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Caçando bandidos! (3 Parte Final)

 
Tudo aconteceu como o planejado. Assim que os bandidos notaram a aproximação de Ivo e seus cavaleiros bem armados, fugiram como um bando de ratos.

Abhi, Raysa e seus caçadores de elite se posicionaram em locais estratégicos, apontando seus Sniper Riflhes para os bandidos que corriam em nossa direção.

“Héstia, se esconda em um dos galhos e atire de lá” ordenei.

“S-sssimm, pai!”

Héstia ativou sua bota de flutuação, subindo até um galho alto, posicionando-se na melhor posição de disparo, mirando através da luneta da arma os bandidos. Parecia um pouco nervosa.

“Respire fundo, acalme suas emoções, não pense em nada, não sinta nada, mire e atire, nada mais importa” falei num tom melódico.

Ouvindo minhas palavras, sua respiração tornou-se calma, as batidas de seu coração abaixaram, suas mãos parou de tremer.

“Júpiter e Pandora, fiquem próximo de mim. Ataquem só se eu ordenar!” falei num tom de comando, caso contrário atacariam assim que os bandidos entrassem em nossa linha de visão.

Juno retirou do coldre suas duas pistolas, escondeu-se atrás de uma árvore, preparada para abrir fogo ao meu comando.

Me escondi também, assim que atacamos a magia【Invisibilidade Maior】, vai ser dispersada. Por esse motivo todos estavam bem escondido entre as árvores, esperando o momento oportuno para atacar.

Minutos depois. Os bandidos entraram em nossa linha de visão. Usavam mantos grossos, armaduras de couros casto, poucos usavam cota de malha, a maioria dos bandidos usavam arcos.

Esperei ficarem a menos de 200 metros de distância.

“Atirem a vontade!” gritei.

No mesmo instante o som de tiros das Sniper Rifles ecoaram pelo bosque. As balas perfuravam a cabeça dos bandidos, espalhando massa encefálica pelo chão do bosque. Nem aqueles com cotas de malhas estavam protegidos dos disparos, que perfuravam suas cota de malha como se fossem papel.

Héstia, atirava em um intervalo regular, seu rosto frio e calmo era diferente do seu eu tímido habitual. Seus olhos eram como de uma águia, assim que a presa entrava em sua linha de tiro, puxava o gatilho, explodindo a cabeça de um bandido, espalhando massa encefálica por todos lados.

Juno não era diferente. Atirava com uma precisão assustadora, apesar de estar usando duas pistolas ao mesmo tempo.

Menos de um minuto havia se passado, 20 bandidos já foram abatidos causando o caos entre suas fileiras. Alguns mais espertos procuraram proteção atrás das árvores, disparando de volta com suas flechas. Outros, equipados com cota de malhas e escudos com a borda de ferro avançaram, praguejando.

“Seus imbecis se protejam nas árvores!” avisou um dos bandidos

Tarde demais.

Esses guerreiros não deu nem mais dois passos, e uma bala do Sniper Rifle, atravessou seus escudos, lançando lascas de madeiras para todo lado, penetrando em seus peitos.

O poder de penetração de uma bala de um Sniper Rifle era muito grande para que simples escudos de madeira e cota de malhas pudessem protegê-los. Se estivessem usando armaduras de Mitral a história seria diferente.

Senti a terra tremer, os relincho dos cavalos, atrás dos bandidos os cavaleiros surgiram como demônios vindo do inverno em busca de suas almas. A visão de Ivo vestindo placa de armadura completa e brandindo um enorme machado de guerra de duas mãos era uma visão aterrorizante. Liderava os cavaleiros, ansiosos para lutar, para encharcar a lâmina de suas espadas com o sangue dos bandidos.

E foi o que o que fizeram.

Seu ataque provocou o caos. Os bandidos incapazes de lutar contras os cavaleiros montados, tentaram fugir, só que nós estávamos bloqueando sua rota de fuga, eram abatidos como patos em um lago. Seguiram minutos de berros e o som de lâminas golpeando escudos e disparos dos Sniper Rifles.

No fim da luta, 60 bandidos foram reduzidos para cinco.

