Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

   Crise dos elfos negro (Parte 2)

3 Parte

Nina retornou para a vila.

Era chamado de vila, mas, para ela não passava de um par de ruínas. Estátuas de lobos coberto por videiras, pilares cheios de caracteres antigos contando o passado glorioso do antigo império negro e inúmeras casas de pedras cobertos de musgo.

Mesmo em ruínas, tinha um charme que nenhuma cidade humana em pé poderia competir.

Nina poderia apenas suspirar melancolicamente enquanto seguia pelas ruas desoladas. Em meios aos pilares caídos e estátuas, havia sentinelas observando e vigiando cada passo de Nina, como fantasmas da cidade em ruínas.

Nina chegou até um grande edifício que se Arthur visse com certeza se lembraria dos templos romanos em sua vida passada.

Dentro do que se podia chamar de templo havia várias estátuas de antigos imperadores e no fundo uma grande estátua negra de braços estendidos, estátua de seu deus, Érebo.

Próximo a grande estátua de Érebo havia um velho elfo negro de vestes escuras é um cajado feito de carvalho em sua mão.

Ao seu redor outros velhos vestidos igualmente revelando eram os sábios negros de Lilac.

Nina retirou seu capuz revelando seu belo rosto moreno e longas orelhas élficas. Os longos cabelos brancos caíram sobre seu manto e seus olhos lilases enquadrados por longos cílios brancos.

Dizem que os altos elfos eram os seres mais belo de Arcádia, perdendo apenas para a beleza das fadas.

Em questão de beleza e habilidade os elfos negros não ficavam para trás, Nina era a prova dessa verdade.

Com uma saudação respeitosa Nina falou:

“Anciões, venho relatar sobre uma estranha movimentação na floresta. Pelos sinais deixados pela floresta, indica a existência de um grande grupo!”

O olhar dos anciões se tornaram cautelosos, silenciosamente pensaram em várias hipóteses. Mas os anciões sabiam que se seu segredo fosse descoberto com certeza invadiriam atrás do segredo escondido nas ruínas de Lilac.

Mas era impossível.

Era impossível saberem de um segredo que apenas os anciões elfos negros conheciam. Então chegaram a conclusão que devia ser a outros fatores que o grande grupo passou pela floresta de Hunllef.

Annúndir Pendragon, avô de Ninaelneth Pendragon, falou:

“Ninaelneth Pendragon, vocês seguiram o rastro?” Perguntou Annúndir, líder dos sábios negros.

Os Sábios negros são formados por apenas anciões dos elfos negros, poderosos magos espirituais que protegem os elfos negros. O avô de Nina, era o líder deles, poderoso na arte da transformação e mais poderoso ainda na magia espiritual.

Nina odiava quando a chamavam por seu nome inteiro, iria protestar se os outros anciões não estivessem por perto.

“Sim, grande ancião. Rodwen e outros sentinelas seguiram o rastro pela floresta. Por cautela me mandaram avisar os anciões para ficarem atentos a possíveis ataques.”

Annúndir conversou com os outros anciões e anunciou para todos dentro do templo:

“A partir de agora toda Lilac entrará em estado de alerta, dobrem as sentinelas e fiquem atentos a qualquer movimentação próximo as ruínas da gloriosa Lilac!” Disse Annúndir usando magia espiritual do som para amplificar sua voz para que todos pudessem o escutar dentro e fora do templo.

Annúndir dispensou os anciões e falou para Nina:

“Me siga.”

Annúndir levou Nina para um grande salão que havia inúmeras estantes com livros antigos da época em que o império era vasto e poderoso nas terra do norte. As estantes tinham quase dez metros de altura, fazendo Nina se sentir uma formiga dentro daquele salão de livros tão antigos quando Annúndir.

Nina não podia deixar de ficar impressionada pelo vasto salão e as ricas tapeçarias. O teto era abobadado com resquícios do que era ilustrações de elfos negros adorando Érebo.

Vendo o olhar surpreso e encantado de sua neta, Annúndir falou:

“enquanto nosso primos adoram luzes e a floresta, nosso deus Érebo nos ensinou a adorar o conhecimento e sempre procurar as verdades escondidas nos fenômenos da natureza.” Disse Annúndir com uma voz orgulhosa e como se lembra-se de algo, soltou um riso divertido.

