Charlotte e sol negro!

 

1 Parte

 

Ponto de vista Charlotte

Se passaram quatro anos desde a minha entrada na academia mágica real.

Treinamentos infernais; testes de sobrevivências nas florestas mais perigosas de Argus; explorando dugeons perigosas; enfrentando centenas de bestas mágicas sem descanso. Não houve um único dia que fosse normal, fomos levados para cima e para baixo nos primeiros dois anos. Nos dois anos seguintes ele se dedicou na construção de seus golens e artefatos mágicos que era testados por nós.

Todos nós mudamos.

No começo era insuportável, havia momentos que eu queria larga tudo e desistir, mesmo sabendo que significava a morte. Eu estava cansada tanto fisicamente quanto mentalmente.

Eu encontrei uma nova definição para a palavra demônio: Lyam.

Apesar da minha raça ser chamada de demônio, sinto que não mereço ser chamada de demônio quando se compara com o instrutor Lyam.

As vezes eu penso por que eu ter ficado enquanto eu podia ter saído e não ter passado por todo esse treinamento infernal.

Há quatros anos atrás, após ler o documento pensei em desistir, dizendo para mim mesmo que eu não era apropriada para ser parte da criação de uma nova força do reino. Mas quando pensei em desistir eu me lembrei do que me esperava, uma casa vazia e o mesmo cotidiano.

Talvez seja interessante, eu pensei naquele dia acreditando que fazer parte de algo maior seria interessante. Eu não estava errada, foi interessante, porém não esperava ter que derramar tanto suor.

Me lembro as palavras irritantes do instrutor Lyam:

“Eu prometi transformar você nos magos mais fortes de Argus. Porém nada vem sem esforço e sangue, se tornaram forte, mas o preço será seu suor e sangue, vou quebrar seus corpos e mentes, vou forjar vocês como se forja uma boa espada e no final deixaram de ser ovelhas para se transformarem em leões!” Dissera ele quatro anos atrás e aqui está nós: quinze leões.

Esse era nosso último ano o fim da classe olimpo e o nascimento de uma nova força de Argus, qual nosso instrutor será o chefe e vai ter a honra de nomear sua própria ordem.

Em Argus existe três ordens: ordem dos magos, ordem dos cavaleiros dragão e a ordem dos Paladinos.

A ordem dos Magos e regido pela diretora da academia mágica real, Engelil Taflen. Qual dever e mais acadêmico do que militar, desenvolvendo magias, pesquisando ruínas antigas e traduzindo livros da Era dos antigos.

Uma ordem de intelectual – perfeita para mim.

A ordem dos Cavaleiros dragão e regido pelo comandante-cavaleiro Bajamen Lihar, qual seu principal dever e manter a rainha em segurança na capital e no tempo de guerra lutar ao seu lado. Soube que o treinamento pelo qual passam são piores do que nossos treinamentos o que achei difícil de acreditar.

Uma ordem de brutamontes.

A ordem dos Paladinos não é regido por ninguém, apenas paladinos podem entrar nessa ordem. Seu dever é a proteção de Argus contra forças estrangeiras e se manter vigilantes contras possíveis rebeliões internas.

Uma ordem de velhos…..Se é que pode se chamar de ordem, já que contém apenas quatro paladinos.

Em breve nascerá a nossa ordem, qual nosso dever e fazer o papel das três ordens. Ele não se decidiu qual será o nome da ordem, mas aposto que será algum nome estranho, igual o nome da classe.

Quatros anos……Sinto que mudei bastante, apesar que minha lista de coisas que eu gosto e não gosto continua quase o mesmo. As coisas que eu gosto continua o mesmo, mas lista do não gosto aumentou bastante, tudo por causa do meu instrutor.

Ele é a fonte de todos meus males!

Aquele idiota acredita que eu estou apaixonado por ele, o que obviamente e o contrário, eu odeio ele!

