Kuork

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Olá, Novato!

 

Abri meus olhos e vi que estava sendo puxado por duas garotas.

Uma delas era alta, magra, cabelos loiros escuro amarrado em uma longa trança. Em sua cabeça uma orelha felpuda de lobo se contraía. Acima de sua nádega uma cauda de lobo. Sua parte superior era equipado com peitoral de couro sob seus seios grandes, ombreiras e um bracelete de ferro, qual fluía uma ténue energia azulada. Em sua parte inferior usava uma calça de couro escuro; um par de botas gasto: sua cintura envolvida por uma cinta marrom, anexado com vários bolsos e uma faca de caça.

A cima da sua cabeça podia ver um quadrado translúcido com seu nome, nível, classe. Em cima da cabeça da outra garota pairava o mesmo quadrado com outro nome e informações diferentes.

Não entendia o que estava acontecendo, a cabeça doía. Tentei lembrar de como chegara ali, mas minha memória era breu. Não sabia que lugar era aquele ou quem era aquelas garotas que discutiam.

“Quem são vocês?”

Elas pararam com a discussão, se entreolharam, soltando minhas pernas. Levantei com dificuldade, sentia minhas pernas fracas, por algum motivo estava sem vestes, nu, o vento gelado me fazia encolher, e aquecer meus braços com as mãos.

“Quem são vocês?” Voltei a perguntar.

A garota de pele pálida e cabelos ondulados cor rosa, ajeitou seu chapéu pontiagudo. Seus olhos âmbar me fitaram dos pés a cabeça, após longos segundos ela se apresentou:

“Olá, novato!” Disse ela com uma voz alegre.“Eu sou a grande bruxa, Sofie!”

“Olá, eu sou Mia……” disse ela me fitando com seus olhos verde claro.“Como foi parar aqui, sem roubas, sem equipamentos?”

Fiquei em silêncio, tentando lembrar como chegara naquela clareira. Nada vinha em mente, tudo era breu, quem eu era? Porque estava ali?

“Eu não sei, não me lembro como eu vim parar aqui.”

Senti um frio na barriga, ao perceber que não sabia quem eu era ou de onde vim.

“Qual e seu nome, garoto misterioso?” Perguntou a garota de orelhas pontuda.

Eu pensei e respondi:

“Eu não sei.”

Elas me olharam, arqueando suas sobrancelhas, duvidosas da minha resposta. Eu estava em pânico, não sabia qual era meu nome ou meu passado. A garota alta soltou um longo suspiro e falou:

“Vou te ensinar uma maneira de saber qual e seu nome” disse ela com uma voz séria.“Pense na palavra janela de status, se concentre nessa palavra, diante de seus olhos irá aparecer uma janela semi-transparente com seu nome e outras informações.”

Segui suas instruções sem hesitar, aos poucos uma janela translúcida surgiu.

Janela de status
Nome:Lyam MarweRaça:Humana
Classe:Sem classeNível:1
HP:240MP:120
Força:40Agilidade:32
Vitalidade:95Inteligência:35
Sabedoria:33Sorte:25
Resistência: 23 Charme: 32
 Habilidades Passivas
Nenhuma
 Habilidades Ativas
Nenhuma
 Talento Inato
– Super Gênio: lv 1

“Eu me chamo, Lyam” disse lhes meu nome com alegria.

Sofie se aproximou, seus lábios desenharam um sorriso de criança travessa. Suas pequenas mão segurava um cajado de madeira negra.

“Então, garoto misterioso, tem um talento inato?” Perguntou ela com um sorriso travesso. O vento soprou, agitando seu manto gasto, balançando seus cabelos ondulados cor rosa, no mesmo instante meu olfato foi entorpecido pelo aroma adocicado.

“Meu talento…” hesitei, um alarme dentro de mim disparou. Não lembrava de quem eu era ou de onde vim. Mas não era tolo, algo me dizia que era melhor não revelar sobre meu talento inato.“Eu, não tenho.”

Ela revirou seus olhos e se afastou de mim. Mia se aproximou me entregando uma calça gastas e uma camiseta branca simples. Eu era pouco menor do que ela, mas as roupas couberam.

“Obrigado” eu agradeci com um sorriso sincero.“Onde estamos?”

Mia caminhou até uma pedra cinzenta, sentou-se nela, com um gesto de sua mão fui convidando a sentar-se ao seu lado. Me sentei, observando os altos pinheiros, ouvindo o som de um riacho próximo, pássaros que cantavam em algum lugar distante da floresta.

