Magusgod: Na versão antiga não havia prólogo, começava com o nascimento dele. Dessa vez vou mostrar ele antes e como morreu antes de reencarnar. Enfim, escrever os novos capítulos exigiu muito esforço e tempo – que sinceramente não tenho muito ultimamente -, enfim, espero que gostem dos novos capítulos e embarquem nessa velha e nova aventura!

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Prólogo

 

 

Caído sobre uma poça do seu próprio sangue, Jonas, se perguntava como tudo foi acabar daquela maneira.

Sobre seu corpo, autora do crime – uma bela jovem entre os 20 e 25 anos -, chorava sem parar. Jonas não era uma pessoa virtuosa, pelo contrário, lhe faltavam inúmeras virtudes. Sabia do fundo de seu coração, que merecia a morte.

Quanto parou para pensar em tudo que vez, estava surpreso por não ter levado uma facada nas costas antes.

Seus olhos começaram a se tornar embaçados. Sua mente começou a divagar, enquanto concentrava suas últimas forças para transmitir suas últimas palavras para jovem, que apesar de tudo chorava por um canalha como ele.

―Retribui sua gentileza, com indiferença. Sua bondade, com maldade…

Dizendo essas palavras, não pode evitar de sorrir ironicamente. Nunca imaginou que próximo dos portões da morte, diria tais palavras amáveis.

―Não se culpe, Sara, não se culpe….Depois de tudo que eu fiz, essa é a justiça dos céus.

Sua voz gradualmente se tornou fraca, falou tudo que podia enquanto se agarra ao seu último suspiro.

―…..Talvez o que eu vou dizer, possa soar para você como palavras vazias. Mas, mesmo assim, escute bem, Sara, eu sou muito feliz por ter te conhecido, por se amado por uma pessoa tão gentil. Se eu pudesse voltar no passado, agiria de forma diferente….Retribuiria seu amor com mais amor, bondade com mais bondade, gentileza com mais gentileza….Mas, infelizmente, não posso mudar o que aconteceu no passado; É talvez, a morte seja a única cura para um sujeito idiota como eu….

Sua visão gradualmente escureceu, suas palavras foram perdendo sua força, até se tornar um sussurro.

Tudo que queria era poder desfazer todos erros que cometeu ao longo de sua vida. Era seu único desejo sincero, único desejo que jamais poderia realizar. Não havia mais volta para o que fez, agora, pagava seus tolos erros com sua vida.

Uma simples questão de causa e efeito.

Em poucas palavras: você colhe aquilo que planta.

Sentia as lágrimas da jovem cair sobre seu rosto, além do gosto do sangue em sua boca, sentia o gosto das lágrimas salgadas da jovem que tanto lhe amou.

―Eu te perdoo, Jonas ― disse a jovem docemente. ― Acredito, que a morte é uma porta. Quanto você passar por ela, encontrará outro mundo, uma nova vida, um novo corpo. Só me pergunto, se nos reencontraremos?

―….Se houver uma vida além dessa vida, com certeza, lhe encontrarei, Sara.

Ele não enxergava mais, mas, sabia que ela estava sorrindo.

Estranhamente, suas lágrimas continha um calor agradável.

Sempre me perguntei o que significa amar, pensou ele. Ironicamente, descobrir ao estar na beira da morte…

Jonas não poderia deixar de pensar que às vezes a vida é um pouco sarcástica.

….Se houver uma vida além dessa vida, como será?

….Poderei encontrar, Sara, uma outra vez? Poderei me redimir com ela?

Nas palavras de Sara ele encontrou conforto.

Não lutou mais, deixou o sono da morte dominar seu corpo e alma.

Quando abriu os olhos descobriu que Sara estava certa.

Havia uma vida além dessa vida, Jonas, havia reencarnado.

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