Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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Magusgod: um capítulo curto mostrando interação de Lyam com seus quatro filhos e o inicio de uma caçada.


Caçando bandidos! (1 Parte)

 

Poucos dias se passaram.

Eu estava em um dos quartos do castelo com meus quatro filhos sentando em cadeiras alinhadas. Em cima de suas mesas estava uma apostila escrito:como ser um bom Anti-herói. Todo o quarto foi alterado e reestruturado com meu talento inato【Mundo Ideal】para se parecer com uma sala de aula real.

Por que estou fazendo tudo isso?

Não é obvio? Eu sou pai deles, e como um bom pai tenho ajuda-los a se tornar humanos exemplares para sociedade atual!

Quando estava pensando como começar a aula, Héstia timidamente levantou a mão. Diferente dos seus irmãos, ela tinha uma expressão tímida e assustada, talvez tenha puxado sua mãe que era da mesma forma quando pequena.

Eu havia falado para Desy que os três foram criados a partir de genes de outros homens. Bom, como posso dizer isso, eu não queria mentir para ela.

Mas, os três são meus filhos, feitos a partir do meu genes e genes de outras mulheres.

Quando penso como contar isso para ela, sinto arrepios na nuca.

“Sim, Héstia, pode perguntar” falei num tom amável.

“Humm…P-p-pai, o que é um Anti-herói?”

“Antes de explicar o que é um anti-herói, infelizmente tenho que explicar o que é um herói” caminhei até a lousa negra e comecei a escrever com giz mágico, fazendo as palavras flutuarem no ar como se fosse um projeção 3D.”Heróis, também conhecidos como B.B.H.V – bando de bundões humildes virgens. É uma doença que torna uma pessoa saudável em uma ameba sem cérebro que quer salvar qualquer pessoa sem um fim lucrativo, ou seja, salva apenas por salvar. Infelizmente essa doença chamado herói não tem cura.”

“Papai, o que fazemos se encontrar com alguém infectado com essa doença?” perguntou Juno.

“De preferência mate-o antes de poder abrir a boca. Porém, tem que ser um golpe certeiro, destruindo o cérebro ou coração, caso contrário voltaram a se levantar como uma barata resistente. Outro perigo de enfrentar um herói a longo prazo e ser contaminado pela doença. Foi provado cientificamente que a doença herói e contagiosa, o modo de transmissão é através das palavras. Suas palavras tem um grande poder de contagiar outro ser humano saudável.”

“Que assustador, espero não pegar a doença herói!” gritou Juno.

“Hump, com meus raios vou fritar a cabeça do primeiro herói que eu ver!” exclamou Júpiter.

“Buraco negro” falou Pandora meneando com a cabeça.

Sinceramente, essas crianças me faz um pai extremamente orgulhoso!

“P-paai…O que é um virgem?” perguntou Héstia.

Essa garota fez uma pergunta séria. Previ que uma questão como essa poderia ser feita no futuro. Para essa situação preparei a melhor resposta evasiva de todas.

“Você é muito nova para saber o significado dessa palavra, quanto estiver mais velha eventualmente vai descobrir no tempo certo” respondi evasivamente.

Desenhei uma série de desenhos na lousa e os desenhos começaram ganhar vida. O primeiro desenho era de um carroça de um mercador sendo atacada por bandidos. Então um guerreiro com o rosto igual ao do herói Seiji Tanaka, aparece e derrota os bandidos maus, amarra eles e entrega para os soldados, salvando o mercador sem pedir nenhuma recompensa.

“Agora os quatro juntos vão analisar a situação. O que o guerreiro fez está certo, ou errado? Escrevam sua opinião e façam uma lista com o motivos do que o guerreiro fez de bom, ou de errado. Vocês tem cinco minutos!”

Os quatro olharam com seriedade a série de desenhos analisando a situação em um todo. Conversaram um com o outro trocando suas opiniões e fazendo uma lista.

Cinco minutos passaram rapidamente.

Pandora foi escolhida como a representante.

