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No dia seguinte despertei com os seios macios de Mia pressionando meu rosto. Tinha me transformado em um travesseiro de dormir para as garotas, até mesmo Sofie estava enroscada em mim.

“Essa bruxa nada sincera!” falei com um sorriso.

As noites eram duras e frias em Aayós. Mesmo com grossos cobertores de pele ainda se sentia um pouco de frio. Mia e Sofie eram do tipo de garotas que odeiam frio, por esse motivo estamos nessa situação atual.

A cama da pousada coração partido, era confortável e o quarto relativamente menos frio do que o anterior. Pousadas de primeira classe, os quartos tem itens mágicos que aquecem o quarto durante a noite, deixando uma temperatura agradável.

Tenho pena do Bardo Sam, que provavelmente está dormindo sozinho em um quarto próximo. Sam se hospedou na mesma pousada que a nossa, já que somos da mesma equipe, temos que estar juntos.

Mas eu era o único permitido a dormir com elas.

“Talvez, eu deva comprar uma casa?” perguntei a mim mesmo.

Ficar indo de uma pousada para outra era desconfortável. Não era algo que eu pudesse chamar de meu lar. Queria proporcionar um lar para aquelas garotas, algo que pudéssemos chamar de nosso lar.

“Tenho muito o que pensar, provavelmente não iremos ficar muito tempo na cidade. Problemas com o pai de Kirk, com a casa nobre StoneBroken……Melhor pegar a recompensa e…..”

“O que está resmugando?” perguntou Sofie, coçando os olhos. Cabelos ondulados rosas era uma bagunça, vestia roupa de dormir de seda. Pode se chamar de revelador, se fosse Mia usando, eu não teria controle o suficiente para não tentar tocar nela. Porém era Sofie, seu corpo meio infantil não era muito atrativo. Não posso negar que seu rosto era belo, traços finos, lábios rosados e sedutores olhos âmbar.

Sempre tive vontade de tocar suas orelhas levemente pontudas, mas não estava pronto para perder minha vida.

“Ei, o que está olhando?” gritou ela se afastando.”Só porque dormimos na mesma cama, não vá pensando que eu gosto de você ou algo do tipo, entendeu? Entendeu?”

Eu sorri para ela.

“Sofie você é muito bonita” eu disse a ela, suas bochechas foram tingidas de vermelho.”Isso quando você está dormindo, e com a boca fechada.”

Eu ri.

“S-seu, garotinho…..Ah!!!!!” ela pulou em cima de mim, acertando seus punhos em meu peito. Não me machucou, meu corpo era resistente por causa das minhas habilidades passivas e meu nível alto. Me livrei do braço apertado de Mia, girei meu corpo, ficando por cima dela, prendendo suas mão no alto. “Ahh….O que você está fazendo, garoto irritante! Eu vou te matar!”

Eu sorri maliciosamente.

Aproximei meu rosto de suas orelhas pontudas e sussurrei:

“Essa é sua punição, por ser uma garota má.”

“O-o que você está planejando fazer….Ahhh….” lambi a ponta de sua orelha, depois mordi levemente, a lambendo.”Ah, pare com isso…Seu bastardo…Uuuu..”

Enquanto eu a punia, não parei para pensar como ou porque eu tinha feito aquilo. Como tudo que eu fazia era um instinto natural, um conhecimento vindo sabe-se lá de onde.

Não era certo o que eu estava fazendo, mas o rosto envergonhado dela, seu corpo se contorcendo na cama, era como um estimulo para mim. Algo dentro de mim, uma parte selada em meu subconsciente, parecia sussurrar palavras em minha mente, coisas ultrajantes que eu devia fazer com ela.

Eu estremeci, assustado comigo mesmo, que tipo de monstro eu era?

“F-foi o suficiente,certo?” perguntou Sofie com olhos marejados.

“S-sim…” eu respondi, soltando-a, afaguei seu cabelo ondulado, com um sorriso de desculpas. “Me perdoe, Sofie, acabei exagerando.”

“V-vou te perdoar somente dessa vez!” disse ela fazendo beicinho.

“Uma garota nada sincera!” eu sorri.

“I-idiota!” gritou ela, se arrumou e correu para fora do quarto.

Logo depois Mia despertou, espreguiçando seu belo corpo. Vestia uma camiseta simples de dormir, nada revelador ou que pode chamar de provocante. Porém, não importa que roupa ela use, sempre acaba se tornando provocador demais – especialmente a área dos seios.

