A dança sangrenta (1 Parte)

 

1 Parte

 

A carruagem se dirigia para o setor norte – aonde dos os nobres vivem – em uma velocidade lenta, muito lenta. O pior não era a velocidade, mas sim os solavancos. Devia ter ido a pé, esse pensamento era frequente em minha mente. É, eu iria, se não fosse a insistência do meu anfitrião em desejar que eu chegasse em sua melhor carruagem. O que devo admitir – apesar da sua lentidão – é bem confortável. Os bancos de couro escuro marrom avermelhado, feitos com o melhor couro de besta mágica. A pintura clássica e outros pequenos detalhes fazia a cabine da carruagem parecer um quarto de luxo.

Mesmo assim, preferia ter ido a pé, com minha velocidade não levaria menos de dez minutos para atravessar metade da capital. Com a carruagem, será uma longa viagem, para ser mais exato: duas horas.

Em minhas mãos segurava o convite elegante, letras tão belas que fez me envergonhar de minha própria letra. Me acostumei a escrever em pergaminhos, usando caracteres mágicos, mas escrever de forma tão elegante era uma das habilidades que eu não possuo.

O convite e para participar de um baile organizado pelo Duque Milton Barion, um clã nobre de grande prestígio e influência. O clã Barion é um dos cinco clãs fundadores de Argus – que entre eles Barion, é o mais antigo.

Eu iria recusar o convite, porém, Arian me aconselhou aceitar o convite. Não seria bom para sua imagem recusar um convite especial do Duque Barion, dissera ela para mim. Sinceramente eu não me importaria se fosse antes, mas agora é diferente. Ela carrega meu filho em sua barriga, não posso sair por ai fazendo o que bem entender – muito menos criar inimigos que tenha poder dentro de Argus.

Eu sempre pensei que minha querida rainha loli tinha um controle firme sob os nobres de Argus. Ela é uma poderosa dragon lord, rainha a mais de quatrocentos anos. É a cada ano o poder é influência dos nobres vem diminuindo, o que faz grande parte deles não gostar dela.

Muitos desses nobres, acabam sem suas cabeças.

Mas, ouvi rumores durante esse quatros anos, sobre clãs que vem reunindo-se nas sombras, tramando um golpe – uma velha história de acordo com Arian, é acredite, era sabe muito sobre arquitetura, história de Argus, e recentemente mostrou-se estar ciente de várias fofocas e rumores.

“Uma das minhas responsabilidades é ser os ouvidos da rainha!”Dissera era uma vez. Descobri uma das funções do trabalho de Arian – ficar atento á fofocas.

Ela para eu saber mais sobre os clãs de Argus, mas de alguma forma inexplicável eu acabava desligando minha mente nas aulas de etiqueta. Sei apenas o suficiente para não ser descortês com outros clã, para mim isso é mais do que o suficiente.

Soltei um suspiro desanimado.

“Algum problema, amor?” Perguntou Arian preocupada.

Ela veste uma bela túnica azul prateado bordado com pequenas joias em forma de pingos de chuva. Um decote em forma de V revelando parte de seus seios pálidos. Sua cintura fina era enfeitada por um cinto prateado feito do couro de lobo da lua – uma besta mágica muito rara em Argus. Não usava o manto de rei sábio das águas, mas era visível o broche de uma coroa em sua túnica.

Olhei para minha futura mulher, seus belos olhos cinzentos enquadrados por longos cílios azulados. Seu cabelos estava amarrado e enfeitado por uma magnifica tiara de prata. Pequenos lábios rosas completava o que podia ser chamado de “perfeição”.

Se de repente me falassem que ela é uma princesa de algum reino, eu acreditaria. Sua mãe morreu quando ela nasceu, sendo criada por minha mãe, Lilia Muggul. Nesses quatros anos encontrei outros membros do clã Muggul e uma coisa ficou clara: ninguém tinha cabelos azuis.

Muitas perguntas se levantaram em minha mente. Porém decidi não me aprofundar nessa história.

“Nada de mais, meu amor.” Eu respondi com um sorriso, com meu braço livre eu a abracei e puxei para mais perto de mim. “Apenas pensando no futuro, em nosso casamento, em nosso filho….Me preocupando com assuntos que antes era insignificantes para mim….Nada de mais.”

Minha voz não soou muito confiante na última frase.

Arian ergueu uma sobrancelha, fitando-me com aquele belos par olhos cinzentos.

“Você se arrepende?” Perguntou ela com uma voz dura.

“Não, você é uma dádiva dos deuses e nosso filho o fruto de nosso amor. Porque eu me arrependeria?”

