Super aventureiro!

 

Acima da entrada da cidade Elba. Uma flâmula azul, que ostentava uma espada e um escudo partido de cores berrante, tremulava com o vento agitado. Nas muralhas, guardas faziam rondas atentos as colinas, e na floresta ás nossas costas.

“Esse é o símbolo da casa nobre StoneBroken” disse Sofie ao perceber meus olhos curiosos sob a flâmula. “Eles regem a cidade Elba, vassalos do rei do sul, Rhuan terceiro, espada de fogo, filho da tempestade.”

“Você parece bem versada nesse assunto” disse a ela.

Ela assentiu satisfeita.

“Sim, é dever de um conjurador ter conhecimentos mágicos e mundanos” respondeu, enquanto seguimos em frente.

A rua calçada com pedras estava embaixo dos meus pés descalço. Passamos por prédios altos de pedra cinzenta, telhados eram planos, exceto por algumas armações de metal, e cobertos por telhas de pedra. Mas a frente a rua se tornou mais ampla, chegando em uma praça com uma fonte no meio. Barracas rodeavam a fonte, comerciantes oferecendo seus produtos, vi guardas correndo atrás de crianças esfarrapadas correndo com maças nos braços. Havia oficinas de ferreiros, equipes de aventureiros bem equipados se juntava a frente de grandes oficinas, verificando preços, reparando suas armas.

Em uma outra ruela havia tavernas, todas com nomes atrativos, movendo-se por magia. Os bordeis eram poucos, mulheres de todas as raças se exibiam em vitrines, e nas varandas dos bordeis.

Uma grande construção chamou minha atenção. Sua cúpula redonda era adornada com mosaicos, altas torres brancas se erguia ao lado da construção, ostentando flâmulas com símbolos sagrados.

Meus olhos se arregalaram, fascinado por aquele novo mundo.

“Aquela é a catedral da santa igreja de Freyr, deus da fertilidade, prosperidade, alegria e paz” disse Sofie com certo desdém.”Freyr e o deus mais cultuado nesse reino. Aqueles que nascem com o tom da magia santa, são levados e treinados pelo sacerdócio, após completar o treinamento básico, você pode escolher sair ou dedicar sua vida ao deus Freyr, espalhando as boas graças e prosperidade!”

“Você aprendeu magia santa na santa igreja de Freyr?” perguntei curioso.

“Sim, apesar de todo aquele, blá-blá-blá, sobre bondade, ajudar o próximo e blá-blá-blá” disse com certo sarcasmo. “Eles ensinam bem e ajudam muitos povos, só não me tornei uma sacerdotisa de Freyr porquê não podemos usar outros tipos de magia.”

Seguimos adiante, passando pela multidão até chegar em uma larga rua delimitada por prédio – quase todos oficinas, lojas de alquimistas e tavernas. Mas adiante se erguia um grande edifício de pedra e madeira, com uma grande placa escrita: Associação dos aventureiros.

Aventureiros bem equipados entravam e saiam a todo momento. Adentramos o edifício, o salão era largo; piso de madeira lustroso; a esquerda um balção com bebidas e grandes mesas ocupados pelos mais diversos aventureiros; No fim do salão havia um grande balcão com vários recepcionistas atendendo aventureiros, novatos e nobres solicitando buscas.

Mia me guiou até uma recepcionista livre. No caminho fomos abortados por três aventureiros. Um deles era um Lycan como Mia, porém seu pelo era marrom, uma cicatriz marcava seu rosto. Os outros dois eram humanos, como eu, grandes de corpo robusto, equipados com armaduras de couro e uma espada de duas mão.

“~ Oh, se não é Mia~”disse ele com um sorriso podre, seu olhar seguiu para Sofie, depois para mim, expressando um rosto desagradável. “Quem é esse garoto maltrapilho?”

Mia fechou a cara.

“Kirk, desde de quanto eu te devo alguma explicação?” perguntou ela com um tom duro. “Saia da frente!”

Mia seguiu em frente, mas ele bloqueou seu caminho mais uma vez.

“~Vamos lá, não seja tão fria…..Ahhhhh..” Antes que pudesse completar a frase, Sofie, acertou o pé dele com seu cajado negro, fazendo pular gritando de dor.

“Ele disse para sair do caminho!” Disse Sofie com um sorriso travesso.

Os dois grandalhões mal-encarados tentaram pegar Sofie, entrei na frente bloqueando seu caminho. Não deixaria dois grandalhões machucarem as garotas que me ajudaram.