“Bom dia Mia!” eu a cumprimentei.

Mia se levantou, alongando seu corpo, notei em suas coxas e braços hematomas roxos do tamanho de maçãs.

“Venha, vou tratar seus machucados.”

Ela sentou-se na cama, minha mão foi envolvida por luz Feérica. Comecei massageando seus braços, ela gemeu de dor, mas logo sua expressão se tornou de alivio. Após terminar com os braços, ela se deitou para facilitar a massagem. Comecei pelos pés, aos poucos fui subindo, massageando, tornozelos até chegar as suas macia coxa, um pouco dura, mesmo assim era charmosa.

Tive que engoli minha própria saliva.

“Algum lugar mais te encomoda?” perguntei, torcendo que ela falasse sim.

“Minhas costas doem…..Pode massagealas?” perguntou ela com olhos estranhos.

Limpei uma lágrima, agradeci aos deuses, e fiz que sim com a cabeça.

“Vou tratar todas partes do seu corpo!”

“O-obrigado, eu acho…”

Mia retirou sua camiseta, para minha surpresa não usava nada por baixo. Ela escondeu os seios com seus braços, deitou-se de bruços na cama. Acima de sua nádega, sua cauda prateada balançava animadamente.

“Seja gentil, ok?”

Parecia que os deuses estavam testando a pureza do meu coração. Me perguntei o que o meu antigo eu teria feito em uma situação como essa?

Comecei pela cintura, massageando gentilmente, aos poucos colocando mais força, mais pressão, provocando gemidos. Minhas mãos desenharam um caminho até seus ombros, acariciando, pressionando as maçãs roxas em suas costas, mordi meu lábio inferior, não gostava de ver ela machucada. Seus ombros eram duros, tensos, meus dedos massagearam habilmente, provocando tremores em seu corpo.

“….Ahnmm….” Mia soltou um gemido alto, estridente. Minha mão, desceu até duas costas, seguindo em baixo de seus braços. massageando a área próximo de seu seio.

Ela não protestou, eu continuei.

“Sabe, eu sou um homem” eu disse de repente.

“Um garoto técnicamente…Ahmmnn…” respondeu ela entre os gemidos baixos.

“Ainda sim, sou um homem, sem memória, que você não sabe se era um homem de bem ou um canalha. Eu poderia te atacar agora mesma, enquanto está mais vulnerável e fazer o que desejasse com seu corpo.”

Ela ficou em silêncio.

Aproximei meus lábios até suas orelhas de lobo.

“Você não sabe nada sobre mim” eu sussurrei em seus ouvidos, instintivamente minha mão envolveu seus seios, apalpando-os com força.”O que você irá fazer?”

Seu corpo estremeceu com minhas mãos apalpando seu seio.

Ela virou seu rosto, com um meio sorriso e falou:

“Não sei nada de você, nada sobre seus sonhos, sobre seus verdadeiros sentimentos. Mas você é um péssimo ator, Lyam, não tente bancar o vilão. E solte meus seios antes que eu quebre suas duas mãos.”

Eu ri, voltei a massagear seus ombros.

“Lyam, você é gentil por natureza, por esse motivo eu confio em você” disse ela com belo sorriso.

Eu sorri encabulado.

“Igênua” resmunguei.

Após terminar a massagem nos arrumamos. Vesti uma camiseta branca; calça de couro escuro; bota e luvas de couro de lobo escuro; Mia me ajudou a colocar a cota de malha de prata; depois o tabardo por cima e o cinturão de lobo escuro e por fim a capa azul vibrante.

Meus equipamento estavam gastos, era necessário reparos e comprar uma nova espada. Mia se vestiu rapidamente e descemos para o restaurante no primeiro andar. O salão era enorme, com várias mesas e funcionários atendendo os fregueses, eram aventureiros em sua maior parte, bebiam com um ar animado, verificando equipamentos, verificando no mapa as melhores áreas de caça.

Sofie e Sam, já quebravam o desjejum com pão, vinho e queijo.

Sam, usava seu chapéu azul adornado com três penas brancas. Cabelos loiros e olhos verdes, era o tipo de cara que mulheres se apaixonam. Ao lado de sua cadeira, estava seu inseparável alaúde.

