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Caçado Bandidos! (2 Parte)

 

 
No pátio do palácio. Quarenta cavaleiros faziam os preparativos para a caçada. Seus escudeiros, ajeitavam as selas do cavalo, afiavam as espadas, e deixavam as cotas de malhas dos cavaleiros brilhando como prata. Muito dos escudeiros eram recrutas da academia militar ou jovens com talentos latentes, escolhidos para ser aprendizes dos cavaleiros veteranos.

Minutos mais tarde Abhi e Raysa apareceram com mais dez caçadores de elite. Todos usavam armaduras de couro leve e mantos capuzes cobrindo suas cabeças, escondidas por uma máscara de lobo – apenas os caçadores de elite ganham a máscara do lobo branco.

Em suas costas carregavam Fuzil de precisão, feito para ser igual ao Dragunov SVD Black, preso nas correias do cinto cheio de pequenos bolsos dimensionais havia vários cartuchos de balas.

(Magusgod: Para aqueles curiosos da aparência da arma mencionada acima, por favor clicar no link —>Dragunov SVD Black )

“Meu senhor, vai se juntar a caçada aos leitões?” perguntou Abhi, líder dos caçadores de elite de Alba. Tirou sua máscara de lobo alfa revelando um sorriso em seu rosto cumprido de queixo pontudo e olhos de águia. Nesses quase seis anos havia crescido bastante.

“Sim, meu caro amigo, sabe como é? Meu traseiro estava ficando quadrado por ficar sentado naquela maldita cadeira por tanto tempo!” falei, provocando gargalhada entre meus homens.”Raysa, como vai seu filho?”

Olhei para Raysa, que se tornou uma bela mulher gato com seios fartos, quase não a reconheci quando despertei após dormir por cinco anos. Esses dois que sempre viveram brigando, casaram-se e tem um filho com dois anos de idade.

Eram meus melhores caçadores e como Ivo, aqueles que tenho um carinho especial. Talvez eles me vissem como uma espécie de pai, já que eu os salvei de uma vida de escravidão, alimentei e os treinei, tornando-os caçadores de primeira classe.

“Vai bem, chefe, é uma criança bem animada!” falou Raysa num tom humorado.”Soube que também tem os seus, são aquelas crianças?”

Raysa apontou o queixo para as quatro crianças atrás de mim, sentadas no banco do pátio do palácio, regulando seus trajes, verificando suas botas de flutuação – botas mágicas que permite flutuar sem ter que usar suas habilidades Espers -, em seus colos suas armas.

Para Juno, duas pistolas tipo Psico 10.9 mm com um pente com quarenta disparos. Eu poderia criar uma pistola com um calibre maior como no caso do Revólver Espiritual tipo Gungnir 29.7 mm que pode atravessar as escamas de um dragão como se fosse papel. Entretanto era melhor não criar muitas armas com alto calibre, mesmo eu poderia morrer se levasse um tiro na cabeça de uma arma com o calibre do revólver espiritual tipo Gungnir.

Para Júpiter, uma lança tecnológica com a função especial de amplificar o poder do dano de ataques elétricos, nomeei de【Lança de Zeus】, fazendo referência ao rei dos deuses do olimpo, Zeus.

(Magusgod: Na mitologia romana Júpiter é Zeus na mitologia grega, e Juno é Hera na mitologia Grega, os dois são irmãos e casados. Apenas quero deixar claro que os filhos de Lyam, apenas tem o mesmo nome e nada mais, nem vai haver incesto ou algo do tipo.)

Para Pandora, 【Esfera de Nyx】, uma pequena esfera negra. A esfera tecnológica amplifica os poderes Esper de Pandora, aumentando o poder de sucção do micro-buraco negro.

Para Héstia, um Dragunov SVD Black, era a melhor arma que combinava com a personalidade de Héstia.

Estava pensando em substituir todos arcos por Sniper Rifles Dragunov SVD Black, que tem um maior alcance – 1.300 metros de distância -, e poder de fogo quando comparado a um arco e flecha. Entretanto, não era uma ideia viável no momento. O custo e materiais necessário para fabricação era muito grande.

