Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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Uma conversa entre dois deuses

 

 

“Na loucura do pensamento de um homem. Nasce o pesadelo de mil mundos, de mil eras, de mil universos” falou, sua voz era abafada por uma máscara em forma de caveira. Pelo visor de seu capacete podia ver a leitura de dados de energia e ver através das construções, olhando diretamente para a forma de energia das quatro crianças e os mechas-antideuses.

Ele estava perdido em seus pensamentos. Parado no meio do céu, entre a neve, envolvido por seu manto escuro como as estrelas que o tornava praticamente indetectável, até mesmo para os deuses. O manto era uma relíquia tecnológica encontrada nas ruínas de uma civilização antiga em seu mundo, chamado de【Manto de Hades】. Assim como seu bio-traje especial, ganho nas inúmeras explorações perigosas feitas pelo universo.

Não podia ver o mundo, nem a beleza do mundo, nem as cores. Havia perdido a muito tempo o dom da visão. Tudo para ele era energia, os seres vivos fagulhas de luzes brilhantes, os rios de energia mágica que cruza os céus e a terra eram como dragões invisíveis para os olhos normais de uma pessoa.

Por ironia do destino, como o Deus Odin na mitologia nórdica, que para beber da fonte da sabedoria sacrificou um de seus olhos. No caso dele. sacrificou os dois olhos em busca do conhecimento de mil mundos.

“Um jovem tolo” falou uma voz juvenil de cabelos escuros e olhos cinzentos contendo um poder ancestral. Sua aparência era a de um jovem adolescente em seus treze anos, mas sua aura era a de um soberano de mil mundos.

“É como você o vê, Arthur?” perguntou sem ficar surpreso pela aparição repentina de Arthur. Já estava acostumado com suas aparições repentinas. Arthur era um deus poderoso que conheceu em suas viagens pelas dimensões. Não gostava de sua forma de pensar, nem de seus métodos complacente. Não conseguia compreender como um idiota afável sobreviveu por tanto tempo e se tornar um 【Deus Cósmico】.

Talvez meus pensamento que sejam distorcidos demais, pensou ele.Desde quando era pequeno, precisei aprender a ser cruel, para poder sobreviver e chegar até onde estou. Um coração mole é um convite para um desastre.

Seu caminho não foi fácil. Para chegar até onde está, teve que trilhar um caminho sangrento. Sem um coração duro como o próprio aço, forjado por sua mestra e pessoas especiais que conheceu em sua vida. Seria impossível chegar tão longe.

“Sim, ele é um tolo, e minha filha mais tola ainda por se apaixonar por ele” falou um com um suspiro deprimido.

É você, e o mais tolo de todos, por estar conversando tão amigavelmente com alguém que o traiu e roubou o fragmento da chave de virkelighet, pensou ele.

“Aos meus olhos, Lyam é um gênio, Arthur.”

“Um gênio, Deus cego?”

“Não sou um deus, por favor me chame de Aur, esse é meu nome!” falou num tom com advertência. Não queria ser chamado por um codinome idiota criado por Arthur. Quando os seis pela primeira vez se reuniram em busca do fragmento da chave de virkelighet, todos tiveram um codinome.

Arthur e Freyr tinham os seus próprios codinomes chamativos. Para Aur, os dois eram apenas os idiota número 1 e idiota número 2.

“Por baixo de toda essa casca de pessoa irresponsável e infantil, existe um gênio assustador, dono de uma sabedoria invejável” continuou Aur.“Aqueles mechas orgânicos são um bom exemplo de sua genialidade. Ele combinou os genes das raças mais poderosas do universo e criou uma forma de vida única. Não somente isso, como ele sabia que um mecha orgânico com uma consciência e alma seria difícil de controlar. É o que ele fez? Separou a mente e alma dos mechas orgânicos em quatro crianças que tem seus próprio gene, seus filhos, eliminando qualquer possibilidade de sua criação voltar-se contra si.”

Por um breve momento deixou sua paixão por tecnologias dominar suas emoções. Na sua cabeça, era impossível Lyam ser um idiota imprudente, acreditava que fosse apenas um disfarce para esconder sua verdadeira personalidade.

Aur mal podia saber o quão enganado estava.

Ficaram em silêncio observando a carruagem deixando as instalação, seguindo em direção ao palácio de Alba.

“Se aquelas coisas saírem do controle, serão uma ameaça para o universo” falou Arthur num tom pensativo.”O que me faz pensar, por que você está aqui? O que está tramando Aur?”

“Estava procurando por algo, até que eu senti uma aura profana e a distorção nas leis do universo” respondeu casualmente.”Agora que eu sei a causa, não tenho motivos para ficar mais nesse mundo.”

Aur se virou pronto para deixar Aayós.

Parou, lembrou-se de algo e falou:

“Tenha cuidado, Arthur, sou cego, mas posso ver coisas que você não pode. Vejo a escuridão ficando mais forte a cada dia, as crias do caos estão ficando agitadas e as estrelas morrendo mais rapidamente.”

“O que você quer dizer?” perguntou.

“Eu falei tudo o que precisava dizer” respondeu com um sorriso. Aur tirou de sua cintura um aparelho redondo, e pressionou, distorcendo o ar ao redor, abrindo um portal oval.

Sem falar nada, atravessou o portal.

Arthur ficou observando sua filha interagindo com sua filha gerada artificialmente.

Deixou escapar um sorriso aliviado.

Se algo acontecer, esse tolo vai dar um jeito, pensou Arthur dispersando sua consciência, retornando para o local que repousava.

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