A dança sangrenta (4 Parte Final)

 1 Parte

 

A lâmina da alabarda [Ein Brwydr] rasgar o ar com graciosidade, criando flash azuis que ao atingir um objeto solido, cortava sem resistência. Os guerreiros trajam prata escurecido, mas não podiam parar seu golpe. Um deles tentou bloquear a lâmina cortante feita de dŵr grisial. Mas o escudo foi cortado ao meio desenhando um grande corte no braço do guerreiro. Teia era como um borboleta, desaparecendo e reaparecendo com o bater de suas asas luminosas, golpeando os guerreiros em um fluxo constante de seu florete – era uma questão de tempo para os guerreiros tombarem.

Tudo estava em câmera lenta; a luta de Arian e Teia contra os dois guerreiro; o grandalhão brandindo seu poderoso martelo de guerra; o caçador de magos empunhando a espada bastarda com as duas mão, mirando nas costa de Arian, na parte do corpo que se encontrava o coração.

Ele vai matar ela se eu não fizer algo.

Quando paro para pensar em tudo que eu fiz até agora, eu acabo chegando a uma conclusão: eu não tinha nenhum objetivo.

Eu era meramente um garoto que faz o que bem entendia, correndo riscos, criando armas poderosas que poderiam causar o caos no mundo. Eu estava ciente de tudo isso, mas, mesmo assim eu fazia e agora me pergunto o porque – como se eu tivesse acordado de algum tipo de sonho.

Pode ser exagerado dizer que eu me movia sem um objetivo. Amo a magia e nesses cincos anos, estudei essa energia misteriosa chamada magia e as outras energias – como a divina e espiritual. Aprendi, desenvolvi e criei muitos artefatos mágicos. Antes de eu os criar eram raros – itens lendários criados com apenas uma martelada o que fazia muitos artesões vomitarem sangue.

Pesquisava magia porque eu queria saber mais – eu acredito que isso possa se chamar de objetivo.

…..Ou pode ser considerado um mero interesse.

Nada disso importa mais agora. O caçador de bruxas e sua espada bastarda está poucos centímetros de apunhalar suas costas. Minha mente trabalhava freneticamente para encontrar um modo em que eu possa a salvar.

Como esperado de um super gênio como eu, encontrei uma solução. Uma resposta para o problema a minha frente, porém tinha um preço, um risco qual eu teria que pagar.

Deixei todo poder divino correr por todo meu corpo e me tornei uma flecha de luz tão rápida que em menos de um segundo cheguei até Arian e eu abracei, me tornando seu escudo de carne. Ela virou seu rosto, surpresa por me ver a abraçando e eu desenhei um largo sorriso para aquela mulher que me deu um objetivo por qual eu morreria: Proteger as pessoas que eu amo.

Pode parecer meio vago, mas era meu objetivo. Proteger todas que amo e garantir um bom futuro para todas elas e o meu filho que cresce no ventre de Arian. Sem perceber acabei tendo o objetivo mais comum de todos.

“O-oque você está fazendo?” Perguntou ela perplexa.

“Eu não disse que eu vou te proteger?” Disse em um tom despreocupado enquanto senti a lâmina penetrar minhas costas, penetrando em direção do meu coração. Cuspi um bocado de sangue e antes que fosse tarde demais apalpei aqueles seios formosos que cabem na minha mão, ah uma ótima sensação. “Sinto muito, mas aqui eu digo: Adeus, Arian e obrigado por amar esse tolo!”

“O-que………” Sua voz foi ficando distante.

Minha mente foi ficando turva cada centímetro da lâmina da espada bastarda causava uma dor estonteante e assim que atingiu meu coração, bateu freneticamente queimando em brasa e lentamente foi ficando mais fraco, minha consciência desaparecendo, sentindo o abraço da escuridão me envolvendo me puxando para um abismo escuro.

Não tentei resistir, era agradável, calmo e deixei me levar pelo abraço da morte. Vendo aquela luz cada fez mais distante.

…Queria saber como seria o rosto do meu filho?………..Quero me aventurar mais………….Me divertir mais com as garotas………….Criar um futuro seguro para elas………..Pesquisar ruínas antigas………..Estrear minha ordem sem nome…..Lutar com meu mecha……………Tanta coisa………Tanta coisa a fazer e eu morrendo ao bancar o herói……Não! Não vou morrer! Super gênios não morrem!

Lutei contra o abraço da morte, puxei todas forças do meu âmago para resistir e acreditar que um milagre aconteceria…..Eu lutei, lutei, lutei……

….Arian, Llachar, Anna, Charlotte, Loli rainha e Engelil, amo todas vocês….Me perdoem por ser fraco……..