Capturamos os cinco bandidos, fizemos ajoelhar em uma fileira, olhei nos olhos de cada um deles, não pareciam bandidos comuns, podia ver que um ou outro pareciam ser nobres.

“Agora cortamos suas cabeças e pegamos a recompensa?” perguntou Juno visivelmente animada.

“Quem é o senhor dessas terras?” perguntei para ela.

“O senhor meu pai, claro” respondeu com uma careta.

“Então vou cobrar uma recompensa de mim mesmo?” perguntei. Ela franziu a testa. Não sabia o que responder.”A resposta é não. Pense minha filha, eles são bandidos e pelo seus números e equipamento não são um grupo de bandidos qualquer. Eles tem um esconderijo, aonde guarda seus saques. O que fazemos em uma situação dessas?”

“Ah….Então é isso…Então vamos torturá-los até revelar a localização de sua base?” perguntou Juno.

“Sim, existem outros modos fáceis de retirar informações desses vermes, mas papai está irritado! Vou usar o método tradicional de retirar informações, a boa e velha tortura!”

Poderia fazer Juno entrar na mente dos bandidos e vasculhar suas lembranças. Entretanto os corpos queimados dos camponeses estava fresco em minha mente. Não havia a menor chance de eu usar métodos benevolente nesses vermes.

“Então quem será o primeiro? Voluntários?” perguntei ao bandidos com um imenso sorriso.“Sabia que existe uma magia que permite retirar a pele de um inimigo de forma eficaz? Oh, não façam essas caras assustadas, eu posso curá-los, fazendo a pele crescer novamente!”

Não houve piedade. Eu os torturei mesmo após revelar a localização de seu esconderijo.

Naquele bosque gélido seus berros eram o único som que podia ser ouvido.

**********

Ponto de vista Juno

 

Cavaleiros arrastavam os corpos dos bandidos pela neve, após despojar os cadáveres de qualquer coisa de valor, jogando-os em uma vala recém escavada. Meu pai era um homem amável, mas de mudanças de humor rápida, e uma fúria capaz de engolir o mundo.

É naquele dia meu pai estava furioso. Muito furioso. Tudo por causa de algumas aldeias queimadas e a traição do lorde responsável pela fronteira leste.

Os bandidos eram na verdade uma força mercenária contratada pelo lorde da fronteira leste, qual tinha uma aliança secreta com o senhor da guerra Thory, de acordo com Akasha – uma vasta biblioteca dimensional criada por meu pai qual podemos conectar nossas mentes e adquirir conhecimento -, é um ex-aventureiro rank S+ que assumiu o controle do território Elvebreed, se autoproclamando rei de Elvebreed.

Os ataques eram apenas para atrair alguns soldados para uma emboscada, diminuindo as força de Alba, e quanto acabasse o inverno, o lorde do leste trairia meu pai juntando-se as forças do rei de Elvebreed, atacando nossa retaguarda, enquanto meu pai estaria enfrentando as forças dos senhores da guerra que atacariam de outras direções.

Os senhores da guerra eram mais inteligentes do que meu pai acreditava. Por ser sua filha, por ter sido criado a partir de seu sangue, compreendia o motivo de ter os subestimados. Meu pai era um homem poderoso, aos seus olhos os senhores da guerra não passavam de pedras insignificantes em seu caminho.

Agora estava com seu orgulho ferido, esse era o principal motivo de sua raiva, por que as pedras insignificantes haviam tramado um plano bem em baixo de seu nariz, qual descobriu por mero acaso.

Meu pai foi enganado e não estava nem um pouco feliz.

“O que vamos fazer?” perguntou o Capitão-cavaleiro Ivo.

“Eu vou dizer o que vou fazer” respondeu com raiva.”Vamos marchar até a fortaleza do leste e dar um fim nesse maldito traidor!”

“Senhor, somos poucos para capturar a fortaleza do leste.”

“Meu caro amigo, esqueceu quem eu sou?” perguntou reprimindo sua fúria.”Sou um dragão, tenho poder suficiente para derrubar suas muralhas e transformar todos nela em cinzas!”