Atualmente apenas os caçadores de elite usam Sniper Rifles tipo Dragunov SVD Black.

“Sim, puxaram a beleza do pai não é?” falei com orgulho.

“Puxaram a beleza de suas mães, aquela garotinha com um Sniper Rifle, parece muito com uma certa coelha” falou com um sorriso malicioso. Não respondi. Se falasse algo confirmaria o que talvez todo mundo no palácio já sabia.”Mudando de assunto, chefe, ela vai ficar bem manuseando um Sniper Rifle? Seu peso e força de recuo não é algo que uma garotinha pode lidar.”

“Não se preocupem, ela é minha filha no fim das contas, Héstia e mais forte do que aparenta.”

Raysa não fez mais perguntas. Após todos preparativos estivam terminados, conjurei em cada homem e cavalo a magia【Resistência ao Frio Maior】, diminuindo o efeito do inverno sobre meus homens.

Juno, Júpiter e Pandora, de forma desajeitada montaram em seus próprios cavalos. Héstia montou junto comigo – devo admitir que era estranho ver crianças com bio-trajes e capacetes de alta tecnologia montado em cavalos.

Saímos pela saída lesta da cidade.

Hoje vou ensinar a esses bandos de bandidos as consequências de atacar meu território.

************

 

Levamos uma hora á cavalo para chegar até a aldeia atacada. Ficava em um amplo vale coberto por um cobertor de neve branco, poucos metros de um riacho congelado. O vento gelado balançava as copas dos pinheiros, neve que caía soterrava o que restou da aldeia queimada.

Esporeei o cavalo, passando pelas estruturas e corpos carbonizados. Devem ser apenas camponeses, crianças, todos trucidados e queimados juntos com a aldeia. Eu não era nenhum herói. Estava acostumado a matar e ser cruel, mas eu era cruel contra homens armados, que podiam se defender, não contra camponeses e crianças.

Por mais que eu me considerasse um vilão, essa era uma crueldade que jamais poderia fazer.

“Senhor, seguiram para leste” falou Abhi, agachado no chão, analisando os rastro deixado pelos bandidos. Olhou para o leste, vendo a única estrada que passa entre duas montanhas cobertos por um vasto bosque de pinheiros.“Provavelmente estão escondendo-se nos bosques.”

“Consegue rastreá-los?” perguntei.

“Sim, mas não seria sensato” respondeu Abhi.”Pode ser uma armadilha para nos atrair.”

Considerei a mesma hipótese. Os rastros estavam claros demais, como se tivessem sidos deixados de proposito. Era quase certo que se tratava de uma armadilha. Entretanto eu não pensava em outra coisa a não ser capturar os ladrões e proporcionar a morte mais dolorosa possível.

“Seja uma armadilha, ou não, não vou recuar” falei sentindo uma súbita onda de fúria rubra. Estava enfurecido, apesar de não conhecê-los, eram meu povo, qual devia ser protegido por mim.”Ninguém atacá-la meu território e saíra sem pagar o preço do ferro frio e do fogo ardente. Esses tolos conseguiram me enfurecer! Agora conheceram a fúria de um dragão!”

Esporeei meu cavalo, instigando-o a seguir em frente. Abhi e seus caçadores de elite seguiram em frente seguindo o rastro deixando pelos bandidos. A estrada cortava o bosque que que ficava entre as duas montanhas, tornando-o um local perfeito para uma emboscada.

“Héstia, fique atenta!” falei.

“S-sim, pai!” respondeu timidamente.

Meus cavaleiros diminuíram a velocidade, o solo irregular tornava a cavalgada difícil. Olhamos para os pinheiros com cautela, procurando qualquer ruído que indicasse uma emboscada. Não gostava daquele suspense. Nem estava com paciência para esperar ser emboscado.

Assobiei, sinalizando para fazer uma parada.

