Florescer da Lótus!

 

1 Parte

 

Laffast estava na frente do armazém junto com outros magos e alquimistas. Barreiras de terra foram erguidas, um golem de granito negro enfrentava dois golem de ferro. A luta dos golem demoliam edifícios próximos. As forças inimigas do Duque Barion atacavam sem parar, exaurindo suas forças rapidamente, mas com ajuda das poções de stamina recuperavam suas forças voltando atacar sem parar.

Os magos já não tinha poções de recuperação e suas forças estavam chegando no limite. Suas respirações pesadas e rostos pálidos eram uma prova inegável do fim das suas forças.

Eu observava todo esforço do inimigo do alto. Anna estava ao meu lado batendo suas belas asas angelicais e Llachar estava em cima de um dos edifícios aguardando minhas ordens para acabar com todos inimigos.

Meu humor não era dos melhores e salvar um homem não estava na minha lista de prioridades. Mas Laffast era um amigo e ao invés de proteger a associação mágica ele veio proteger meu armazém qual desenvolvemos os titãs e outros artefatos mágicos.

Soltei um longo suspiro e ergui minha mão direita, concentrado todo meu fogo divino em uma lança resplandecente. Um grande circulo mágico com o simbolo do sol cruzado por dois raios apareceu diante de mim – como se fosse um sistema de mira.

“[Lança Solar] !”Eu concentrei mais fogo divino na magia dos deuses [Lança Solar], lancei através do meio do circulo mágico e lentamente passou amplificando e disparando como um trovão em meio as forças inimigas do Duque Barion.

Lança solar riscou o ar como um trovão resplandecente e…..*BOMMM!!!*…..Explodiu centenas de uma vez , a onda de choque derrubou o restante. A magia sugou grande parte das minhas forças e até para um demigod lutar sem parar por um momento e demais.

Cruzei as pernas e juntei minhas mãos entrando em um estado de meditação para acelerar a recuperação da magia dos deuses.

“O resto é com vocês!”Eu disse indiferente.

Anna bateu suas asas, liberou um fulgor branco e com um rasante e sua maestria na lança eliminou vários inimigos de uma vez. Llachar saltou do telhado de um edifício e disparou como uma flecha da morte, movimentos rápidos de sua espada classe divina cortava seus inimigos ao meio sem dar qualquer chance de revidar. Ela prosseguiu até os dois golem de ferro, saltou três metros de altura, desenhou um arco vertical flamejante de cima para baixo e um dos golem foi dividido no meio. Ela girou, desenhou um arco horizontal flamejante e outro golem foi abaixo.

Vivas e suspiros dos magos podiam ser ouvidos vindos do armazém.

Anna desceu dos céus em meio aos guerreiros, girou, brandindo sua lança e suas asas que parecia uma espada afiada. Ela se tornou um furacão da morte em poucos segundos havia centenas de corpos mutilados pelo chão, as pontas de suas asas gotejava o sangue dos guerreiros.

Ela bateu suas asas e descansou em cima de um dos edifícios, entrando em estado de meditação recuperando sua energia divina.

Laffast nos fitou e perguntou a Llachar:

“Eles parecem ser bem familiares…”Disse ele.

Llachar sentou-se no chão e disse ofegante:

“São Lyam e Anna,antes que pergunte o que aconteceu deixa eu explicar….” Llachar narrou os eventos de horas atrás e o golpe do Duque Barion. Ele acenava com a cabeça, pensativo com todas informações e a transformação inacreditável de Lyam em um demigod.

“Na associação mágica já ouvi relatos sobre um demigod destruir uma cidade inteira em sua fúria! Os poderes de um demigod fogem da compreensão humana!”Ele exclamou, fitando minha figura quase divina no céu.

Llachar retirou uma poção de recuperação de stamina e bebeu em um único gole, sentindo suas forças retornando.

“Cada ano que passa ele deixa de ser humano, se tornando uma figura divina…Eu me sinto deixada para trás, espero que eu possa acompanhar seu rítmo e não seja abandonada.”Disse ela desenhando um meio sorriso.

“Pelos anos que conheço Lyam, ele não me parece ser o tipo de pessoa que abandona seus amigos, muito menos aqueles que ele ama. Vejo em cada ação dele o amor e carinho por todas vocês.”Disse Laffast.

A conversa dos dois seguiu, enquanto eu meditava aumentando a taxa de recuperação da magia dos deuses em meu corpo. Comparado com meu corpo humano, a taxa de recuperação era centena de vezes mais rápida. Eu estava ciente da presença e as conversar em um raio de cinco quilômetros – era como se tivessem colocado um maldito radar de última geração em minha cabeça.