Nos sentamos na mesma mesa, a funcionaria da pousada trouxe mais pão e vinho.

“Estamos parecendo nobres, comendo dessa maneira” Sofie resmungou, mordendo o pão, depois bebendo o vinho.

“Crianças não deviam beber vinho!” eu a provoquei.

“Para sua informação, eu sou mais velha do que você!” respondeu ela com um olhar azedo.

Franzi a testa.

“Sério, quantos anos?” perguntei curioso.

Ela sorriu maliciosamente e não respondeu.

Suspeitava que ela fosse mais velha, pela atitude e modos. Apesar de sua língua afiada, era cortês quando era de seu interesse.

“Mia, o que vamos fazer hoje?” perguntou Sofie me ignorando.

“Primeiro vamos pegar a recompensa com a associação dos aventureiros. Depois vamos a oficina do Tio, reparar nossos equipamentos e depois descansamos. Acabamos de sair de uma batalha, devemos descansar nossos corpos e relaxar nossa mentes!”

“Eu estava pensando em comprar uma casa para nós vivermos juntos” eu disse, súbito.”Quero dar um lar á vocês algo que possam chamar de casa.”

Mia e Sofie arregalaram os olhos, surpresos.

Sam riu.

“Não quero ser indelicado, mas, qual é o relacionamento entre vocês?” perguntou Sam.

Sofie ficou vermelha e gritou:

“Não temos nenhum tipo de relacionamento! Apenas companheiros de equipe!”

Mia não respondeu nada, seu olhar caiu sob mim. Eu também não sabia o que responder. Para mim estar com elas era natural, da mesma forma que e natural as estrelas adornarem o céu a noite.

Sam me encarou e perguntou:

“O que elas são para você, BlackWolf?”

Pensei o que ela significavam para mim, não houve resposta.

Respondi da melhor forma evasiva possível:

“Sam, você já se perguntou porquê o sol adornar os céus, afastando a escuridão e aquecendo nossos corações? Já se perguntou porquê a lua enfeita os céus durante a noite, nos banhando com sua luz pálida e encantando nossos olhos?”

Sam pegou seu alaúde, tocou uma das cordas, enquanto soltou uma risada alegre.

“Nunca me perguntei, porquê o sol e a lua de estarem lá, é apenas natural. Talvez um presente dos deuses para tornarem nossas vidas menos sombrias, encantando e inspirando paixões em nossos corações mortais. Mas, você não respondeu minha pergunta.”

Cortei um pedaço de queijo, depois bebi vinho para molhar a garganta.

“Eu respondi sua pergunta” disse para ele, encarei as duas garotas, naturalmente aquelas palavras deixaram minha boca.”Pode um mortal, viver sem seu sol e sua lua?”

“Talvez, jovem BlacWolf, você devesse ser um bardo, cada palavra sua e o florescer de um belo poema!”

Sofie tomou um grande gole de seu vinho, bateu o copo contra mesa, envergonhada, ela gritou:

“Eu não sou sua lua!!”

Mia sorriu satisfeita, não disse nada.

Sam coçou seu queijo, pensativo e perguntou:

“Se elas são o sol e a lua, o que seria a Santa Louise?” perguntou ele e completou:”Vocês cavalgaram juntos, até derrotou o Rei Orc Berserker, entregando o machado dele para ter sua graça, e foi recompensado com um beijo.”

O clima ficou tenso.

“O que?!” gritou Sofie, batento suas mãos contra a mesa.”V-vocês se beijaram?”

Mia me olhos friamente, estralando suas mãos, pronto para estoura minha cara com um soco.

“Nós, não nos beijamos! Foi na testa!” eu esclareci rapidamente.

“Verdade, mesmo assim, para Santa Louise que tem o coração mais frio do que a montanhas geladas de Jotunheim, o beijar na testa é algo que nenhum outro homem no mundo conseguiu!”

De alguma forma, gostaria de cortar a língua dele.

“Me enganei sobre você, Lyam! Coração gentil uma ova, você é um mulherengo!” disse Mia com um rosnado baixo.

Soltei um longo suspiro.

Graças ao bardo Sam, língua solta, eu estava entre a vida e a morte.

****

Após uma manhã saudável, seguimos para associação dos aventureiros. Como sempre as ruas estavam lotadas; aventureiros; conjuradores; comerciantes e nobres em suas carruagens. Seguiam com suas rotinas normais, como se nunca houvesse uma ameaça da Horda de Orc.