Nunca imaginei que um dia odiaria tanto uma pessoa, como eu odeio ele. Tudo nele é irritante desde seu sorriso brilhante até seu comportamento depravado. Apesar que por algum milagre ele não tentou tocar nenhuma garota da classe olimpo.

Fora sua personalidade excêntrico ele é um grande mago e devo admitir um gênio na área da criação de artefatos mágicos. Todas suas criações superam tudo existente no mundo.

O mais recente e assustadora criação foi a varinha mágica inteligente, nomeado: solis.

Uma varinha mágica que mudou todo conceito de varinha mágica, um item mágico poderoso limitado apenas para o uso da nossa ordem e aos magos que fazem parte do seu circulo de amizade.

Solis é uma esfera de 30 centímetros que possui um pequeno núcleo mágico vermelho. Sua forma depende da magia usada pelo mago, no meu caso é uma esfera negra que projeta vários espigões, como um sol, um sol negro.

Ele flutua a nossa volta, analisando e nos protegendo de possível ameaças, projetando comunicados dados pelo instrutor Lyam, serve como uma rede de informação e comunicação interligadas entre todos solis existentes.

Além disso ele pode falar!

Ele nos explicou como funciona, sobre algo chamado de ” matriz espiritual de inteligência artificial” e outros termos que nenhum de nós conseguiu compreender.

A função mais assustadora, é a função de poder replicar a magia usada. Por exemplo seu usar a magia [choque mental] , meu solis pode replicar a magia, sendo liberado dois [choque mental] ou seja uma invocação dupla!

Uma função que deixou todos de queixos caídos!

Um verdadeiro gênio maldito! Se fosse comparar os artefatos mágicos criados por minha família, seria como comparar um item classe baixo com um item classe lendário!

Seu desempenho em uma batalha entre magos era assustado.

Um mago normal que enfrentar um mago que tem a varinha mágica inteligente solis, era o mesmo que estar enfrentando dois magos! Solis tem sua própria inteligência auxiliando seu mago na melhor estrategia para se lidar com uma situação específica.

Um dia a informação sobre solis vazou, no mesmo dia uma multidão de nobres magos estavam na porta da mansão da nossa ordem, implorando e oferecendo quantidades absurdas de dinheiro pela compra de um solis.

No fim ele disponibilizou cinco solis e os leiloou pelo maior preço que foram 120 moedas negras de Dú por apenas um único solis. Naquele dia ele tinha faturado o que minha família levaria anos para conseguir.

Alguns ofereceram terras e mansões para ele, naquele dia eu vi um sorriso assustador em seu rosto. Ele tinha se tornado em um único dia mais rico do que muitas famílias nobres de Argus.

Fora minha revolta, agradeci do fundo do meu coração por estar na classe olimpo.

2 Parte

Os primeiros raios do sol invadiram a janela do meu quarto, iluminando meu rosto e anunciando um novo dia e o começo do meu cotidiano na academia mágica.

Porém há hábitos que dificilmente mudamos, um deles é acordar cedo.

Mas há aquele que para minha sorte ou azar me despertou.

[Princesa, já e de manhã!]

Relutante acordei. Esfregando os olhos, me sentando na beira da cama. O chão do quarto estava frio sob meus pés.

Depois de me alongar e um longo bochecho eu falei:

“Você é tão irritante como seu criador!” Eu resmunguei para minha varinha mágica inteligente solis, qual eu dei o nome de sol negro.

Sol negro respondeu com uma voz humana:

[Princesa, não mereço tal elogio!]

“Não foi um elogio, céus, sua personalidade é irritante igual a daquele bastardo!” Resmunguei mais uma vez ao me levantar e trocar de roupa.

A mente de uma pessoa e ligada com a matriz espiritual de inteligência solis, com a união – chamado de batismo por Lyam – desenvolve uma personalidade dependendo da mentalidade do usuário e por algum motivo meu solis acabou tendo uma personalidade parecida com a de seu criador.

