Um lobo e um Leão

Ponto de vista caçador de magos

 

1 Parte

 

Atravessei o labirinto de edifícios do setor comercial em direção ao setor norte. Caminhei pela escuridão, mansões luxuosas e no caminho me encontrei com meus companheiros – assassinos – da companhia corvos da tempestade se juntaram a mim. Usamos uma passagem subterrânea, escondida – passagem usada durante esses anos de investigação.

Nas passagens subterrâneas encontrei outros companheiros, salões cheios de soldados se equipando e afiando suas espadas, se preparando para o inicio da operação: queda do dragão. Além da companhia dos corvos da tempestade, está presente mais duas companhias mercenárias: companhia dos cães selvagens e companhia dos guerreiros de Blaidd.

Passei por passagens e túneis interligados, tornando um lugar fácil de se perder. Continuei até chegar a uma porta secreta que da acesso a uma sala da mansão do Duque Barion.

A sala era ricamente decorada com tapeçarias, quadros e uma grande mesa de madeira escurecida. Em cima havia um enorme mapa de Cysgod e vários lugares circulado com um O e outros marcados com X. Um homem de aparência dura e cabelos grisalhos franzia a testa ao olhar o mapa. Ele vestia uma túnica de cores ricas e vibrantes. A sua volta tinha todo um ar nobre e seus olhos negros brilhou ao me ver aparecendo.

Esse homem era o Duque Barion, uma das principais cabeças por trás do plano queda do dragão.

“Pelo seu retorno suponho que eliminou o imperador místico com sucesso!” Um sorrio humorado preencheu seu rosto marcado pela passagem da idade.

“Sim.” Eu assenti para ele e troquei olhares com um homem de manto branco segurando um cetro prata. Seus olhos verdes e cabelos um loiro escuro traía sua origem – aparência comum de um cidadão do império santo.

Seu nome era Nathan, sacerdote da sétima legião da luz, as águias celestes – carregam o estandarte de uma águia dourada sob o céu azul.

O exército império santo e dividido em dezenove legiões – cada um com seu próprio estandarte e território – um dos maiores impérios do mundo. Se não fosse por sua eterna guerra contra o império demoníaco, todos reinos livres teriam sido dominados pelo império santo.

Quando se trabalha a tanto tempo com as forças legionárias da luz, você aprende muitas informações úteis.

“Caçador, tem certeza absoluta que você o eliminou?” Perguntou Nathan, me estudando com olhos afiados.

“Eu perfurei seu coração com minha espada bastarda [Piar do corvo] feita com o mais puro Metallium, nenhum mago sobreviveria, mesmo ele sendo um imperador místico.”

Poderia ser o mago mais poderoso do mundo, mas não iria sobreviver a uma espada perfurada em seu coração. Metallium tem o efeito de anular magia e ao cortar um mago, todo poder mágico perde o controle e os encantamentos de proteções ou qualquer reforços físicos e anulado – e o mago se torna um humano comum e humanos comuns não sobrevivem após ser perfurado por uma espada, não no coração.

“Compreendo, me perdoe por duvidar de suas palavras caçador. O imperador místico era um grande risco a esse plano de libertação de Argus da rainha monstro. Chega ser uma pena uma mente jovem tão brilhante ter que morrer…..É a jovem dama Arian, senhora dos mantos azuis?” Perguntou ele me fitando.

Seu olhar era incomodo.

“Deixei ela com meus meus companheiros, em breve devem retornar informando sua eliminação.”

Duque Barion lançou um olhar preocupado.

“Você devia ter a eliminado, ela não é tão perigosa quanto o imperado místico, mas não deixa de ser um risco para operação!” Disse Duque Barion com um tom severo.

“Ela não é a única, aqueles jovens mago que o imperador anda treinando são um perigo!” Nathan se aproximou do grande mapa e apontou o dedo para um edifício especifico dentro do terreno da academia mágica. ” Duque Barion mande três pelotões das companhias corvos da tempestade, cães selvagens e guerreiros de Blaidd.”

