Ambição de um Chaos Ruler!

 

 

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O QG da Ordem dos Argonautas era localizado no centro de Argus, aonde uma vez era situado a Academia Mágica Real. Durante a calamidade do Rei Demônio Ancestral, muitas áreas de Cysgod havia sido destruído.

Durante a reconstrução das áreas destruídas. Havia sido decidido que a Academia Mágica Real seria construído em outro local e no lugar da academia seria estabelecido a sede da Ordem dos Argonautas.

A carruagem parou de frente aos portões do QG da Ordem dos Argonautas. Afastei as venezianas revelando uma cena fantástica.

Todo QG era cercado por grandes muros de rocha sólida e revestido por uma argamassa especial que reforça as defesas da muralha. No portão principal. Dois Mecha com dez metros de altura, de blindagem escura, segurando armas de fogo mágico ladeava a entrada do portão de aço.

Nas muralhas, soldados constantemente passava fazendo ronda. Eram equipados com uma espécie de blindagem escura por todo corpo – apesar de parecer pesar bastante, era muito leve e tão resistente quando mithril -, e carregavam armas de fogo mágico.

O vento soprava, balançando gloriosamente sob o sol radiante, os estandartes da Ordem: uma bandeira negra com um sol dourado cruzado por dois raios.

Só por ver aquela cena, enchia de orgulho meu coração por ter criado a Ordem dos Argonautas.

Um Soldado de uniforme escuro com três estrelas de prata, seguido por dois soldados armados vestindo uma blindagem protetora deixou o posto de controle e abordou a carruagem.

Apenas oficiais e pilotos de Mecha tem estrelas de prata em seus uniformes. Provavelmente era um oficial responsável pelo portão principal. Os dois soldados atrás dele vestindo uma blindagem protetora tinham cinco estrelas de bronze o que significava que eram apenas soldados, mas pela blindagem que usavam significava que são da infantaria pesada.

―Identifique-se! ―gritou o oficial.

―Lucius Einloflt! ―gritei em resposta ao abrir a porta da carruagem e entreguei uma identificação da Ordem para o oficial. ―Agente Especial do Setor de Inteligência.

O oficial analisou a identificação e ao descobrir que eu era um oficial superior. Suas costas ficaram eretas como um espada, e moveu a mão direita até a cabeça, seguido pelos soldados, prestando continência militar.

Ótima reação, pensei. Vejo que passaram pelo treinamento padrão. Pelo visto estão seguindo as diretrizes que eu deixei para trás.

―Descansar, soldado.

Falei movendo a mão casualmente.

―Senhor, por favor siga em frente! ―e gritou em direção ao portão de aço:―Abram os portões!

Os portões de aço foram abertos lentamente.

Voltei para dentro da carruagem. Seguido pelos relincho dos cavalos, a carruagem colocou-se em movimento seguindo para dentro do QG da Ordem.

 

 

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A carruagem passou por vários galpões repletos de Mecha e pequenos navios mágicos de carga, ancorados. Pela estrada, recrutas corriam sob os gritos de um instrutor. Mas a frente, em um campo aberto ocorria um duelo entre dois Mecha de treinamento, fazendo a terra tremer cada passo dos gigantes de aço.

São bons guerreiros, pensei. Treinam duro. Suas determinações são como aço. Mas, mesmo assim não são o suficiente para enfrentar o Império Demoníaco. São humanos, forjados de carne e ossos fracos, assim como uma vez eu fui. Preciso de guerreiros com ossos de aço, carne de aço, corações de aço.

Muitos pensamentos passaram por minha cabeça. Eu havia reunido vários matérias com o propósito de construir uma armada de naves mágicas de guerra. Naves Mágicas de guerra verdadeiros. E não aqueles navios cargueiro construídos pela Ordem dos Argonautas.