Lavei meu rosto e sai do quarto me dirigindo para o salão principal encontrado outros alunos da classe olimpo. Quebramos o desjejum sob a conversa dos solis e seus debates intelectuais o que as vezes chegava a ser engraçado, mas irritante, eram como crianças que não paravam de falar.

“Nunca vou me acostumar com eles falando!” Disse uma garota de cabelos ruivos e sardas no rosto.

Ela se chama Molly, 18 anos, uma plebeia vinda do sul.

“Realmente, são como um bando de crianças irritantes!” Eu concordei com Molly que movia sua colher como se fosse um espada, e o pobre ensopado de carne um inimigo, qual era impiedosamente devorava.

Entre todos alunos, Molly era qual eu mais converso.

Após devorar o ensopado com um sorriso realizado, ela falou:

“Quatros anos atrás eu mal tinha o que comer, e agora posso comer a vontade e ter o melhor treinamento de toda academia mágica! Os deuses são bons comigo!” Ela soltou uma gargalhada animada.

Molly era a sexta filha de um casal de agricultores no sul. Quando descobriu que tinha aptidão mágica foi enviada por sua família com apenas cinco moedas de cobre – o suficiente para pagar a inscrição da academia – para a capital real Cysgod.

Por algum milagre ela cruzou todo sul até a Cysgod a pé e sozinha se alimentado de frutas, ervas e pequenos animais que encontrava durante sua viagem. Tempo depois usando meus solis, descobri que ela tem a proteção divina do deus da sorte menor!

Os alunos que descobriram que ela possuí a proteção divina do deus da sorte menor, criou o costume de esfregar a mão em sua cabeça para obter sorte na vida. Um costume antigo que todos em Argus praticavam com aqueles que nasciam com a proteção do deus da sorte.

Após quebramos o desjejum iniciamos nossos exercícios físicos no pátio da mansão.

“Sol negro, iniciar o [contador]!”

[Contador inciado: 00:00:01]

Ao mesmo tempo comecei uma leve corrida ao redor da mansão.

O instrutor Lyam desenvolveu uma série de exercícios para manter nossos corpos saudáveis e aumentar nossa resistência física. No começo para pessoas que não estavam acostumadas a fazer nenhum esforço – como eu – foi uma tarefa difícil. Após vários meses fazendo a mesma coisa acabei me acostumando.

Após a quarta volta eu parei de correr, me jogando no chão ofegante, todo meu corpo estava ensopado de suor.

[Contador parado: 00:43:08 > Desempenho: podre > posição no rank: 4]

O instrutor Lyam criou um rank qual nossos resultados durante os treinos e exercícios físicos são pontuados, quanto melhor for nosso desempenho, melhor é os benefícios ganhos.

Meus resultados nos exercícios físicos são os piores, o que lentamente venho melhorando. Minha maior pontuação é durante os treinos mágicos e combates contra os golem mímico.

[Princesa, recebendo chamada do mestre!]

Eu me levante e arrumei meu cabelo bagunçado e falei:

“Aceite a chamada, sol negro!”

Sol negro projetou a imagem fantasmagórica do instrutor Lyam que estava visivelmente com uma cara cansada.

[Garota demônio, venha até o armazém]

Ele disse rapidamente e encerrou a chamada.

“Bastardo já falei para não me chamar de garota demônio!” Eu disse, mal-humorada.

Deixando de lado os exercícios matinal fui até o armazém.

3 Parte

Sem dizer nada adentrei no armazém qual ultimamente ele tem passado bastante tempo. Dentro havia todos tipos de artefatos mágicos espalhados por todos lados. Entre eles o que mais chamava atenção era uma grande gigante de metal com dez metros de altura, apoiado por inúmeras corrente.

Dentro da cabine do peito do gigante de metal estava o instrutor Lyam, mexendo em vários componentes dentro da cabine é em um visor qual as palavras mudavam conforme seu toque.

Diferente de quatro anos atrás ele tem agora um rosto mais maduro, seu rosto estava sujo por fuligem e vestia apenas um par de calças, deixando seu peito e braços bem definido exposto.

