A verdade por trás da Horda

 

 

Um Forte Orc havia sido criado diante a ponte que cruzava o rio Skajet. As paliçadas eram altas e os trocos maciço e para dificultar qualquer tentativa de ataque havia sido escavado um fosso fundo e lamacento pela chuvas dos últimos dias. Do outro lado da ponte havia sido construído uma cidade, havia um grande salão de madeira, e ao redor choupanas menores de madeira e com tetos de palhas.

“Ei, Ania, tem certeza que foram os Orc que conquistaram todo leste?”

Os Orc eram estúpidos e burros como uma porta. Independente de ter ficado um pouco inteligente, custava acreditar que tivessem inteligência o suficiente para construírem um forte tão elaborado e choupanas melhores do que as da aldeia torre.

“Eu não disse que eles ficaram mais inteligentes?” respondeu baixinho e apontou um dedo para uma patrulha vinda do sul. “Ele estão diferentes. Esqueça os Orc que o senhor conheceu no passado. Eles são maiores, mais fortes e inteligentes, nós o chamamos de Grimmur, está vendo a diferença?”

Eu estava vendo a diferença. Os novos Orc, Grimmur, era altos, quase dois metros de altura, corpos robustos e musculosos. Seus rostos eram cruéis, presas para fora da boca, olhos escuros brilhando de inteligência . Longos cabelos trançados e presos com aros de prata e ouro adquiridos de saques. Trajavam cota de malha, machados de guerra e escudo redondos com a borda de ferro.

Ao ver os Grimmur compreendi uma coisa fundamental.

Os Orc não eram mais monstros estúpidos que eu conhecia. Agora eram humanoides inteligentes. E caso minha teoria estiver correta, todos monstros humanoides estúpidos podem ter passado pela mesma mudança. O que me faz acreditar que o sistema que regia Aayós além de funcionar como um ajudante de evolução para as outras raças, também funcionava como um limitador para certos tipos de monstros humanoides.

“Sim” admiti com certa relutância. “Mas não muda o fato que eu vou exterminar todos. Inteligentes ou não, vão pagar por seus atos. Esse é o momento perfeito para testar o armamento Demoníaco Rabbit Busty. Lembra das palavra chave de liberação?”

“Sim, senhor…..Mas vai ser forte o suficiente para enfrentar todos eles?”

“Sim, espere aproximarem cem metros de nossa localização” a patrulha Orc seguia nossa a estrada sentido a leste. Contei cinco deles, três eram guerreiros e oa outros dois eram arqueiros. Pareciam um pouco despreocupados, talvez acreditassem que nenhum humano seria tolo suficiente para entrar em seu território. “Agora, vai, elimine todos!”

“Sim, senhor!” respondeu com certo nervosismo e levantou o braço direito aonde estava a pulseira de prata.”Armamento Demoníaco Rabbit Busty!「Gear Up」!”

A pulseira de prata emitiu uma luz negra e engolfou todo corpo de Ania. Era como eu havia imaginado. Por um breve momento – menos de um segundo -, suas roupas desapareceram, deixando a nua. Tempo suficiente para minha memória fotográfica gravar todo corpo de Ania em minha mente. Que bela visão!

Então Ania foi equipada com o Armamento Demoníaco Rabbit Busty.

Calçava tamanco alto, escuro como a noite, e as pernas delgada envolta em meias brancas que se estendiam por baixo da saia justa do uniforme de empregada. Ela estava usando luvas longas de pele de dragão negro e os dedos formavam garras. Cintura envolta por uma cinta escura enfeitado por broches de cabeça de coelhos de prata aonde ficava preso duas adagas afiadas. É seu rosto era coberto por uma bela máscara branca de coelho entalhado com um largo sorriso revelando presas e três olhos vermelhos.