Dentro da associação dos aventureiros estava mais animado do que uma taverna cheio de anões fanfarrões. Equipes discutiam como investir as moedas de prata, outros bebiam, comemorando e gastando.

Quanto notaram minha presença, de repente todo salão ficou em silêncio.

“Ei, aquele não é o BlackWolf?” sussurrou um aventureiro.

“Sim, ouvi boatos que ele era o filho bastardo de Freyr!” sussurrou outro aventureiro.

“Dizem que ele derrotou o Rei Orc Berserker, com as mãos nuas!”

“Eu estava lá, quanto ele lutou contra o temível Rei Orc Berserker!”exclamou um aventureiro, grandalhão de cabelos e barba escura, carregando uma grande espada de duas mãos nas costas.

Ele sempre esteve por perto durante a batalha, gritando: “Pelo javali dourado de Freyr!”, enquanto eu avançava contra a Horda de Orc.

“Sério?! Fale, como foi a luta?!” perguntou vários aventureiros novatos que não participaram da luta.

Ele bebeu em um único gole a cerveja de seu caneco, derramando parte em sua barba escura, limpou os lábios com a costa da mão, e começou:

“Esse BlacWolf, um pequeno demônio assustador, isso que ele é! Quando os soldados molhavam as calças, aventureiros eram partidos em dois. Ele avançava contra a Horda, fatiando Orc como se fosse um bom pernil! Escudos eram partidos, lanças foram quebradas, cabeças rolavam aos seus pés e quando o Rei Orc Berserker olhou em seus olhos, juro por minha santa mãe e pelo javali dourado de Freyr, que o Rei Orc Berserker molhou suas calças, como uma garotinha medrosa!”

A história prosseguiu até um ponto em que eu arrancava a cabeça dele com as mãos nuas. Por um momento eu me perguntei qual história estava sendo contada.

“Uma história exagerada!” eu resmunguei.

“Metade das histórias contadas pelos bardos e guerreiros são exageradas. Homens tendem a enfeitar acontecimentos, transforma-los em heróis lendários. Jovem, BlackWolf, herói das colinas de Elba! Posso até imaginar as histórias que estão sendo contadas!”

Seguimos para o balcão das atendentes – especificamente para onde senhorita Kari estava. Mia a cumprimentou de bom humor, entregando seu cartão de identificação da associação dos aventureiros. Senhorita Kari murmurou algum encantamento, revelando a quantidade de Orc abatida.

“85 Orc abatidos!” sibilou ela surpresa.”Até agora e a maior pontuação entre os aventureiros!”

Ela paranebizou Mia. Para cada Orc abatido são três moedas de prata. Senhorita Kari fez uma conta rápida. Para cada 100 moedas de prata equivale a 1 de ouro. No total Mia recebeu um saco com 255 moedas de prata.

Olhos de aventureiros próximos brilharam de ganancia, mas não tentariam nada, não comigo ao seu lado.

“Fufu, agora é minha vez!” exclamou Sofie entregando seu cartão.

“30 Orc abatidos….” disse senhorita Kari com uma certa surpresa na voz.”Aqui, 90 moedas de prata!”

“Só pode haver um engano, como conseguiu derrotar 30 Orc?” perguntei incrédulo.

“Hump! Não me subestime garotinho, afinal eu sou a grande bruxa Sofie!” disse ela, acertando meu pé com seu cajado.

Depois, Sam entregou seu cartão. Ele derrotou 45 Orc, recebendo 135 moedas de prata.

“Aqui senhorita Kari!” entreguei meu cartão.

“Ok, aguarde um momento….” sua expressão gradualmente mudou, de tranquilidade para surpresa e depois espanto.”980 Orc abatidos! 70 Orc de guerra! 3 Troll e um Rei Orc Berserker! Mesmo eu tendo ouvido os rumores, não imaginei que teria abatido tantos Orc!”

Senhorita Kari tinha perdido a compostura.

“Aguarde um momento por favor!” disse ela, virou nos calcanhares e disparou em direção as escadas.

“Porque a reação exagerada?” perguntei.

“Oh, sério quer que eu te diga?” perguntou Sofie com sarcasmo.”Nenhum humano comum derrotaria tantos Orc, muito menos derrotaria 3 Troll e muito, muito, muito menos derrotaria um Rei Orc Berserker! Monstro rank B que seria necessário várias equipes de aventureiros rank C para subjugar!