Fechei os olhos, respirando lentamente o ar gélido.

“Estamos em uma floresta, nos arredores da cidade Elba” disse ela fitando a garota de orelhas pontudas correndo atrás de um coelho braco, olhos vermelhos, e um chifre no meio da testa.“Essa floresta e cheia de monstros, aquele coelho de um chifre e fraco comparado com outros monstros de rank elevado. Estávamos seguindo o rastro de goblin, até eu farejar seu aroma, o encontramos desmaiado na clareira.”

Mia retirou uma faca de sua cintura, enquanto observava o coelho fugindo. Ela atirou a faca á mais de dez metros de distância. Para mim a faca se movia em câmera lenta, acompanhei sua trajetória, a fraca luz refletindo na lâmina, depois, enterrando-se na carne do coelho de um chifre.

Sofie seguia atrás, se apoiando em seu cajado enquanto ofegava.

“Não pedi sua ajuda!” disse ela irritada, deixando o coelho para trás.

Mia caminhou até o coelho, retirou sua faca e o desmantelou sem desperdiçar nenhuma parte do coelho de um chifre. No fim retirou um minúsculo cristal roxo, guardou a pele, chifre, carne de coelho em um dos bolsos em sua cintura.

Não fazia sentindo. Como ela tinha guardado tudo aquilo em um minusculo bolso de sua cinta?

Não contendo minha dúvida, perguntei sobre o cristal e como guardou os resto do coelho. Mia conteve um riso, como se eu tivesse feito a pergunta mais tola do mundo.

“Todos monstro possui uma gema mágica. A qualidade da gema e seu tamanho depende do poder do monstro, quanto mais forte for o monstro, maior vai ser a qualidade e tamanho da gema!” Ela retirou uma pequena bolsa em sua cintura, retirou a carne do coelho, e colocou de volta, como se fosse mágica.“Essa é uma bolsa mágica de baixo rank, guarda até trinta quilos.”

Havia muitas perguntas que eu queria fazer. Então lembrei do meu talento inato, me perguntando o que significava.

“O que é talento inato?” Por fim eu lhe perguntei.

“Um talento inato é um dom especial que algumas pessoas nascem. Há dos mais variados tipos de talentos inato, alguns raros, outros comuns, ter um deles garanti uma vida tranquila e próspera.”

“Ou uma vida curta e infeliz” gritou Sofie do outro lado da clareira, caçando coelho.

Perguntei o que significava os níveis, classe e habilidade ativas e passivas. Ela me explicou tudo como se estivesse ensinando uma criança. Compreendi que os níveis representa nossa força, derrotando monstros ajuda a subir de nível, aumentando nossas estatísticas base de poder.

Ter uma classe aumenta a estatística de poder base, facilita aprendizagem de habilidades relacionadas a classe escolhida. Por exemplo, para alguém sem classe que tenta aprender a habilidade passiva esgrima, pode levar várias semanas se não meses, já alguém da classe espadachim pode desbloquear a habilidade passiva esgrima sem ter que treinar, outras habilidades relacionado com a classe espadachim podem ser aprendidas mais facilmente, quanto comparando com alguém sem classe ou de uma classe não-guerreira.

Habilidade são separadas em dois tipos: ativas e passivas.

Habilidades ativas são golpes que requer uma palavra de comando ou um cântico dependendo da habilidade ativada. Essas habilidade tem custo de poder para ser ativado, e algumas tem limite de ativação por dia. Já as habilidades passivas não requer comando, e são ativas de acordo com as condições necessárias da habilidade.

Nos dois tipos de habilidade há level que vai do 1 até o 10.

Por exemplo, um espadachim do lv 1 ao lv3 pode aprender habilidade de espada básicos. Do lv 3 ao lv 6, pode aprender habilidades intermidiária. Do lv 6 ao lv9, pode aprender habilidades avançadas, e no lv 10 você se tornar um mestre da espada, podendo aprender habilidades lendárias.

Existe um poder chamado magia. Há vários tipos de magia, Sofie é uma bruxa, bruxas podem usar dois tipos de magia: santa e negra.

Como as habilidades tem level, quanto maior o level de uma respectiva magia, mais magias podem ser aprendidas e conjuradas.

Eu escutava toda explicação sem piscar, fascinado por todo aquele novo conhecimento. Meu espirito foi levado as alturas. Medo que sentia por não saber quem era, deu lugar ao sentimento de entusiasmo. Minha mente curiosa desejava saber mais, já meu estômago clamava por comida.