Ao me avistar ele acenou com sua mão gritando:

“Suba até aqui garota demônio!” Gritou ele com uma voz animada e ao mesmo tempo cansada.

Relutante expandi minhas asas e voei até a cabine aonde esta ele e três solis de cores diferentes flutuando ao seu redor.

O solis de cor vermelho vibrante se chama Hipérion; o solis de cor dourada como os raios do sol se chama Teia; o solis de cor espectral azulado que parece com um espírito se chama Eos.

Para unir a mente com a matriz espiritual de inteligência do solis causa muita pressão mental, tornando quase impossível unir com outros solis. Mas ele era diferente e conseguiu unir não somente com dois solis, mais três, o que me mataria se eu tentasse unir minha mente com três solis!

Eu me aproximei ficando na entrada da cabine do gigante de metal.

“Eu já disse para não me chamar de garota demônio!” Eu protestei e completei: “Me chame de Charlotte, não garota demônio!”

Ele virou sua cabeça para minha direção como se tivesse acabado de esquecer da minha presença e falou vagamente:

“Certo, Charlotte, bem, me ajude com a calibragem das interfaces neurais do mecha….”

“O que?! Pode falar minha língua, por favor!” Resmunguei.

Nesse último anos, todas vezes que eu o encontrei ele usa essas palavras estranhas. Acredito que apenas seus solis compreendia as palavras ditas por ele.

“Apenas venha até aqui, o resto eu explico passo por passo.”

Eu me aproximei dele e fiquei parada o observando, sentado na cadeira da cabine, não havia outro lugar.

“Sente-se aqui.” Disse ele apontado para seu colo e explicou: “Não há outra cadeira e preciso te mostrar todo processo…..Não seja tímida, vou fingir que eu não sei do seu amor por mim, enquanto você pode aproveitar a sensação de estar sentado no colo do seu amado.”

“Quantas vezes eu tenho que dizer que eu não gosto de você!” Eu tentei explicar, mas como sempre foi inútil e acabei desistindo de explicar.

Eu me sentei em seu colo.

“Humm….Como eu pensava, sua bunda e suave e firme ao mesmo tempo…Uma boa sensação…” Ele disse aquelas palavras sem vergonha, me fazendo sentir meu sangue quente.

“Seu bastardo, não diga essas palavras sem vergonha! Anda logo com essa tal “calibragem” !” Eu gritei.

Ele soltou uma risada e colocou em minha cabeça uma coroa simples com inúmeros caracteres mágicos gravados.

“Agora use sua [visão mágica] .”

Usei minha habilidade mágica e diferente do habitual minha visão mágica se expandiu para uma área maior e era como seu eu visse pelos olhos da cabeça do gigante de metal!

“Você agora deve estar vendo através do mecha, agora use sua mente e pense em mover as pernas.”

Eu fiz como ele mandou e um barulho ruidoso foi feito a partir das pernas do gigante de metal.

“Ótimo, parece que a interface neural está funcionando! Ha ha ha ha!” Ele começou a rir do meu lado, enquanto senti que ele estava me abraçando.

Esse bastardo se aproveitando de mim!

“Agora desative sua visão mágica.” Eu desativei e ele retirou a cora estranha e apontou para um espaço circular na frente da cadeira próximo de várias telas de cristal que aparecem palavras e números. “Agora coloque seu solis naquele espaço a frente e sincronize sua mente com seu solis.”

Quando realizamos a união mental com o solis ganhamos uma habilidade especial chamada [Sincronizar] que une nossas mentes em uma só, amplificando nosso poder mágico e mental.

O solis foi encaixado no espaço circular a frente da cadeira, o que acionou algum mecanismo estranho daquele gigante de metal.

” Sol negro, ativar habilidade [Sincronizar] !”

[Sincronização iniciada, princesa!]

Minha visão mudou e meus pensamentos também, era como se de repente eu tivesse ficado super inteligente e tudo a minha volta era compreensível, até mesmo o gigante de metal qual ele chamou de mecha, qual agora eu compreendo sua funcionalidade.

