Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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Sou o novo tradutor da Kuork, KooZ, também escrevo/publico MD aqui. Bem, espero que gostem da novel.

Prólogo

Ano 20XX, Inverno, um certo dia de fevereiro.

Eu, Hotta Youta, fiz vinte e seis esse ano. Vivo sozinho como aqueles de minha idade sem namorada. Também sou virgem. desde a escola e antes fui um isolado.[NT: Hikkikomori]

Atualmente trabalho em uma metalúrgica, no distrito metropolitano Oota, em Tokio.

“Foi um dia como este morreu Tanaka…”

Tendo terminado minha jornada, era uma chata caminhada para casa, enquanto recordava coisas dolorosas. Me tornei um isolado nos meus dias de escola superior… Inclusive se você chamasse de inferno, não estaria exagerando.

Meu único plano de suporte era o exame de entrada, em caso de não poder ingressar em outras escola privadas, mas falhei inclusive nas escolas de pouca exigência. Naqueles anos, meu amigo Tanaka Kouji e eu, éramos intimidados por três delinquentes que eram da mesma classe.

Penso que devido a ser o objeto de seu intimidação, ambos nos tornamos fracos e de vontade frágil. Ser espancado era algo realmente comum. Extorsão, me queimar com pontas de cigarro, me masturbar em frente a eles, chupar e beber de um mictório … eles não paravam com nada.

Estava assustado de conhecer meus companheiros de sala, assim que segui pensando que eles não tinham nada a ver comigo. O professor encarregado, para evitar problemas pretendia não ver os ataques. Sem coragem para se opor a eles, continuamos sendo intimidados silenciosamente.

No segundo ano fui liberado de sua intimidação. A razão era que caímos em salas diferentes. Acabou que só eu caí separado deles, enquanto Tanaka e o delinquentes estavam na mesma sala.

Porque eles exigem que ele saia de sua sala e caminhar até a minha, no se incomodaram em me intimidar. O resultado foi que tudo se concentrou em Tanaka. Mas mesmo com isso, nunca pensei em ajudá-lo.

Me senti aliviado por não sofrer mais intimidação, porque como eu esperava fui salvo sacrificando ele. Mas, ocorreu um incidente no inverno do segundo ano.

Como alguém intimidado, escolhi me distanciar do meu entorno, sempre comendo sozinho.

Mas do que comer no banheiro durante o inverno, a parte de trás da escola é menos popular. Por aqueles dias, naqueles dias frios sempre comia fora.

Tanaka e os delinquentes chegarão ali. Ele estava nu em posição seiza, tremendo e totalmente encharcado.[NT: Posição Seiza é ajoelhado]

A seu lado havia um balde, enquanto folas secas se pregavam em seu corpo. Os delinquentes pareciam se divertir, já que riam e tiravam fotos com seus celulares. Tanaka me reconheceu, e seu olhar parecia me pedir ajuda. Os três voltaram, seus olhares, para mim e me notaram.

“O quê está olhando? Anão magro.”

“O quê é essa expressão? EH!”

Suas vozes me assustaram e corri a toda velocidade. A cara de Tanaka empalideceu por desespero quando eu lhe abandonei. Inclusive agora, eu lembro vivamente.

Definitivamente não esquecerei em toda minha vida.

Essa noite, Tanaka se enforcou no tobogã do parque. Em seu bilhete acusava a intimidação dos três.

A escola lidou com o problema de imediato e definitivamente expulsou o trio. Ao expusar-los, a escola tratava de acabar com o assunto antes que ficasse pior.

Após a expulsão deles, se tornou um tópico de conversação entre os amigos dos autores. A discussão acabou depois de um mês. Os autores tiveram que pagar uma grande soma de dinheiro aos pais, sendo isso que selava o assunto. O suicídio de Tanaka terminou como uma pequena coluna de um jornal Local.

Desde esse ano, não saí de casa.

Me sentia responsável pelo suicídio de Tanaka… E mais, agora que ele tinha morrido, me tornei o objetivo dos delinquentes, e devido ao medo que eu sentia de ser intimidado, me tornei incapaz de deixar minha casa.

Sou um pessimista, um covarde desprezível, sendo inclusive incapaz de abandonar meu quarto naqueles dias. Eventualmente abandonei a escola.

Desde então, estive em minha casa, absorvido em videogames, mangás, animes, modelos de armas e sistemas armamentistas modernos, e coisas do tipo.

Admirava o armamento moderno, em especial os modelos de armas. Sonhava em matar os delinquentes com tiros, chegando até mesmo a dirigir um tanque para caçar-los e coisas do tipo.

Quando chegava perto dos vinte, meu pai através de suas conexões me deu duas opções, ou me conseguia um trabalho no distrito Oota, Tokio; ou me dava um milhão de yenes e abandonava o lugar. Um milhão é muito, mas não creio que me sustentaria por um ano. Não podia escolher essa opção…

Porém, era bom independente do que acontecesse. Mesmo se eu me confinasse em casa, para cuidar de meus irmãos menores não teria muito futuro.