Duque Barion ergueu uma sobrancelha.

“Não é exagerado mandar três pelotões?” Duque Barion questionou.

“Não, acredite em mim, eles estão longe de ser típicos magos. Temo que sejam um grande risco para operação se liderados por Llachar ou a rainha monstro.” Eu intervir.

Duque Barion assentiu e o planejamento continuou marcando lugares chaves para operação. Em Cysgod havia muitos guerreiros das companhias infiltrados e muitos soldados comprados pelo Duque. Todos nobres que não fosse aliado ao Duque morreria hoje a noite, mas havia uma duvida.

Como eles vão enfrentar uma existência comparada a um dragão ancião vermelho?

Em minha curiosidade acabei perguntando, ele riram e o sacerdote respondeu:

“O santo inquisidor comandante da sétima legião águias celestes, Aaron Aquilae chegara em três dias junto com sua seis mil legionários da luz e um herói invocado!” Disse o sacerdote com orgulho.

Entre os trabalhos conhecidos que envolve magia divina, inquisidor era o mais poderoso, superando o trabalho paladino da luz.

Os trabalhos conhecidos que envolve magia divina: Sacerdote, alto sacerdote, mestre da luz, clérigo, cavaleiro santo, paladino da luz e Inquisidor.

Não era de se surpreender que Nathan estava confiante da queda da rainha. Mesmo para um dragon lord poderoso como ela seria impossível lutar contra um inquisidor e um herói invocado ao mesmo tempo.

Não sabia muito bem dos detalhes, ouvi rumores que era necessário cem sacerdotes para realizar um ritual de invocação. Dizem que os invocados são de outros mundos e suas forças são inimaginável.

Após a conversa me retirei e voltei para as ruas de Cysgod, eu precisava encontra uma certa pessoa. O céus fechou e nuvens escuras ameçavam desabar uma tempestade sob a capital. O clima na rua era tenso e muitos moradores pareciam ter notado algo errado.

Não demorou muito para eu descobrir o motivo das comoções.

No horizonte furações de água varriam as casas do setor comercial e trovões e relâmpagos caiam sob uma única área.

“Mas o que está acontecendo?!”

Não era natural o que eu estava vendo. O céus trovejaram e começou a chover, mais antes que uma única gota de água cair na rua pavimentada, os pingos de chuvas eram sugados para a mesma área em que os raios e trovões caíram.

Flutuando no meio do ar estava uma flor – uma lótus de água – com algo dentro e cada vez que era atingindo por um relâmpago, pulsava, lançando luzes espectrais, como um coração e ficava cada vez maior ao absorver a chuva.

Nunca tinha visto algo igual, mas não ficaria parado para descobrir ou ver o que sairia daquela lótus. Passei por um labirinto de vielas iluminada pelos relâmpago que caíam na lótus de água. Mas a frente em um beco eu parei e fiquei em silêncio aguardando aquele guerreiro misterioso que me deu [Adaga do destino compartilhado] aparecer.

“Você o matou?” Perguntou uma voz, parecida com um rosnado de um lobo e da escuridão ele surgiu. Seus olhos azul celeste brilhavam ferozmente como se eu estivesse diante de um lobo feroz.

Ele trajava um bela armadura prateada com ilustrações requintadas de lobos uivando, tão vividos que pareciam estar vivos. Em sua cintura havia duas espadas que exalam uma aura poderosa. Capa com azeviche que se mesclava com as sombras do beco.

O elmo em formado da cabeça de um lobo ameaçador e meus instinto me avisaram que não se tratava de algo que eu poderia compreender.

Eu retirei uma adaga de um azul roxeado adornado com poderosas palavras espirituais e joguei para o cabeça de lobo, ele o pegou no ar e a adaga desapareceu como se nunca tivesse existido.