Vendo o raro riso de seu avô Nina perguntou:

“Algo aconteceu Avô?”

“Não, não foi nada. Apenas me lembrei que nossos primos os alto elfos nos consideram bárbaros devoradores de crianças por adorar Érebo, o deus negro.” Explicou ele e acrescentou:” Mas, minha querida neta, me diga quem são os bárbaros? Nós que adquirimos um vasto conhecimento do mundo, ou nossos primos que adoram luzes e vivem na floresta?”

Annúndir soltou um riso divertido e nina o acompanhou na risada.

Elfos negros e os altos elfos nunca se deram bem, pelas diferenças em suas culturas. Um adorava a natureza, enquanto outro adorava o conhecimento e o poder.

Nina caminhou ao lado do seu avô, que o som de seu cajado batendo contra o chão de mármore ecoava por todo salão. Chegaram no final do são aonde se encontrava uma grande mesa de carvalho negro com ricas gravuras e uma pilha de antigos livros. Esse era o escritório de Annúndir aonde passava grande parte pesquisando a história do seu povo e magia antiga.
Em uma das gavetas Annúndir retirou uma pequena pérola negra com um brilho fosco que emitia variadas energias antigas e selvagens.

“Essa é uma dragon core?!!!” Nina gritou surpresa.

Annúndir assentiu satisfeito e explicou:

“Em breve você fará seu centésimo aniversario! Agora você pode usar a arte da transformação que corre no sangue de todo Pendragon.” Disse Annúndir enquanto entregava a dragon core para Nina que tinha as mão trêmulas de emoção.“Apenas podemos nós transformar em um único monstro, por esse motivo guardei essa dragon core para você seja tão forte quando eu sou.”

O rosto sereno de Annúndir foi tingindo por várias emoções ao ver que sua netinha em breve se tornaria uma adulta, se fosse antes esperaria ela completar seu centésimo aniversário. Mas com a situação atual ele tinha um péssimo pressentimento e queria que sua netinha estivesse preparada para o caso de alguma crise.

“A-avô…E-eeu não posso….” Nina estava com a voz embargada de emoções pelo precioso presente de seu avô. Não sabia se agradecia ou recusava o presente valioso de seu querido avô.

“Não se preocupe minha querida neta, aceite de coração e use para iniciar o processo de assimilação, venha vou lhe ensinar a arte da transformação!” Annúndir acariciou a cabeça de sua querida netinha que em breve se tornaria uma adulta e foram para um amplo pátio treinar a arte da transformação.

Seguindo as instruções de seu avô, Nina, engoliu a dragon core e começou o processo de assimilação. Assimilar as forças dragonicas da dragon core era como tentar controlar um rio selvagem.

Várias cotas de suor frio foram se formando na testa dela pelo incrível esforço.

Annúndir simpatizava com sua querida neta, ele mesmo tinha passado pelo mesmo esforço e dor que o processo de assimilação causa no corpo. Esse processo também mudava o organismo e fluxo de poder no corpo, tornando um processo doloroso que todo Pendragon passa ao assimilar um monster core.

Annúndir, ficou todo processo ao lado de Nina, acompanho e aconselhando. Depois de algumas horas, Nina, terminou o processo de assimilação da dragon core. Seu rosto estava pálido e ofegante, como se tivesse lutando sozinha contra um exercito inteiro.

“Avô, eu consegui….Assimilar a dragon core!!” Disse Nina ofegante, sorrindo orgulhosa de si mesmo.

“parabéns Nina, como seu avô estou orgulhoso de você!”

Nina riu sem graça, era embaraçoso para ela ser elogiada como uma criança naquela idade.

O rosto alegre de Annúndir e Nina não durou muito tempo.

Um elfo negro vestindo uma armadura de couro apareceu, trazendo a noticia do retorno de Rodwen.

4 Parte

As ruínas de Lilac estava em estado de alerta.

A noticia de um exército na borda da cidade se espalhou por toda cidade. Tornando as silenciosas ruínas de Lilac um lugar agitado pelas preparações. Sabendo que um Rei bruxo estava por trás do grande exército acampado nas planícies desoladas, prepararam imediatamente várias armadilhas e reforços das defesas nas ruínas.