“Se não quer se machucar, sai da frente garoto” grunhiu para mim, eu não recuei. “Não me culpe por ser cruel garoto!”

Ele correu em minha direção, sua mão parecia o tronco de árvore. Atrás de mim, pude sentir a preocupação em um grito abafado delas. Não recuei, formei um punho, girei meus quadril, tanto impulso para meu soco.

Nossos socos colidiram, um som de osso quebrando ecoou pelo salão. Todos olharam estupefatos por me ver em pé, sem nenhum machucado, enquanto o grandalhão mal-encarado segurava seu pulso quebrado.

“Aiaiaiaiai” gritava, o outro grandalhão me olhou com cautela, estralou seus punhos e correu em minha direção. Seu punho era coberto por uma aura azulada, de alguma forma sabia que se recebesse seu ataque de frente, teria meu ossos quebrados.

“Cuidado” alguém gritou, me avisando.

Seu soco veio, rasgando o ar como um martelo de guerra. Eu saltei, rolando no piso de madeira, evitando seu soco. Ele cobrou novamente, eu desviei dos socos por poucos centímetros de distância. Cada balanço de seus braços causava rajadas de vento, encontrei uma brecha em sua defesa, o acertei com um soco de direita, afundando em seu estômago. Ele soltou um uivo, antes de vomitar e por fim tombou inconsciente no chão.

O salão caiu em um silêncio mortal. Todos me olhando, incrédulos com o resultado da luta.

“Qual é o nível desse garoto? Sua classe?” perguntou um dos aventureiro para um conjurador ao seu lado.

“Nível 1, sem classe….” disse o conjurado após usar alguma habilidade que eu desconhecia.

O silêncio foi irrompido por várias vozes incrédulas, hipóteses e planos para me recrutar em suas equipes. Não paguei atenção a multidão, fiquei de frente, Kirk que engoliu sua saliva em seco.

“Não as incomode nunca mais” disse em um tom ameaçador, e apontei com a cabeça para saída. Kirk abriu e fechou a boca, seu rosto se tornou sombrio. “Se quiser posso te ajudar a encontrar a saída.”

Ele fechou a cara e saiu com passos largos.

“Você pagará caro por isso!” rosnou ele, antes de desaparecer pela porta.

Mia deu um soco leve em meu ombro, com um sorriso, falou:

“Obrigado” disse ela, envolvendo meu pescoço com um de seus braços. “Agora super novato, vamos te registrar como aventureiro e faturar muito ouro!”

Senti uma leve dor, olhei para baixo, encontrando Sofie pisoteando meu pé, com as bochechas avermelhadas.

“Hump! Não vá achando que eu vou te agradecer!” disse ela irritada.

Eu assenti, Mia me arrastou até a recepcionista livre – uma mulher, alta, vestindo um uniforme simples, de cabelos escuros, amarrado em coque. Seus olhos eram grandes, suas pupilas iguais ao de um réptil, lábios vermelhos sedutores. Notei que partes de sua pele era coberto por uma escama verde, acima de sua nádega uma cauda escamosa.

Era uma beleza excêntrica.

“Bem vindos à associação dos aventureiros!” sibilou alegremente a mulher réptil. “Oh, Mia, Sofie, em que posso ajudá-las?”

“Senhorita Kari, quero que registre esse garoto como aventureiro” respondeu Mia.

Seus olhos me fitaram dos pés a cabeça, e nos dois grandalhões derrubados no salão. Ela projetou sua língua bifurcada para fora, lambendo o ar.

“C-certo, primeiro leia o contrato e depois preencha o formulário de inscrição” ela me entregou um contrato e o formulário, uma pena e tinteiro. A principio não compreendi aqueles caracteres estranhos, gradualmente, de alguma forma, sabia ler e escrever tão bem como um nobre letrado – deduzi ser meu talento inato super gênio.

O contrato colocava ênfase nos riscos de ser um aventureiro, em caso de morte não era responsabilidade da associação mágica. Estava descrito nos mínimo detalhes as penalidades em caso de não cumprir uma missão, bonificações, e ranks dos aventureiros.

Um novato começa com rank E, completando missões você ascende para o rank D, seguido pelo rank C, B, A, A+, S, S+. Cada missão tinha suas exigências de rank, e recompensas diferentes. Aventureiros rank C, adiante obtém boas recompensas, e segundo Mia o dinheiro ganho e tanto que adquirem propriedades e mansões e vários escravos.
Mas, os riscos também aumentavam, em missões Rank A adiante eram muito perigosas, aonde voltar vivo era incerto.