Meu coração parou e o abraço da morte me levou para o abismo escuro.

Super gênios morrem, eu morri.

Em meu ultimo suspiro me perguntei se haveria elfas no céu?

 

2 Parte

 

Ponto de vista Arian

A ponta da espada bastarda atravessou seu peito e os olhos azuis celestes perderam seu brilho, sua respiração cessou e seu coração atravessado por um espada de prata escurecido. Lyam sorria e sua mão repousava em meu seio. Então compreendi, ele me salvou.

Morreu me salvando.

O caçador de magos retirou sua lâmina de seu corpo sem vida e me fitou com seus olhos escuros. Eu estava em estado de choque, não queria acreditar que Lyam estava morto.

O caçador de magos brandiu sua espada, limpando o sangue que queimava na lâmina de prata escurecido.

“Seu sangue está impregnado com poder mágico….Quase como uma besta mágica…..Então é assim que tudo termina? Morrendo ao proteger sua amada?” Perguntou ele com desdém e virou de costas. “Cuidem dela, eu vou retornar para a mansão do Duque Barion. Com a morte dele não há nada que possa ser um risco para os planos do Duque. Nessa noite vamos inciar o plano: queda do dragão!”

O caçador de magos desapareceu nas sombras deixando os três guerreiros para trás. Teia lutava contra os dois guerreiros anteriores, o grandalhão se aproximou com seu poderoso martelo de guerra.

Meus olhos fitavam seu corpo caído no chão, esperando pelo retorno milagroso dele, aguardando que de alguma forma ele voltasse a vida. Mas nada disso aconteceu, ele estava morto e meu coração estava morrendo com aquele sentimento pesado de perda.

“….Seu idiota! Não havia um modo de me salvar sem ter que morrer!”Gritei furiosa para seu corpo imóvel. “Como pode ser tão egoista? Me deixando sozinha……O que devo fazer sem você?!” Lágrimas desciam sem parar, nublando minha visão, salgando minha boca.

Ele sacrificou sua vida por mim.

Um misto de sentimentos invadiu meu coração como uma mar feroz e de forma inconsciente eu estava brandindo a alabarda em direção do grandalhão. Um ódio avassalador dominou todo meu corpo e tudo que pensava era em me vingar do caçador de magos.

Ele era como uma torre sólida, brandindo seu martelo de guerra. Nossos golpes se chocavam provocando estridentes sons metálicos. Cada golpe que eu defendia fazia meus braços dormentes a força por trás de cada golpe não era nada inferior a Llachar. Sua velocidade era lenta, mas sua guarda poderosa compensava sua fraqueza.

Deslizei através de sua guarda, girando como em uma dança de baile, dei impulso e força para o próximo golpe.

“[Guarda de Aço]!” Gritou o grandalhão e seu corpo reluziu uma luz prateada, o protegendo do golpe de alabarda. Após se defender a luz prateada desapareceu e contra atacou, fazendo uma varredura vertical da direita para esquerda. Eu me agachei, passando centímetros da minha cabeça e saltei três metros no ar e usei magia para me impulsionar para baixo, descendo como uma flecha de água.

Ele voltou a usar a técnica defensiva [Guarda de aço] se defendendo do golpe e contra atacando com um arco de cima para baixo. Eu mergulhei no chão de pedra, desviando do golpe mortal , e o martelo esmagou o chão, reduzindo as pedras em pó. Girei a sua volta, dançando loucamente, girando, girando, cortando, cortando, cortando, criando inúmeros cortes em sua armadura pesada de prata escurecido. Sangue descia dos cortes, fluindo para fora o fazendo parecer um demônio.

“Mulher irritande!AHHHHHHHHH!” Rosnou ele, exalando uma aura vermelha entrando em modo berserker. Seus ataques se tornaram mais rápido e mais poderosos. Corri para uma viela estreita em um de seus golpe, colocou a baixo a parede de um dos edifícios e em outro movimento, derrubou uma casa, transformado em um monte de entulhos. Corri pelas vielas usando as casas como escudos.

“Eu vou te matar! [Martelo giratório da morte] !” Ele segurou o martelo com uma mão só e o lançou para o alto, o martelo girou, tornando-se uma roda de prata escura. Girou no ar e caiu em minha direção, rodando mais rápido do que a roda de uma carruagem. Me agachei, retesando todos músculos de minhas pernas, conjurei água em baixo dos meus pés e saltei, criando um jato de água, me impulsionado como um raio para os céus.