Os navios mágicos criados pela Ordem seguia o conceito do reatores mágicos e blindagens dos mecha. Era um dos projetos que havia deixado para trás em uma das minha oficinas. Estava bastante surpreso por conseguirem colocar uma tecnologia tão complicada em uso.

Mas……

Os navios mágicos voadores originalmente foram projetado com canhões mágicos. No entanto, nenhum dos navios mágicos da Ordem era equipado com canhões mágicos. Nenhuma arma se quer! Meus belos navios de guerra, projetados com proposito de guerra, agora servia apenas para transporte de carga!

Droga, vocês ainda são humanos?!

Não tem corações?!

Era o que meu coração estava gritando naquele momento.

O que fizeram com meus navios mágicos de guerra, para mim era o mesmo ato de castrar um cão.

Por essa razão eu havia reunido inúmeros recursos, não apenas de Argus, mas também de Aayós. Uma das minhas características como Chaos Ruler era a capacidade de viajar entre as dimensões e abrir e fechar portais.

Em vários galpões comprados por mim em Cysgod, alterei a estrutura dimensional para ter um enorme espaço. Espaço suficiente para construir minha própria frota de guerra. Nesse exato momento, a construção dos meus leviatã – navios mágicos voadores de guerra – seguia a todo vapor.

Em breve estaria pronto para nivelar todo impérios demoníaco e qualquer coisa que entrar em meu caminho.

Contudo….

Um bom navio precisava de uma tripulação adequada. Membros da ordem dos Argonautas não seria adequados, nem mesmo os humanos geneticamente modificados por mim em Aayós.

Precisava de guerreiros com ossos de aço, carne de aço, e corações de aço. Precisa de uma raça de conquistadores. Feitos para guerra. Com um desejo insaciável de conquista.

O Virus-E -uma criação minha que força auto-evolução em um ser vivo -, poderia resolver o problema. No entanto havia jurado ao Deus cara de fuinha, que não voltaria a pesquisar e utilizar o Virus-E. Apesar de eu ser muito egoísta, e não gostar nem um pouco de Arthur. Não vou quebrar minha promessa.

Cada Deus Verdadeiro criou uma raça a sua própria imagem, pensei. Está na hora de criar uma raça a minha própria imagem. Uma raça de fará impérios tremerem. Um raça que conquistará mundos. Uma raça de conquistadores.

Meu coração disparou com esse pensamento. Antes estava hesitante em criar minha própria raça, mas agora toda hesitação se foi. Eu criaria uma raça a minha própria imagem, uma raça de conquistadores.

Depois que falar com a rainha já havia definido meu próximo passo: criar uma nova raça!

―Eu que pensava em ficar nas sombras por mais tempo, parece que não vai ser como eu havia planejado. O dia que Lyam Marwe ressurgir, será com uma frota de guerra, com uma raça de conquistadores. Nesse dia começara uma nova era. Uma nova era que será lembrada por todos como o advento do nascimento de um novo Império. Um Império que não terá fronteiras. Que irá engolir mundos.

Por um momento me deixei me levar por minhas próprias ambições. Em Aayós eu havia falado que não desejava ser rei, que não desejava usar uma coroa. Eu não estava mentindo. Por que minha ambição era muito maior. Não era limitado por ter controle sobre apenas um reino.

O que eu visava era todos reinos, todos mundos, todos universos.

Eu seria um Todo-Poderoso Deus Imperador do Universo. Eu assumiria o Trono vazio deixado pelo Deus Criador Virkelighet.

Reis, Deuses, Imortais ou mortais, todo ser vivo irá prostrar-se diante de mim.

Essa era minha ambição.

Ambição de um Chaos Ruler – ter o controle absoluto sobre o universo.

Tudo começaria em Argus, mas antes de fazer qualquer coisa, precisava descobrir a verdadeira identidade da falsa loli. E saber o que ela está escondendo no subterrâneo de Argus.