Uma pessoa de bom senso não se tornaria uma aventureiro. Eu assinei o contrato, descobrindo que me faltava bom senso.

“Você tem uma bela caligrafia” disse Sofie, enquanto me ajudava a preencher informações que eu não sabia, como cidade de origem entre outras coisas.

Em pouco minutos entreguei o formulário preenchido e o contrato assinado. Ela levou até uma sala interna, em um breve instante retornou com um cartão escuro feito de obsidiana.

“Sr. Lyam pingue uma gota de seu sangue em cima do cartão, e você será oficialmente um aventureiro” disse ela me entregando o cartão de obsidiana. Espetei meu dedo na faca de caça, deixando cair uma gota de sangue. O cartão reluziu uma tênue luz azulada, caracteres apareceram com minhas informações básicas. “Suas estatísticas de poder, habilidade e talentos só podem ser visto por você.”

Mia entregou dez moedas pequenas de bronze, pagando a taxa de inscrição. Envergonhado, agradeci. Ela retirou três moedas de prata, pagando a taxa cobrada para adquirir uma classe. Os olhos de Sofie estavam a beira da lágrima, envergonhado, mais uma vez eu agradeci.

“Certo, venha por aqui, Sr. Lyam!” Sibilou ela, eu a segui junto com as garotas. Ela caminhava elegantemente, enquanto sua cauda balançava de um lado para o outro, meus olhos acompanhava, hipnotizados, pelo movimento rítmicos de sua cauda.

Chegamos em uma sala espaçosa, um conjurador de cabelos grisalhos de manto de cores berrantes, estava sentado preguiçosamente, lendo um livro. Em um canto na sala havia um grande pedaço de obsidiana retangular com aproximadamente três metros de altura, entalhados com runas mágicas e símbolos sagrados.

Kari parou diante a porta, observando o conjurador preguiçoso. Ele não nos notou, ela moveu sua cauda como um chicote, golpeando o piso de madeira, provocando um ruído surdo, fazendo o conjurador saltar de sua cadeira – quase caindo dela.

“Pelo javali dourado de Freyr! Senhorita Kari quer matar esse velho do coração?” disse o conjurador mal humorado.

“Sr. Harrison, eu apenas gentilmente anunciei nossa presença” disse ela com um tom cortês. “Sr. Lyam quer adquirir uma classe, então, por gentileza se levante e faça seu trabalho.”

“Olha, sua…..” Harrison não completou sua frase, o olhar assustador da senhorita Kari foi o fez engolir suas palavras. Ele caminhou até o enorme pedaço de obsidiana, murmurou encantamentos, ativando a relíquia mágica pedra do julgamento. “Venha garoto, coloque uma mão sob a pedra do julgamento e aguarde as classes ficarem disponíveis.”

Eu caminhei hesitante. Senti um frio na barriga, temendo que nenhuma classe ficaria disponível, sabia que era impossível, mesmo assim tinha medo. Se eu fosse ser um vitorioso ou um fracassado dependeria das profissões disponibilizadas.

“Não se preocupe” disse Mia com uma voz tranquila. “A pedra do julgamento disponibiliza classes de acordo com seu potencial, e isso não falta em você. Por alguma razão inexplicável não aparecer nenhuma classe boa, quanto você atingir o lv 20 poderá escolher sua segunda classe.”

Me senti grato por suas palavras, o frio na barriga se foi. Caminhei com confiança, toquei a pedra gélida, no mesmo instante senti uma energia entrar em meu corpo, analisando algo, gotas de suor se formaram em minha testa. Sr. Harrison me encarava perplexo, murmurando para si mesmo, gritando: “Impossível”, Mia e Sofie tinham expressões perplexas, eu não entendia o porque, mais assim que verifiquei a pedra do julgamento várias classes apareceram.

Algumas delas eram:

「Espadachim」「Mago」「Caçador」「Sacerdote」「Monge」「Arqueiro」「Mercador」「Ferreiro」「Alquimista」「Bruxo」「Cavaleiro」「Bardo」「Sábio」「Lorde」「Arcano」「Cavaleiro mágico」「Assassino」「Paladino」「Invocador」「Lorde Arcano」

Essas eram minhas primeira classe disponíveis. Meu medo era infundado, soltei um longo suspiro aliviado.

