Magusgod: Eu fiz uma pequena mudança no capítulo 15. Para quem se lembrar Lyam, escolhe a classe 【Supreme God of War】. Eu alterei sua escolha para【Supreme Master of Magic】, ou seja ele vai continuar sendo um mago e não um guerreiro como eu anteriormente planejava. Fora essa mudança não houve outras alterações.


Batalha na fronteira! (1 Parte)

 

Ponto de vista Júlio relâmpago santo

 

 

Antes de ser chamado de relâmpago santo. Antes de me tornar um aventureiro rank S+, o auge do poder que um humano pode chegar. Eu era chamado Júlio, o fraco, um jovem sem nenhuma força que sonhava em ser o mais forte guerreiro de Aayós.

Na época, melhor do que ninguém, sabia que meu sonho era um absurdo. Mas isso nunca me fez desistir do meu sonho. Meu pai sempre disse para lutar por aquilo que acreditamos, não importa a dificuldade, os obstáculos, ou quão difícil seja o objetivo.

Por mais que seja impossível, dissera meu pai uma vez. Lute por seus sonhos. Aquele que não tenta, não luta, está se rendendo para sua própria fraqueza. Por que nada irá acontecer se você não se mover.

Por meus sonhos infantis, lutei, avancei sem me importar com os obstáculos á frente.

Não foi um caminho fácil. Muitas vezes pensei em desistir. Nesses momentos, meus caros amigos estendiam suas mãos me incentivando a seguir em frente. O honrado cavaleiro Grimald com seus ensinamentos do código de conduta de um cavaleiro. Britta, a sábia bruxa de Sungard. Lili pés leves, uma das melhores ladinas de toda Midgard. É o gentil Adonias, Bispo da santa igreja de Freyr, o mais poderoso usuário da magia sagrada de todo oeste.

Juntos, fizemos grandes conquistas. Nos tornamos a mais forte equipe de aventureiros de Sungard. Graças a eles, em nossas aventuras, encontrei em uma ruína antiga – antes da era Asgardiana – o Armamento Fantasma Godsword.

Eu havia dado um passo em direção ao meu sonho, me tornando um dos guerreiros mais poderosos de Midgard.

Acreditava que tudo seria daquela forma para sempre. Eu estava completamente enganado. Tudo mundo com a calamidade vermelha. O mundo enlouqueceu e muitos perderam suas habilidades. Eu não fui exceção. Mas eu tinha meu armamento fantasma. Mantive minha sanidade, ajudei meus amigos e aos poucos recuperamos nossas habilidades perdidas.

Sungard caiu em um estado de caos. Pilhagens, estupros e assassinatos ocorriam por todo território. Usei meus poderes para salvar quem podia, aos poucos, sem ao menos perceber, homens começaram a me seguir e lentamente restauramos a ordem.

Entretanto, grande parte da nobreza foi morta durante o caos, é o único com poder suficiente para manter as coisas em ordem, era eu e meus amigos. Sem muita escolha, assumi o papel de governante provisório e Sungard – com o tempo passaram a me chamar de rei de Sungard.

Aos poucos as coisas retornaram ao normal. Por cinco anos vivemos em paz. Até os boatos da queda de Alba se espalhar por todo oeste. Conquistada facilmente por um jovem mago. Depois chegaram seus padres, adoradores do deus das seis faces, espalhando conhecimento e palavras confortantes, dizendo que apesar de todos deuses terem nos abandonado, seu deus continuava a nos proteger.

A princípio não me importei, mas, Britta a sábia bruxa de Sungard havia percebido o veneno nas palavras do novo deus. Me alertou. Então percebi o objetivo do duque de Alba: atrair a população dos territórios ao redor para seu próprio território.

Enquanto ele aumentava seus números, ao mesmo tempo, diminuía as nossas forças. Um golpe inteligente. Mas era apenas o começo. Depois vieram seus comerciantes, trazendo boas novas e mercadorias que estavam em falta nas cidades.

Boatos se espalharam sobre Alba, em um piscar de olhos centenas se mudavam para o território de Alba. Houve senhores da guerra que tentaram impedir, causando um verdadeiro massacre, servindo apenas para alimentar as chamas do ódio contra os senhores da guerra do oeste.

Em menos de um ano, Alba se tornou o segundo território mais poderoso do oeste. O culto do deus das seis faces se espalhava por todo oeste como fogo na palha. Meus espiões, contavam sobre armas estranhas, um exército de demônios sendo criados no subsolo de Alba.

Eu havia ignorado o duque de Alba, por não ser um tirano com seu povo, por não criar nenhum conflito diretamente. Eu havia cometido um erro. Ficou claro que seus planos envolvia todo oeste.

Ele estava preparando-se para uma guerra, e eu era o único que podia o parar.

 

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Após dois dias de cavalgada até as fronteira de Alba, montamos acampamento nas planícies. Na maior tenda de todas, eu e meus comandantes estávamos em reunião, discutindo a estratégia da batalha ao redor de um grande mapa sobre uma mesa de madeira.

“Os batedores confirmaram que o duque de Alba marcha com 2.000 homens em nossa direção” relatou Lili apontando para o mapa, traçando o caminho de sua marcha. Então seu rosto tornou-se sombrio e relatou:”Há informações que os senhores da guerra de Gryfon, Rygarden, Lorem, Guntom, atacaram Alba ao mesmo tempo em direções diferentes….”