Enquanto eu delirava, em pouco tempo a carruagem deixou os últimos galpões para trás, chegando até uma elegante edifício que parecia um palácio, sede do QG do Setor de Inteligência.

Deixei a carruagem e segui até o escritório da Comandante do Setor de Inteligência, Charlotte Gwaed.

 

 

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Ponto de vista Charlotte

 

 

A última coisa que eu queria fazer naquela tarde era ver o rosto irritante daquele cara. Mas lá estava ele em meu escritório, sentado de frente comigo com aquele maldito sorriso travesso.

Ele vestia um terno aristocrático carmesim com abotoaduras e bordados de ouro. Seu longo cabelo comprido estava amarrado com uma fita de seda, emoldurando seu rosto de traços juvenil.

Seus olhos azuis claros brilhavam com vivacidade, seduzindo as pessoas que o olhavam.

Apesar de sua aparência cativante, ele não era um homem para se subestimar. Ele irradiava uma pressão que somente seres que carregam um grande poder possui.

De todo modo, ele combinava perfeitamente com a descrição de uma pessoa irritante.

Ele era Lyam Marwe.

Um grande mago e gênio de intelecto desumano que havia desaparecido dezessete anos atrás.
―Pode para de sorrir para mim, por favor? ―eu disse com um sorriso frio. ―Seu sorriso está me enjoando.

Ele continuou sorrindo para me provocar.

Ficamos lá nos olhando, sem falar nada.

Por algum motivo meu rosto estava ficando vermelho.

―Pare de sorrir igual um idiota! ―rosnei.

Sinceramente, ele me irritava.

Não havia outra pessoa no mundo – além de Lhyana -, que conseguia me irritar igual ele. Desde seu sorriso á suas palavra mexia comigo, em um nível que quase me enlouquecia.

Dezessete anos atrás, quando desapareceu de minha vida. Eu havia pensado “ah, estou livre daquele cara irritante”, mas logo que passou um dia e percebi que realmente ele havia ido embora de minha vida. Senti uma tristeza que não poderia ser expressada em palavras e uma solidão sufocante.

Nesses dezessete anos, para preencher o vazio deixado por ele, trabalhei sem descansar na Ordem dos Argonautas levando-a ao se tornar um dos pilares fundamentais do Reino de Argus.

Agora que paro pensar, como uma comandante, foi realmente constrangedor chorar feito uma criança no dia do reencontro com Lyam.

―Vejo que continua com essa atitude nada sincera ―disse ele agora com um sorriso provocador. ―Uma verdadeira tsundere, garota demônio.

―….Você….―rosnei com raiva. ―Charlotte! Charlotte esse é meu nome! Bastardo! Quem você está chamando de tsundere? Aliás o que é uma tsundere? Não espera não precisa explicar, na verdade não quero saber….

Droga, em poucas palavras ele fez eu perder o controle sobre minhas emoções.

Um dia eu vou matá-lo.

―Suas reações continuam divertidas como sempre! Hahaha! ―gargalhou. ―Charlotte, amo ver seu rosto bravo. Simplesmente é encantador demais!

―Você parece ter prazer em me irritar―acusei.

―Claro! Por que não? ―perguntou. ―Normalmente você mantém um rosto indiferente, de certa forma frio. Mas, quanto está brava revela uma miríade de expressões diferentes. Quanto vejo essas expressões diferentes, expressões novas de uma Charlotte que não conheço, simplesmente meu coração enche de felicidade!

É lá vem ele com as doces palavras, pensei comigo mesma. Para quantas mulheres ele já disse essas palavras? Quantas mulheres ele já beijou com esses lábios? Com quantas mulheres ele já dormiu?

Ele continuou falando e eu perdida em meus próprios pensamentos.Eu não queria ser mais uma garota do “harém de Lyam”, mas ao mesmo tempo eu queria está em seus braços.

Pensando bem, naquela época não havíamos deitado na mesma cama, pensei. Será que ele não tem interesse em meu corpo?