Em poucos números e ainda enfrentando um Rei bruxo o futuro dos elfos negros era sombrio. Suas chances de sobrevivência era o mesmo que nada, mas, não iriam cair sem lutar.

Nina estava com seu avô, junto com os outros anciões que recolhia as informações de Rodwen. Pelo relato de Rodwen ficou claro que o Rei bruxo estava planejando invadir as ruínas de Lilac, mas, por qual motivo?

Annúndir temia que de alguma forma o Rei bruxo sabia sobre o segredo que se esconde embaixo das ruínas de Lilac.

“Máscara branca….símbolo de um olho vermelho……Pela descrição de Rodwen, ele só pode ser o Rei bruxo Ulundir, senhor da morte……Ele é um grande necromancer das terras desoladas de Gûr! Annúndir disse com um rosto abatido, revelando a grave ameaça que era Ulundir.

A terra do norte em Arcádia são terras desoladas e selvagens infestados de monstros e perigos escondidos na terra destruída, resquícios da quarta era do caos.

Gûr é um reino controlado por doze Reis bruxos que governam com mãos de ferro e suas bruxarias nefastas. Entre os doze Reis bruxos, Ulundir era o mais conhecido por sua poderosa necromancia, levantando exércitos inteiros de mortos-vivos e os temíveis cavaleiros da morte.

Ulundir era o pesadelo de qualquer reino civilizado.

“É o nosso fim……” Um dos sábios negros deixou cair os ombros dizendo aquelas palavras desanimador.

Mas quem poderia o culpar? Todos no templo estavam pensando a mesma coisa, não havia como derrotar um poderoso necromancer como Ulundir . Mas, não significava que iriam apenas sentar e esperar a morte.

Annúndir respirou fundo e falou para os anciões:

“Nestor, sele as entradas profundas!” Nestor um dos sábios negros assentiu e desapareceu do templo.“O resto dos sábios negros vem comigo, vamos levantar as barreiras em volta de Lilac!”

Annúndir saiu com todos sábios negros formando várias camadas de barreira de proteção.

Nina ficou no salão observando o rosto sombrio de Rodwen e não sabia o que fazer. Sabia o motivo do rosto sombrio dele, perder amigos dos quais você viveu a vida inteira era algo que não podia ser facilmente esquecido, especialmente pelos elfos que criavam laços profundos em seus corações com seus companheiros.

Apesar de Nina não ter se juntando a muito tempo ao grupo de rodwen, também sofria pela perda inesperada de seus companheiros. Não era o mesmo nível em que Rodwen estava sentindo, mas, simpatizava com a dor dele, pois ela também já perdeu entes queridos.

Nina não podia mas ficar parada assistindo o rosto sombrio de Rodwen e falou:

“Em breve eles deveram atacar, você irá apenas ficar parado aqui nesse estado lamentoso?” Suas palavras foram duras, teria que ser. Se quisesse que ele saísse daquele estado depressivo.

Rodwen apenas levantou um olhar entristecido para Nina.

“Sei o quando vocês eram amigos, mas não acredito que Haldir, Wesdir, Meluinir, Gaer iria querer ver você nesse estado! Sua perda é como uma nuvem escura que obscurece sua visão. O rei bruxo Ulundir atacara nosso lar e as chances de vitória são poucas, morra em silêncio aqui ou lute bravamente como seus irmão!”

Nina virou nos calcanhares e saiu do templo deixando Rodwen para trás.

As palavras de Nina ascenderam seu coração.

Seu eu morresse sem lutar, como eu poderia encarar meus irmãos nos salões de Érebo? Se perguntou Rodwen enquanto cerrou seu punhos tomando uma decisão em seu coração.

Antes que morre-se levaria consigo um dos espectros como pedidos de desculpas para seus amigos caídos.

****

Dentro das ruínas todos elfos negros podiam ouvir os leves tremores de terra com sua super audição.

Não eram tremores naturais, mais sim tremores causado pela marcha de um grande exército.

Na floresta um grande exército de cem mim orcs marchava pela floresta liderados por um espectro que montava um cavalo esquelético.