Ela se levantou e começou a falar:

“Está claro devido as ações do guerreiro, o que ele fez está totalmente errado” falou Pandora num tom composto.”O primeiro erro foi derrotar os bandidos e amarra-los. O certo nessa situação seria matá-los, corta suas cabeças e entregar ao oficial responsável da área e receber a recompensa e eventuais prêmios pela cabeça dos bandidos. Segundo erro, talvez o mais grave, foi não cobrar uma recompensa do mercador. O certo nessa situação seria cobrar uma recompensa de acordo com o nível de perigo que os ladrões representam, em uma analise mais profunda, verificar que tipo de mercadoria o mercador está levando e o tamanho de sua riqueza. Existe um terceiro fator importante na questão, pai, devido ao comportamento do guerreiro, humildade e altruísmo, acreditamos que ele esteja contaminado com a doença Herói.”

Clap! Clap! Clapl

Aplaudi com louvor.

“Parabéns, merecem um A+! Pandora venha até a lousa e desenhe o método correto nessa situação.”

Após apagar a lousa.

Pandora desenhou a mesma situação anterior do mercador sendo atacado pelos bandidos. O guerreiro percebeu o ataque, porém não fez nada, escondeu-se em um lugar e observou os números e o nível de equipamento dos bandidos. Aguardou o mercador sofrer um pouco, depois apareceu massacrando os bandidos e guardando suas cabeças em uma bolsa para recolher a recompensa mais tarde. Falou com o mercador, extorquiu até a última moeda….E o desenho acaba com o guerreiro feliz segurando uma bolsa cheio de moedas.

“Muito bem!” exclamei com orgulho.”Essa situação responde a primeira questão. Um anti-herói e o oposto de alguém infectado com a doença herói, um ser humano justo e orgulhoso que não sai salvando ninguém sem um preço adequado, e não tem nenhuma piedade com seus inimigos!”

Descrevi outras situações até que cada palavra estivesse gravada em seus corações e almas. Eles eram meus tesouros, queria o melhor para eles, e como pai eu seria magoado se meus filhos se tornar heróis.

Enquanto dava aula para as crianças, alguém bateu na porta.

“Entre.”

A porta foi aberta, revelando um imenso cavaleiro, corpo robusto, usando um conjunto completo de armadura pesada. Usava um imenso manto de pele de urso por cima. Seus olhos eram como as de um réptil e atrás de si era visível sua cauda escamosa.

Esse cavaleiro era um dos sobrevivente da Guilda Ragnarok; Ivo um lizardman.

Não era o cavaleiro mais esperto, entretanto era o melhor em termos de força e habilidade.

“Algo aconteceu?” perguntei.

Ivo se ajoelhou e relatou:

“Meu senhor, algumas aldeias ao leste da capital foram atacados por um grupo de bandidos” relatou com urgência.

“Atacando aldeias no inverno?” franzi a testa.

“Sim, foram o que os sobreviventes relataram” Ivo explicou.

“Seus números?”

“De acordo com os sobreviventes, entre 50 a 80 bandidos a cavalo” respondeu, continuou ajoelhado aguardando instruções.

Era estranho bandidos atacarem durante o inverno. Havia vários riscos, como o de congelarem até a morte se forem pegos em uma tempestade de neve. Entretanto, não era tão estranho. O inverno mal tinha começado, as patrulhas diminuíram o que torna mais fácil de saquear as aldeias.

Olhei para meus filhos e sorri. Era uma situação perfeita para um teste prático.

“Ivo convoque seus 40 melhores homens! Convoque Abhi e Raysa e mais dez caçadores de elite. Reúna todos no pátio, vou acompanha-los nessa caçada!”

“Como desejar, senhor!” sibilou animadamente, saiu do quarto.

Olhei para os quatro. Estavam obviamente animados com a ideia de sair em uma caçada aos bandidos comigo.

“O que estão me olhando? Preparem suas armas e regulem seus bio-trajes! Hoje vamos caçar alguns vermes que ousaram atacar meu território!”

“Sim!!” gritaram em uníssono.

Os quatro começaram as preparações para caçada.

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