Árvore da Sabedoria! (1 Parte)

 

Meus olhos divinos via o mundo de uma nova forma, com novas cores. Sua estonteante forma verdadeira, todo esplendor que somente um deus pode ver.

Tudo era energia. As montanhas e terra eram uma energia fria. Os rios, árvores e plantas tinham uma energia especial, uma cor espectral, comunicando entre si com pulsos de energias que somente um ser espiritual poderia ver. Todos seres vivos eram pequenas estrelas de luz sob a terra, absorvendo de forma inconsciente as veias de poder flutuando no céu, ou de veias de poder abaixo da terra.

Aayós se mostrava para mim, e eu me apaixonei ainda mais por ela.

De repente, de todas direções, pequenas centelhas de luz flutuava em minha direção, se unindo, formando pequenas linhas de luz.

Absorvi as centelhas de luz e me surpreendi ao perceber que cada centelha de luz era uma reza, de várias raças, contendo seus pedidos, sonhos, e desejos. Para cada centelha de luz absorvida meu poder era engrandecido, era o mesmo sentimento de se fortalecer ao adquirir experiência.

Fiquei horas absorto nas preces, me fortalecendo, enquanto outra parte da minha mente assistia cada acontecimento em Midgard; camponeses em seus trabalhos árduos nas lavouras; aventureiros em uma dura batalha contra monstros; em uma grande cidade um ladino surrupiava uma bolsa de um mercante distraído; pude ver em um salão de um castelo, rei Rhuan terceiro, esbravejando, irritado pela aniquilação de duas famílias nobres, leais.

Em um patio de treinamento da sede da santa igreja de Freyr.

Minha consciência observava Louise, treinando, girando graciosamente sua lança, uma dança de tirar o fôlego. De repente ela parou, voltou seus olhos desconfiados em minha direção. Ele não podia me ver, mas sabia que algo, eu, estava a observando.

Recuei minha consciência, voltei meus olhos para as estrelas brilhantes – deuses – sob as nuvens algodão. Havia vários deles me observando, alguns com curiosidade inocente, outros com cautela, outros indiferentes.

Além dos céus azuis, no espaço, notei outras presenças, escondidos entres dimensões, na escuridão do espaço, me observando com olhos atentos, e após perceber que eu o olhava, desapareceu como se nunca tivesse existido.

Minha mente era inundando por informações, visões e tantas outras coisas que tive que lutar para voltar minha atenção para meu atual objetivo: explorar as ruínas da cidade abaixo.

Antes de retirar a espada Sanguinário, não pude ver as ruínas da cidade mencionada no diário. Mas ao retirar a espada, a barreira ilusória que a protegia, foi desfeita e agora posso ver a magnífica outrora cidade dourada, em que o primeiro dos seis governou toda Aayós.

Havia várias pontes em arco de cor espectral, algumas destruídas outras soterradas. A cidade em ruínas foi erguida sob algo que não era possível ver – estava soterrados na terra -, apenas as ruínas da cidade dourada e suas altas torres era visível.

“Para uma exploração vou precisar daqueles três!” disse num tom profundo.”Está na hora de voltar a trabalhar seus vagabundos! Não acham que já dormiram por muito tempo?”

Do meu espaço dimensional criado – qual antes não conseguia acessar pela falta de poder espiritual -, retirei três pequenas esferas, Eos, Teia, e Hipérion.

Direcionei minha consciência para os três, conectando-os com minha mente divina e gradualmente as pequenas esferas foram crescendo, expandindo, até ficarem tão grandes que poderia ser confundidos com luas menores.

“Parece com estrelas da morte, daquele filme de ficção científica!” disse para mim mesmo, pensando em voz alta.

Eos foi o primeiro a recuperar a consciência:

[…Mestre…..É você mesmo mestre? O que aconteceu…..Vou acessar o banco de dados………..Verificação 100% completa…..Então foi isso que aconteceu! Mestre perdeu todos poderes, e de forma injusta e trapaceando recuperou todos seus poderes e se tornou um deus dragão celestial menor! Mestre é incrível!]

Teia, num tom musical, falou em seguida:

[Mestre cresceu tanto! Tenho orgulho por servir alguém tão maduro e bondoso!]

Hipérion:

[Hum….Acho que alguém perdeu algo entre as pernas kakaka! Mestre já que está todo mulherzinha me de seu #@# e vou implantar em mim, vou fazer um melhor uso kakaka!]

Eos:

[Mestre, detectei 257 pensamentos e sentimentos hostis contra você. Permissão para eliminar os 257 possíveis inimigos?]

“Permissão negada! Monitore os pensamentos e ações dos 257 possíveis inimigos” eu ordenei.

Hipérion:

[Mestre, eu estou entediado, permissão para usar meu enorme corpo para explodir esse planeta de merda?]

“Permissão negada! Mais uma gracinha e é você que vai ser explodido em milhares de pedaços” eu o adverti com seriedade.

Hipérion resmungou:

[Tsch…Parece que alguém perdeu o senso de humor, além das bolas!]

Não sabia se eu ria ou chorava.

Mas estava feliz por ter eles de volta.

“Hipérion, fique de guarda ao redor das montanhas e não permita ninguém passar. Eos e Teia voltem a sua forma pequena. Vamos explorar as ruínas da cidade dourada!”

Todos responderam em uníssono:

[Sim, Mestre!!!]

Desfiz minha forma divina. Meu enorme corpo cintilou, transformando em pura energia, como pó de estrelas, dando a forma de um corpo com 1.80 cm de altura, cabelos loiros, traços nobres – iguais aos do mundo anterior -, e belos olhos azuis resplandecentes, como as estrelas de um céu estrelado.

Meu corpo era de músculos definidos, nada exagerado, e pele branca como mármore polido.

A imagem da beleza e da perfeição: eu.

Eos:

[Mestre, só agora você estava tendo pensamentos narcisistas!]

Ignorei seu comentário de certa forma sarcástico.

Eos e Teia – em sua forma pequena – flutuava ao meu redor.

Do alto da montanha avistei toda ruína e analisei toda estrutura, com ajuda dos Solis, criando um mapa mental das ruínas da cidade dourada.

Informações inundavam minha mente, agora eu sabia de cada rua, avenida e construção da cidade dourada.

Com um pensamento, me tornei um borrão dourado, surgindo na avenida principal que dava acesso ao imponente palácio dourado. Caminhei, observando os colossais golem destroçados, caídos sob diversas construções próximas da avenida de mármore. Árvores e outras plantas cresciam em meios as ruínas de belas construções, em todos lugares que minha consciência podia alcançar.

Mesmo em ruínas tinha uma beleza cativante.

Em uma praça próxima, havia imponentes estátuas de ouro e outros minérios preciosos, representando inúmeros deuses.

Na placa aos pés da estátua estava escrito: Godheim, cidade dos deuses.

“Godheim….Então essa é a origem dos deuses atuais de Aayós?” perguntei para mim mesmo.

Continuei caminhando até chegar ao imponente palácio de ouro.


Magusgod: A noite posto o capítulo 28 se eu terminar ainda hoje.

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