Eu não estava diante de Ania a cozinheira e mulher gentil que cuidou de mim com tanto fervor. Estava lá um demônio, irradiando uma pressão sufocante de uma matadora pronta para trucidar a patrulha Orc ao meu comando.

“Mate todos!” ordenei e ela matou.

Ela correu como o vento, passos silenciosos e elegantes. Havia lugares na estrada com poças de lamas e pedras espalhadas, mas não importava, Ania era como um espectro sem forma física. Não deixando uma única pegada na estrada. Quando alcançou a patrulha Orc retirou uma das adagas, com um corte límpido sem qualquer ruído, cortou suavemente a garganta de um dos Orc guerreiro, salpicando sua cota de malha com sangue. Seus companheiros demoraram para reagir. Os dois Orc guerreiros restante levantaram seus escudos redondos e empunharam seus machados de guerra. Pareciam confusos e assustados, olhando freneticamente para todos lados.

“Em cima!” avisou o Orc arqueiro num tom gutural.

Acima do Orc guerreiro a direita estava Ania, com uma das pernas estendidas, visando acertar um chute alto na cabeça do Orc com a sola do tamanco de escamas de dragão negro. Houve um estrondo, o chute acertou a cabeça desprotegida do Orc guerreiro, e o chute foi tão potente que rachou o crânio e quebrou o pescoço do Orc em um instante.

Muito poderoso!

Eu senti arrepios ao ver essa cena diante meus olhos.

“Sinto que estou criando um monstro.”

Para ter uma ideia do poder de Ania nesse momento. Mesmo Llachar com sua armadura Raposa Gananciosa não suportaria a força e pressão dos golpes dela. Armamento Demoníaco Rabbit Busty estava em um nível completamente diferente.

“Quando eu retornar preciso atualizar o equipamento de Llachar.”

Naquele momento lembrei de Llachar. Seus rosto firme e ao mesmo tempo gracioso e seu incomum longo cabelo ruivo. É aquele seu olhos verdes paqueradores e seus lábios carnudos sempre formando um sorriso provocador. É se existe algo que define bem a palavra pecado, era o corpo sem vestes de Llachar e seus seios enormes.

Não desejava lembrar dela. De nenhuma delas. Era doloroso demais.

“Droga, estou ficando sentimental!” resmunguei limpando uma pequena lágrima de saudade.

De forma apavorada, o último Orc guerreiro, brandiu seu machado de guerra enquanto Ania ainda estava no ar. Ania girou seu corpo no ar, retirou a segunda adaga, aparou o golpe do machado de guerra com uma das adagas, enquanto a outra, como um raio, perfurou o crânio do Orc matando-o imediatamente. Os dois Orc arqueiros deu um passo para trás, enquanto disparavam flechas contra Ania. Sem hesitar, caminhou tranquilamente em direção as flechas sibilantes, aparando com uma sincronia perfeita cada flecha.

Antes que pudessem disparar outra vez, Ania estava sob os dois Orc arqueiros, braços estendidos, empunhando as duas adagas mortais.

Não sei o que eles pensaram, e te fato nem me importava. Mas vi desespero em seus olhos. É por que não entrariam em desespero? Eles estavam diante uma predadora, máscara horripilante, adagas cortantes e nenhum de seus ataques acertava o inimigo desconhecido diante seus olhos. Quem não entraria em desespero?

Entretanto não importava o que estavam sentindo. Suas gargantas foram cortadas, caíram no chão, olhos sem vida encarando a escuridão.

“Ania, retire a cota de malha dos Orc guerreiros e qualquer coisa de valor.”

“Sim, senhor!” sua voz saiu abafada pela máscara. Ajudei a levar os corpos para fora da estrada.

Quando arrastamos o último corpo. Ania começou a despir os Orc de seus equipamentos e jogou em um canto do solo irregular qualquer coisa de valor. Fiquei surpreso com os bons equipamento que carregavam. Todos eles tinham braceletes de prata e o que parecia ser o líder tinha aros de ouro em seu cabelo. Parecia que os braceletes demonstravam status dentro da tribo dos Orc.

