Kuork

Apenas Tradutores Errantes

CC: Capítulo 5

Kuork
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A Batalha no Lago

Klaus caminhou até um dos lobos e fez um corte limpo como se fosse um açougueiro. Rapidamente ele encontrou o núcleo.

O núcleo era purpura e do tamanho de uma bola de beisebol. Ele foi até o outro lobo e fez a mesma coisa. Ele guardou os núcleos em seu universo particular.

Ele preparou uma fogueira e logo em seguida, usando a sua maestria em espada, Klaus retirou o pelo dos lobos e os limpou aproveitando a água que caia próximo a ele da cachoeira que ele havia feito mais cedo. E logo e seguida começou a assar a carne dos lobos.

Ele estava faminto desde o seu antigo mundo.

Enquanto ele esperava o “churrasco”, Klaus teve que lidar com inúmeras bestas mágicas atraídas pelo cheiro suculento da carne assada.

Ele não fazia ideia do quanto aqueles núcleos valiam, mas provavelmente ele estava rico. Sem querer desperdiçar nada, ele guardou os corpos das bestas em seu universo particular.

Depois de saciar sua fome com a suculenta carne dos lobos, ele começou a explorar a Miríade da Morte.

Foram três horas caminhando. Ele não teve pressa. Se deparou com inúmeras bestas que apenas o estava deixando mais rico, depenou inúmeras árvores frutíferas. Dado ao conhecimento do antigo Klaus Rayzaki, havia frutas tão, ou mais preciosas que os núcleos, então ele pegou tudo o que viu e não se preocupou com mais nada. Havia também ervas, algumas ele reconheceu, pois o antigo ele havia lido em livros.

Klaus logo se deparou com um enorme lago profundo sendo sustentado por uma cachoeira brusca.

Apesar de estar com sede, Klaus foi muito cuidadoso.

Ele anulou completamente a sua presença e saltou para cima de um galho de uma árvore e se camuflou atrás das folhas, e observou o lago como uma fera à espreita observando sua presa.

Ele viu cavalos com chifres, escamas e asas. Viu lobos iguais aos que ele matou e devorou mais cedo. Cervos com galhos pretos e bem resistentes. Aves que mais pareciam animais de 4 patas. Todas as besta mágicas eram enormes e místicas. Desde o momento em que ele chegou a este mundo, ele não viu um único animal igual aos de seu antigo mundo. Todos os animais deste mundo eram completamente mistificados.

Todos tinham potenciais para se tornarem poderosos. Assim como os humanos, as bestas mágicas também eram cultivadores. Quando elas atingem a camada Santo-Elemental, também ganham a longevidade, habilidade de voar pelos céus e a habilidade de falar em língua humana. E claro, também ganham o domínio de seu Soul-Elemental.

As bestas mágicas tinham uma leve vantagem contra um humano. Elas tinham uma variedade maior de elementos. Por exemplo, a água.

A água tem 3 estados: líquido, gasoso e sólido.

A maioria dos humanos que nascem com uma Soul-Elemental da água, dominam apenas o principal estado do elemento, o líquido. Aqueles que dominam o estado sólido ou gasoso, esses são raros, mas também são bem mais poderosos. Já as bestas mágicas, é bem mais fácil encontrar inúmeras que dominam os outros estados do elemento, tudo é a habilidade inata herdada pelas bestas de seus antepassados, as bestas Primitivas; antigas criaturas que eram capazes de destruir e criar continentes inteiros.

Klaus Rayzaki desapareceu do galho e reapareceu na margem do lago.

Demorou alguns segundos para as bestas perceberem ele que ainda mantinha a sua presença completamente anulada. Elas se surpreenderam, pois aquele humano não emanava um único pingo de sua presença. Era como se ele não existisse. Como se nada ali estivesse, mas elas podiam vê-lo, então sabiam que ele ali estava.