“É todos foram aniquilados por uma magia de alto nível que pode ser conjurada a distância” completou a sábia bruxa de Sungard, Britta.”Acredito que todos suspeitavam essa possibilidade, depois de ver as imensas colunas de fumaça negra no horizonte.”

Um clima tenso estava no ar. Estávamos em maior número, 4.000 homens bem equipados, batizados em inúmeras batalhas para proteger Sungard. Mesmo assim, nos olhos de cada comandante havia temor.

“Ele não vai nos atacar como atacou os outros senhores da guerra” falou Grimald acariciando sua vasta barba grisalha.”Caso contrário já teríamos sidos atacados á essa altura. É possível que o duque de Alba não possa usar esse magia muitas vezes por dia. Se for esse o caso, amanhã podemos esmagar suas tropas com nossa cavalaria pesada.”

Britta, ajeitou seu chapéu pontudo de bruxa e falou:

“Infelizmente não acho que esse seja o caso, Grimald.”

Todos ficaram em silêncio na tenda. Não sabíamos o que o duque planejava fazer. Suas ações não faziam sentido. Por quê ele mandaria suas tropas contra nós, quando ele pode simplesmente nos atacar com sua magia de alto nível de longa distância?

“Sinto que ele não deseja nos destruir” falou Adonias quebrando o silêncio. Era um homem magro, vestindo trajes sacerdotais com símbolos sagrados. Segurava um cetro dourado com runas sagradas gravadas.

“Se ele não quer nos destruir, o que ele deseja, Bispo?” perguntei.

“O duque de Alba, apesar de ser um pouco impulsivo, é um homem inteligente. Cada passo tem um motivo e uma razão. Se ele não nos destruiu como os demais senhores da guerra, resta uma única razão.”

“Qual?”

“Nos dominar e aumentar suas forças” respondeu o bispo pausadamente.”Seja lá o que for que ele está planejando, não se resume somente ao oeste. Sinto, meu caros amigos, que o duque de Alba é mais do que podemos ver. Mesmo quilômetros de distância, posso sentir a poderosa magia antiga usada na era Asgardiana.”

Todos respeitavam os bispo, e ouviam com cuidado suas palavras. Era claro o alerta em sua voz. Não vamos enfrentar um mero senhor da guerra.

“Amanhã saberemos suas verdadeiras intenções” eu disse.”Já está tarde. Todos vão descansar. Amanhã teremos uma grande batalha.”

Dispensei todos e fomos descansar.

No dia seguinte continuamos a marcha, ficando de frente com o exército de Alba.

 

 

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Ponto de vista princesa Susana

 

O inverno havia acabado e com o inicio do verão se teve início a grande guerra do oeste. Lembro-me quando era uma criança, dos dias de comemoração nos vastos salões do palácio de Sidon, quando os bardos cantavam sobre as conquistas dos meus antepassados, os poderosos Pendragon, travando épicas batalhas.

Eu era uma princesa, me casaria com algum Duque com grande influência em Midgard e passaria o resto da minha vida nas propriedades do meu marido. Esse era meu destino, até acontecer a calamidade vermelha e o mundo virá de cabeça abaixo.

É agora aqui estava eu, a última Pendragon, montada em um cavalo de guerra branco, cavalgando para guerra. Eu estava vestindo uma longa cota de malha justa, grudada em meu corpo esguio, de argolas bem entrelaçadas feitos de um metal dourado. Por cima da cota de malha, usava um longo manto vermelho real.

Dois porta estandartes, me seguiam com o estandartes esvoaçantes dos Pendragon – um dragão dourado sobre um campo azul. Atrás deles, montados em grandes cavalos de guerra negro, vestindo armadura escura com elmos com placas faciais, eram o 500 melhores guerreiros de toda Midgard – os cães de guerra do duque Alba, os Argonautas.

Carregavam em suas costas, sobre o manto branco bordado com o símbolo da ordem dos Argonautas, um grande machado de guerra. Na cintura uma espada na bainha e no braço esquerdo um escudo redondo.

Atrás deles, seguiam mais 500 cavaleiros vestindo placas completas de armadura, liderado pelo, recém promovido a comandante-cavaleiro, Ivo. Após aplicação do vírus, ele evoluiu para um dragonewt. Atrás dos cavaleiros, 200 caçadores de elite, liderado por Abhi seguia a pé, seguido por Raed, um poderoso Alto Ogro liderando uma pequena Horda de 800 Orc.

Estávamos cavalgando pelas pastagens em direção a fronteira do norte.

Sobrevoando sobre nossas cabeças, havia um magnifico dragão de penas brancas, cujas asas projetavam imensas sombras sobre as planícies. Era um dragão feérico, e montado em seu dorso, com olhar apático, estava o comandante supremo Lyam Marwe Nótus Alba.

Não havia som de tambores de guerra ou o som de berrantes. Nossa marcha seguia em frente sob o som do bater de asas de um poderoso dragão e o assustador silêncio do mais poderoso mago conhecido de toda Aayós, cujas palavras de poder pode devastar cidades inteiras.

Horas depois as forças de Sungard chegaram, e quando nos viram, viram suas mortes e rezaram a seus deuses por um milagre.

Mas não haveria milagre.

Não naquele dia.

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