Era como a morte em todos sentidos.

Os orcs que o espectro comandava, não eram orcs normais que poderia ser encontrado nas terras desoladas do norte. Esses orcs eram mais altos e mais fortes do que o normal. Sua altura chegava a quase dois metros e meio de altura, pele verde escuro e um símbolo de uma lua de sangue em suas testas. Era um sub-espécie de orcs, chamados de orcs de guerra.

Dos cem mil orcs que marchava pelo menos mil dele eram sub-espécie de orcs de guerra. Todos empunhavam uma alabarda negra e trajavam placas de armaduras pesadas. Eram a infantaria pesada, enquanto o outros orcs comum eram a infantaria leve, levando simples lanças.

O exército era simples, sem cavalaria ou cercos de guerras. Não havia necessidade de um grande esforço para enfrentar meros elfos negros em uma cidade em ruínas. Apenas aquele grande exército seria o suficiente para varrerem os elfos negros.

Esse era o ponto de vista do Rei bruxo Ulundir, senhor da morte. Por esse motivo não se deu ao trabalho de liderar pessoalmente o ataque contra os elfos negros. Não mereciam essa honra.

A marchar seguiu em frente sem muitos imprevistos, tirando as armadilhas que eram ativada que levavam centenas de orcs a morte. Que ao ponto de vista do espectro era a mesma coisa do que nada, quando se tinha um exército de cem mil aquelas perdas não significavam nada.

As ruínas ficaram cada vez mais perto do espectro que montava orgulhosamente seu cavalo esquelético. Com um aceno de sua mão a marcha parou e silenciosamente esperaram.

O espectro com sua voz desumana falou:

“Sou emissário do grande Rei bruxo Ulundir, senhor da morte! Digo para se renderem e servirem como escravos para meu mestre! Caso recusem esse ato de misericórdia de meu mestre não haverá piedade e morreram da pior forma que podem imaginar!” A voz do espectro ressoou por toda Lilac com a ajuda de magia amplificando sua voz. Não houve resposta, apenas silêncio como se a cidade em ruínas tivesse sido abandonada pelos elfos negros.

Mas o espectro sabia que esse não era o caso. Sabia que preferiam lutar e morrer em sua cidade em ruínas do que fugir com o rabo entre as pernas. Como não houve resposta o espectro acenou com a mão tanto o sinal para iniciarem o ataque.

Todos orcs da infantaria leve cobraram loucamente para frente e assim que chegaram próximos das ruínas foram detidos por uma barreira translúcida que envolvia toda ruína.

Os orcs da linha da frente foram imprensado pelos orcs de trás, esmagando todos orcs da linha da frente.

Manchado as barreira translúcida com sangue orc.

“Inúteis.” O espectro bufou e tirou um cristal de selamento dado por seu mestre.

Cristais de selamento podiam conter magias de altos níveis que pergaminhos normais não podiam. úteis para pegar inimigos de surpresa ou nesse caso para destruir grandes barreiras.

O espectro quebrou o cristal de selamento e no mesmo tempo os céus escureceram e urgiram como se anunciasse a chegada de uma tempestade. O cristal de selamento continha uma magia de oitava nível da magia negra chamada de tempestade do dragão negro. Poderosa magia que poderia facilmente varrer um exército inteiro como se não fossem nada.

O som de trovões ressoou e trovões negros caíram sobre a barreira fazendo a oscilar bastante mas não o suficiente para destruir. De repente todos trovões se juntaram formando uma colossal cabeça de dragão que desceu em espiral até a barreira.

*BOOMMM*

Um grande som de explosão ressoou por toda lugar seguido por um clarão que cegou todos orcs que vinha aquele grande espetáculo mortal que ao mesmo tempo era deslumbrante.

A barreira oscilou violentamente e inúmeras rachaduras se formaram uma atrás da outra e como um copo de vidro que se estilhaça ao cair no chão. A barreira se estilhaçou em vário pedaços de partículas translúcidas de luz.

A barreira de Lilac caiu.

“avancem!!!” Gritou o espectro.

O exército e orcs invadiu as ruínas de Lilac.

Comentarios em AUMDA: Capítulo 8

Categorias