“Aqui, coma isso” ela me ofereceu um pedaço de carne seca. Sem hesitar aceitei, devorando em pouco segundos, satisfazendo parcialmente minha fome.“Coma mais, vai ajudar a manter a boca fechada!”

Eu me envergonhei.

Enquanto eu devorava os vários pedaços de carne seca, ela falou:

“Aconselho a adquirir logo uma classe” disse ela observando os arredores.“Esse mundo e perigoso, cheio de monstros e pessoas que vão o prejudicar para obter lucros. Se você continuar sendo lv 1 sem classe vai se tornar um alvo fácil para mercadores de escravos, ou pessoas que querem fazer dinheiro fácil.”

Ela tinha razão. Eu não tinha fundos, não sabia quem era, nem teria roupas se não fosse por ela. Era assustador não saber quem você é ou não ter nada, meu coração se tornou pesado, meu rosto se tornou sombrio.

Mia colocou sua mão cheia de galos sob meu ombro, apertou firme, e falou:

“Não se preocupe” disse ela com uma voz tranquilizadora.“Eu vou te ajudar!”

Sua bondade mexeu com meu coração. Um sorriso involuntário surgiu em meu rosto preocupado.

“Prometo que eu vou te reembolsar por toda ajuda!” Eu gritei cheio de convicção e gratidão.“Mas, como eu faço para adquirir uma classe e um trabalho?”

“Na cidade Elba, tem uma associação dos aventureiros.”

“Associação dos aventureiros?” Eu perguntei.

“Sim, lá você pode adquirir uma classe e se tornar um aventureiro. Usando seu poder para cumprir missões de busca ou subjugação. É um trabalho perigoso, porém você e bem pago, cumprindo as missões da associação você vai subindo de rank!”

Sofie se aproximou de nos, trazendo consigo dois coelho de um chifre – pelo cajado ensanguentado não foi difícil de imaginar o que aconteceu.

“Não engane esse garoto, Mia!” disse ela mal-humorada.“A vida de um aventureiro e perigosa, pobre, e a dias em que você não tem o que comer, ou tem que adentrar uma maldita floresta a procura de goblin fedorentos!”

Mia deu de ombro, desmantelou os dois coelhos com maestria impecável. Nossa conversa continuou, falando sobre os riscos e benefícios de ser um aventureiro. Para alguém que não sabia quem era, sem classe e dinheiro, ser uma aventureiro era o melhor caminho a seguir.

“Hum….Pensando bem, se você se tornar um aventureiro, talvez você descubra quem é?” Sofie disse pensativa.

“Como assim?” eu perguntei.

“Dependendo de seu poder, pode se tornar um aventureiro de renome, famoso no reino. Sua família pode acabar descobrindo seu paradeiro, ou com o dinheiro pode contratar aventureiros para investigar seu passado!”

“Até que você sabe falar algo bom!” disse Mia segurando um riso.

As duas começaram uma nova briga, eu as observei, me divertindo. Não podia saber quem eu era, mas sabia o que poderia ser a partir de agora. Eu era um papel em branco, podia ser um espadachim, ou um mago, posso ser um herói ou vilão. Meus lábios desenharam um sorriso, entusiasmado pelas possibilidade e caminhos que posso trilhar.

O vento soprou forte de repente, trazendo consigo um cheiro nauseante. Mia foi a primeira a expressar um rosto tenso, seguido pela bruxa Sofie. Me puxaram para o centro da clareira, Sofie apontou seu cajado para os arbustos próximos. Mia cerrou seus punhos assumindo uma posição de combate.

“Estamos cercados” disse Mia com um rosto tenso.“São vinte goblins, e um goblin líder!”

Vinte goblin surgiram da mata ao redor, nos cercando.

Goblin são monstros humanoides, baixos, pele verde, de aparência horrenda. Vestiam peles e seguravam lanças rústicas ou porretes de madeira. A cima da cabeça dos goblin paira seu HP, level e rank, não tinham nomes. Todos estavam entre o nível três a quatro, já seu líder trajava armadura de couro gasto e seu level era cinco.

“Que a magia em minhas veias se materialize em uma flecha que irá perfurar meus inimigos! 「Flecha Mágica」! ”

Sofie agitou seu cajado, uma luz azulada emanou por sua mão, cobrindo o cajado, disparando uma flecha azulada que percorreu seu caminho até acertar o goblin, perfurando seu corpo.