“Hump…É bom saber, não quero ter que matar o pai do meu filho.” Respondeu ela aterrando sua cabeça em meu peito. Eu a abracei, esperando que a última linha fosse uma brincadeira.

Depois de uma longa pausa eu perguntei:

“Porque o Duque Barion nos convidou para seu baile? O pouco que sei dele, é claro sua falta de amor pela rainha.”

“Duque Barion, claramente não morre de amores pela rainha.”Respondeu ela vagamente, fazendo uma pausa, e continuou: “Nesses últimos quatro anos, você meu doce amor, ganhou sozinho uma grande influência sobre a capital real. Com suas criações e como um mago. Você criou um bom relacionamento com o vice diretor da associação mágica Laffast Durian. Circula ultimamente o boato entre os círculos nobres de Argus que você recebeu uma proposta tentadora do diretor da matriz da associação mágica, algo que nunca aconteceu na história. Eu posso passar dias falando sobre seus méritos meus amor, mas resumindo, consciente ou não, seus atos o tornaram uma pessoa de grande influência na capital.”

Uau, eu ia disser para ela, mas eu acabaria a irritando.

É quase engraçado pensar que eu tenho toda essa influência, apesar de eu ser apenas filho de um lorde que controla uma pequena cidadela na fronteira.

“E?” Eu perguntei, ainda pensando no motivo por ser convidado para esse baile.

“Não é obivio, meu doce amor?” Perguntou ela com uma sobrancelha erguida.

“Sim, porém quero ouvir da sua doce boca meu doce amor.” Eu menti.

“Depois da rainha. Duque Barion tem grande influência sobre os clãs nobres de Argus. O principal motivo dele o convidar para o baile, é para criar um bom relacionamento. A varinha mágica inteligente, Solis, é um artefato mágico revolucionario. Porém apenas aqueles mais próximo de você possui um Solis. Acredite em mim meu doce amor, muitos magos venderiam suas almas para ter um Solis, é o Duque Barion não é diferente. Acredito que esse seja o principal motivo de seu convite, além de ter em seu baile uma pessoa tão influente.”

“É como eu imaginava.” Eu menti, na verdade nem cheguei a pensar tão profudamente.

Posso ser um gênio quando se trata de magia, discutir várias horas com meu amigo Laffast sobre teorias arcanas. Mas quando se trata de politica e suas dramas, sou um completo virgem, inocente, qual não sabe como jogar esse jogo de poder.

Parece que fui envolvido em algo chato.

Ela franziu sua adorável testa e falou:

“Mentiroso, o conheço bem para saber que as questões que envolve a nobreza, são um assunto qual acredita ser um incomodo chato.” Disse ela fingindo estar irritada.

“Me conhece bem meu amor!”Respondi em uma gargalhada.

“O conheço tão bem, que sei que existe apenas duas coisas em sua cabeça. Uma dela é magia, a outra é mulheres, assunto qual você é bem versado.”

Eu desenhei um meio sorriso.

“Se você realmente acredita nisso, então não me conhece bem.” Eu falei, fitando seu par de olhos cinzentos, quais eu acreditava ser os mais belos desse mundo.

Nossos olhares se fixaram por vários segundos.

Ela me olhava como se pudesse ver minha alma através dos meus olhos azuis, é como se tivesse entendido algo, soltou um leve riso satisfeito. Ela voltou enterrar sua cabeça em meu peito.

Com uma voz abafada ela perguntou:

“Me diga, o que há em sua cabeça além de magia e mulheres?”

Passei minha mão livre em seus cabelos azulados, os bagunçando, deixando ela com uma aparência engraçada.

“Na minha cabeça e em meu coração, há algo especial, insubstituível. Uma doce garota com a qual cresci junto, vivendo vários momentos divertidos, qual descobri o significado da palavra amor. Essa garota se tornou parte vital de mim, é acredite, se ela não estiver ao meu lado, tudo irá perder o sentido e o mundo, sua cor vibrante. Sabe quem é essa garota?”

Ela afastou sua cabeça e com olhos chorosos respondeu:

“Não sei quem pode ser mulher tão sortuda a ponto de fazer um mulherengo idiota, amar apaixonadamente uma única mulher!”

“Mentirosa, sabe bem que a única mulher que me faria me sentir como um bobo apaixonado, é você, minha bela e doce Arian, futura esposa!”

O martelar alto de seu coração batendo era claro, seus olhos se fecharam e aproximou lentamente seus lábios rosas aos meus. Fechei meus olhos e a beijei, movendo nossos lábios em sincronia perfeita.