“Ela está certa” concordou Sam.”Eu conheço alguns aventureiros rank C e B, aventureiros profissionais e bem equipados, mesmo assim não conseguiriam realizar sua façanha! Eu observei sua luta, movimentos com a espada, conjurações mágicas sem cânticos. Em termos de poder você rivalizar com aventureiro classificado rank A!”

De acordo com Sam, aventureiros classificação rank A e a porta de entrada para o mundo dos heróis. Só e considerado um aventureiro profissional ao chegar a classificação rank A! B até E são considerados novatos ou “aprendizes de aventureiros” como algum classificados rank A nos chamam.

Sam contou que aventureiros classificado rank A+ e S são aventureiros com poderes insanos, rivalizando com poderes de exércitos! Já os classificados S+ eram tão poderosos que não podem dar um passo sem avisar a associação dos aventureiros e reinos quais vão realizar a missão!

Senhorita Kari retornou com um senhor de idade de cabelos e barba branca. A primeira vista parecia um velho frágil, mas assim que se aproximou pude ver os músculos escondidos por seu gibão escuro.

Ela o apresentou:

“GrayWolfes, esse é o Grã-mestre da associação mágica de Elba, Zacky!”

Seus olhos escuros, afiados como duas espadas me fitaram. Seu olhar exalou uma estranho poder, envolvendo meu corpo, analisando minha força. Tentei lutar contra aquela força, mas foi inútil, aquele senhor era forte demais.

“Hum….Um jovem de grande poder você é…..” disse ele vagamente, alisando sua barba branca.”Vamos discutir esse assunto em uma sala privada!”

Grã-mestre Zacky e a senhorita Kari nos guiou por um corredor atrás do balcão das recepcionistas. Fomos guiados até o fim do corredor. Paramos diante uma porta de madeira pesada. Senhorita Kari abriu rapidamente a porta, revelando uma sala dominada por um tapete de pele de urso negro, com uma mesa no meio, ladeado por poltronas estofadas; prateleiras, repletas de livros, cobriam as paredes. No teto um lustre requintado fornecia iluminação ao local.

Grã-mestre acenou para sentarmos, enquanto Senhorita Kari ficou em pé ao seu lado.

“Vamos ao que interessa” disse ele, materializando sacos quase estourando de moedas de ouro sob a mesa. Sofie e Mia arregalaram os olhos e Sam assobiou impressionado.

Senhorita Karia começou a contagem:

“Para 980 Orc abatidos são 29 moedas de ouro e 40 moedas de prata!” ela me entregou uma bolsa de moedas de ouro quase estourando.

“Cada Orc de guerra vale 50 moedas de prata,você abateu 70 deles, são 35 moedas de ouro!” ela me entregou duas bolsas de ouro, uma com 20 moedas de ouro e outra com 15 moedas de ouro.

Senhorita Kari continuou:

“Cada Troll vale 5 moedas de ouro, você derrotou 3, são 15 moedas de ouro!” me entregou uma pequena bolsa com 15 moedas de ouro.”Um Rei Orc Berserker vale 30 moedas de ouro!”

No total eu havia recebido 109 moedas de ouro e 40 moedas de prata. Uma pequena fortuna até mesmo para aventureiros classificação rank B. Guardei a fortuna em diversas bolsas mágicas.

Grã-mestre suspirou.

“Seu poder ultrapassar um classificado rank B” começou ele.”Eu o promoveria direto para um rank B, porém sua equipe não é forte igual a você, missões rank B são muito perigosa com o poder atual deles, morreriam. Por esse motivo vou promover a equipe GrayWolfes a aventureiros classificados rank C!”

Sofie e Mia arregalaram os olhos, incrédulas, não acreditando que eram aventureiras classificadas rank C, no mesmo instante nossos cartões adquiriu uma coloração bronze. Fiquei surpreso, mais tarde Mia explicou que cada rank tem sua cor. Rank E – cor preta. Rank D – cor vermelho. Rank C – cor bronze. Rank B – cor prata. Rank A e A+ – cor ouro. Rank S e S+ – cor platina.

Sofie esfregava seu rosto contra seu cartão cor bronze, chorando de alegria.

“Não posso acreditar, somos aventureiros classificado rank C!” exclamou Mia, contraindo animadamente suas orelhas.