Esse era um dos efeitos da sincronização o compartilhamento de informações e tudo que sol negro sabia era agora meu conhecimento.

Eu movi minhas mãos e não eram mais de carne e ossos, mas sim de metal. Eu as ergui no alto e tentei tocar meu rosto, mas não podia sentir a textura do meu rosto, apenas o impacto causado e a mensagem de dano piscando na lateral do meu campo de visão.

Então eu retirei as correntes que envolvia a armadura e comecei a me mover pelo armazém e gradualmente os passos se tornaram mais largos e sem perceber eu estava correndo do lado de fora da mansão, que agora já não parecia muito grande.

Era emocionante, a sensação de liberdade a força, eu estava extasiada.

Naquele momento de êxtase eu senti um toque gentil em minha mente e mentalmente a voz do instrutor Lyam falou:

…Idiota você está correndo pela academia mágica, retorne para o armazém! Gritou ele em minha mente, me tirando daquela sensação agradável.

Retornei para o armazém e desativei minha habilidade [Sincronizar] voltando para meu corpo, e ao retornar para meu corpo, notei as duas mãos dele em meus seios, me apalpando.

“Bastardo! Aonde pensa que está segurando!” Eu gritei, histericamente.

“Ah, era um teste para ver se sua mente pode sentir seu corpo, mesmo após estar sincronizada com o mecha.” Explicou ele como se não fosse nada o que me fez pensar nos lugares que ele pode ter tocado quando eu estava controlando o gigante de metal.

Eu controlei minha fúria para não socar a cara dele e perguntei:

“O que aconteceu?” Perguntei curiosa.

“Explicando em termos que você entenda….Ao conectar seu solis no painel de controle do mecha ativou um dispositivo que amplia e maximizou sua sincronização com seu solis, que ao mesmo tempo se tornou a mente do mecha. Literalmente você se tornou o mecha, o que você achou? Está de alguma forma se sentindo desconfortável?” Ele perguntou aparentemente preocupada comigo.

“Eu estou bem, a sensação de estar controlando o mecha é……Não consigo definir palavras que pode descrever o que eu senti!” Eu ainda estava me sentido um pouco extasiada pela emoção de controlar aquele gigante de metal.

“Compreendo, quer se tornar a piloto do mecha?” Ele perguntou com um sorriso.

“Eu posso?” Perguntei hesitante.

“Não vejo aluna melhor do que você para se tornar a primeira piloto do prometeu-004!”

Pela primeira vez eu senti que eu posso gostar um pouco dele, essa bastardo sabe como fazer as pessoas gostar dele.

“Certo então eu aceito…..Mas eu posso mudar a cor?” Eu perguntei.

“Não vejo problema, qual cor você deseja?” Ele perguntou quase fechando os olhos.

“Escuro como uma noite estrelada!” Eu respondi animada.

“Eos, mude a propriedade de cor do prometeu-004 para preto obsidiana!”

[Sim, mestre! Iniciando alteração da cor prata para preto obsidiana]

O solis chamado Eos flutuou para o lado de fora e lançou luzes multi-coloridas alterando gradualmente as cor prateado do gigante de metal para um preto obsidiana.

Voltei meu olhar emocionado para ele, mas, ele tinha caído no sono. Parecia que ele não dormia há muito tempo. Eu tentei sair silenciosamente da cabine, mas ele me abraçou com firmeza, me impedindo de sair do lugar.

“Esse bastardo……Só por hoje vou permitir que você me abrace, você fez um bom trabalho, esse gigante de metal vai mudar o mundo!” Eu disse observando seu rosto sujo de fuligem.

Acariciei seus cabelos bagunçados e fechei meus olhos, me aconchegando em seu braços, sentindo o batimento agradável de seu coração. Eu já não o odiava tanto assim, porém vai permanecer na lista das coisas que eu não gosto.

Naquele dia nasceu uma arma que mudaria o mundo….

….É algo que mudou meu coração.

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