Meus olhos se arregalaram, fascinado pelo poder da magia.

“Não se impressione só com isso” zombou Mia, se agachando.“「Aceleração」
! ”

Vi a mesma luz azulada da flecha mágica cobrindo as pernas dela, chutou a terra, lançando por todos lados as pequenas pedras que estavam abaixo de seus pés. Correu em alta velocidade, formou garras com sua mão, dilacerando gargantas de três goblin próximos.

“Uau!” exclamei impressionado.

Sofie cantou mais três vezes lançando 「Flecha mágica」, a cada conjuração seu rosto se tornava mais pálido. Surgiu atrás dela um goblin, quase a perfurando com sua lança rústica. Não raciocinei, corri em sua direção, mas eu era lento demais.

Se eu pudesse ser mais rápido, pensei desesperado. Então, lembrei daquela luz azulada cobrindo as pernas de Mia, aumentando sua velocidade. É isso, eu pensei, se eu puder usar aquele poder!

Sem pensar duas vezes, sem saber como funcionava aquela habilidade, apenas com meu instinto, apenas com o desejo de salvar aquela garotinha de orelhas pontuda, eu gritei:

“「Aceleração」!”

Poder mágico fluí em minha perna, fortalecendo músculos, aumentando a velocidade. Mergulhei na direção dela, a empurrando para longe, a lança que iria perfurar o corpo dela, passou raspando por meu ombro, causando uma leve corte sangrento. Cai no chão de terra úmida, mais três goblin surgiu, dois vestiam peles e seguravam porretes de madeira, o outro segurava uma lança. Os quatro me cercaram, por puro instinto, cerrei os punhos, preparando para o combate. Por cima do meu ombro, uma flecha mágica passou zunindo, diminuindo para três os goblin que me cercavam.

Formei um punho, acertei o primeiro a minha direita. Meu soco esquerdo foi te encontro com o rosto horrendo da criatura, afundando na carne repugnante, deixando seu rosto ainda mais horrendo, com um soco rápido de direita esmaguei sua cabeça, como se meus punhos fosse um martelo de guerra.

Meus punhos foram coberto pelo sangue verde-escuro da criatura.

“Incrível!” Exclamou Sofie ofegante.“De onde vem toda essa força?”

Eu não respondi, estava concentrado, me esquivando dos porretes de madeira e lanças que visavam me acertar. Ouvi Sofie começar a cantar novamente, como esperado, outra flecha mágica passou por mim, perfurando um goblin.

Os goblin sobrevivente gritava, agitando descontroladamente sua arma. De longe dois goblin atiraram suas lança em minha direção, saltei para o lado, rolando pelo chão de terra úmida, evitando as lanças rústicas.

Já o globin próximo de mim não tive a mesma sorte e foi perfurado pela lança de seus companheiros.

Por instinto apontei um dedo para os dois goblin, a energia azulada cobriu meu braço, fluindo até meu dedo.

“「Flecha mágica」!”

Como eu tinha imaginado, meu dedo disparou uma flecha mágica, sem cântico, apenas com a palavra de comando. Em seguida disparei uma segunda flecha mágica, drenando minhas forças, longo compreendi o grande esforço que Sofie estava realizando ao conjurar flechas mágicas consecutivas.

Mia estava enfrentando o goblin líder e três goblin com lanças e porretes de madeira. Usando a habilidade 「Aceleração」, junto com suas garras, não havia nada que sobrevivesse a uma única greve, logo dois dos três goblin tombaram, o terceiro eu conjurei 「Flecha mágica」o perfurando, deixando a luta mais fácil.

Diferente dos goblin comuns, o goblin líder possuía habilidade ofensiva.

“「Estocada dupla」!”

A estocada de lança, de repente se tornou duas estocadas rápidas. Para minha surpresa, ela permaneceu parada, sem o menor sinal que iria recuar ou se defender do ataque, no último segundo ela gritou:

“「Pele de ferro」!”

Por alguns instantes sua pele se transformou em ferro, a protegendo da estocada dupla. Sua pele retornou ao normal, inclinou seu corpo, seus dedos emanaram poder mágico.

“「Dedos perfuradores」!

Seus dedos dispararam um estocada rápida, perfurando a garganta do goblin líder, ela girou seu corpo, formando garras com a mão, dilacerando a garganta do goblin líder. Seu equipamento estava todo ensaguentado, e suas mãos manchadas com o sangue verde-escuro dos goblin.