Grã-mestre se levantou e acenou para mim:

“Venha, jovem, acredito que deseja adquirir sua segunda classe!” disse ele com um sorriso.

Eu assenti.

“Eh?!!!” Mia, Sofie e senhorita Kari gritaram surpresa.

“Não pode ser…..Não faz quatros dias desde que você adquiriu sua primeira classe, como pode ter atingido rapidamente o nível 20?” Mia perguntou pasma, depois balançou a cabeça e falou:”Esqueça, você nunca foi normal, não sei porque ainda me surpreendo!”

“Eu atingi o nível 21 após derrotar aquele monte de Orc!” expliquei, enquanto seguimos para a sala da pedra do julgamento.

“Eu treino arte marciais desde que eu aprendi a andar, lutei muitas vezes com monstro, as vezes ficando entre a vida e a morte. Eu estou com 23 anos, e com muito esforço e trabalho eu estou no nível 12!”

Levei um choque ao ouvir suas palavras. Não havia parado para pensar na dificuldades que ambas levaram para chegar em seu níveis atuais. Desde que eu acordei naquela clareira na floresta, venho adquirindo habilidades e subindo de nível rapidamente.

Eu não estaria pisando no esforço de todos aqueles que se treinaram arduamente, para levantar suas habilidades e níveis?

Ao pensar nisso meu coração se tornou pesado.

“Lyam, esse é seu talento, seu poder, então, por favor não sinta culpado!” disse Mia com um sorriso.

Desenhei um meio sorriso.

Chegamos na sala em que a pedra do julgamento estava, para minha surpresa – ou não – Sr. Harrison estava sentado, preguiçosamente lendo seu livro. Grã-mestre Zacky fitou o conjurador de manto de cores berrantes. Ele trocou olhares com a senhorita Kari, como da última vez, ela chicoteou o piso com sua cauda escamosa.

Sr. Harrison deu um pulo de sua cadeira. Olhou para senhorita Kari, resmungou, e se comportou quando viu Grã-mestre.

“Um dia vocês vão matar esse velho do coração!” resmungou ele.

“Meu caro amigo, você vem falando isso desde que somos jovens!” gargalhou o Grã-mestre.”Pare de resmungo e ative essa pedra velha!”

Quanto ele me viu exclamou:

“Pelo javali dourado de Freyr, eu sabia que retornaria aqui mais cedo do que um aventureiro normal, mas não em apenas 3 dias!” resmungou ele caminhando até a pedra do julgamento, murmurou encantamentos e acenou com a mão.”Venha jovem, me surpreenda!”

Eu sorri encabulado , caminhei até a pedra do julgamento e respirei fundo. Toquei a pedra gélida, levou alguns minutos, então apareceu sete classes disponíveis:

「Andarilho Elemental」「Andarilho Sagrado」「Andarilho das Trevas」「Andarilho da Mente」「Andarilho do Sangue 」「Andarilho da Vida」「Andarilho da Morte」

“Impossível……Sete tipos diferentes de classe Andarilho!” Sr. Harrison exclamou pasmo. Mesmo o Grã-mestre se tornou pálido.

“Classe Andarilho e extremamente rara, que aparece entre as raças mais antigas de Aayós, nunca houve um humano classe andarilho em toda história!” Grã-mestre Zacky explicou, seus olhos se estreitaram e falou: “Jovem, escolha com sabedoria, andarilhos são mestres da magia, elemental, sagrado, trevas, mente, sangue, vida e morte. Escolha um dos ramos da magia, e você será um especialista no ramo mágico escolhido!”

Eu estava apenas a quatro dias em Aayós. Em poucos dias, vi o suficiente para saber que esse mundo não era gentil. Me lembrei como era não ter uma roupa, dormir no chão frio, depender da generosidade de outra pessoa.

Daquela vez eu tive a sorte de encontrar Mia e Sofie, mas, se algo igual acontecer, se houver um momento em que não tivemos dinheiro, como iremos sobreviver?

Precisava de uma classe que me concederia poder e um modo de ganhar dinheiro, sem ter que arriscar a vida delas.

Desejei do fundo do meu coração, naquele momento a pedra do julgamento mudou, um novo ícone apareceu entre as classes, uma que atenderia o meu desejo.

Por instinto movia minha mão.

Eu fiz minha escolha.

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