Podia ver, sentir os aromas e ouvir qualquer ruído dentro da área de alcance.

Após uma hora de meditação desci do céu e saudei meu amigo Laffast. Agradeci por defender meu armazém de pesquisas e criação de artefatos mágicos. Perguntei sobre a criação de protótipos de rifles mágicos menores.

Ele assentiu e seguimos para dentro do armazém.

Sob uma mesa de aço na lateral do armazém estava dois protótipos de armas mágica de fogo. Um dele era uma versão menor do rifle mágico dos titãs, que dispara projeteis mágicos em rápida sucessão como uma arma de fogo automática da minha vida passada. Porém essas armas não precisavam de cartuchos ou balas, mas sim de um pequeno reator mágico do tamanho de uma bola de gude. Cada pequeno reator tem energia para disparar cento e cinquenta disparos, após o uso de toda energia o pequeno reator perdia sua utilidade e seria necessário um novo.

Essa armas eu chamei de FMDFA – fuzis mágico de fogo automático.

O segundo protótipo eram armas maiores e mais pesadas, funcionam com reatores mágicos do tamanho de bolas de tênis. Essas armas são como canhões portáteis, disparando raios de energia poderosa. Cada reator mágico médias disparavam até cinco tiros e acredite um tiro seria o suficiente para colocar todo armazém abaixo.

Inicialmente chamaria de bazuca mágica, mas mudei para CDEM – canhão de energia mágica.

Deixei alguns fuzis mágicos com Laffast e os magos e alquimistas para se protegerem. Anna recebeu um fuzil mágico e Llachar um canhão mágico.

Era meio estranho ver um anjo com um fuzil mágico na mão.

Soltei um longo suspiro de lamento por estar destruindo esse mundo mágico com minha tecnologia avançada. Mas seria perfeito testar a viabilidade das armas em uma situação de emergência.

“Laffast preciso que mantenha posição aqui, acredito que esses protótipos vão ser mais do que o suficiente para lidar com eles!”Eu disse para Laffast.

“Pode deixar comigo!”Gritou ele e os outros magos assentiram.

Eu, Llachar e Anna seguimos para o setor norte – para mansão do Duque Barion!

2 Parte

A caminho ao setor norte me encontrei com Charlotte e os quatorze membros da ordem dos argonautas. Seus rostos estavam levemente pálidos, quase exaustos por pilotarem os titãs até seu limite.

Fizemos uma parada, meditamos e os equipei com os dois protótipos de armas de fogo mágico. Expliquei rapidamente como manusear e seguimos em alta velocidade para o setor norte.

Na rua principal do setor norte nos deparamos com barricadas e magos com suas bestas mágicas invocadas. Eram três lagartos gigantes de escamas vermelhas soltando labaredas de fogo, cinco lobos de pelos azulados e duas criaturas que pareciam uma mistura de boi,cobra e tigre – uma besta mágica bizarra chamada de quimera.

Os magos levantaram seus cajados, orgulhosos, e as bestas mágicas avançaram em nossa direção.

Olhei para Charlotte, com uma troca rápida de olhar ela compreendeu as ordens – nosso amor chegou a um nível em que um olhar vale mais do que qualquer palavra!

Charlotte deu um passo a frente, materializou o fuzil mágico e se agachou, mirando nas bestas mágicas.

“Argonautas!”Gritou ela e todos seguiram seu exemplo formando uma linha horizontal. “Ao meu comando atirem no três!”

Charlotte iniciou a contagem e os Solis ajudaram na mira.

As bestas mágicas avançavam, atropelando tudo pela frente. Se os magos da ordem do argonautas fossem pegos por aquelas bestas mágicas seria morte na certa. Normalmente não teria como magos normais lidar com as besta mágicas invocadas. Se utilizassem o terreno e táticas de guerrilha poderiam vencer as bestas mágicas.

Mas, estamos falando de meus magos.

Utilizar terreno?

Táticas?

Guerrilha?

Não tenho tempo para toda essa frescura!

Só tenho uma palavra a dizer: Fogo!

“3…..2….1….Fogo!!!!!!!” Gritou Charlotte e puxou o gatilho.

*Ratataaá-tá! Ratataaá-tá! Ratataaá-tá! Ratataaá-tá! Ratataaá-tá! Ratataaá-tá!*

As besta mágicas invocadas foram recebidos por uma saraivada de projeteis mágicos. Um por um caiu sem resistência e as os projeteis seguiram acertando os magos, deixando seus corpos cheios de buracos fumegantes e as barricadas desabaram.

“Os fuzis mágicos são um sucesso!”Exclamei entusiasmado pelo desempenho esplêndido.

