores cavaleiros, endurecidos pelas guerras e treinamentos duros.

Era o que pode chamar de cavaleiros de elite.

Entre os pilares estava também sua corte composta por diversos chefes tribais e mercadores ricos. Arthur acreditava que em toda Arcádia, não existisse uma corte tão diversificada em termos de raças e etnias.

A dança cerimonial acabou com um estrondo de aplausos. Após o fim da cerimônia, cada representante fou anunciando por um arauto, ao sons de gongos, cada um trazia pequenos presentes, baús com ouro, joias e outras especiarias de cada região do norte.

Seguiu-se um longa e entendiante dia de felicitações e presentes.

“Lorde Lyu Han, emissário do império Belial!”

Lorde Lyu Han era um homem com estatura média, rosto de traços nobres e grandes olhos puxados. Usava uma túnica que lembrava Arthur, uma veste tradicional chinesa usado pelos nobres. Lyu Han parecia um típico chinês nobre dos tempos dos imperadores, a não ser pelas três longas caudas de prata e as orelhas de raposa.

“Rei supremo” Lyu Han fez uma reverência honrosa.”Venho em nome da imperatriz, para dar nossos sinceros votos ao grande rei que livrou o norte dos reis bruxos. Esse é um pequeno presente da imperatriz.”

homens do lorde Lyu Han trouxe um grande baú com vários tecidos e jades que não pode ser encontrado no norte.

Império Belial é um grande império dos bestiais que faz fronteira com o norte e com o deserto de Taurion. Suas terras são tão vastas que talvez nem a própria imperatriz saiba a extensão total de suas terras.

Arthur sabia que os reis bruxos constantemente atacava as fronteiras do império em busca de escravos e saque fácil. Entretanto, era só uma pequena parte do império e não acreditava que a imperatriz mandaria um emissário apenas para agradecê-lo.

Arthur estava sentindo o doce aroma de intrigas e guerras.

“Lorde Lyu Han, agradeço a generosidade da imperatriz” respondeu Arthur num tom imperioso. Seus fixaram no do bestial raposa, ficou surpreso ao ver que ele era um cultivador de Qi, reino celestial baixo.“Você e bem vindo ao meu palácio e o recebo como um convidado de honra.”

“Agradeço sua bondade, rei supremo,”

Lorde Lyu Han fez uma nova reverência e se retirou, misturando-se com a corte do norte. Naquela noite durante o jantar, Arthur teria uma boa conversa com lorde Lyu Han para saber suas verdadeiras intenções.

***********

 

A lua cheia iluminava os jardins do palácio. Lilith vagava pelos jardins floridos, até ficar diante uma pequena lagoa que refletia a grande lua e o céu estrelado. Todos estavam dormindo com exceção dos soldados que faziam vigia naquela noite.

O ar começou a ficar mais frio e o lago começou a congelar, criando uma fina camada de gelo. Das sombras, Allan surgiu com usando seu tipico manto escuro e o capuz escondendo seu rosto.

Allan irradiava uma poderosa aura mágica.

Parou ao lado de Lilith, observou a grande lua e o céus estrelado,

“Espero que não tenha esquecido sua missão, lady Lilith” falou Allan sem nenhuma emoção.

“Eu não esqueci, mestre” respondeu fitando as estrelas. Havia dor em seus olhos.”Eu não me esqueci, mas, talvez exista outra forma de….”

“Não existe outra forma” disse com a voz de aço, interrompendo-a, e num mais frio, quase metálico falou:“Estamos ficando sem tempo, você está deixando suas emoções interferir em sua missão.”

Lilith abriu e fechou a boca. Pensou em protestar, mas não conseguiu. Sabia que Allan estava certo. Seu antigo eu chamais deixaria sua emoções ficar acima de uma missão. Mas dessa vez era diferente, Arthur a fazia se sentir uma garota e esquecer de seus deveres.

Amava Arthur, e isso fazia as coisas mais difíceis.

Allan virou e caminhou até as sombras.

“O grande Arconte Saklas está ficando impaciente” falou entre os ombros.”Não posso o enganá-lo por muito tempo. Lady, Lilith, você tem três meses para cumprir com seu dever.”

Allan foi envolvido por trevas e antes de desaparecer falou:

“Aproveite esse doce sonho, lady Lilith” falou com um sorriso frio.”Aproveite, por quê o tempo do desespero está chegando, e quando chegar, todos sonhos morreram.”

O lago voltou ao normal como se nunca tivesse sido congelado. Lilith colocou suas duas mãos em seu peito, chorando silenciosamente, sentindo que seu coração estava quebrando em vários pedaços.

“Por quê?! Por quê?! Por quê?!” perguntou ela encarando os céus, lágrimas molhavam sua face.

Lilith caiu de joelhos, vendo o reflexo de seu rosto em lágrimas na superfície do lago. Desejava não ter que cumprir com seu dever, mas era impossível, tinha uma missão, um dever com sua família.

Para o bem de todos ela cumpriria sua missão.

Mesmo que significasse o desprezo de Arthur.


Magusgod: Esse é o fim do primeiro arco de Arcádia.
Arthur digievoluiu para um rei demônio, agora e o rei supremo do norte. Há muita história pela frente, muitos segredos, e qual será essa missão de Lilith? E o que Allan está escondendo? O que o homem raposa Lord Lyu Han conversou com Arthur?
Muitas perguntas, que talvez serão respondidas no próximo arco. Não tenho previsão de quando voltarei a escrever Arcádia. Vou tentar voltar a postar novamente essa obra o mais rápido possível. Por que Arcádia foi a primeira de todas novel que eu criei.
Para todos que me acompanharam desde o primeiro post de Arcádia, tem meu sincero e humilde obrigado.

Comentarios em AUMDA: Capítulo 41

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