Batalha nas Cordilheiras! (2 Parte)

 

 
Os impiedoso ventos gelados cessaram junto com aparição do trio.

Samson não entendia por que aquele trio estava ali. Se lamentava, que por sua causa, inocentes morreriam. É o que ele pensava, até ver Milaine empunhado sua enorme espada mágica, língua de dragão.

Milaine andou com passos ligeiros elegantes, sorrindo em direção de Samson.

―A cavalaria chegou homem de cabelo vermelho! ― disse Milaine de bom humor. Apontou a ponta da espada para o grupo de cavaleiros. ―Cuidaremos desses cavaleiros!

Samson havia sido arrebatado pela beleza heroica de Milaine, mas não acreditava que seria salvo por duas mulheres é uma criança.

―Fuja enquanto pode! ― Samson berrou. ―Ele é um Cavaleiro Santo, uma elite entre os cavaleiros, vocês não tem chance!

Milaine franzi a testa e falou:

―E dai que é um Cavaleiro santo? Mesmo se ele fosse um deus, eu nunca recuaria!

Liz aproximou-se de Samson, lançando um feitiço de cura, tratando seus ferimentos.

―Não precisa se preocupar, aqueles dois não são pessoas normais ― disse Liz num tom apaziguador. ―Na verdade, eles estão além da definição “humano”. Vou tratar seus ferimentos, descanse.

― Não posso descansar! ― Samson tentou se levantar, mas foi logo impedido por Liz que disse para apenas ficar parado.

Arthur e Milaine ficaram de frente para o Cavaleiro santo que os olhava com desdém.
― Filho, você consegue cuidar daquele grupo de cavaleiros, enquanto luto contra esse velho? ― Milaine sussurrou em um tom que apenas Arthur poderia escutar.

Os olhos cinzentos de Arthur pousaram sob os dez cavaleiros, de espada e escudo, equipado com um conjunto completo de armadura de ferro sob um tabardo branco e dourado bordado com o símbolo da Ordem da luz. Seus rostos era coberto por placas faciais de um elmo com asas nas laterais.

Apenas seus olhos eram visíveis através da frecha da viseira do elmo.

Todos emitiam uma intensa vontade de matar.

Arthur estava bem ciente do significado da palavra “cuidar dos cavaleiros”. Ela estava pergunta se ele poderia matar o grupo de cavaleiros.

Só havia uma resposta.

―Mãe, pode deixar comigo!

―Não hesite filho, se hesitar poderá colocar nossas vidas em risco, compreendeu?

Arthur meneou a cabeça positivamente, respirou fundo, acalmando suas emoções, endurecendo seu coração.

Arthur não compreendia o conceito de matar outra pessoa. Era uma questão que nunca havia passado por sua cabeça. Apesar da grande violência na sociedade na terra, além de noticiários a única morte que viu foi nos filmes. Mas por alguma razão estranha, ele estava calmo e frio. A ideia de matar não era nada. Ele se perguntava mentalmente se estava deixando de ser humano e se tornando um demônio frio.

― Por que interferem em um julgamento sagrado da Ordem da Luz? ― perguntou o Cavaleiro Santo, num tom indignado.

Milaine pensou em várias palavras ofensivas para dizer ao Cavaleiro Santo, mas Arthur foi mais rápido e falou:

―Que julgamento? ― disse Arthur em tom um esnobe. ―Estamos aqui para impedir a “Ordem dos Vermes”, de assassinar esse homem inocente.

Um carranca surgiu no rosto do velho, seguido de um grunhido ele continuou a falar:

― Esse homem é um traidor! Matou inocentes, homens, mulheres e crianças. Uma pária que merece desprezo e a morte dos covardes! É ainda sim querem defender esse pecador?

― Quem matou inocentes foi seu sumo sacerdote ― disse Arthur pausadamente. ―Um verme que banhou-se no sangue dos inocentes, mas seus pecados não são menores do que daquele verme, Cavaleiro Santo.

O Cavaleiro Santo ficou pasmo e se perguntava como aquela criança sabia sobre isso. Teria que torturar ele e tirar essa informação.

Arthur aproveitou o pânico dos cavaleiros, em um tom nem infantil e nem adulto falou:

―Os olhos dos homens não podem enxergar o pecado de cada homem, mas os deuses podem! Os deuses sussurram em meus ouvidos seus pecados, palavra por palavra, e aqui vocês serão julgado. Serei apenas a extensão da vontade divina e ei te aplicar a justiça dos deuses. Seu sumo sacerdote será o próximo. Saiba que a morte não é nada comparado ao que te esperam!