Engoli em seco, para aliviar o aperto na garganta e respondi:

“Sim, como você tinha previsto ele tentou proteger a senhora dos mantos azuis e eu perfurei seu coração com minha espada bastarda [Piar do corvo], ele está morto!”

Um rosnado baixo foi se tornando alto e as manoplas de prata em forma de garras agarraram meu pescoço, me erguendo no alto, seus olhos azuis celestes brilhavam, liberando uma fúria gélida.

“Eu falei claramente para o matar com a adaga espiritual!” Rosnou ele, furioso e sua atenção voltou para os relâmpagos que caíam sob a lótus que flutuava no céu tempestuoso. “Não somente deixou de fazer o que eu te falei e permitiu que ela ficasse viva!”

O aperto ficou mais forte em minha garganta e a aura dele me paralisou, não conseguia mover um único dedo.

Outro relâmpago caiu sob a lótus.

Ele afrouxou o aperto e me jogou no chão de pedras. Tossi violentamente e olhei para ele sem entender o motivo de sua fúria.

“Eu o mataria, mais será divertido ver seu rosto em desespero! Senhor caçador de magos, adivinhe o que aquilo vai procurar assim que despertar?”

“O que é aquilo?” Perguntei com a mão na garganta.

“Aquilo é o que você permitiu viver, meu caro caçador de magos. Arian primeira apostola da santa luz, senhora das águas e agora graças a seu erro estúpido, uma demigod!”Ele rosnou.

Não compreendi suas palavras, mas entendi que de alguma forma Arian senhora dos mantos azuis sobreviveu e estava passando por alguma transformação, e me caçaria assim que despertar. Meus instintos gritaram para correr para o mais longe possível de Cysgod, pois ela não teria a menor piedade para quem matou seu amante.

Um clarão cintilante perfurou os céus e caiu sob o cabeça de lobo, em um movimento ágil saltou para trás evitando o raio cintilante, perfurando o chão de pedra, criando uma grande buraco.

Olhei para o céu e foi como ver a descida de uma deusa.

Trajava um requintada armadura brilhante como se fosse feita de ouro líquido, dois leões segurando um sol cruzado por dois raios era visível na placa da armadura. Sua capa de cristal cintilava emanando uma luz própria – luz carinho e quente como os primeiros raios do sol.

Em sua mão direita uma lança de cristal exalando a mesma aura de sua capa e na mão esquerda um escudo oval irradiando um sol vermelho, lançando labaredas abrasadoras.

Seu elmo era na forma da cabeça de um leão feroz e seus olhos cinzentos como uma tempestade era pura fúria.

“Fenrir, então você está por trás desse evento?!” Sua voz era como o rugido de centenas de leões.

“Sim, Sekhmet, minha hipócrita irmã!”Zombou ele com um rosnado. “Talvez assim eu consiga chamar atenção de nosso grandioso pai e nesse momento eu vou gravar minhas presas nele!”

A voz feminina rugiu e disparou um raio cintilante contra o cabeça de lobo que se tornou um borrão de prata – aonde era possível ver somente seu elmo – desviando do raio cintilante. A mulher dourada se tornou um borrão que lembrava pó de ouro e se entrelaçou com o borrão prata, aonde pude ver troca de golpes tão rápidas que não passava de um borrão.

Subiram para o céus aonde seus golpes causavam explosões ensurdecedores que poderiam ser confundidos com trovões. Forcei minhas pernas a correrem, fugi daquele lugar o mais rápido possível.

A batalha titânica continuou até de repente cessar e já não era visível nenhum dos dois.

“Pode ser que sejam deuses?” Perguntei atônito.

Em toda minha vida nunca vi uma luta parecida. Aquilo fugia de qualquer conceito humano. Não ignorei as palavras de Fenrir, que quando ela despertar a primeira coisa que faria era me caçar.

Abandonei meu orgulho e fugi de Cysgod naquela noite.

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