“Eles desenvolveram um certo nível de civilização” verifiquei as cotas de malhas e os machados de guerra. Não eram rústicos e também não parecia ter sido forjado por ferreiros humanos. Não acreditava que um bando de Orc que se tornaram inteligentes apenas cinco anos atrás poderia ter forjado tais armas. “Sinto que estou deixando passar algum coisa importante.”

Então, como se um dragão de vestido tivesse acabado de passar voando pelo céu, meus olhos arregalaram e eu tive uma terrível sensação de que eu sabia o que estava por trás daqueles Orc. Na verdade um pensamento acabou passando por minha mente de quem estava por trás da Horda.

Entretanto era impossível.

“Ania, houve ataques semelhantes da Horda em outros lugares além do Leste?” perguntei.

“Não” respondeu enquanto recolhia uma aljava cheia de flechas.”Até hoje apenas o leste foi atacado pela Horda. Bárbaros no Sul. Gigantes de gelo no Norte e um bando de humanos inescrupulosos lutando por cada pedaço de terra no Oeste.”

A resposta de Ania refutou minha teoria de que os monstros tivessem ganhado inteligência após a queda do sistema de Aayós. Por que se fosse o caso haveria outros monstros inteligentes atacando em todos cantos de Aayós.

A ideia originalmente impossível começou a fazer sentido e explicar todas singularidade sobre os Orc da Horda. Para ter 100% de certeza aproximei de um dos corpos e olhe atrás do pescoço do Orc. De repente senti minhas pernas fracas e meu rosto empalideceu.

“Senhor, tem algo errado?” perguntou ela, me segurando para não cair.

“Estou bem, Ania” respondi com um sorriso fraco. Ela não acreditou. Mas me soltou e eu verifiquei todos corpos. Atrás do pescoço, encontrei o que estava procurando: uma marca. Aquilo confirmava minha suspeita e agora tudo fazia sentido. Todas peças estavam encaixadas formando a imagem do que estava por trás da Horda.”Ania, vamos mudar o plano original.” olhei para o forte e a cidade após a ponte.”Minha sede de vingança havia nublado meus pensamento. Não posso condena-lós.”

“É o que o senhor pretende fazer?” perguntou confusa.

Minutos atrás eu queria todos mortos. Entretanto as coisas mudaram. Tudo mudou. Não poderia exterminá-los como um bando de cães sarnentos.

“Para o bem de Aayós” eu disse com firmeza. “Temos que conquistar esse forte. Conquistar os Orc ao invés de matá-los.”

“As pessoas, senhor” disse Ania hesitante. “Não vão ver isso com bons olhos. Perdemos pessoas queridas durante o ataque da Horda.” sua voz tremeu um pouco e falou: “Vão te odiar, senhor.”

“Serei odiado tanto fazendo o bem como fazendo o mal” respondi com indiferença. “Não forçou ninguém a me seguir” completei com firmeza.”É caso seja demais para você, Ania, eu te libero do seu juramento.”

“Jurei servir o senhor” disse ela indignada.”É não vou quebrar esse juramento.” sorri para ela. Num tom mais calmo perguntou: “Como vai conquistar eles?”

“Se eu estiver certo, eles vão obedecer o mais forte” respondi com um sorriso.”É não há ninguém mais forte do que eu no mundo! Vamos, Ania! No futuro os bardos vão cantar como, eu e sua coelha conquistaram um forte Orc em um única noite!”

Naquela noite eu criaria uma lenda. Aonde, no futuro me chamariam de Lhyam o abençoado e a sua coelha santa enviada por deus. Conquistaram uma importante cidade da Horda. Mas essa é uma história para outra hora.

Naquele momento eu precisava conquistar uma cidade e para cumprir meu desejo. Seria necessário força e terror.

E eu tinha ambos.

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