Charlotte contemplou a destruição e morte causada pelos fuzis mágicos.

“Sua capacidade de criar artefatos mágicos mortais é assustadora!”Disse Charlotte com certo temor na voz.

“Capitã Charlotte, imagine nossa ordem marchando com os titãs e centenas de soldados com essas armas! Que exército ficará de pé? Que monstro resistirá?” Eu perguntei para ela.

“Falou como um vilão!”Respondeu ela.

“Nunca disse que era o herói bonzinho, mal ou bem, pouco me importo. Seguirei apenas meus desejos e as sete diretrizes da ordem!”Respondi com sinceridade.

Hipérion disse:

[Vamos conquistar o mundo! Kakaka]

Teia e Eos não disseram nada.

“Prefiro continuar na situação atual, seria uma dor de cabeça ter que governa o mundo inteiro…..Mas até que não pode ser uma má ideia expandir o território de Argus!”Disse para mim mesmo.

Eos falou:

[Concordo com o mestre, adquirir recursos e mão de obra e necessário para a continuidade de pesquisas e o crescimento da ordem dos Argonautas!]

Hipérion e Teia concordaram com Eos.

“Depois de nos terminamos a limpeza, vou pensar no caso.”Eu entrei em um diálogo com meus Solis e seguimos até a mansão do Duque Barion. Encontramos vários guerreiros durante o caminho e na frente da mansão, mas não duraram mais do que poucos segundos.

Fitei a mansão, havia uma poderosa barreira divina envolvendo toda área da mansão. Havia inúmeras maneiras de derrubar a barreira.

“Llachar vem aqui!” Ela caminhou até mim, eu virei seu corpo em direção a barreira e abracei pelas costas. “Agora faça um corte horizontal da direita para esquerda.”

Pousei minha sob suas duas mãos quentes que seguram o cabo da espada. Meu corpo foi engolfado por chamas douradas, abraçando carinhosamente Llachar e seguiu até engolfar toda lâmina. Com um movimento suave, sua espada criou um vendaval poderoso, seguido por uma lâmina de fogo divino.

A lâmina de fogo divino se chocou contra a barreira divina. Um som ensurdecedor reverberou pelos céus e a barreira ondulou, fissuras surgiram, seguido pelo som de vidro sendo quebrado. O golpe seguiu adiante, destruindo os portões e muros revelando um belo jardim florido com fontes e magníficos quiosques. Seguimos adiante encontrando magos e guerreiros, que acabaram como queijo suiço.

Seguimos adiante limpando o lixo até nos deparamos com cavaleiros de armaduras prateadas; escudos torres com o simbolo de uma águia dourada; lança longa e seus rostos coberto por um elmo emplumado.

“São cavaleiros santos.”Eu resmunguei e fiz um gesto com a mão direita, os argonautas dispararam contra os cavaleiros santos.

“Entrar em formação!” Gritou uma voz atrás do cavaleiros. Ao mesmo tempo os cavaleiros gravaram seus escudos no chão formando uma parede de escudos.

Todos cavaleiro gritaram em uníssono:

“[Muralha Impenetrável] !”

A linha defensiva se tornou uma muralha prateada, se protegendo de todos disparos.

“Avante águias!”Voltou a gritar a voz atrás do cavaleiros santos.

Os cavaleiros apontaram suas lanças para nós e gritaram:

“[Voo da águia resplandecente] !”

A linha defensiva exalou uma aura prateada, chutaram o chão e dispararam como flechas prateadas contra nós. Eram muitos rápidos, não haveria tempo para os argonautas se defenderem.

“[Barreira do deus solar]!” Eu gritei e fomos envolvido por uma barreira dourada com vários simbolos mágicos – entre eles o sol cruzado por dois raios.

*Bam! Bam! Bam! Bam!*

Cada impacto das lanças dos cavaleiros santos sugava minha magia dos deuses. As lanças eram como uma chuva contínua e antes que eu ficasse exausto expandi a barreira e voltei a minha forma original – infelizmente destruir minhas vestes no processo. Envolvi os argonautas com uma das minhas asas e movi minha cauda com chicote lançado uma dezena de cavaleiros santos e a outra parte retalhei com minhas garras. Abri minha bocarra , soprando um fogo divino abrasador reduzindo tudo no caminho a cinzas

Um mar de fogo estava diante de mim, mas alguns sobreviveram graças uma barreira que protegia meia duzia de cavaleiros santos sobreviventes.

O homem que criou a barreira vestia um manto branco e segurava um cetro de prata. Seus cabelos loiro escuro e olhos verdes chamavam atenção por serem diferentes de todas pessoas que eu já conheci em Argus.