Não havia mais inimigo, eu e Sofie derrotou uma parte. Mia derrotou o restante, provando que sua força não era para se levar de ânimo leve. Após adrenalina passar, meus joelhos tremeram, cai no chão. Não acreditava no que eu fiz, nem sabia como ao exato eu pude reproduzir as habilidade delas.

Verifiquei minha janela de status:

Janela de status
Nome:Lyam MarweRaça:Humana
Classe:Sem classeNível:1
HP:240MP:120
Força:40Agilidade:32
Vitalidade:95Inteligência:35
Sabedoria:33Sorte:25
Resistência: 23 Charme: 32
 Habilidades Passivas
Nenhuma
 Habilidades Ativas
-Magia vermelha: lv 1
-Artes marciais: lv 1
 Talento Inato
– Super Gênio: lv 1

Antes não havia habilidade ativas. Adquiri magia negra e artes marciais, não compreendi a princípio como adquiri magia vermelha, depois descobri que flecha mágica e uma magia que pode ser aprendida com lv 1 em magia vermelha. Assim como aceleração, pele de ferro, e dedos perfuradores eram técnicas de artes marciais.

Mia caminhou com passos cambaleantes em minha direção, se jogando na terra úmida. Sofie estava deitada na terra, dormindo, exausta por ter usado todo seu MP.

“Como você conseguiu usar nossas habilidades?” perguntou mia.

“Eu não sei” respondi sinceramente.

“Só um talento inato raro, poderia explicar como um humano lv 1 sem classe pode usar 「Aceleração」 e lançar magia vermelha lv 1 sem cântico” disse ela com um tom sério, e perguntou:“Você tem um talento inato?”

“Sim” eu respondi.“Mas não sei o que faz.”

“Olhou a descrição?”

Eu disse que não, não sabia como, Mia, me ensinou como verificar a descrição das habilidades e talento inato.

Talento inato:
Super Gênio lv 1
Experiência:(2/10)
Para seus olhos e mente de um super gênio não há nada que você não possa fazer, nenhuma língua que não possa falar ou escrever. Quando visto uma habilidade ou talento pode o recriar adquirindo a habilidade desejada, não precisando de treinamento, estudos ou cântico para conjurações.
No lv1 você pode recriar qualquer habilidade ou talento inato até lv3 de alguém no máximo vinte níveis acima de você.

Após ler meu talento inato compreendi como consegui reproduzir as habilidade de Mia e Sofie. Não disse nada para Mia sobre meu talento, meus instintos de sobrevivência disseram que se alguém descobrisse sobre meu talento inato, eu teria uma vida difícil.

Após descansar algumas horas, Mia desmantelou todos goblin alegremente, Sofie entrou em estado de meditação recuperando seu MP, quanto recuperou parte de seu MP usou magia santa lv 1 para purificar nossas roupas ensanguentadas, as limpando, e curou nossos ferimentos.

“Magia santa e especializada em suporte, cura, e purificação” disse Sofie para mim.

Eu analisei sua magia santa e lancei 「Cura」sob os hematomas roxos, os clareando, após dez minutos tinham sumido completamente. Ajudei a curar os hematomas e cortes espalhados pelo corpo de Mia.

“Aprende rápido garoto” disse Sofie com descrença.“Rápido até demais!”

Eu não respondi, continuei com o tratamento.

“Vamos retornar para cidade antes que escureça” disse Mia em tom urgente.“Acredite em mim garoto, esses goblin não são nada, comparando com os monstros que saem a noite.”

Mia seguiu em frente, nos guiando para saída da floresta.

Suas orelhas felpudas se contraía com o menor ruído, balançava sua cauda prateada, animada com algo que eu desconhecia. Por instinto toquei minha cabeça, procurando por orelhas felpudas, não encontrei nada, tateei meu rosto, eu era diferente delas.

“Você é um humano, apesar do leve cheiro de réptil em você” disse Mia, mudando de direção, se agachando ao passar por um grande tronco caído.“Sabe o que eu sou?”

“Não sei, desculpe” falei sem jeito.

“Eu sou uma demi-humana da raça Lycan” disse ela.“Aquela baixinha que pode ser confundida com um goblin, e uma bastarda meia-elfa.”

“Quem está chamando de goblin? Sua vira-lata bastarda!” disse Sofie com um olhar zangado.

“Em nosso mundo, garoto, há diversas raças e humanos de etnias diferentes” disse Mia ignorando a meia-elfa zangada.“Todos diferente do seu modo, esteja preparado para encontrar todos tipos de pessoas e raças.”