Todas suas palavras eram mentiras claro. Arthur queria causar terror psicológico nos cavaleiros para abaixarem sua guarda e cometerem erros. Um homem com o coração cheio de medo e hesitação era mais fácil de lidar

É sua tática estava surtindo efeito nos cavaleiros. A mão que segurava a empunhadura da espada tremia de medo, ou talvez fosse apenas o frio.

O Cavaleiro Santo moveu sua maça flamejante em direção de Arthur, mas foi bloqueado pela espada de Milaine causando um barulho estridente.

―Não tão rápido! ― Milaine gritou ferozmente, contra atacou com um pontapé feroz.

Em meio a confusão Arthur aproveitou a distração conjurou três chamas da ruína, disparando contra os cavaleiros.

Os cavaleiros da Ordem da Luz eram especialistas em lutas mágicas, contra aquelas pequenas chamas podiam defender-se facilmente com seus escudos; forjados para aguentar ataques mágicos.

Mas, aquelas pequenas chamas da ruína não eram chamas normais.

Um dos cavaleiros deu um passo em frente, erguendo seu escudo orgulhosamente, como se nada pudesse passar por sua defesa.

― Esses pequenos magos fedendo a leite materno, sempre superestima demais seus feitiços! ― zombou o cavaleiro, rindo. ―Pequeno garoto vou mostra o quão impotente são essas pequenas chamas!

Arthur não respondeu a provocação, apenas ficou lá parado, sorrindo friamente.

O Cavaleiro Santo franziu a testa quando viu as chamas vermelho-escuro. A princípio pensou que eram meras chamas conjuradas por um aprendiz de mago, mas logo notou o verdadeiro poder das chamas, tentou alertar seus cavaleiros, mas era tarde demais.

Uma explosão ruidosa reverberou pelas montanhas, quando as três chamas da ruína colidiu contra o cavaleiro.

A primeira chama destruiu o escudo e consumiu o braço do cavaleiro com chamas vorazes.

A segunda e terceira chamas carmesim atingiram diretamente o corpo do cavaleiro, deixando um grande buraco sangrento em seu corpo, deixando exposto seus órgãos destruídos.

Sem entender o que havia acontecido, caiu de joelhos e antes de morrer, viu seu corpo gradualmente se desfazendo em pó.

Os cavaleiros restantes piscaram surpresos pela morte de seu companheiro. O poder daquela pequena chama carmesim, fez todos presentes suarem frio.

―Quem é o próximo? Voluntários? ―brincou Arthur, esboçando um sorriso diabólico.

Para sua pergunta a resposta foi o silêncio. Som de bater de dentes. Medo.

Pois sabiam que o olhar daquele garotinho, era o olhar de um predador que olhar para sua presa.

―Já que ninguém toma a iniciativa, vou fazer meu movimento!

Com o Grimório Demoníaco flutuando ao seu lado, Arthur com um gesto de mão lançou uma onda de energia mágica pura, explodindo os arredores, lançando neve para todos lados. Com a visão obstruída pela neve, aqueles cavaleiros treinados, reagiram rápido se juntaram formando um círculo, com seus escudos levantados, sobrepostos, protegendo seus companheiros do lado.

Por um momento nada aconteceu.

No instante seguinte, a silhueta de Arthur surgiu, pulando sobre um dos cavaleiros, empunhado uma lança de chamas carmesim, transpassando o escudo, perfurando o estômago do cavaleiro, espalhando as chamas da ruínas por todo seu corpo.

O cavaleiro caiu de joelhos no chão, gritando, com as mãos arranhando sua pele, como se existisse uma fera o devorando por dentro. Em poucos segundos sua pele se tornou avermelhada, depois, entrou em combustão, sendo devorados pelas chamas vorazes da ruína.

Essa cena foi o suficiente para quebrar a mente dos cavaleiros. Em pânico, tentaram golpear a figura ágil de Arthur, mas ele movia-se como um fantasma ao redor dele, hora golpeando com a lança da euforia, hora criando rajadas de flechas congelantes, transformando qualquer um que tocasse nas flechas em uma estátua de gelo.

Além do som agudo do vento frio que varria o pico das montanhas, o grito de agonia dos cavaleiros ecoavam através da neve que obstruía a visão de todos.

Quando toda neve baixou, revelou a silhueta de Arthur, parado aonde uma vez havia dez cavaleiros. Sem corpos, apenas esculturas de gelo, cinzas que rodopiavam pelo ar e se misturava com a neve que caia.