“Como alguém pode ter classes avançadas logo na sua primeira escolha?!” disse Sr. Harrison perplexo.

“O que eu faço?” perguntei, ignorando sua confusão.

“Para escolher, toque em cima da classe desejada, e aguarde”

Observei, havia classe demais, primeiro pensei em escolher cavaleiro mágico, mas era fraco quanto comparado com um Arcano, mestre na mágica, ou um lorde mestre na espada e lança. O poder de um Paladino era tentador, assim como a de um invocador, usando magia para invocar monstros e outros seres sobrenaturais.

Fechei meus olhos por um instante, deixei meu instinto me guiar. Minha mão pousou sob a classe Lorde Arcano – combinação da melhor classe guerreira com uma das melhores classe mágicas.

Eu fiz minha escolha, me tornei um Lorde Arcano. No mesmo instante algo dentro de mim mudou, cada vibra do meu corpo se tornou mais forte, o poder mágico em minhas veias triplicaram. Eu me tornei forte como um deus.

“Isso é incrível!” eu exclamei animado, com aquisição de classe eu ganhei habilidade e um talento inato.

Eu verifiquei meus status:

 

Janela de status
Nome: Lyam Marwe Raça: Humano
Classe: Lorde Arcano Nível: 1
HP: 440 MP: 360
Força: 160 Agilidade: 90
Vitalidade: 145 Inteligência: 75
Sabedoria: 93 Sorte: 75
Resistência:  120  Charme:  52
Habilidades Ativas
Invocar Familiar Arcano:

Magia Arcana:

Magia Santa:

Magia Vermelha:

Artes Marciais:

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Habilidades Passiva
Maestria Arcana:

Maestria Espada Mágica:

Maestria Lança Mágica:

Força Tirânica:

Regeneração:

Meditação:

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Lv.1

Talento Inato
Super Gênio:

Visão Arcana:

Lv.1

Lv.1

 

Eu tinha feito a escolha certa, classe Lorde Arcano aumentou minha força física e mágica. Não compreendi algumas habilidades ganhas, deixaria para outro momento. Eu precisava de uma boa comida e um banho quente, ironicamente não tinha dinheiro para nenhum dos dois. Mia foi a primeira a se recuperar do choque e me dar os parabéns. Segundo era a classe Lorde Arcano é uma classe rara, poucos conseguem essa classe poderosa.

“Amanhã iremos completar uma missão de subjugação juntos” disse Mia. “Venha, garoto, precisamos descansar!”

Antes de sair da associação mágica, ela entregou um saco com orelhas de goblin – arrancadas para confirmar que sua subjugação. A recepcionista fez a contagem, e entregou algumas moedas de prata.

Ao sair da associação mágica, notei que já escurecia. Havia jovens na rua, bardos cantando, animando casais em uma praça próxima. Seguimos por ruelas estreitas, adentrando no mar de edifícios de pedra até chegar em uma pousada barata chamada: Cama quebrada.

O primeiro andar havia uma taverna, lotada de aventureiros e homens mal-encarados. Mia falou com a dona da pousada cama quebrada. Apontou para mim e entregou algumas moedas de bronze. A dona, assentiu com a cabeça, e voltou a servir canecos cheios de licor para cliente próximos.

“Venha, acredito que esteja bastante cansado” disse Mia para mim, puxando meu braço. Subimos as escadas até o segunda andar, no final do corretor estava o quarto que eu passaria a noite, Sofie parecia irritada com algo, mas não dei atenção. “Aguarde no corredor.”

Sofie e Mia entraram no quarto, fecharam a porta, após vários minutos voltaram abrir a porta, me puxando para dentro. O quarto era pequeno, iluminado por uma vela, sem decorações ou móveis, apenas uma cama rústica forrado com palha.

“Não temos muitos fundos” disse Mia com um meio sorriso. “Vamos ter que dividir o mesmo quarto.”

“Se tentar alguma gracinha comigo, eu esmago suas….” Sofie me ameaçou apontando seu cajado para o meio das minhas pernas. “É você vai dormir no chão, entendeu?”

Assenti que sim, não arriscaria minha vida.

Me sentei no chão, encostando na parede. Mia jogou uma pele de monstro para mim, agradeci com um sorriso sincero, me envolvi na pele de monstro.

“Boa noite, Lyam” disse Mia ao se deitar na cama, Sofie se deitou, resmungou um boa noite baixinho e dormiram.

Fechei meus olhos, o cansaço me dominou, me entreguei ao sono.

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