“Juno, localize os bandidos com sua Habilidade【Visão Remota】!” gritei para ela atrás de mim.

Juno ficou parada, emitindo pulsos invisíveis de ondas psiônicas. A【Visão Remota】, funciona como um biosonar, ao invés de emissão de ondas ultrassônicas, Juno emitia ondas psiônicas localizando a posição de monstros e possíveis inimigos dentro de um raio de dois mil metros de distância.

“Eu os localizei papai, 400 metros de distância escondido entre as árvores, são 60 humanos” falou metodicamente.”Devo usar【Marcação】?”

“Sim, filha.”

De repente, minha visão mudou. Monstros dentro da área de busca da Habilidade 【Visão Remota】, tornou-se visível com uma ícone acima da cabeça mostrando o nível de ameaça – divididos em coelhos, lobos, e demônios, cada um com três níveis. Sobre a cabeça dos bandidos apareceu o ícone no formado de um coelho nível 3 de ameaça.

Para bandidos, era um nível de ameaça bem alto.

Meus cavaleiros foram surpresos pela mudança repentina em sua visão. Fiz uma breve explicação como funcionava a habilidade【Marcação】, falando que dessa forma nossa caçada tornar-se mais eficiente.

“Ivo, leve seus homens pela estrada, provavelmente vão fugir quanto virem seus números, quando fugirem, perseguir os bandidos pelo bosque. Eu e os caçadores de elite vamos adentrar o bosque nesse ponto e cortar sua rota de fuga.”

“Senhor, é possível que vão perceber nossa aproximação e alterar a rota de fuga” explicou Abhi com paciência.

“Não se preocupe, vamos nos aproximar deles como fantasmas.”

Desmontamos nossos cavalos e amarramos nos pinheiros. Conjurei as magias: 【Anti-detecção】, 【Ocultação de Aroma】, 【Invisibilidade Maior】, 【Passos Sobrenaturais】. Após Ivo e os quarenta cavaleiros seguirem pela estrada, adentramos a floresta em alta velocidade, passando por galhos e a neve sem deixar rastros, como se fossemos fantasmas da floresta.

Olhei para meus filhos, senti um certo aperto no coração.

Eu estava preocupado com eles, por que hoje o que matariam não seriam monstros, mas sim humanos. Se fossem crianças normais de sua idade, seria impossível, mas eram crianças criadas e modificadas geneticamente. Sua força, reflexo, agilidade eram superiores a humanos normais.

Havia muitas preocupações, a maioria infundada, apenas uma tola preocupação paternal.

Melhor do que ninguém sabia que matariam sem hesitar. Eu havia os criados para serem lobos e não ovelhas. Em seus genes não havia remorso, piedade ou compaixão.

Minutos mais tarde encontramos os bandidos fugindo dos meus cavaleiros.

Chegou a hora da verdade.

Descobriria seu meus filhos eram realmente lobos ou ovelhas.


Magusgod: Quero lembrar a todos leitores, humanos, Espers, magos, alienígenas ou seja lá qual for sua raça – sem preconceito -, ter em mente que essa é uma obra de ficção, é todos personagens são fictícios, qualquer semelhança e mera coincidência.

Deixando a piada de lado, quero tocar em um ponto importante. Alguns leitores podem não estar gostando da ideia de “crianças”– os filhos de Lyam para ser mais exato -, estarem recebendo certos ensinamento duvidosos do nosso infame, mulherengo, e amado herói Lyam e nem da possibilidade das “crianças” poderem matar outros seres humanos nos próximos capítulos.

Vamos pensar da forma seguinte: Lyam não tem bom senso; a história se passa em mundo sem leis ou qualquer tipo de código de conduta moral; Lyam odeia heroísmo desnecessário; as crianças foram criadas em um tanque e alteradas geneticamente então elas não são como as crianças normais; é o ponto mais importante de todos esse não é um conto de fadas, ou a histórias das princesas da disney.

É isso e tudo.

Qualquer dúvida, por favor comentar.

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