A pressão que meu pai irradiava era denso e pesado, fazendo seus homens ficarem nervosos e tensos. Seu corpo incendiou-se e expandiu, transformando em um imenso dragão de escamas de rubi, assustando os cavalos.

Eu e meus irmãos o encarava admirados, com sua forma dragoniana, de todas as formas do meu pai, essa era para mim a mais bela.

“Leve seus cavaleiros para a fortaleza” disse com sua voz de trovão.”Vou na frente” virou seu longo pescoço, nos encarando com seus poderosos olhos de dragão.”Subam, temos uma fortaleza para conquistar, meus filhos!”

Subimos em seu dorso, segurando em seus espinhos, golpeou ar com suas poderosas asas, levantando voo, ganhando altitude. Nivelou voo acima dos pico da montanha, aonde era castigado pelo forte vento de inverno. Sem nossos bio-trajes teríamos congelados até a morte em instantes.

O bosque abaixo de nós se tornou pequeno e a estrada uma linha que levava até uma fortaleza antiga construída no sopé da montanha.

“Segurem-se firme!” avisou meu pai.

Ele dobrou suas asas, mergulhou em direção as muralhas de puro granito. Nos agarramos firmes em seus espinhos, enquanto nossos corpos literalmente flutuavam devido ao mergulho em alta velocidade.

Antes de se chocar contra as muralhas, vimos as caras aterrorizadas dos soldados que faziam ronda naquela hora. Meu pai caiu como um trovão sobre a muralha, fazendo-a montanha tremer, tamanho foi a força do impacto que parte das rochas da montanha caiu sobre alguns edifícios da fortaleza.

“Ataque de dragão!” gritaram, enquanto o som de sinos ecoavam por toda fortaleza.

Meu pai puxou todo ar ao redor, estufando seu peito, seguido por um jato rubro de chamas incendiando várias construções de uma única vez. Levantou voou outra vez, dando rasantes seguidos de mais jatos de fogo rubro, parando só quando toda fortaleza queimava.

“Veja meus filhos, veja o destino de traidores!” sibilou enquanto pousou na estrada, assistindo as chamas devorarem a fortaleza antiga.

Olhamos a fortaleza antiga queimar, o fogo rugindo como a boca de um dragão, cuspindo fagulhas para o alto. As chamas bruxuleantes iluminava os arredores. Vimos homens gritando, outros correndo com seus corpos em chamas. Eu e meus irmãos apenas assistimos, achando tudo divertido, e quando Ivo e seus cavaleiros chegaram, horas mais tarde, havia apenas um fantasma enegrecido do que uma vez foi uma fortaleza.

“Vou concertar no futuro” prometeu ele.”Ivo, leve meus filhos de volta para o palácio, Abhi convoque todos caçadores de elite e investigue as outras fronteiras, caso descobrir traidores, tem permissão para executá-los.”

Relutantes descemos de seu dorso. Meu pai planejava fazer algo e não queria nos levar com ele.

“O que vai fazer, pai?” perguntei.

“O rei de Elvebreed tem que pagar o preço do fogo ardente” respondeu com fúria, levantando voo, provocando uma súbita ventania. De longe, sua voz ecoou pelos céus, enquanto voava em direção a Elvebreed.”Quanto eu terminar, Elvebreed, se tornar-lá uma terra arrasada, uma terra de cinzas e morte, de rios envenenados e pilhas de corpos que formaram montes!”

Senti todos cavaleiros tremer, suor frio cruzar seus rostos e olharem para seu senhor, levando uma promessa de morte para toda uma terra. Por semanas, através das janelas do palácio, vimos imensos pilares de fumaça enegrecerem os céus e recebíamos a noticia de um dragão devastando Elvebreed.

Quando meu pai retornou, o território chamado Elvebreed já não existia mais. Um alerta para os traidores e aqueles que planejam o atacar pelas costas. Como filha, criada com o seu melhor, não pude evitar de sentir orgulhosa, por que eu era a filha daquele poderoso ser.

Tenho o pai mais legal do mundo!

Naquele dia eu recebi um novo título.

Título adquirido: 【Filha da calamidade vermelha】!

Que os vermes tremam diante desse título!

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