Sacudi a cabeça, afastando meus pensamentos indecentes. Não era como se eu quisesse deitar com ele, não é nada disso! Apenas estava pensando se ele acha meu corpo atraente…..Espera ai, o que estou falando?!!

―Ahhhhhh! Droga, Lyam seu idiota! O que você está me fazendo pensar?! Cretino! Indecente! Eu te odeio!

―Eh?

―Eh? Essa é sua reação? ―rosnei irritada. ―Para um mulherengo nato você é bastante lerdo! Deixa pra lá, vamos direto para o assunto! Por quê você está aqui?

Ele levantou a mão até seu queixo e fez aquele olhar idiota ao falar:

―Claro, era para ver seu belo rosto irritado!

Cerrei os punhos, e acertei minha mesa com força. O estrondo do impacto ecoou pelo escritório, papéis voaram para todo lado.

―Lyam, eu não estou brincando. Vou pergunta pela última vez: por quê está aqui?

Ele se encostou na cadeira e soltou um longo suspiro.

Ficou em silêncio, como estivesse pensando em algo.

Minutos depois, seu olhar se tornou sério e ele me encarou.

―Charlotte ―disse ele. ―Preciso de sua ajuda.

―Eu me recuso.

―Eu estou falando sério!

―Eu me recuso, dá o fora!

―Se você não me ajudar eu vou morrer! Estou falando sério!

―Simplesmente morra, e me deixa em paz!

―Não seja fria, vai mesmo deixar eu, o homem que tanto ama, morrer?

Fiquei em silêncio. Apesar que ele está falando que se trata de um assunto sério, tenho 99% de certeza que se trata de um assunto idiota.

Suspirei, levantando as mãos para cima em sinal de rendição.

―Eu desisto, fale do que se trata.

Lyam se curvou para frente, apoiando seus cotovelos sobre a mesa, com as mãos entrelaçada sob o queixo.

Seus lábios se curvaram para cima e seu olhar realmente parecia maligno.

―Charlotte você realmente quer saber?

―Sim, sim, sim, quero saber, vamos conte logo.

―Está preparada para a verdade?

―Estou preparada para socar sua cara se não me contar logo!

―Charlotte, preciso ter uma audiência com aquela pessoa!

Ela? De quem ele está falando? Por quê ele está tremendo?

Mentalmente listei todas mulheres que era capaz de fazer ele tremer daquela forma. Logo cheguei a três nomes: Duquesa Arian Muggul e a Rainha Ellena Argus.

A duquesa estava fora do reino, trabalhando como uma emissária nos pequenos reinos ao redor dos três grandes Impérios.

Então, a pessoa que ele estava se referindo como “aquela pessoa” de forma desrespeitosa, era a Vossa Majestade Ellena Argus.

―Você está a meio mês na capital e ainda não falou com a Vossa Majestade?

―Sabe, aquela Loli Falsa e meio intimidante ―disse ele. ―Enfim, preciso ter uma audiência com ela, mas não quero ficar sozinho com ela. Por essa razão preciso de sua ajuda, não é nada complicado, apenas me acompanhe até o palácio.

Soltei um longo suspiro.

Às vezes me perguntava se tudo o que ele fazia era apenas um ato. Odeio admitir, mas ele era uma pessoa com uma inteligência que transcende a própria humanidade. Era impossível uma pessoa que criou o Solis e Mecha fosse um idiota com a cabeça cheio de mulheres. O que me levou a pensar que esse seu comportamento era um ato para esconder seu verdadeiro eu.

Talvez eu só esteja pensando demais, e ele fosse realmente apenas um idiota, um idiota genial.

Para me livrar dele o mais rápido possível o melhor modo era leva-lo até a rainha.

―Certo, vamos lá.

O dia mal havia começado e eu já estava mentalmente esgotada.

Minutos depois, saímos em direção ao Palácio Real.

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