O martelo me seguiu, mas não rápido o suficiente.

O impulso do jato de água parou no céu escuro e por um momento pensei que minha mão pudesse tocar a lua brilhante. Sob meus pés eu vi grande parte do setor comercial de Cysgod – um mar de casas e uma rota giratória de prata escurecido – estava vindo em minha direção.

Girei meu corpo e água surgiu do ar, girando ao meu redor, me dando força no giro. Me tornei um furação de água caindo em direção do martelo giratório e assim que a lâmina da alabarda tocou o martelo – toda água desapareceu como esperado do efeito da prata escurecida sob o poder mágico.

A força por trás daquele golpe era surreal, mas minha alabarda era especial, mais resistente e como esperado, meu golpe cortou o martelo giratório e desceu como uma raio azul sob o grandalhão que me fitava com um rosto incrédulo, não acreditando que meu golpe foi mais forte que o seu golpe do martelo giratório. O raio azul atravessou seu grande corpo, perfurando sua placa de prata escurecido, perfurando sua cota de malha, perfurando sua carne como papel. Ele tombou, uivando, enquanto minha alabarda perfurava seu corpo até enterrar no chão de pedras.

Aproveitando o impulso retirei a alabarda do corpo do grandalhão e disparei como uma fecha em direção do outro guerreiro de olhar apavorado, a lâmina da alabarda encontrou a cintura do guerreiro, cortando como um pedaço de papel, cortando no meio, espalhando seus intestinos rosas e no mesmo golpe, atingi o segundo guerreiro que se protegia dos golpes de Teia, descendo sob seu ombro, destruindo sua armadura, rasgando seu ombro descendo até sua barriga, ele gemeu, e tombou sem vida.

Não me importei com o cheiro de sangue ou toda aquela carnificina, me importava com o corpo de Lyam sem vida. Joguei minha alabarda no chão de pedra, segurei a cabeça dele, deitando em meu colo.

“Lyam, eu te amo….Então por favor…..Não me deixe, volte para mim!”Eu gritei, chorei, amaldiçoei os deuses, mas ele não voltou.

Lyam tinha morrido e meu coração junto com o dele.

“Duque….Barion…..!”Eu rugi aquele nome ao me lembrar do que o caçador de magos tinha falado. Meu corpo exalou uma pressão invisível, fazendo o ar tremeluzir e o solo tremer. Tremor que começou a ficar cada fez mais forte com o sentimento de vingança. Colunas de águas romperam do solo,em erupção – gêiser furioso.

As casas próximas desabaram e furações de água surgiram, varrendo tudo próximo. A minha fúria me cegou em um rosnado eu falei:

“Teia! Leve o corpo de Lyam para a mansão!” Ela ficou parada, me fitando com seu rosto frio. “Faça Agora!”

Ela não hesitou e segurou o corpo sem vida de Lyam, me fitou mais uma vez e despareceu em um flash de luz.

Olhei para o setor norte e surgiu várias pétalas de água sob meus pés, me envolvendo em um casulo protetor.

> Todas habilidades, magias e profissões serão usados como tributo para nova profissão e espécie, uma fez a mudança iniciada não poderão ser revertido. Desejar realizar o upgrade divino?

Hesitei ao ouvir a voz da deusa maior da luz Nivi em minha mente, mas o ódio era grande demais para eu pudesse pensar em qualquer coisa…………..Então lembrei que eu carregava o filho de Lyam, temi que a transformação fizesse mal a criança.

Não sabia se eu teria uma resposta, perguntei mentalmente para a voz: A mudança irá fazer mal ao bebê em meu ventre?

Longos minutos se passaram até a deusa maior da luz Nivi responder.

> Negativo, a criança em si não é humana, mudança irá proporcionar melhor corpo para desenvolvimento da criança. Deseja realizar o upgrade divino?

Após ouvir a voz da deusa maior da luz Nivi meu ódio se esvaiu e meu coração foi tomado por preocupação pelo bebê. Muito pelo fato ao ouvir a palavra “não é humano” o que me fez pensar o que estava crescendo em meu ventre.

Mas se a mudança em meu corpo ira proporcionar o desenvolvimento melhor para meu filho, não havia o porque hesitar.

Sim, eu respondi com firmeza.

> Permissão recebida, iniciando processo de Upgrade divino, reestruturando carne, ossos, sangue, células…..

Naquele dia eu abandonei minha humanidade.

Eu teria minha vingança, mesmo que eu tenha que destruir toda Cysgod!

Comentários