Atravessamos um riacho gelado, grandes pedras cinzentas cobertos por muscos, movidos pelo vento as copas dos pinheiro farfalham. Tudo era novo para mim, meus olhos cintilava de curiosidade e adoração pela paisagem.

Após vinte minutos de caminhada, ouvi uma respiração entrecortada, virei o rosto em direção da respiração irregular, encontrando a meia-elfa coberta de suor, se apoiando em seu cajado.

“Você lançou magias maravilhosas” eu disse com um sorriso.“Mas sua resistência é miserável.”

Mia gargalhou, quebrando o silêncio.

“Você pode não saber quem é” disse ela para mim.“Mas, e forte, é esperto pelo que vejo!”

As maçãs do rosto de Sofie foram tingidas de vermelho. Seu olhar zangado, perfurava meu corpo.

“Hump! É de senso comum que conjuradores tem um péssimo físico!”

“Não tão péssimo como você!” Disse Mia, suprimindo uma nova gargalhada.

“Conjuradores?” perguntei, curioso com aquela nova palavra.

“Todos habitantes de Aayós nascem com uma certa quantidade de magia dentro de si. Habilidades como artes marciais e outras técnicas consomem uma pequena parte desse poder. Porém a magia dessas pessoas e pequena demais, para que possa ser manisfestada em um feitiço. Nós, conjuradores nascemos com grande poder mágico, e podemos controlar a magia que flui em nossas veias, nos chamando de conjuradores.”

“Então eu sou um conjurador?” perguntei a ela.

“Sim, seu poder mágico e grande o suficiente para usar magia vermelha lv 1” respondeu ela, pensativa, afastando galhos com seu cajado.

“Um espadachim também!” interviu Mia.“Pelo físico do seu corpo posso deduzir que você passou por um treinamento corporal. Sua resistência, força e raciocínio rápido são de um espadachim nato.”

“Magia compensa nossas fraqueza” disse Sofie com uma voz arrogante.“O que um espadachim pode fazer diante de um feitiço poderosa?”

“O tempo de conjuração de um feitiço pode ser longo” Mia respondeu em um tom composto.“O tempo que você leva para conjurar uma flecha mágica seria o suficiente para me aproximar e rasgar sua garganta!”

“Eu posso ser os dois?” perguntei animado.

“Vai depender da classe que estiver disponível para você” respondeu Mia, pensativa, continuou:“A associação dos aventureiros possui um relíquia mágica chamada “pedra do julgamento”, relíquia mágica que concede classes de acordo com seu potencial……Vamos deixar essa explicação para quanto você se registrar como aventureiro.”

Assimilei em silêncio as informações adquiridas com aquelas duas garotas.

Saímos da floresta, diante de mim se revelava colinas verdejantes, mais a frente uma pequena cidade em forma de losango protegido por altas muralhas de pedra, ao redor das muralhas havia um foço. Seguimos em frente, descendo, quanto olhei para trás perdi o fôlego. Atrás do mar de floresta de pinheiros se erguia inúmeras montanhas de picos nevados, formando uma longa cadeia de montanhas que seguiam sem fim até o horizonte.

O sol estava se pondo atrás das cordilheiras, apressamos o passo nos dirigindo para cidade Elba. Passando por pequenas torres de pedra com dois andares, guarnecida por guardas de armaduras de ferro, de níveis entre cinco e seis. Nos olhavam com olhos duros, a sua volta havia um ar experiente.

Do lado oeste da cidade notei no horizonte grandes moinhos de vento, girando lentamente suas hélices, de alguma forma sabia o que era – mas como eu sabia?

Não muito distante vi as fazendas e sentinelas fazendo ronda próximo as torres de dois andares. Seguimos a estrada de terra, a nossa frente havia outros aventureiros protegendo caravanas, ou talvez voltando de alguma missão.

Passamos por eles seguindo até a ponte levadiça.

“Alto, identificação!” disse um dos guarda bloqueando nosso caminho.

Mia e Sofie apresentaram cartões negros requintados. Ela narrou uma triste história para o soldados, história em que eu era um viajante azarado que foi assaltado, ficando sem nada. Sua mentira era tão convincente que por um momento acreditei nela.

“Jovem, vou permiti sua passagem por causa da Mia” disse o guarda com arrogância, seus olhos lascivos fitavam os grandes seios dela.”Só tome cuidado para que ele não cause nenhum problema.”

Relutante, agradeci, passamos pela ponte levadiça adentrando a cidade Elba.

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