Não havia dúvida que era um estrangeiro – provavelmente do império santo.

Me aproximei com passos lentos, observando, estudando suas reações assustadas.

O homem de vestes brancas perguntou:

“Quem é você dragão? Por que interfere em nossos planos?!”

“Eu sou Lyam Marwe comandante da ordem do Argonautas!”Eu disse com minha voz de trovão.

O rosto do homem foi perdendo as cores gradualmente, seus olhos surgiram um temor.

“Impossível….O caçador de magos matou Lyam Marwe….”Ele estava atônito.

Eu circulei em volta da minúscula barreira que eu poderia quebrar a qualquer momento. Minha cauda chicoteou a terra, derrubando o que sobrou de um quiosque carbonizado e varrendo a terra.

“Oh, então vocês é um dos responsáveis por eu ter uma espada de metallium gravado em meu peito?”Perguntei com uma certa fúria na voz.

Mas minha fúria maior era o fato de apontarem suas espadas para minha mulher.

“I-impossível, como você pode ser um dragão?” Gritou ele.

Sem nenhum pingo de paciência movi minhas poderosas pata, esmaguei a barreira e com cuidado peguei o home de vestes branca o cavaleiros restante foram esmagados por minha cauda.

“Charlotte revire a memória dele!”Eu coloquei o sacerdote atordoado no chão e minha garota demônio segurou a cabeça do homem com as duas mãos.

Os olhos dela se tornaram branco, entrando na mente do homem. Ele lutou, se debateu como um peixe fora da água e quando ela terminou o homem caiu no chão espumando pela boca, impiedosamente eu o esmaguei.

Charlotte relatou:

“Seu nome e Nathan, sacerdote da sétima legião da luz chamados de águias celestes. Pelas informações retirada de sua mente, uma legião de seis mil soldados liderado por um inquisidor e um herói invocado chegara em três dias a Cysgod!”

“Herói invocado?”Perguntei com curiosidade.

“Sim, o império santo a cada cem ou duzentos anos eles invocam um herói de outro mundo para lutar suas lutas.”Respondeu ela com um tom irritado.

Heróis invocados ein……Não imagina que era possível invocar um herói de outro mundo. Essa magia deve ser algo que somente o império santo sabe. Pode haver condições específicas ou períodos de tempo para poder invocar esse heróis – caso contrário não demorariam tanto tempo para invocar outro.

“Capitã Charlotte, retorne para o palácio com os Argonautas e relate as informações retiradas do sacerdote. Eu vou cuidar do resto!”Eu disse para ela.

“Duque Barion está escondido em uma sala secreta na mansão.” Ela me informou a localização exata do Duque Barion e outras informações relevantes.

Eles começaram a voltar quando o céu escureceu, som de trovão reverberou pelos céus e começou a chover.

Uma magnífica lótus espectral era o centro da tempestade.

3 Parte

A chuva ficou mais forte, trovões rugiam como dragões e a lótus lançava um brilho espectral. Gradualmente as folhas da lótus foram se abrindo até florescer completamente.

Quando a lótus floresceu senti como se eu fosse jogado para o fundo do oceano e cada uma das minhas escamas cor ouro branco tremeu. A pressão que surgiu não era brincadeira.

Dentro da lótus estava o que poderia ser a figura mais bela do mundo. Ela tinha longos cabelos liso da cor de um lago cristalino. Não vestia nada revelando sua pele cor de neve e corpo delgado de traços élficos e seios simétricos que caberiam na palma da minha mão humana. Suas orelhas era ligeiramente pontudas e uma pequena esfera azulada enfeitava sua testa.

Seus olhos eram os mesmo cinzentos que eu conhecia e amava – porém mais poderosos emitindo um poder avassalador. Em suas costas havia seis asas arco iris como as de uma fada.

Arian se tornou tão bela que minha bocarra estava aberta salivando como um cachorro em frente a um grande pedaço de bife suculento.

Arian tinha se tornado a mistura de uma elfa e uma fada e todas coisas belas juntas!

Usei meus olhos de dragão para avaliar sua força, mas não conseguia. A única informação que eu consegui ver foi sua espécie: Demigod Efidríade!

Efidríades na mitologia grega eram ninfas das águas, em alguns lugares eram cultuadas como divindades menores.

“Arian….”Disse com ternura e na minha empolgação eu chutei o chão e bati minhas asas, voando em direção dela.

Arian notou minha vinda e com um gesto de sua mão a chuva ficou mais intensa, seguido por relâmpago em minha direção. Inclinei meu corpo para o lado, minhas asas golpearam com mais força o ar dispersando parcialmente a chuva forte.

