CosmoCratos ver 3

Impacto Meteórico

[Aí esta a capa da novel. Esta longe de ser algo decente (fiz no paint).

[Eu ia postar só na quarta, mas resolvi postar hoje.]


Com todo o corpo frágil, o ruivo mordeu a língua e se forçou a se levantar. Ele estava em um estado deplorável.

“O que eu devo comer? Pizza parece uma boa escolha.”. Niklaus pensou.

Niklaus tinha uma enorme fraqueza quando se tratava de comida.

– Eu vou te destruir! – o ruivo exclamou.

Ao redor do ruivo foram surgindo dezenas de espadas em pleno ar tendo Niklaus como alvo.

Tormenta de Lâminas! – o ruivo esbravejou.

Como se fossem controladas por telecinesia, as inúmeras espadas voaram mortalmente contra Niklaus como se fossem um enxame de abelhas.

– Oh! – Niklaus pareceu surpreso. – X-burger. Sim, faz tempo que eu não como. Esta decidido, meu almoço será x-burger.

Ouvindo as palavras de Niklaus fez o ruivo sentir ainda mais ódio contra o menino.

– AHHH!!! – ele gritou forçando mais espadas surgir.

E não foram somente espadas, também surgiram punhais, facas, todo o tipo de arma que tinha uma lâmina. Uma tempestade de lâminas.

Niklaus olhou para o ruivo e suspirou.

– Isto está chato demais. Estou com fome, então… Adeus.

Uma única espada surgiu, era a mesma espada de antes, uma katana de lâmina prata. Niklaus estendeu o braço para o lado, inclinou a katana e cortou como se estivesse dando um tapa na cara.

Corte de Vento. – Niklaus disse simplesmente.

Todas as armas foram atingidas por uma única onda de vento. As inúmeras lâminas perderam a força e caíram no chão. A lâmina de vento seguiu seu caminho sem perder a força.

O ruivo vendo aquele corte monstruoso, pegou uma espada e lançou o mesmo ataque que Niklaus.

Corte de Vento! – ele exclamou.

As duas lâminas de vento se chocaram.

As inúmeras armas no chão voaram para todos os lados. O próprio ruivo foi lançado para o ar com a força do impacto.

Enquanto no ar, ele viu que uma pequena cratera havia se formado. Não foi surpresa para ele ver Niklaus parado no mesmo lugar sem um único arranhão. Era como se nada houvesse acontecido.

Por mais que lhe doesse dizer isso, ele já não podia negar.

– Eu perdi.

Ele olhou para o céu azul com pouquíssimas nuvens. O ruivo amaldiçoou os céus. Por que tal monstro nasceu em sua época?

Ele começou a rir enquanto caia.

– Isso é ridículo… – ele riu amargamente.

Como se os céus estivessem castigando-o por tal insolência, um meteorito estava caindo naquele exato momento sobre a montanha. Pra ser mais preciso, iria atingir o ruivo em cheio.

Nem mesmo Niklaus poderia fugir do impacto. Sem muitas escolhas, ele usou sua katana e cortou o ar para amenizar a onda de choque que se dirigia a ele. Ele conseguiu ver o exato momento em que o meteorito atingiu o ruivo.

O ruivo tentou abrir uma fenda. O meteorito era do tamanho de uma bola de basquete. Como uma fruta sento cortada ao meio, metade do meteorito caiu dentro do universo particular do ruivo sendo selado para sempre, pois a outra metade atingiu o ruivo centímetros antes dele atingir o solo. Ele já estava morto.

Toda a montanha tremeu. Uma nuvem de poeira se espalhou pelo ar. Niklaus foi jogado para trás bruscamente. Sem controle do corpo, algumas armas o atingiu antes de cair bruscamente contra o solo.

Por ser um perito marcial, Niklaus sofreu apenas alguns arranhões e um corte feio no centro de sue peitoral, mesmo sendo um corte grave, ele não estava em risco de morte.

Ele se sentou e olhou ao redor. Tudo estava coberto por uma nuvem de poeira.

Mesmo sentindo uma dor excruciante, ele ainda tinha o mesmo olhar de peixe morto. Com a katana ainda em mão, ele se levantou.

Com apenas um movimento, ele cortou o ar. Uma onda de vento se espalhou dissipando a nuvem de poeira.

Olhando a sua frente, ele viu que o meteorito formou uma segunda cratera maior que a primeira. Sem hesitar, ele caminhou ate a segunda cratera.

– Interessante. – ele murmurou ao ver que dentro da cratera havia, no lugar do corpo do ruivo, uma poça de um líquido preto.

Parecia sangue, mas preto e borbulhante. A cratera, que devia ter em torno de 5 metros de diâmetro, estava cheia daquele líquido negro.

Acima da cratera, bem no centro, havia um tipo de fenda, um rasgo na realidade, e parecia bem instável. A fenda era diferente das fendas abertas para os universos particulares.

As fendas abertas para os universos particulares tinham uma coloração negra com estática violeta, mas essa fenda aberta acima da cratera era azulada com raios azuis.

Mesmo depois de tudo o que acabou de acontecer, Niklaus ainda parecia indiferente, exceto por um brilho perigoso em seus olhos. Ele estava curioso. Era como uma criança vendo algo interessante pela primeira vez.

O céu estava escurecendo rapidamente. As nuvens estavam se acumulando e se tornando negras. Trovoadas distantes eram ouvidas. Uma tempestade estava se formando somente acima da montanha. O rasgo dimensional estava influenciando diretamente o clima acima da montanha.

Niklaus pressentiu perigo ao olhar para aquele rasgo da realidade. Por mais que ele era incapaz de sentir medo, Niklaus ainda tinha um alto senso de preservação, mas sua curiosidade era enorme.

Ele estava na beirada da cratera, e antes de se afastar, ele tinha que saber o que era aquele líquido negro. Ele tinha que tocar.

Niklaus se agachou ao mesmo tempo em que fazia a katana desaparecer. Com a ponta do dedo, ele tocou o líquido negro.

Apesar de parecer sangue, a textura era diferente. Era mais resistente, como se fosse uma mistura de gelatina e chiclete. Mas o que era mais estranho era que, aquela gosma grudou em sue dedo.

Ao tentar puxar o dedo mais ele sentiu uma força anormal o puxar de volta. Aquilo o deixou surpreso, pois a força o fez cair na cratera.

Quando ele tocou a gosma, ela era fria, mas ao cair com o corpo todo mergulhado naquele líquido negro, ele se sentiu em um caldeirão com água escaldante.

– AHHH!!! – nem mesmo ele foi capaz de aguentar a dor ao ter sua pele derretida.

Tentando se salvar, ele abriu inúmeras fendas para o seu universo particular, mas estranhamente as fendas foram fechadas sozinhas.

A gosma preta entrou pela sua boca e percorreu por todo o seu corpo. Era como se estivesse absorvendo tudo em seu caminho.

E pra piorar, um raio o atingiu em cheio. Foi tão poderoso que ate mesmo a fenda dimensional foi afetado. Como se o interruptor fosse ligado, o rasgo na realidade começou a sugar tudo como se fosse um buraco negro.

A gosma foi sugada junto de um Niklaus semiconsciente, e ao mesmo tempo a fenda dimensional começou a se fechar.

Niklaus sentiu todo o seu corpo ser rasgado como papel junto da gosma e ao entrar na fenda, ele se sentiu como se estivesse em um liquidificador misturando todos os ingredientes. Essa foi o ultimo vislumbre que ele teve antes de perder todos os sentidos e cair na escuridão.

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