O professor me deu sua aprovação dizendo “Certamente você é elegível para a Universidade de Tokio!”. Com respeito aos meus pais, enquanto não me tornava um problema para meus irmão (4 no total, maiores e menores), estaria bem.

Quando fui a Universidade de Tokio, porque era minha primeira vez vivendo sozinho, não entrava em contato com nada.

Meu ser abandonado por meus pais era despreocupado e feliz. Acima de tudo, ao me afastar da vila nas montanhas nunca voltei a me encontrar com o trio de delinquentes.

A metalúrgica onde meu pai me conseguiu um emprego era estrita, mas não eram irracionalmente violentos. Inclusive me instruíram cuidadosamente no trabalho. Comparado com o inferno dos últimos anos escolares, era um diferença entro o céu e a terra.

No começo, confiava em meus dedos hábeis e precisos, me esforçando uma e outra vez para alcançar as expectativas, adquiri muitas habilidades. Se me comparasse com aqueles chamados artesões, também não poderia ficar de pé…

Assim que mergulhei , por quase sete anos, no trabalho para esquecer os dias infernais de escola… mas cada vez que chegava o inverno, eu me lembrava de Tanaka.

Se eu pelo menos tivesse sido corajoso, poderia ter evitado seu suicídio? Não poderia…?

Na loja de conveniência de costume, comprei meu bento e chá.

“… Inclusive se penso que sou uma boa pessoa, sigo sem me recuperar…”

Enquanto suspirava pela melancolia, caminhava pela área residencial. Faltava uns dez metros até minha casa, mas notei um homem suspeito parado no meu caminho.

Para evitar a detestável luz de iluminação pública, fiquei perto do muro de concreto. Graças a luz da lua, podia vagamente distinguir sua figura.

Vestia uma jaqueta com capuz, e jeans nas pernas. Não sentirá frio? Esse não é o tipo de vestimenta que deveria usar. Como ele olhava para baixo, não puder ver seu rosto. Julguei que ele media 180 centímetros, com um físico magro.

Se eu voltasse o caminho e fingir não tê-lo visto, certamente me notaria. Não parecia querer lutar já que olhava para baixo, assim que fiquei o mais longe possível enquanto tentava passar.

“Hey, espera um segundo”

“!?”

Depois que ele falou comigo, fiquei tenso. O homem caminhou direto até mim. A medida que a luz iluminou sua cara, fui capaz de distingui-la.

Meus olhos exorbitantes não encontraram seu olhar, mas vi que tinha a pele estragada, barba por fazer, um piercing no nariz e uma tatuagem na bochecha.

Surpreendentemente, inclusive se havia mudado radicalmente, reconheci ele de imediato. Era um dos meus três intimidadores, era o líder dos delinquentes Estou seguro de que se chamava… Souma Ryouichi.

“Você é aquele que estragou minha vida! Aaaah! Merda!! Por que eu!!”

“Uh, ah, uh…”

Quando ele se aproximou de mim, senti náusea por causa do cheiro de lixo podre. Se me recordava claramente, circulava pela internet uma droga legal, que ao ingerir provocava isto.

O sujeito estava em um estado instável. Nesse instante, pretendia não percebe-lo e tratei de correr o mais longe possível. Porém, a lembrança do meu passado infernal fez minhas pernas tremerem, e evitou que eu me movesse.

Tanaka-kuun! Hotta-kuun! Você se parece com merda! Sabia que morreu silenciosamente!? Maldição! [NT: Lembranças]

Pegou algo que se parecia com uma faca barata de cozinha, provavelmente de cem yenes, do bolso de sua jaqueta.

“Uwaaaaa!”

Meu medo atingiu o topo enquanto ele gritava, jogando a bolsa que levava, girando e correndo com tudo que ele tinha. O pensamento de enfrentá-lo e subjugar-lhe não passou pela minha cabeça nunca, e eu só poderia correr enquanto gritava.

Corre, core, corre, corre… através do parque.

Mesmo com isso, eventualmente ele me pegou e empurrou pelas costas.

Corri com tudo, mas caí de cara na caixa de areia. Ele subiu em cima de mim, sem um momento de dúvida, utilizando as mãos, baixou a faca de cozinha.

“Guga…a”asfixia

Senti o sangue sair do meu peito perfurado. A dor, a sensação se tornou quente.

“Mora! Maldição! Maldição! Maaaaaaaaaaaaaldição!!!!!”

Uma e outra vez, seguiu me apunhalando com a faca de cozinha, rompendo as costelas enquanto parecia chorar.

Pude dizer que minha consciência se desvaneceu rapidamente. Escutei o grito de uma mulher muito distante, como se estivesse em baixo d’água. Minhas pálpebras eram tão pesadas que pareciam guiar-me para a queda do abismo.

O último que vi foi a mim mesmo banhado em meu sangue, e a cara do delinquente que exibia loucura. Minha consciência parou como uma TV congelada.


Notas Finais:

Traduzido por: Kooz

Formatado por: Kooz

Revisado por: Kooz

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