Relâmpagos cruzaram os céus, desviei de todos relâmpagos acrobacias áreas. Nada podia parar meu avanço e assim que estava próximo dela, a lótus embaixo de seus pés se desfez em inúmeras pétalas de água espectral. Ela moveu sua mão e várias pétalas rasgaram os céus como lâminas afiadas. Me desviei das primeiras pétalas, porém elas mudaram suas trajetórias, me perseguindo. Me afastei e lancei um sopro poderoso de fogo solar, iluminando os céus da capital Cysgod.

Meu sopro evaporou as gotas de chuva e todas pétalas da lótus.

Foi o que eu pensei, mas uma das lâminas evitou meu sopro e acertou meu ombro, cortando minhas duras escamas, ferindo meu ombro. Eu rugi de dor e cai em espiral, Arian me seguiu com uma velocidade irreal, como se fosse uma gota de chuva descendo o céu segurando uma lança arco iris em sua mão.

Eu cai sob uma mansão do setor norte e ela caiu sob mim, perfurando meu ombro já ferido, banhando a mansão em escombros com meu sangue.

Não pude deixar de pensar que primeiro eu fui atacado pela rainha, depois a elfa e agora minha amada Arian.

Eu estava tão diferente assim?

Claro que não me passou pela cabeça que ver um dragão feroz vindo em sua direção não era o melhor jeito de receber uma mulher.

Virei minha cabeça em direção dela, pisando sob mim com sua lança arco iris gravado em meu ombro. Seu corpo nu banhada pela água da chuva era de tirar o folêgo e por vários segundos contemplei seu formoso corpo.

O único pensamento em minha mente no momento era de fazer amor com ela.

“Não pensei que receberia uma recepção tão cruel!”Eu disse fingindo estar magoado.

Seus olhos tempestade se tornaram confusos por um momento.

Ela falou em um tom musical:

“Agradeça aos céus por estar vivo, dragão! Seu eu desejasse estaria morto!”Disse ela como se fosse o canto de um rouxinol.

“Aprecio sua bondade Efidríade! Apesar de suas inúmeras tentativas de me matar!”Eu retruquei.

Soltei uma labareda por minha narina – gostava de soltar labaredas pela narinas.

“Arian, me escute….Eu sou Lyam, eu não morri…..Na verdade eu morri…..Mas como eu sou um super gênio retornei dos mortos como um dragão poderoso!”Eu disse com um tom humorado.

Ela me fitou com um olhar duvidoso, depois de vários segundos seus olhos se tornaram nublados e com uma voz suave, quase chorando, perguntou:

“Lyam?”

“Estou de volta Arian!”Assenti com minha enorme cabeça.

Lágrimas jorrou por seu belo rosto e a chuva se tornou mais forte e pesada.

“Da pra parar com o lance da chuva….Ah, eu agradeceria se tirasse essa lança arco iris do meu ombro…Sabe isso doi!”Fiz algumas reclamações em um instante era sorriu, rindo enquanto chorava e retirou a lança, fazendo desaparecer em várias partículas de luz.

A chuva parou com um simples gesto.

Ela saiu de cima de mim e eu me transformei em minha forma humana.

“Você está tão diferente….Me perdoe por te machucar!”Disse ela em um tom lamentoso, se jogando em meus braços.

“Você também está bastante diferente, claro que a mudança foi positiva……Minha vontade agora e te levar para cama e esquecer do mundo!”Eu abracei gentilmente, pressionando seu corpo molhado contra o meu, atiçando minha luxuria.

“Você sempre dizendo essa coisas sem vergonha!”Ela protestou com uma voz amável e suas delicadas mãos acariciou meu corpo.

“Nunca vi você reclamar nesses últimos anos.”Eu disse para ela e selei seus lábios com os meus. A beijei carinhosamente, movendo nossas línguas no mesmo ritmo. Quando nossos lábios se separaram um fio de prata se formou e nossos corpos ardiam em desejo. “Senti sua saudade, meu amor!”

“Eu também….Quando eu vi seu corpo caido sem vida….E-eu…..Pensei nunca mais iria te ver novamente! Nunca mais faça algo tão insensato!”Disse ela chorando, molhando meu ombro.

“Para proteger você e o bebê em seu ventre eu ofereceria minha vida sem hesitar!”Eu disse para ela e voltei a beijar seus lábios suaves e cremosos. “Eu te amo Arian!”

“Eu te amo, Lyam!”Disse ela como o canto de um rouxinol.

Assim foi nosso reencontro meloso.

……

…….

………Sem títulos dessa vez?

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