Ele é perigoso. Todas as bestas mágicas constataram. Elas não queriam acreditar, mas esta era a realidade diante de seus olhos.

Um humano que era capaz de anular completamente sua presença definitivamente era alguém que elas não queriam irritar.

– Irritante. – ele resmungou.

Em um piscar de olhos, uma única katana surgiu e ele a pegou. Com um corte no ar, ele dividiu o lago pela metade com uma profundidade de 10 metros. O lago devia ter mais de 300 metros de profundidade.

A enorme serpente, uma Piton azul-celeste com escamas mais resistente que aço, conseguiu desviar por pouco.

A Piton era uma predadora bem esperta. Ela estava se preparando para atacar Klaus sorrateiramente. Ela já havia visto Klaus Rayzaki chegar ao lago antes dele anular a sua presença. A Pito soube na hora em que ele anulou a presença que Klaus era alguém perigoso, por isso ela tomou cuidado.

– Você acha mesmo que eu não notei a sua presença? – Klaus perguntou. – Eu lhe notei à 1 km de distância.

A Piton emergiu do lago. Ela era enorme. Parecia com um dragão da mitologia chinesa. Ela devia ter mais de 50 metros de comprimento.

Ela encarou aquele maldito humano cheia de vontade de sangue.

– Lhe dou duas opções. Desapareça do raio de alcance de meus sentidos ou… Bom, sempre tive curiosidade em experimentar carne de cobra. Ouvi dizer que é muito boa.

Obviamente a Piton entendeu o que Klaus disse, e isso a lhe enfureceu. Vendo qual o caminho que a Piton escolheu, Klaus suspirou:

– Bom, eu tentei. Não me culpe por ser o seu pior pesadelo.

A Piton faltou soltar fumaça pela cabeça. Esse maldito humano, quem ele pensa que é para agir tão arrogantemente? Mas apesar de estar furiosa, ela conseguiu manter a cabeça no lugar.

Ela tinha que se manter cautelosa, pois era impossível pra Piton sentir o nível de cultivo de Klaus.

Já as bestas mágicas ao redor, assistiam tudo cautelosamente.

Com apenas 10% do corpo fora do lago, a Piton encarava Klaus como se fosse um deus do mar encarando uma formiga.

A Piton abriu a boca e cuspiu uma enxurrada de líquido purpura corrosivo.

Com passos leves, Klaus correu mais rápido que um simples humano na margem do rio.

O liquido purpura atingiu o chão e as árvores derretendo tudo como se fosse ácido, mas era bem mais perigoso que isso. A enorme serpente parecia um dragão cuspindo fogo sem fim atrás de seu alvo.

Sem parar de correr, Klaus salto no ar e usou o Jumppo subindo no ar como se estivesse subindo uma escada espiral ao redor da Piton ao mesmo tempo em que enviava cortes de vento contra a serpente.

Rapidamente ele já estava acima da serpente. Ele olhou para baixo como se um deus da guerra surgisse das nuvens ao mesmo tempo em que uma segunda katana surgia.

Tormenta: Asas de Aço.

Como se um tornado caísse do céu e atingisse a serpente e o lago, uma onda de choque com inúmeras laminas de vento se espalhou para todos os lados criando ondas grandes e derrubando as árvores em um raio de 50 metros. As bestas mágicas que foram muito lentas para fugirem, foram feitas em pedaços.

A Piton emergiu sua cauda e bateu ao seu redor suprimindo o ataque mortal de Klaus.

Algumas escamas da serpente caíram mostrando inúmeros cortes feios em sua carne. Ela rugiu furiosamente.

Klaus Rayzaki a olhou com aqueles malditos olhos de peixe morto.

– Forte. Esse será um bom teste para saber o meu limite. Depois é só eu pesquisar tudo a respeito sobre essa minhoca gigante, assim eu serei capaz de ter uma vaga noção de seu nível de cultivo.

As katanas foram guardadas em seu universo particular.