Após um longo momento nossos lábios se separaram. Ela colocou sua delicada e macia mão em meu rosto, aquecendo minhas bochechas.

Em um tom de voz tão amável quando possível ela falou:

“Lyam eu te amo!”

Acaricie seu rosto que estava tingindo levemente de vermelhou e falei:

“Arian eu te amo!”

Voltamos a nos beijar.

2 Parte

A carruagem prosseguiu em direção ao setor norte. Expie através das cortinas da carruagem, vendo o céu escuro adornado por uma grande lua pálida. Várias tavernas estavam cheias de aventureiros, mercenários e magos da associação mágica. Bebiam alegremente sob um a luz mágica de um artefato mágico.

Estamos quase no final do setor comercial passando por todos tipo de edifícios. Tive que controlar minha vontade de parar a carruagem e correr para uma das tavernas e me juntar aos aventureiros que se divertiam. Eu teria feito, se estivesse sozinho, mas a mão suave de Arian segurando a minha mão, lembrou-me do meu dever em comparecer ao baile do Duque Barion.

A carruagem prosseguiu, até parar repentinamente, em um solavanco eu e Arian quase fomos jogados contra a parede da cabine – agradeci pela velocidade lenta da carruagem.

“O que está acontecendo?” Perguntou Arian para o condutor da carruagem.

Não houve resposta.

Eu franzi a testa e abri uma pequena janela, revelando um acento vazio aonde deveria estar o condutor da carruagem. Não estava gostando daquela cena, tive um péssimo pressentimento. Usei todos meus sentidos sensorias no máximo, mas não captei nenhum sinal de vida. Nem nas casas que nos cercava, o que foi estranho dada a hora.

“Amor, fique dentro da carruagem e não saia sob nenhuma hipótese, compreendeu?” Eu falei, em um tom de voz séria.

“Não, eu irei com você! Eu não sou uma….”

“Não! Você fica!” Eu a interrompi. “Não estou tendo um bom pressentimento, se caso algo acontecer com você e com nosso filho, eu jamais me perdoaria!”

Eu beijei suas elegantes sobrancelhas erguidas e sai da carruagem, no mesmo instante captei o som de um zunido. Som de quando se dispara uma flecha e logo captei no meu campo de visão uma flecha vindo em minha direção. Não dei importância e iria deixar me atingir – já que eu tinha várias camadas de proteções arcanas – porém notei a ponta da flecha, feito de prata escurecido, reconheci o metal mais raro desse mundo: Metallium.

Tentei me esquivar, mas a flecha estava em cima de mim, mirado diretamente em meu coração. Eu morreria, não importava as camadas de proteção mágica quando se tratava de metallium, o nêmesis de qualquer mago, demônios e outras raças mágicas. Consegui inclinar milímetros para o lado, ação que não levou meio segundo. A flecha de metallium perfurou todas as camadas mágicas de proteção, criando um buraco na proteção mágica, penetrando meu ombro esquerdo, como se fosse manteiga.

Mordi meus lábios segurando a vontade de gritar, a dor era atordoante e meu rosto se contorceu em brasa. Rapidamente retirei a flecha, que felizmente perfurou por poucos centímetros dentro, graças a alta resistência da túnica escura que eu estava vestindo.

Metallium e como veneno para nós magos, acredite em mim a dor era a pior coisa que eu já senti em meus quase quinze anos de vida nesse mundo – veja que eu já lutei com vários monstros, com minhas queridas companheiras e mesmo assim nada se comparava com o que eu estava sentido. Meu poder mágico se tornou caotico dentro do meu corpo, queimando, como se eu tivesse uma febre de quarenta graus. Usei toda minha força de vontade para se concentrar em meu poder mágico, controlando o fluxo selvagem de poder mágico.

Eu me levantei, Teia, Hipérion e Eos se materializaram ao meu lado. Teia lançou magia divina de cura, que graças aos deuses anemizou aquela dor.

“Eos e Hipérion, voltem para meu espaço dimensional, vocês correm sérios riscos de serem destruídos se forem atingidos por uma flecha de metallium. Teia fique ao meu lado e incie o modo [Guardião]!” Gritei ordens enquanto materializei uma espada branca fina e curta, feita de aurerum.

Usei habilidade [Olhos do Rei espiritual] vendo as informações da espada.