Samson olhou estupefato para aquele pequeno garoto de robe negro, cabelo negro, olhos cinzentos. Sem uma palavra matou dez cavaleiros treinado da Ordem da Luz em um curto período de tempo.

―O que é você? ― perguntou Samson, engolindo sua saliva.

―Eu sou um simples mago em treinamento ― respondeu Arthur, limpando as cinzas de seu robe.

Sua palavras eram carregadas de um orgulho indisfarçado.

Comentarios em AUMDA (Reescrito): Capítulo 13



15

Índice×

  1. 1
    Nova Vida!
  2. 2
    Liz a Druida
  3. 3
    Batalha nas cordilheiras (1 parte)
  4. 4
    Batalha nas cordilheiras! (2 Parte Final)
  5. 5
    Técnica de Qi? Lilith? Azura? (1 Parte)
  6. 6
      Técnica de Qi? Lilith? Azura? (2 Parte Final)
  7. 7
    AUMDA: Aviso sobre lançamento
  8. 8
    AUMDA: Capítulo 7
  9. 9
       Crise dos elfos negro (Parte 2)
  10. 10
      Crise dos elfos negro (Parte 3 final)
  11. 11
      Ascensão (Parte 1)
  12. 12
       Ascensão (2 Parte final)
  13. 13
    Viajando para as terras desoladas do norte!
  14. 14
    Antes da batalha!
  15. 15
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (1 Parte)
  16. 16
    Batalha de um demon lord e um rei bruxo! (2 Parte final)
  17. 17
    Segredo dos elfos negro e planos para o futuro!
  18. 18
    Intermissão
  19. 19
    Três anos depois (1 parte)
  20. 20
    Três anos depois (2 parte final)
  21. 21
    A procura pelos anões!
  22. 22
    Sobre AUMDA e HDUM
  23. 23
    Um monstro chamado Milaine!
  24. 24
    A jovem rainha! (1 Parte)
  25. 25
    A jovem rainha! (Parte 2)
  26. 26
    A jovem rainha! (3 Parte final)
  27. 27
    Reencontro impossível! (1 Parte)
  28. 28
    Reencontro Impossível!(2 Parte Final)
  29. 29
    A caminho de Ryfhel! (1 Parte)
  30. 30
    A caminho de Ryfhel! (2 Parte Final)
  31. 31
    Ryfhel, a mais gloriosa cidade de Arcádia!
  32. 32
    Jantar com a família real! (1 Parte)
  33. 33
    Jantar com a família real!(2 Parte Final)
  34. 34
    Antes do torneio
  35. 35
    Vencedor!
  36. 36
    Intermissão
  37. 37
    Tempo de guerra!(1 Parte)
  38. 38
    Tempo de guerra! (2 Parte)
  39. 39
    Tempo de guerra!(3 Parte final)
  40. 40
    Bloodbath! (1 Parte)
  41. 41
    Aviso importante HDUM
  42. 42
    Bloodbath! (1 Parte)
  43. 43
    Bloodbath! (2 Parte Final)
  44. 44
    Nascimento de um rei demônio!
  45. 45
    Epílogo
  46. 46
    Aviso sobre AUMDA!
  47. 46
    Prólogo
  48. 47
    Nova Vida!
  49. 48
    Arquimago da Névoa Congelante!
  50. 49
    Ars Goetia!
  51. 50
    Aprendendo a lançar feitiços!
  52. 51
    Intermissão
  53. 52
    A Druida! (1 Parte)
  54. 53
    A Druida! (2 Parte Final)
  55. 54
    Duelo Mágico! (1 Parte)
  56. 55
    Duelo Mágico!(2 Parte)
  57. 56
    Duelo Mágico! (3 Parte Final)
  58. 57
    Intermissão 2
  59. 58
    Batalha nas Cordilheiras! (1 Parte)
  60. 59
    Batalha nas Cordilheiras! (2 Parte)
  61. 60
    Batalha nas Cordilheiras! (3 Parte Final)
  62. 61
    Epílogo
  63. 62
    A Cidade dos Aventureiros, Al-Markhen! (1 Parte)
  64. 63
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (2 Parte)
  65. 64
    Viagem Para a Cidade dos Aventureiros! (3 Parte Final)
  66. 65
    Separação!
  67. 66
    Entrando em Al-Markhen e Curando a Jovem Espadachim!
  68. 67
    Guilda dos Aventureiros! (1 Parte)
  69. 68
    Guilda dos Aventureiros! (2 Parte Final)
  70. 69
    Akai Ito, O fio Vermelho do Destino!
  71. 70
    Intermissão