Em um piscar de olhos, Klaus desapareceu e reapareceu batendo o calcanhar direito com uma força colossal contra a cabeça da Piton. Uma onda de choque foi liberada por todo o lago.

A Piton afundou uns 2 metros.

Aquilo era simplesmente ridículo. O quanto aquele miserável humano era forte?

Mas aquilo não era tudo. A Piton estava incrédula, pois aquele golpe que recebeu lhe disse uma verdade impossível. Aquele maldito humano não era um cultivador. Ele ainda nem tinha atingido a camada Sangue-Mortal.

Ridículo!

Ela, a rainha daquela área, estava apanhando de um humano que nem cultivador era? Que absurdo é esse? Como ela poderia aceitar algo assim, sendo que nem mesmo os reis daquele vale ousam desafia-la.

Uma aura purpura começou a emanar da enorme serpente.

Tomada pela raiva, ela girou o corpo e atacou Klaus com sua cauda como se fosse um chicote.

Ainda em pleno ar, Klaus permaneceu calmo como sempre.

A cauda sibilou pelo ar capaz de partir rochas ao meio. Ela atingiu o corpo de Klaus e passou por ele como se Klaus Rayzaki fosse de fumaça.

Era apenas uma pós-imagem.

Klaus apareceu em pé sob a cauda da serpente e sem hesitar, ele começou a correr como se estivesse deslizando pelas escamas.

A Piton mantinha apenas a cabeça e a cauda fora da água, a barriga estava submersa.

Observando as ações de Klaus, a serpente estava se corroendo de raiva. Tudo aquilo era ultrajante. Aquele maldito humano. Ele merece sofrer uma morte cruel.

Ela inclinou sua cauda para o céu e a levantou como um chicote tendo Klaus como alvo.

Klaus Rayzaki deu mais um passo, pegou impulso neste passo e saltou desaparecendo como se fosse o vento. Era como se fosse teletransporte.

Ele reapareceu 10 metros de distância atrás de serpente de costas pra ela. Em suas mãos, ele estava segurando as duas katanas com a ponta para baixo pingando sangue.

No peito da serpente, mais escamas caíram e um conter profundo e feio na forma de um “X” havia surgido.

Klaus saltou e deu um mortal girando 5 vezes no ar antes de cair em pé como uma pluma na margem do lago.

A Piton cuspiu sangue e foi empurrada alguns metros para trás pela força do golpe desferido por Klaus antes de cair quase inconsciente no lago.

Klaus se virou e encarou o lago sem guardar as espadas.

A área onde a Piton caiu foi tingida de vermelho e começou a borbulhar e a emanar uma aura purpura animalesca e selvagem.

Instantes depois, a aura purpura explodiu dentro do lago esguichando água para o céu e liberando uma onda de energia seguida por um vendaval.

Ainda calmo como sempre, Klaus Rayzaki apontou as duas katana para o algo como se fossem partes de seu corpo e ficou em posição de ataque.

Do lago, a enorme Piton emergiu para o céu como um dragão-serpente subindo pelas nuvens. Todo o corpo da serpente saiu da água.

A Piton girou em pleno ar e se posicionou encarando Klaus.

Ela, surpreendentemente, estava flutuando em pleno ar. Ela abriu a boca e pela primeira vez, disse:

– Maldito humano, devo lhe agradecer. Sem a sua ajuda, levaria algum tempo para eu romper do pico do 8º nível da camada Dragon-Blood para Santo-Elemental. Tome os meus mais sinceros agradecimentos. – a Piton sibilou e em seguida cuspiu uma enxurrada de líquido roxo consumido em chamas.

A Piton era uma besta mágica duo Soul-Elemental. Uma Santo-Elemental de duplo elemento. Água e Fogo. Ela é capaz de usar o elemento água com sua habilidade natural de veneno e fundi-los, e ainda por cima fundir com o elemento do fogo. Tudo em um ataque aterrador.

 

 

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