Espada curta celeste (Lendário)
Dano: 200/200
Durabilidade: 200/200
Descrição: Criado a partir de um mineral raro chamado de aurerum e forjado pelas marteladas de um martelo divino. A espada foi criada pelo senhor celeste Lyam, outrora conhecido como imperador calamidade. Espada curta celeste reforça o poder divino e a defesa corporal do usuário.
Opção: 60% de chances de negar um ataque, aumente em 20 % a resistência física, agilidade aumenta em 10 %, aumenta a regeneração em 10% .
Habilidade especial: uma vez por dia o usuário pode infundir todo seu poder divino na espada, criando uma espada de luz.

O dano da espada curta celeste, não era alto, mas em compensação seus buffs de proteção e regeneração eram os melhores. Essa espada eu criei especialmente para a defesa.

Eos e Hipérion retornaram para meu espaço dimensional, criado por mim através do meu poder espiritual – já não precisava mais do bracelete de armazenamento dimensional de aurorus ou qualquer outros dispositivos. Tudo estava seguramente guardado dentro do meu próprio espaço criado que pode ser acessado somente por mim. Apenas mantenho meu anel especial de armazenamento – qual está o mecha está guardado, para ser um simbolo da nova ordem.

Teia tomou a bela forma do golem especial, seu vestido armadura feita de aurerum irradia uma tênue luz pálida igual á uma fada de luz. Suas asas translúcidas reforçava a imagem de uma fada mística.

Caminhei com passos largos para frente, capitei vários zunidos, entrei em posição de combate. Segurando a espada curta celeste – que era o mesmo que segurar uma pluma – brandi a espada em perfeita sincronia com as flechas de metallium atiradas contra mim. A primeira flecha eu bloquei em um movimento elegante e rápido da minha espada curta celeste – Um flash de luz em meio a rua escura de pedra. A segunda e terceira flecha foram disparadas do meu flanco esquerdo. Teia interceptou o ataque usando um florete, o movendo com uma precisão cirúrgica e em menos de meio segundo as flechas foram bloqueadas por seu florete.

Graciosa, elegante e precisa. Três palavras que define os seus movimentos.

“Mesmo usando [Sentidos divinos] e a [Visão mágica] não consigo sentir suas presenças!”

“Mestre. devem estar usando habilidade de camuflagens que desconhecemos. De acordo com a velocidade e a posição dos disparos, presumo que há de 7 a 10 inimigos. Dada a situação de risco de vida, recomendo a usar a [Sincronização] e os eliminar!” Disse ela, com seu rosto dourado, inexpressivo.

“Concordo, iniciar [Sincronização] !” Concordei com ela, sincronizando nossas mentes.

Com todas minhas habilidades sensoriais expandidas, consegui captar pequenos e quase inexistentes presenças de vida. Pude ouvir o quase inaudível som abafado de suas respirações e o batimento do coração de cada um deles que se escodem nas sombras das casas.

Contei trinta; 10 a minha frente desembainhado suas espadas; 8 em meu franco esquerdo em cimas de casas preparados para disparar a qualquer momento; 8 no meu franco direito iguais aos anteriores; e 4 deles afastado observando a situação.

“Teia cuide dos arqueiros nos telhados das casas!” Eu falei em um sussurro, me agachando, retesando meus músculo como uma mola. Olhei para onde os “assassinos” com espadas estavam, chutei a estrada de pedra, pegando um grande impulso, com tamanha rapidez que metade dos guerreiros profissionais não poderia acompanhar com os olhos. Fui recebido por uma saraivada de flechas de metallium do meu franco direito, enquanto o esquerdo pude ouvir um som sútil de estocada e um por um caindo no telhado das casas. Todas flechas passaram por mim, mal tocando minha sombra e logo se tornou visível os dez assassinos.

Usavam capas escuras e capuzes que escodem seus rostos. Trajavam proteções de couro escuro ilustrado por um belo e elegante corvo vermelho – um simbolo que eu nunca vi antes. Suas cinturas eram enfeitados por um cinto com diversos bolsos, adagas e o que parecia uma kunai. Seguravam uma espada prata escuro feito do mesmo metal das flechas disparadas contra mim.

Não sei quem eram, mais foi claro que eram assassinos profissionais. Teria uma luta difícil sem poder contar com a magia, apenas com minha força física natural e minhas capacidade sensoriais e minha habilidade na espada- qual que sinceramente careço.

O primeiro assassino foi pego de surpresa por minha velocidade, brandiu sua espada de metallium em uma tentativa de me acertar. Foi inútil. Eu fui mais rápido, duas vezes máis rápido. A espada fez um arco de cima para baixo e outro horizontal em menos de um segundo. O primeiro golpe rasgou o peitoral de couro, despedaçou a cota de malha de metallium, rasgando sua carne e ossos, abrindo um grande corte o fazendo grunhir de dor – o que me lembrou um porco.

O segundo golpe foi preciso e limpo, um corte horizontal que rasgou sua garganta, o grunhido cessou e se fez silêncio – apenas o som do seu sangue fluindo pelo corte era audível, banhando as pedras da rua com seu sangue vermelho.

Era a primeira vez que eu matei diretamente um outro humano. Digo isso, pois nesses cinco anos, fomos atacados por bandidos durante uma de nossas viagens e como instrutor e protetor do meus alunos, os incinerei com meu fogo rubro. Não senti o menor remorso ou qualquer sentimento, não cheguei a ver seus rostos apenas seus breves e curtos gritos de agônia antes de virarem cinzas.

Porém agora era diferente, eu o matei com minhas próprias mãos. Vendo minha espada banhada pelo sangue do inimigo não pude deixar de me sentir desconfortável e uma crescente ânsia de vomito se tornou forte.

Eu empurrei aquele sentimento para baixo, não era tempo para fraquejar – minha vida e de Arian estava em jogo, não era um duelo ou brincadeira. O preço da falha seria minha vida e a de Arian que carrega nosso filho.

De repente ao perceber a gravidade do resultado caso eu perdesse, meus ombros se tornaram pesado e meus movimentos mais lentos, como se tivessem colocado uma grande pedra sob mim. Os assassinos aproveitaram aquele momento de hesitação, consegui bloquear três espadas próximas, girei meu quadril, impulsionando um chute que foi de encontro ao estômago do quarto assassino, pulverizando seus órgãos internos e o lançando contra a parede de uma casa. Ele afundou contra a parede e o sangue que fluía por sua boca banhou seu peitoral escuro, tornando o corvo vermelho ainda mais vivido – e a parede cedeu sob o quase morto assassino.

Eu infundi meu poder divino em meu punho esquerdo, desferindo golpes rápidos e poderosos contra o quinto e sexto assassino. Fazendo os cambalear para traz cuspindo um bocado de sangue. Enquanto o sétimo, oitavo e nono assassinos me saudaram com suas espadas de metallium. Chutei o mais próximo fazendo o voar, segurei a espada com ambas as mãos, dando força para o próximo golpe de espada, um flash em meio a escuridão da rua. Desceu como um raio dourado sob a cabeça do assassino próximo, quebrando seu crânio, atingindo seu cérebro. No mesmo golpe desarmei o nono assassino, lançando sua espada vários metros de distância.

Ouvi o som de disparos de arcos do meu flanco esquerdo, voltei a segurar a espada com uma mão e com a outra livre agarrei o pescoço do nono assassino, afundado meus dedos em seu pescoço e o erguendo como se não fosse nada. Usei seu corpo como escudo contra as flechas de metallium. Vi através da sincronização com Teia, ela atravessando o céus em um voo elegante e lidando com os arqueiros que acabaram de disparar contra mim.

O décimo se esgueirou através do meu campo de visão, se posicionado em minhas costas. Girei meu corpo, impulsionando a espada que foi de encontro com o pescoço do décimo assassino – o decepando e junto com o capuz caído, sua cabeça caiu para trás ficando preso dentro do capuz.

Uma cena bizarra que me fez lembrar um filme de terror.

Teia finalizou com todos arqueiros e reapareceu ao meu lado com a ponta do florete banhada com sangue.

Os cinco assassinos sobreviventes hesitaram em me atacar. Chutei a estrada de pedra, avançando como um leão feroz, com movimentos de espada rápidos, socos e pontapés -os cinco tombaram no chão, como bonecos quebrados.

Talvez eu tenha exagerado um pouco sobre falar que não tenho habilidades com a espada. Agradeci naquele momento pelos treinos árduos de Llachar – caso contrário eu estaria morto.

“Obrigado por seu trabalho duro, Teia!” Eu a agradeci, sua participação foi decisiva para lidar com os arqueiros em cima do telhado.

“Cumpri apenas com meu dever, mestre!” Respondeu ela com elegância. Dos três solis, ela é mais educada como se fosse alguma princesa. Eos é o mais inteligente e o mais impertinente. Hipérion é como as chamas e o oposto de Teia.

Naquele momento os quatros assassinos que estavam observando a situação se moveram. Saindo das sombras, revelando suas silhuetas sob a luz pálida da lua e o que vi através da habilidade [Olhos do rei espiritual] não foi nada animador.

Todos eram fortes.

Eu teria uma luta difícil.

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